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Perto em sócios, longe em renda
postado em 16 de maro de 2015

Blog do RODRIGO MATTOS


O Palmeiras superou 100 mil sócios-torcedores e ameaça a liderança do Internacional em número de associados, mas ainda está bem longe em termos de receitas neste item. O blog fez um levantamento da estimativa de faturamento dos principais programas dos grandes times do Brasil para 2015. Os gaúchos ainda lideram de forma folgada em rendas.

Pelo torcedêmetro, medidor da Ambev para o número de associados, o Internacional é o líder com 130.205 associados. O clube, no entanto, admite que são 107 mil em dia com seus pagamentos, sendo que os restante continua no cadastro. Já o Palmeiras tem 102.239 sócios. Se todos os palmeirenses estiverem regulares, o que não foi possível verificar, a diferença é só de 5 mil.

Só que o programa colorado é bem mais rentável. O Avanti, programa palestrino, tem a expectativa de uma renda anual líquida de R$ 25 milhões para 2015 após a adesão em massa da torcida.

"Nossa receita anual bruta é de R$ 70 milhões. Não sei precisar qual o custo da operação porque é dividido dentro de vários setores do clube, que tem caixa único", explicou o vice-presidente de marketing do Internacional, Luiz Henrique Nuñez. "É um programa bem sucedido que está em sexto no mundo. É nossa maior receita, acima de televisão."

Outros times estimam em torno de um quarto o custo operacional dos programas, mas claro isso depende de cada modelo. Assim, o Inter poderia ter mais do que o dobro dos palmeirenses em renda líquida.

A explicação para a diferença de renda está no número de torcedores em cada faixa de preço. O Palmeiras tem um dos pacotes mais baratos de times brasileiros por R$ 9,9 - o mais caro é de R$ 599,99. Já o Inter tem programas de R$ 15,00 a R$ 85,00, em três modelos diferentes.

Outros clubes que superam a receita palmeirense com menos sócios-torcedores são o Grêmio (84 mil sócios), Cruzeiro (69 mil) e Flamengo (54 mil). O tricolor gaúcho estima sua renda com quadro social em R$ 50 milhões em 2015, o que certamente representará um ganho líquido maior do que o alviverde.

Já o time mineiro arrecadou R$ 36 milhões brutos m 2014, e estima que lhe sobram R$ 27,7 milhões. "Nosso programa tem duas oportunidades. Uma delas é a mensalidade e a venda de ingressos, que associados chegaram a R$ 54 milhões. Outra é o relacionamento com os nossos sócios que nos permitem outros negócios", contou Marcone Barbosa, diretor de marketing do Cruzeiro.

Embora o Cruzeiro esteja praticamente empatado com o Flamengo em receita bruta e líquida, o clube mineiro tem situação melhor porque já tem os cerca de 70 mil que lhe garantem a renda deste ano. O clube carioca está abaixo da sua meta que é 60 mil.

Se ainda está atrás de rivais nacionais, o Palmeiras tem uma arrecadação com sócio-torcedor que supera por larga margem os rivais Corinthians e São Paulo. Ambos ainda estão em patamares abaixo dos R$ 20 milhões - os corintianos estimam apenas R$ 6,2 milhões no orçamento de 2015. Veja o ranking de receita estimada com sócio-torcedor para cada um dos sete entre os oito com mais membros (não foi possível obter dados do Santos):

1- Inter:  R$ 70 milhões - receita bruta - 130.025 sócios (107 mil em dia)

2 - Grêmio: R$ 50 milhões - receita bruta - 81.103 sócios

3 - Flamengo:  R$ 37 milhões - receita bruta (R$ 27,7 milhões líquidos)* - 54.427 sócios

4 - Cruzeiro: R$ 36 milhões - receita bruta (R$ 27,7 milhões líquidos) - 69.055 sócios

5 - Palmeiras: R$ 25 milhões receita líquida** - 102.339 sócios

6 - São Paulo: R$ 18 milhões receita bruta - 52.509 sócios (considera os dependentes, mas não os inadimplentes)

7 - Corinthians: R$ 6,2 milhões receita bruta***  - 84.025 sócios

*Essa expectativa é com média de 60 mil torcedores no ano, mas o clube está com 54 mil no momento

**Não foi possível obter a previsão de receita bruta

***Número consta do orçamento do clube, mas houve aumento de adesões em 2015 com a Libertadores

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Artigos
O Clube dos 12
postado em 16 de maro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O CLUBE DOS 12


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na tarde de ontem, o 12 Futebol Clube fez a sua estreia nos gramados capixabas, com o seu primeiro jogo pela Série B do futebol do Espírito Santo, derrotando o Gel pelo placar de 1x0.

