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O esporte precisa de uma Lava-Jato
postado em 15 de abril de 2015

Blog  do  JOSÉ CRUZ


A Polícia Federal chegou à Eletronorte e ali iniciou mais uma investigação. A suspeita é de que a estatal esconda algo parecido com o escândalo da Petrobras.  A PF chegou, também, à Caixa Econômica, onde investiga um esquema para desviar dinheiro de contratos para agência de publicidade, como ocorreu com o Mensalão.  real-ok

Há algum tempo, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato fugiu para a Itália para não ser preso, acusado de irregularidades em contratos que assinou.

O ponto de partida dessa %u201Cera moderna%u201D da corrupção no Brasil foi nos Correios, em 2005, onde um funcionário negociava propinas para driblar licitações. O resultado acabou no esquema que se conhece por %u201CMensalão.

E o esporte?

Expressivas fontes de financiamento do esporte estão nessas estatais: Correios, Caixa, Eletronorte, Petrobras e Banco do Brasil. E falta um eficiente sistema de fiscalização para acompanhar o uso do dinheiro liberado por essas empresas.

Foi de uma denúncia, neste blog  %u2013 e não de fiscalização oficial %u2013 , que o companheiro Lúcio de Castro, da ESPN, chegou ao escândalo da Confederação de Vôlei, tão grave que o próprio Banco do Brasil ameaçou suspender a parceria.

Há documentos de sobra que demonstram a fragilidade da gestão da verba pública do nosso esporte olímpico, por desperdício, inclusive, como já se demonstrou.

Por isso, uma operação lava-jato no esporte seria importante para se ter um perfil do dinheiro liberado pelas estatais e o resultado dessa aplicação bilionária, nos últimos anos. No ciclo olímpico 2008/2012 foram destinados R$ 6 bilhões de verba pública ao esporte de alto rendimento.

O Ministério do Esporte tem o mapeamento desse universo financeiro? Há segurança na aplicação do dinheiro, diante dos esquemas de corrupção que surgem nas estatais? Quem garante? Hoje ficamos sabendo que o Pan 2007 ainda tem conta de R$ 23 milhões em aberto. E quando saberemos quem enriqueceu com o escândalo do Segundo Tempo?

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O novo futebol brasileiro
postado em 15 de abril de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O NOVO FUTEBOL BRASILEIRO


JOSÉ JOQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Clubes falidos, alguns extintos, a maioria sazonal. Futebol de pouca qualidade, arbitragens catastróficas, jornalismo alheio aos problemas e preocupados com os pensamentos filosóficos dos dirigentes, técnicos e jogadores, entidades alienadas, falta de transparência, e fechando a panela que vai ao fogo, torcedores acomodados.

O nome desse prato no menu principal dos restaurantes é ¨Futebol brasileiro ao vinagrete¨, que não está tendo muita aceitação, e por isso está em promoção de dois por um.

A tecnologia está à disposição de todos os esportes, menos no futebol. As dúvidas são dirimidas no apertar de um botão, mas como os seus dirigentes são filiais de Einstein, fazem a opção de deixar na interpretação dos árbitros os lances duvidosos, e que muitas vezes determinam os resultados. São uns gênios tupiniquins.

No final, um clube que se preparou para uma partida foi prejudicado, poderia ser o vencedor mas não o foi. Quem paga os prejuízos? Uma pergunta que ninguém consegue responder. Nem Del Nero e suas namoradas.

Quanto observamos os gramados constatamos uma má vontade dos treinadores para vencerem uma partida. A maioria tem a opção da tática 10-1, e nos vestiários já deixam bem claro, que o ritual será defesa, defesa, defesa, atacar jamais, a não ser que o adversário permita.

Os atletas antes do apito inicial fazem uma roda no gramado para os últimos ajustes. No Santa Cruz o orador é o massagista, que cita Socrates, Platão, Cicero, Sartre, entre outros, em suas palavras, e todos aplaudem. Pela rodinha o resultado já está determindo, 0x0, posto que o outro lado também teve o mesmo procedimento.

Começa o jogo, o placar em branco. Chutões, bolas alçadas nas áreas, carrinhos violentos, sangue na cabeça dos jogadores, e o verdadeiro futebol ficou do lado de fora.

Quando um time consegue por um milagre marcar um gol, começa então o sistema do cai-cai, das simulações para ganhar tempo. A moda agora é contusões nos goleiros, que podem ser atendidos no gramado, e tiram do jogo preciosos minutos.

A pancadaria corre solta, voadoras da UFC fazem parte do contexto, e alguns jogadores parecem que estão lutando do que jogando futebol. Pobre bola, que é maltratada 96 minutos, e no final presta queixa no Tribunal Especial do Torcedor, por conta da lei Maria da Penha, mas nada acontece com os infratores.

