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Maio 2012 ›› JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
A maior recompensa de um homem público é o de andar nas ruas no meio do povo,
sem que haja nenhuma reação contrária. Os senadores romanos o faziam.
Nos acostumamos com isso em épocas anteriores, onde um frequentador do cinema Moderno quando as luzes acendiam, verificava que ao seu lado estava o governador Eraldo Gueiros, só e sem segurança.
O mesmo se dava com Miguel Arraes, quando um frequentador do Bar Savoy o encontrava tomando um cafezinho. Ia e voltava com os seus pés ao Campo das Princesas.
Quantas vezes encontramos Roberto Magalhães numa farmácia, sem segurança, fazendo compras? Jarbas Vasconcelos assistia aos jogos de futebol com os amigos em seu camarote.
Eduardo Campos frequentava locais públicos com a famÃlia sem nenhum aparato para protegê-los.
Aliás, Pernambuco é um bom exemplo para o resto do paÃs, quando os governantes saem à s ruas sem medo de protestos.
O paÃs mudou, e hoje a maioria vive trancada e com medo do povo.
No último sábado, um cidadão de suéter marrom assistia tranquilamente a um jogo de basquetebol da Liga Universitária no estado de Maryland, sentado na arquibancada da arena no meio dos torcedores, em que atuavam o Princent Tigers e o Wiscosin Green Bay.
Nada mais, nada menos do que um apaixonado pelo basquete, e que tem o cargo mais importante do mundo, o de presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama.
O importante foi a ovação do público presente à arena, que deveria ter democratas e republicanos, mas a civilidade imperou.
A sua presença foi para prestigiar uma sobrinha, Leslie Robinson, que joga por Princenton.
Enquanto isso, no paÃs do petrolão, qual o governante que poderá tomar uma atitude como essa?
Blog do COSME RÃMOLI
Como era previsto, José Maria Marin e Marco Polo del Nero não iriam abrir
mão assim tão fácil do poder. Na medida provisória que facilita, como uma mãe,
o parcelamento de R$ 4 bilhões aos irresponsáveis e corruptos dirigentes dos
clubes brasileiros, foi divulgada a falsa esperança.
A de evitar que os mandatos dos presidentes da CBF continuassem a ser, na prática, capitanias hereditárias. Com os dirigentes permanecendo no cargo quanto tempo quisessem. Ou até que, como no caso de Ricardo Teixeira, a PolÃcia Federal e as denúncias de corrupção o obrigasse a renunciar.
O desejo era que a limitação de quatro anos para os dirigentes da CBF e das federações de futebol dos estados brasileiros. Com a possibilidade de apenas uma reeleição.
Mas Marin e Marco Polo se revoltaram. Como assim? Oito anos é pouco demais. João Havelange, por exemplo, fez o que quis com o futebol brasileiro de 1956 a 1974. Foram 18 anos. Seu ex-genro, Ricardo Teixeira, foi além. Ficou 23 anos no poder, de 1989 a 2012.
Os mandatários de federações espalhadas pelo paÃs, e que elegem o presidente da CBF, também não querem qualquer limitação de tempo. Querem mandar enquanto tiverem energia. Como Zeca Xaud. Ele é o dignÃssimo presidente da Federação de Roraima. Quanto tempo está no cargo? 41 anos.
Qualquer ditador de uma republiqueta de bananas teria inveja. Reeleições ilimitadas...
Diante da tentativa de o governo brasileiro tentar restringir o tempo de comando destas pessoas, surgiu ninguém menos do que Joseph Blatter. O presidente da Fifa. A entidade que comanda o futebol no mundo e que organizou, com todo o carinho, a Copa do Mundo neste paÃs. E levou como lucro, 4,8 bilhões (cerca de R$ 15,6 bilhões). Esse dinheiro foi publicado no seu balanço do ano passado.
Muito grato à acolhida, Blatter soube da determinação de Dilma de restringir o mandato de Marco Polo, que assume em abril. O dirigente aproveitou jornalistas brasileiros na SuÃça, no anúncio da Copa de 2022, para mandar um aviso. Não tolerará a influência governamental na CBF. A entidade é particular e só deve seguir determinações da Fifa. E não da presidente da República ou de quem quer que seja.
O aviso é para valer. Com ameaça de desfiliação. O irônico é que esta atitude da Fifa, de não aceitar intervenções, sempre valeu para governos tiranos dispostos a intervir no futebol para se beneficiar de sua popularidade. Não para limitar mandatos.
O estatuto da Fifa cai como uma luva. Advogados renomados garantem que Marco Polo pode ficar tranquilo. Mesmo se a MP for aprovada, esse item não terá validade na prática. Mas, pelo sim e pelo não, os presidentes da CBF trataram de se precaver. Marin, o atual, e Marco Polo, o futuro, entraram em contato com a bancada da bola. Deputados e senadores ligados à CBF já se preparam suas emendas.
O principal alvo será a limitação do tempo dos dirigentes da CBF e das Federações. Advogados insistem que ser infantil a tentativa do governo burlar o imposto pela Fifa. E obrigar os clubes que quiserem dinheiro a só disputar torneios cujos presidentes da entidade fiquem no máximo oito anos.
Se a Fifa der respaldo para a CBF, só restaria aos clubes disputarem uma liga pirata. Sem legalidade. Vencê-la não garantiria a equipe em torneio algum com a tutela da Fifa, como Libertadores, Sul-Americana. O campeão não seria reconhecido. Simples assim.
A medida provisória de Dilma, infelizmente, como foi escrita no blog é populista e fantasiosa. A CBF e a Fifa têm recursos legais para proteger seus dirigentes.