Trata-se de um modelo de clube que segue o padrão do que se chama Gestão Compartilhada, e no seu caso a participação de torcedores na gestão. Na realidade trata-se de um negócio que visa lucros para todos os seus participantes.

Não é uma novidade, visto que o o clube Ebbsfleet United, da 5ª divisão inglesa, o implantou em 2008, sem que tivesse alcançado o sucesso pretendido.

O projeto objetiva trazer o torcedor para se tornar um sócio-diretor, e tornar-se o 12º elemento. O 12 é uma empresa. A participação do torcedor na gestão é o seu conteúdo principal. O objetivo é de captar 3 mil sócios-diretores, com uma mensalidade de R$ 49. Os demais recursos virão dos jogos, patrocínios e venda de atletas.

Os torcedores participam da vida do time, opinando sobre as decisões a serem tomadas, contratações do treinador, de jogadores, e de forma virtual tomam conhecimento de tudo que se passa no clube.

Os 120 sócios-diretores iniciais escolheram o uniforme, o CT e alguns jogadores do time. Cinco atletas foram selecionados numa peneira virtual, através dos vídeos que foram enviados, mostrando a razão de que esses desejavam atuar pelo novo clube.

Dos 152 vídeos remetidos, foram aprovados 30, que participaram de uma peneira real observada on-line pelos sócios-diretores, e cinco desses foram escolhidos, estão no atual elenco.

Segundo informações dos seus dirigentes, o Clube dos 12 teve o aporte de R$ 10 milhões por conta dos 10 sócios fundadores, que o estão administrando, e conseguiram captar R$ 1,5 milhão na mídia espontânea, hoje já conta com 800 sócios-diretores.

No lançamento das suas camisas no mercado, 500 foram vendidas em um dia, o que obrigou a uma nova produção para atender os pedidos.

O treinador é o conhecido Sorato, e o seu auxiliar, Carlos Germano, que foi ídolo no Vasco da Gama. Pelo menos dois nomes de respeito.

Na realidade, o futebol brasileiro encontra-se sem um rumo definido, e novas ideias vão surgindo para tirar-lhe do marasmo em que se encontra, e a do 12 Futebol Clube é uma dessas, mas enfrentará resistências do sistema dominante e sobretudo pela desconfiança de uma população que não acredita mais em nada, e dificilmente irão incorporá-las.

Outro fato contrário é a cultura tradicionalista do nosso futebol, que morre de fome, mas persiste em manter os atuais conceitos.

Que o Clube dos 12 tenha sorte, e passe por cima das pedras que estarão no caminho.

Ainda bem que não foi o Clube dos 13, de nefasta memória.

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Artigos
Obsessão pelo estádio "meio a meio"
postado em 11 de maro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A OBSESSÃO PELO ESTÁDIO ¨MEIO A MEIO¨


Ricardo Araujo - blog Novas Arenas, da Revista Exame. 


Vamos discutir um pouco sobre um dos assuntos que sacodem a mídia esportiva brasileira. Torcida única ou torcida "meio a meio"? Percebo que, mais uma vez, saio em desvantagem. A mídia esportiva em peso tem se colocado francamente favorável a que as arquibancadas dos estádios sejam "divididas" entre as torcidas dos times disputantes.

E não é surpresa pensarem assim. Jornalistas não tem obrigação de enxergar o futebol do ponto de vista de sua sustentabilidade, gestão etc. Para a maioria, o que conta é o lúdico, a magia, a performance dos craques dentro de campo, e sendo assim, é natural que defendam a "beleza" do convívio das torcidas, a mistura das cores, os cânticos, remetendo a uma certa nostalgia de anos passados.

O problema é que eu não sou jornalista. Não penso como jornalista. Sou gestor esportivo e de arenas. Sou profissional de marketing. Não estou certo nem errado, mas vejo o futebol principalmente pelo lado business, porque afinal, alguém precisa ver o futebol pelo lado business, já que jornalistas e torcedores geralmente o vivenciam pelo viés da beleza e da paixão.

Portanto, ser nostálgico não é errado, nem pecado. Mas, do meu ponto de vista, não cabe mais pensar no futebol em 2015 buscando preservar características e práticas dos tempos do futebol amador, ou do velho e datado profissionalismo de 30/40 anos atrás.