O mais interessante é a telepatia adotada pelos treinadores quando seus times estão vencendo. Ao procederem com uma substituição, aquele que será substituído desaba no gramado para sair na maca e ganhar tempo.

No final, 52% de bola rolando, 44% de bola parada, e, um total de 96 minutos de jogo, incluindo-se os acréscimos, com exceção dos números da Federação de Futebol de Pernambuco, que tem uns cronometristas de alto nível, que transformam os tempos em verdadeiros recordes.

De vez em quando as bombas de gás explodem nas arquibancadas, ritual que faz parte do divertimento dos torcedores organizados, que é de brigarem entre sí, com a torcida adversária e com a própria Polícia, que tem a obrigação de manter a ordem e a lei.

Apito final, os torcedores que estavam no estádio, em um jogo no horário espetacular das 22h00, não reagem, nem protestam. São culpados pela omissão, um grande pecado motal.

Torcedor de futebol é como a maré, vai e volta de acordo com a lua. No jogo vaia um jogador, e se marcar um gol da vitória o elegem presidente do clube.

E os cartolas? Não falamos sobre esses, porque seria necessário um tratado de muitas e muitas folhas, por serem os personagens mais difíceis de se entender.

Tudo que foi mostrado é o que representa hoje o ¨Novo Futebol Brasileiro¨, que morreu e os inocentes ainda não acreditam.

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Sobre as cotas da TV
postado em 13 de abril de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SOBRE AS COTAS DA TV


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O jornalista Hiltor Mombach, em um artigo no jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, nos despertou para algo que não tínhamos observado, com relação à distribuição dos valores do pay-per-view, que aumentará o abismo financeiro entre os clubes disputantes da Série A Nacional.

Em 2016, a TV pagará R$ 500 milhões pelo sistema de compra dos jogos. Flamengo e Corinthians ficam, em média, com 15% da fatia cada. A previsão é que receberão R$ 170 milhões de cotas fixas, mais R$ 75 milhões do pay-per-view, enquanto outros participantes têm de 7% a 2% de participações nessas cotas, ou seja, os que recebem menos a parte fixa recebem também menos a parte destinada pela venda dos jogos.

Devemos lembrar que na distribuição dos recursos dos direitos de transmissão aos clubes, quando o Clube dos Treze a fazia, a diferença de valor entre a primeira faixa e a terceira era de 40%.

Quando os clubes passaram a acertar individualmente com a TV, a diferença subiu para 144% e, em 2016, quando entrará em vigor o novo contrato, passará a ser de 183%, sendo algo destruidor, e sem contar com o pay-per-view.

No ano de 2011, o teto máximo foi de 21 milhões, e o mímimo de R$ 5,5 milhões. A partir de 2012 as diferenças foram escancaradas, com o Flamengo e Corinthians recebendo R$ 110 milhões, o São Paulo, R$ 80 milhões, Vasco e Palmeiras, R$ 70 milhões, Santos, R$ 60 milhões, Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo, R$ 45 milhões e, no último grupo, Coritiba, Vitória, Goiás, Sport, Bahia e Atlético-PR, R$ 27 milhões. Chapecoense, Figueirense e Criciúma, R$ 17 milhões.

A diferença daqueles que receberam menos para os que os das maiores cotas em 2011 era de R$ 15,5 milhões. Em 2015, essa foi de R$ 83 milhões e de 2016 em diante, o abismo aprofundou-se, chegando ao teto de R$ 135 nilhões.

Corinthians e Flamengo receberão R$ 170 milhões, e o Sport como exemplo poderá receber R$ 35 milhões, desde que o aumento foi procedido de forma linear, com os mesmos percentuais aplicados entre aqueles que ganhavam mais, com os que ganhavam menos.

Na verdade iremos ter uma semi-espanholização do futebol brasileiro, mas todos estão felizes e contentes, e vamos continuar como estamos.

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Copa do Nordeste
A história não muda
postado em 12 de abril de 2015

Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem

Foto: Alexandre Gondim - JC/Imagens - Blog do Torcedor

CLAUDEMIR GOMES


O sistema mata-mata nos leva a dizer que o jogo é de 180 minutos, ou seja, a soma dos minutos das duas partidas, uma vez que, somente quando o árbitro dá por encerrada a segunda disputa. Partindo deste princípio podemos afirmar que o Sport deixou de se classificar para as finais da edição 2015 da Copa do Nordeste por conta de sua incapacidade de fazer gols na Ilha do Retiro, ou seja, "no primeiro tempo do jogo".

A leitura equivocada do técnico Eduardo Batista, ao promover a entrada de Danilo no lugar de Neto Moura, no intervalo da partida de ontem, na Fonte Nova, foi decisiva para o crescimento do adversário, que saiu para o intervalo do jogo inferiorizado no placar vendo um Sport ajustado e com personalidade em campo.

