Histórico
Acontece
Bahia quase sócio da Fonte Nova
postado em 06 de abril de 2015

ERICH BETING - Máquina do Esporte


Foi positivo o saldo do rompimento de apenas dois dias do Bahia com a Fonte Nova. Na renegociação do clube com o gestor do estádio, ficou acertado que o Bahia praticamente se tornou um sócio do empreendimento. E isso é bom para os dois lados. Causa um maior comprometimento em fazer o negócio fluir.

Mas o desgaste da situação só deixa claro que o Bahia jogou para a torcida na argumentação de que era deixado em segundo plano pelo consórcio que gerencia o estádio. O clube usou do orgulho ferido do torcedor para pressionar o governo do estado e os gestores da Itaipava Arena Fonte Nova para conseguir obter uma melhor negociação. Faz parte do jogo.

Mas o ponto agora é que o Bahia precisa, urgentemente, descobrir alternativas para gerenciar melhor o seu principal produto, que é a qualidade do jogo de futebol. Do contrário, verá, no médio prazo, que é praticamente impossível querer melhores condições se não é capaz de atrair o torcedor para os seus jogos.

O endurecimento das negociações entre clubes e construtoras é parte do jogo. Só não pode o clube achar que ele é hoje a salvação para os novos estádios. Sem dúvida que as arenas, por mais multiuso que possam ser, dependem muito do futebol para arrecadar mais. Mas no nível que está o futebol no Brasil, o caminho mais lógico para os donos de estádios seria pensar em alternativas de eventos para atrair receita.

Depender do jogo de futebol dos times brasileiros é, hoje, um mau negócio. Tendo o Bahia como sócio, a Fonte Nova precisa mudar isso.

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Olimpíada 2016
Governo busca apoio de famosos
postado em 06 de abril de 2015

Blog do JOSÉ CRUZ


Ao convidar a ex-atleta Ana Moser para presidir a APO (Autoridade Pública Olímpica), a presidente Dilma Rousseff sinaliza que não tem quadros para comandar o esporte em nível de governo, e se socorre em atletas famosos paraana tentar recuperar a credibilidade do setor.

Antes, Dilma tentou dar perfil político à APO,com o ex-ministro das Cidades, Márcio Fortes. Durou dois anos. Depois, com um técnico e especialista em grandes estratégias, como a Olimpíada, o general Fernando. Durou dois anos e saiu fritado pelo Palácio do Planalto, que queria o cargo para colocar um leigo do PT. Mas isso poderia agravar a crise do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, porque o partido está sem credibilidade e com gente de seu quadro sob investigação no esquema da Petrobras.

A saída foi buscar um atleta vinculada ao esporte. Ana Moser, premiada atleta do vôlei de quadra, integra o Conselho Nacional do Esporte %u2013 que ainda não se reuniu este ano %u2013 e tem projetos sociais aprovados pela Lei de Incentivo ao Esporte. Mais intimidade com o governo é impossível.

Com isso, Dilma sinaliza que, a menos de 500 dias dos Jogos Olímpicos, precisa melhorar a imagem de seu governo, também na comunidade esportiva internacional. Caberá a Ana Moser concluir um projeto que começou em 2011 e já passou pelas mãos de dois gestores, mas que tem o comando financeiro centralizado na mesa do ministro Aloízio Mercadante, na sala ao lado da presidente Dilma.

Estratégia

Essa nova e emergencial postura será reforçada amanhã, quando o velejador Lars Grael assumirá a presidência do Conselho Nacional dos Atletas, desativado há dez anos.

Lars

A estratégia do ministro do Esporte é esperta e de ocasião. Depois de preencher os principais cargos do ministério com leigos no esporte, mas ligados ao seu partido (PRB) e, por extensão, à Igreja do bispo Edir Macedo, George Hilton se socorre de nomes de prestígio para se aconselhar, e poder ter o que dizer três meses depois de ter assumido o cargo. Com isso, ele também divide responsabilidades no caso de algo não sair como o planejado.

Com Lars, deverão ter lugar no Conselho atletas de expressão, com liderança em suas modalidades, com experiência capaz de dar novo rumo ao setor. Serão conselheiros de luxo de um ministro inexperiente, numa pasta que, da forma como atua, não faz falta alguma à estrutura do nosso esporte.

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Acontece
As dificuldades do futebol nortista
postado em 06 de abril de 2015

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O estado de Rondônia iniciou o seu estadual no dia de ontem, com a participação de apenas cinco clubes, desde que o Cacoalense desistiu da competição por não ter um estádio aprovado para os seus jogos.

A rodada de abertura só teve um jogo, o que envolveu o Ji-Paraná vs Ariquemes, em Rolim de Moura. O segundo que teria o Guajará jogando contra o Genus foi adiado, pela falta de condições do gramado do estádio Municipal João Saldanha em função das chuvas caídas em Guajará Mirim.

O futebol do Norte do Brasil vive uma dura realidade, inclusive o do Pará que sempre teve uma grande demanda, e que sofre um processo de decadência que afetou um dos times mais tradicionais do Brasil, o Remo, que não pertence a nenhuma Série Nacional.

Essa região teria que ser olhada com um maior carinho pelos que fazem o futebol brasileiro, mas isso não acontece, e as suas Federações são entregues a pessoas que pouco estão ligando para a realidade.

O mais grave é que os times da maioria desses estados não têm torcidas, por conta da opção que tomaram pelos clubes do Sudeste. Ainda pouco, em Rio Branco, no Acre, vimos o que aconteceu no jogo entre Vasco da Gama e o Rio Branco, clube local, onde 90% do estádio estava ocupado por torcedores vascaínos.