Muitos jornalistas até compreendem determinadas necessidades e urgências do "sport business", quando se colocam a favor de algumas posições do movimento "Bom Senso", por exemplo, ou quando apoiam melhores gestões de clubes e entidades. Mas continuam presos ao ranço amador, quando pressionam os clubes por preços de ingressos mais baixos, mas ao mesmo tempo cobram dos mesmos clubes times mais fortes. Cobram arenas mais modernas e confortáveis, mas criticam alegando que são muito "caras". Por outro lado, ao mesmo tempo que reconhecem a importância das receitas dos planos de  sócios-torcedores como alternativas às advindas das transmissões de Tv, desprezam a importância de reservar espaço nos estádios para os sócios do proprietário e defendem o lúdico, a nostálgica divisão repartida dos estádios.

E aí confundem alhos com bugalhos. A mídia esportiva de forma massiva se coloca contrária ao estádio de torcida única, e atribuem isso à violência das torcidas, especialmente as organizadas. Seria essa violência a "culpada" pela eventual impossibilidade de voltamos a ter os estádios "divididos", coloridos e amistosos. A mídia em nenhum momento considera o estádio com torcida "única" (na verdade, quase única, pois reserva ao visitante uma cota de 5 a 10% dos lugares), em razão do fator econômico.

O Santiago Bernabeu jamais foi "dividido" com qualquer torcida. As torcidas adversárias sempre tiveram que se contentar com míseros percentuais de ocupação. Por medo de violência ? Claro que não ! Pelo entendimento básico de que o mando do jogo é do Real, e todos os privilégios de aquisição, preços e disponibilidade de lugares é de seus torcedores. Porque milhares deles inclusive já compraram um carnê antecipado de jogos antes mesmo do campeonato começar. Tentem explicar aos sócios do Madrid, que de hoje em diante os torcedores do Atlético ocuparão metade do Bernabeu para que o espetáculo fique mais belo, etc e tal. Ou para os torcedores do Barça, do United, do Arsenal, da Juve .

A mídia esportiva brasileira de forma geral, precisa entender que o respeito ao direito, e Direito com D maiúsculo, dos sócios-torcedores precisa ser respeitado acima de tudo. Que quando a Federação Carioca ou a CBF, resolvem mudar locais de jogos, e mudar regras a seu bel prazer, estão corroendo as bases de estabilidade e confiança que fazem qualquer plano de sócio torcedor se fortalecer.

É necessário entender ainda, jornalistas, entidades e clubes, que não é possível se equilibrar com um pé no presente e outro no passado. O futebol é caríssimo e os clubes precisam de cada centavo que puderem arrecadar, com seus jogos, estádios, patrocínios, licenciamentos da marca, bingo, quermesse, shows, o que for. Insistir nessa nostálgica viagem ao passado de estádios divididos, é contribuir para torpedear uma das receitas mais promissoras que os clubes brasileiros dispõem para sair desse atoleiro em que se encontram.

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Acontece
Academia Recife no Hipódromo
postado em 10 de maro de 2015


CLAUDEMIR GOMES


O prefeito Geraldo Júlio entregou à população do Hipódromo, bairro localizado na Zona Norte do Recife, a décima-primeira unidade da Academia Recife. O equipamento montado na Praça Tertuliano Feitosa foi uma reivindicação do vereador, Romerinho Jatobá, ocupa uma área de 250 metros quadrados e conta com 26 aparelhos destinados à prática de musculação.

Acompanhado dos secretários de turismo do Estado e do Município, respectivamente. Felipe Carreras e Camilo Simões; do secretário de Saneamento, Alberto Feitosa; da secretária da mulher, Elizabete Godinho; do presidente do Sanear, André Correia e do autor da proposta, Romerinho Jatobá, o Prefeito do Recife não escondeu sua satisfação com a presença de um grande público com representação expressiva de várias gerações.

"O importante para uma cidade não é ter apenas praças e ruas bem conservadas. É fundamental que as praças e as ruas tenham vida. Estamos trazendo para a Praça Tertuliano Feitosa um equipamento que vai agregar valor a um espaço que é bem cuidado e tem vida. A população vai dispor de equipamentos de ponta igual aos que são equipadas as academias de grife, por um custo zero. Nossa proposta é oportunizar a todos à prática da prevenção, buscando uma melhor qualidade de vida através da prática de exercícios que serão monitorados por uma equipe de professores de educação física", enfatizou Geraldo Júlio.

O secretário de turismo de Pernambuco, Felipe Carreras, lembrou que, "este projeto foi copiado por mim e por Camilo Simões. Trouxemos a idéia do Rio de Janeiro e corremos para a aprovação do prefeito Geraldo Júlio. Hoje o Recife é a cidade que tem o maior número de equipamentos de aço inoxidável no Brasil".