Souza, com sua experiência e um espírito de decisão exemplar, chamou a responsabilidade do jogo para si, marcou os três gols da vitória do Bahia e se mostrou impecável ao compartilhar a responsabilidade da marcação. Faltou um homem para acompanhar os seus passos. Era previsível o crescimento do Tricolor Baiano jogando na Fonte Nova apoiado por mais de 40 mil torcedores. O Sport reagiu bem diante de todas as adversidades, e chegou a um feito que não estava no script da partida: sair na frente do placar. Se os leoninos tivessem sido um pouco mais eficientes no primeiro confronto, certamente a torcida rubro-negra estaria festejando outra participação do Sport em uma final da competição regional.

As defesas milagrosas feitas por Magrão na quarta-feira foram sinais que alertaram para o perigo da decisão de ontem. Um jogo eletrizante com quatro gols em 11 minutos; com um pênalti bem marcado, que não deixa espaço para contestações e uma falha - frangaço - do goleiro do Bahia que, aquela altura dos acontecimentos daria a classificação ao Sport. Mas a escrita segue a mesma, ou seja, em se tratando de Copa do Nordeste, a vitória tem que ser do Bahia. Como o empate classificaria o Sport, o Tricolor de Aço achou um gol após uma defesa espetacular de Magrão. Coisas do futebol.

Agora, ao Pernambucano.

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O fim do Todos com a Nota
postado em 10 de abril de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O FIM DO TODOS COM A NOTA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Entendemos a defesa de alguns setores com relação ao programa Todos com a Nota, que é um guarda chuva imenso em nosso estado, que na verdade tornou-se irrelevante e prejudicial para o futuro do nosso futebol.

O governador em bom momento autorizou uma análise sobre a relação do programa com a violência, fato esse que sempre estamos destacando, já que o ingresso subsidiado cria as condições da participação dos torcedores organizados, que são os responsáveis pelos graves acontecimentos que acontecem nos dias de jogos.

O maior exemplo é que em partidas sem tais ingressos, a queda do público é latente, a não ser em encontros decisivos que tem uma alavancagem.

Equivocadamente alguns tratam esse tema como preconceito, mas isso é apenas algo para tirar o foco do debate. Como não temos o menor interesse financeiro no programa, ficamos com a liberdade de criticá-lo, inclusive por estarmos entre aqueles que incentivaram o governador Miguel Arraes a implantar o Futebol Solidário, que trocava alimentos por ingressos, como uma maneira de trazer o torcedor de volta aos estádios.

O sistema foi sendo modificado durante o tempo, e no governo do falecido Eduardo Campos, tornou-se o Todos com a Nota.

Existe uma falácia de que a arrecadação estadual aumentou por conta desse programa. Nada mais equivocado, pois o público cada vez está mais reduzido, e os números apresentados têm uma grande parcela de fantasmas.

Como pode ter influnciando no incremento nas receitas estatais, se o modus operandi do sistema nos mostram que os torcedores não trocam suas notas pelos cupons que dão direito aos bilhetes dos jogos, e mesmo colocando as suas cotas nos movimentos financeiros, os clubes ficam buscando-as, dias após a realização dos jogos.

O governo vem sendo enganado.

Atualmente existe uma nova profissão, a de vendedor de cupons para clubes, a fim de que possam receber as suas cotas, mesmo sem a presença de torcedores nos estádios.

Os clubes menores criaram uma dependência total com o programa. Se esse saísse do contexto eles morreriam, porque não se organizaram para outras receitas, ficando agarrados e iludidos com as benesses do governo.

Como se pode aprovar um programa que paga aos clubes por ingressos que não foram utlizados? Os estádios ficam vazios, e no recebimento das cotas, são pagas como de casa cheia. Algo está errado.

Na verdade, o dinheiro público não pode ser gasto em algo que não existe, que é a remuneração de um serviço que não foi prestado. Por outro lado, para os clubes maiores esse povoca danos, quando impede a absorção dos sócios torcedores.

Na realidade o sistema exariu-se, embora no início tenha ajudado o futebol de nosso estado, mas a sua perenização já está sendo refletida nos jogos realizados, com a demanda de trocas bem reduzidas, e quando essas acontecem é por conta dos vendedores dos cupons.

Como é uma tradição a ser seguida e o governador Paulo Câmara queira continuá-la, que pelo menos os mecanismos de controle, ou seja, os pagamentos sejam feitos de acordo com o público nos estádios, e cujo controle teria que ser procedido pela Secretaria da Fazenda. Pagar fantasmas é algo que não deve e não pode ser feito.

Para nós a melhor coisa que poderia ser feita seria a sua extinção, com a garantia de que o futebol sobreviverá, e que a violência seria reduzida. Os recursos desse programa poderiam ser aplicados na recuperação dos estadios do interior e na construção de equipamentos esportivos nas escolas, que dariam retornos muito mais relevantes do que esses do atual sistema.

O apito soprou, e está nas mãos do governador uma solução  definitiva, de algo que foi bom, mas morreu de inanição.

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