O Norte é Brasil e precisa ser respeitado. As suas Federações recebem as mesadas enviadas pelo Circo, e para essas tudo fica resolvido, mesmo com a miséria reinante.

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Acontece
OAS quer vender arenas
postado em 01 de abril de 2015

MAQUINA DO ESPORTE

A construtora OAS quer vender a Arena da Dunas e a Arena Itaipava Fonte Nova, na qual detém 50% do empreendimento. Investigada na Operação Lava-Jato, que analisa desvios de dinheiro da Petrobras e de empreiteiras, a empresa lançou uma nota na terça-feira (31) para anunciar ações que a impeçam de pedir falência.  

Para se recuperar financeiramente, já que a empresa sofre com uma série de limitações a crédito graças à Operação Lava Jato, a empresa também colocou à venda a participação em outras seis empresas.

Segundo o diretor de desenvolvimento corporativo da OAS, Diego Barreto, há um motivo para a venda: "O desinvestimento em ativos é motivado também pela decisão de priorizar o core business do grupo, que é o nosso braço de construção pesada,        a Construtora OAS".

Em nenhum momento, no entanto, há a citação da Arena do Grêmio. A construtora já havia acertado a venda do estádio para o clube, em uma negociação de cerca de R$ 400 milhões, além do terreno do Estádio Olímpico. A negociação foi interrompida justamente após a empresa ter sido envolvido na Lava Jato.

Além da venda de ativos, a OAS anunciou o pedido de recuperação judicial de nove empresas. Segundo a empresa, esse seria o caminho para o grupo renegociar as dívidas com credores e fornecedores. 

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Acontece
Bahia x Fonte Nova - falta transparência
postado em 01 de abril de 2015

Blog do RODRIGO MATTOS


A disputa do Bahia com a Concessionária da Arena Fonte Nova tem uma série de ingredientes como pano de fundo como a operação Lava-Jato, a pressão da torcida, o baixo público da equipe e o contrato que veta o uso do Pituaço. As duas partes estão dispostas a usar suas principais armas de pressão, enquanto o governo do Estado tenta mediar um acordo porque pode ter de pagar a conta.

Vamos aos fatos. Na segunda-feira, o clube anunciou sua disposição de deixar de jogar na Arena Fonte Nova por sua insatisfação com as condições para manutenção do contrato com a administradora. A Concessionária se mostrou surpresa e reclamou da interrupção das negociações. Isso é o que há de oficial já que as partes não quiseram falar nesta terça-feira.

Na verdade, o Bahia já vem insatisfeito com as condições da Fonte desde o ano passado quando notificou a empresa que queria rever as condições do contrato, o que estava previsto para abril. Reivindicava mais poder na gestão dos jogos, principalmente participar na determinação dos preços de ingressos, e melhoria de condições financeiras. A relação desde então só se deteriorou.

O clube reclama que piorou o tratamento dado ao torcedor na compra de ingressos, e até holofotes eram acendidos com atraso em jogos noturnos. Isso é atribuído no Bahia à economia feita pela Concessionária por conta das dificuldades financeiras da OAS, sócia da Arena Fonte Nova juntamente com Odebrecht.

A empreiteira começou a enfrentar problemas por ser alvo de investigação na Operação Lava-Jato, na qual se apuram acusações de pagar propinas por contratos da Petrobras. De fato, em nota nesta terça-feira, a empreiteira entrou com o pedido de recuperação judicial e anunciou que venderá sua participação no estádio, que é de 50%.

O Bahia sabe desse momento de fraqueza da empreiteira e o usa para pressionar por condições melhores. Ao seu lado, tem ainda um apoio significativo da torcida, insatisfeita com o tratamento no estádio.

Do outro lado, a Concessionária tem como argumento o contrato com o governo do Estado e contas. Pela cláusula 12.3 da PPP (Parceria Público-Privada) entre o Estado da Bahia e a empresa, %u201Cfica desde já estabelecido que o poder concedente não permitirá a realização de jogos oficiais de futebol no Estádio Pituaçu'''' com o objetivo de viabilizar a Fonte Nova.

O blog apurou que os administradores do estádio está disposto a usar a cláusula e ir para briga se for necessário, o que deixaria o Bahia sem lugar de bom porte para jogar. Pelo acordo, caso o governo do Estado descumpra qualquer uma das cláusulas que afete as condições financeiras, teria de pagar indenização ou aumento dos pagamentos mensais (contraprestação) à Arena Fonte Nova.

Prova da preocupação é de que, nesta terça-feira, houve reunião de representantes da empresa com o governador baiano, Rui Costa. A assessoria da Secretaria de Trabalho e Emprego da Bahia, que cuida do estádio, ainda não tinha uma posição sobre o resultado do encontro. Há a possibilidade de nova discussão nesta quarta-feira, desta vez, com a presença do Bahia.

Outra defesa da Concessionária, nos bastidores, é de que o Bahia tem gerado prejuízo, e não renda para a gestão. Explica-se: as condições atuais do contrato davam ao clube R$ 9 milhões líquidos em renda por ano, independentemente do resultado de bilheteria.

Só que o clube teve público médio de 15 mil no de 2013 e de 11,5 mil, em 2014. Com essa presença, gerou apenas R$ 5,6 milhões líquidos. Em resumo, a empresa tomou prejuízo de R$ 12 milhões com a agremiação.

Ninguém relevou, no entanto, qual o valor pago pelo governo do Estado para a Concessionária, montante este que não está vinculado ao contrato do Bahia. Mas os pagamentos podem aumentar caso o governador libere o Pituaçu ao Bahia. Certo é que, neste momento, nenhuma das partes parece propensa a ceder.

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