JOSÃ JOQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Clubes falidos, alguns extintos, a
maioria sazonal. Futebol de pouca qualidade, arbitragens
catastróficas, jornalismo alheio aos problemas e preocupados com os
pensamentos filosóficos dos dirigentes, técnicos e jogadores,
entidades alienadas, falta de transparência, e fechando a panela
que vai ao fogo, torcedores acomodados.
O nome desse prato no menu principal dos restaurantes é ¨Futebol brasileiro ao vinagrete¨, que não está tendo muita aceitação, e por isso está em promoção de dois por um.
A tecnologia está à disposição de todos os esportes, menos no futebol. As dúvidas são dirimidas no apertar de um botão, mas como os seus dirigentes são filiais de Einstein, fazem a opção de deixar na interpretação dos árbitros os lances duvidosos, e que muitas vezes determinam os resultados. São uns gênios tupiniquins.
No final, um clube que se preparou para uma partida foi prejudicado, poderia ser o vencedor mas não o foi. Quem paga os prejuÃzos? Uma pergunta que ninguém consegue responder. Nem Del Nero e suas namoradas.
Quanto observamos os gramados constatamos uma má vontade dos treinadores para vencerem uma partida. A maioria tem a opção da tática 10-1, e nos vestiários já deixam bem claro, que o ritual será defesa, defesa, defesa, atacar jamais, a não ser que o adversário permita.
Os atletas antes do apito inicial fazem uma roda no gramado para os últimos ajustes. No Santa Cruz o orador é o massagista, que cita Socrates, Platão, Cicero, Sartre, entre outros, em suas palavras, e todos aplaudem. Pela rodinha o resultado já está determindo, 0x0, posto que o outro lado também teve o mesmo procedimento.
Começa o jogo, o placar em branco. Chutões, bolas alçadas nas áreas, carrinhos violentos, sangue na cabeça dos jogadores, e o verdadeiro futebol ficou do lado de fora.
Quando um time consegue por um milagre marcar um gol, começa então o sistema do cai-cai, das simulações para ganhar tempo. A moda agora é contusões nos goleiros, que podem ser atendidos no gramado, e tiram do jogo preciosos minutos.
A pancadaria corre solta, voadoras da UFC fazem parte do contexto, e alguns jogadores parecem que estão lutando do que jogando futebol. Pobre bola, que é maltratada 96 minutos, e no final presta queixa no Tribunal Especial do Torcedor, por conta da lei Maria da Penha, mas nada acontece com os infratores.
O mais interessante é a telepatia adotada pelos treinadores quando seus times estão vencendo. Ao procederem com uma substituição, aquele que será substituÃdo desaba no gramado para sair na maca e ganhar tempo.
No final, 52% de bola rolando, 44% de bola parada, e, um total de 96 minutos de jogo, incluindo-se os acréscimos, com exceção dos números da Federação de Futebol de Pernambuco, que tem uns cronometristas de alto nÃvel, que transformam os tempos em verdadeiros recordes.
De vez em quando as bombas de gás explodem nas arquibancadas, ritual que faz parte do divertimento dos torcedores organizados, que é de brigarem entre sÃ, com a torcida adversária e com a própria PolÃcia, que tem a obrigação de manter a ordem e a lei.
Apito final, os torcedores que estavam no estádio, em um jogo no horário espetacular das 22h00, não reagem, nem protestam. São culpados pela omissão, um grande pecado motal.
Torcedor de futebol é como a maré, vai e volta de acordo com a lua. No jogo vaia um jogador, e se marcar um gol da vitória o elegem presidente do clube.
E os cartolas? Não falamos sobre esses, porque seria necessário um tratado de muitas e muitas folhas, por serem os personagens mais difÃceis de se entender.
Tudo que foi mostrado é o que representa hoje o ¨Novo Futebol Brasileiro¨, que morreu e os inocentes ainda não acreditam.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013