A Academia Recife do Bairro do Hipódromo vai beneficiar uma população de 70 mil pessoas num raio de dois quilômetros, e a expectativa é de que venha a ter um número superior a 5 mil inscrições. Atualmente o número de inscritos nas dez academias em funcionamento na cidade é de 29 mil pessoas.

"Esta unidade da Academia Recife na Praça Tertuliano Feitosa é um marco histórico no Bairro do Hipódromo. A comunidade foi inserida num programa que vem dando uma resposta muito positiva. A prática esportiva é cultural no bairro cuja população mostra esta vocação através de várias ações", observou Romerinho Jatobá ressaltando que a instalação do novo equipamento foi a resultante de um esforço conjunto do prefeito e dos secretários que se mostraram sensíveis ao seu pleito.

"O importante é que as pessoas se apropriem da Academia Recife, pois dessa forma elas estarão dando uma contribuição efetiva para a manutenção do equipamento", ressaltou o secretário de turismo do Recife, Camilo Simões.

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Campeonato Pernambucano
Só há uma possibilidade de parar o Leão
postado em 09 de maro de 2015

Diego Souza marcou o gol da vitória sobre o Figueirense na Série A passada. Foto: Guga Matos/JC Imagem

Foto: Blog do Torcedor

CLAUDEMIR GOMES


Há muito que um título não se apresentava tão fácil quanto o desta edição do Pernambucano para o Sport. Ao colocar onze pontos de vantagem sobre os tradicionais concorrentes, Náutico e Santa Cruz, ao final da sétima rodada, o time rubro-negro não só ratifica sua condição de grande favorito para contabilizar o quadragésimo-primeiro título da centenária história do Estadual, como escancara a decadência e a fragilidade dos dois representantes pernambucanos no Brasileiro da Série B.

Nunca na história da competição doméstica um dos candidatos ao título abriu tamanha vantagem sobre os outros postulantes. Em sete jogos disputados o Náutico contabilizou apenas uma vitória, enquanto o Santa Cruz somou quatro derrotas, produto da inoperância de um ataque que marcou apenas quatro gols contra dez sofridos pela sua vulnerável defesa.

A três rodadas do final do hexagonal que apontará os quatro semifinalistas da competição, o cenário é surpreendente com os três representantes do Interior e mais o Sport ocupando as primeiras posições da tabela de classificação. Os leoninos foram eficientes na construção dos resultados. Mesmo sem apresentar um futebol de bom nível técnico, os comandados de Eduardo Baptista contabilizaram seis vitórias em sete jogos disputados. Como estamos falando em futebol de resultados, palmas pro Leão.

E todos se curvam à campanha do time rubro-negro que, se o campeonato fosse todo disputado no sistema de pontos corridos, as faixas do bicampeonato já teriam sido encomendadas. A expectativa é com relação as semifinais e as finais que serão disputadas no sistema mata, mata. Apesar da gritante superioridade do Sport, a decisão em dois jogos abre a possibilidade de uma surpresa, com tricolores e alvirrubros apostando na rivalidade como fator de equilíbrio na disputa.

Como o Sport é o clube a ser batido, pouco se fala do Central, que ocupa a vice-liderança com onze pontos ganhos, quatro a mais que Náutico e Santa Cruz. O alvinegro caruaruense venceu seus concorrentes diretos por uma vaga %u2013 Salgueiro e Serra Talhada %u2013 nos jogos de ida, e saiu ileso numa sequência suicida que lhe reservou a tabela, que foi enfrentar os três clubes da Capital %u2013 Sport, Náutico e Santa Cruz %u2013 somando cinco pontos em dois empates com o Náutico e uma vitória sobre o Sport, na única derrota sofrida pelo campeão pernambucano nesta disputa.

As surpreendentes condições de lanterna e vice-lanterna de Náutico e Santa Cruz, respectivamente, dão um contorno de dramaticidade as últimas rodadas do hexagonal que reservam dois clássicos: Náutico x Sport e Sport x Santa Cruz. Dramático e decisivo para o futuro de ambos os times no campeonato é a queda de braço de Serra Talhada e Náutico, próximo domingo, no estádio Nildo Pereira, em Serra talhada.

O mestre, Lenivaldo Aragão, sempre nos lembra que, no futebol não existe verdade absoluta. Portanto, a única coisa que pode evitar o rugido do Leão do comemorando mais um título será o mata, mata. A possibilidade é remota, mas existe.

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