Há um caso exemplar. A Nigéria. Após a eliminação nas oitavas de final contra a França, em BrasÃlia, o presidente do paÃs, Goodluck Jonathan, pediu a prisão da autoridade máxima da federação de futebol nigeriana, Aminu Maigari, e destituiu os outros dirigentes dos cargos.
A confusão aconteceu depois da classificação da Nigéria para as oitavas da Copa do Mundo. Os jogadores não receberam a premiação prometida. E resolveram entrar em greve. Só voltaram aos treinos depois que o dinheiro chegou, em espécie, a cada um. Foi um escândalo nacional. Daà a punição aos dirigentes depois da eliminação na competição.
Blatter não aceitou a intervenção. E suspendeu o paÃs de todas as competições oficiais da Fifa. Desde a base até o futebol feminino. O impasse durou 12 dias. O autoritário presidente Jonathan teve de recuar. Os dirigentes voltaram aos seus cargos. E a Nigéria voltou a disputar torneios internacionais.
CLAUDEMIR GOMES
Pernambuco, Bahia e Ceará sempre foram as maiores praças do futebol nordestino. O diferencial é que nosso Estado tem três clubes de ponta - Sport, Náutico e Santa Cruz - contra os baianos - Vitória e Bahia - e os cearenses - Fortaleza e Ceará. Toda competição regional que for montada será escudada na história desses clubes. A definição dos clubes classificados para as quartas de final da edição 2015 da Copa do Nordeste reforça a tese. O cenário é alterado com as ausências de Náutico e Santa Cruz.
O fato de o Santa Cruz ter perdido a vaga para disputar a competição regional numa decisão com o Salgueiro, e o clube do Sertão ter tirado o Náutico da próxima fase da Copa do Nordeste ressalta, ainda mais, a queda que tricolores e alvirrubros não conseguem estancar. A classificação à s quartas de final é mais um passo dado pelo Salgueiro para se consolidar como a quarta força do futebol pernambucano, visto que, a nÃvel regional e nacional, em que pese ser um clube bem mais novo, conquistou mais espaço que o quase centenário Central.
Evidente que o Carcará ainda não pode ser considerado a ameixa do pudim, contudo, como o Pernambucano e a Copa do Nordeste são competições que os clubes disputam simultaneamente, os resultados obtidos em uma invariavelmente refletem na outra. Portanto, o Náutico passou a correr o risco de vir a ser eliminado das semifinais do Estadual pelo Salgueiro, tal como ocorreu nesta quarta-feira, em jogo a ser disputado no Cornélio de Barros.
Com o Sport posicionado no Grupo A junto com Bahia, Vitória e Ceará, e o Salgueiro no Grupo B com Campinense, América/RN e Fortaleza, a torcida é para que, no sorteio que será feito na manhã desta sexta-feira, na sede da CBF, não venha provocar um confronto entre os dois representantes pernambucanos nas quartas de final da competição regional. Teoricamente seria um caminho mais fácil para o Sport chegar às semifinais, visto que, no Pernambucano, o Leão já venceu o Carcará duas vezes, mas tal coincidência deixaria a Copa do Nordeste com um perfil bastante doméstico, não sendo atrativo para os torcedores.
Nas análises feitas através dos resultados podemos afirmar que o Sport vai bem obrigado, tem sido eficiente na construção de resultados. Tecnicamente o time rubro-negro segue sem convencer, o que deixa o torcedor leonino de orelha em pé em relação ao futuro da equipe comandada por Eduardo Baptista no Brasileiro da Série A.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Sugerimos à presidente Dilma Rousseff que convide o jornalista Juca Kfouri para
Ministro das Comunicações.
De repente, ele tornou-se o mais preocupado entre os brasileiros com referência às passeatas do último domingo. Criou uma fixação estranha, e toda a hora um artigo sobre o tema.
Enquanto isso, já começou a soltar os foguetes por conta de uma Medida Provisória que não atende o atacado, e sim ao varejo.
Proibir mais de uma reeleição em clubes, é algo de quem não conhece o sistema. Há anos que a grande maioria dessas entidades já tem no seu estatuto tal proibição. Certamente não é novidade.
Quanto à responsabilização dos dirigentes, só afetará a quem entrar no refinanciamento dos débitos e, caso assim não o desejem, em especial os que já ingressaram no Refis, tudo continuará como dantes.
E pelo que entendemos o Circo está fora de tudo. O continuÃsmo irá perdurar, assim como os seus procedimentos.
Trata-se de uma meia medida, precisávamos de algo melhor, como uma agência de regulação e, sobretudo, a mudança dos colégios eleitorais.
Como tudo no Brasil, esperamos um ano e apareceu uma medida meia boca.
O Náutico de Lisca está invicto - Foto: Blog do Torcedor
CLAUDEMIR GOMES
O novo cenário do futebol pernambucano, com o crescimento dos clubes do Interior, tinha prazo de validade. A ascensão e queda foram processadas em oito rodadas, tempo suficiente para Náutico e Santa Cruz superarem algumas dificuldades e se posicionarem como tradicionais candidatos ao tÃtulo. Com uma competência elogiável na fabricação de resultados, o Sport referenda, com números expressivos, sua condição de grande favorito ao tÃtulo da temporada.
Os resultados do final de semana, com vitórias dos times da Capital, eram previsÃveis, assim como as dificuldades encontradas por Santa Cruz, que superou o Central pelo placar mÃnimo - 1x0 - e num grau menor, pelo Náutico, que tirou de letra o campo ruim do Estádio Nildo Pereira e venceu o Serra Talhada por 2x0, dando sequência a invencibilidade pós chegada de Lisca. A vitória do Sport - 3x1 - sobre o Salgueiro, pôs fim à teoria da conspiração que estava sendo montada com o argumento de que os rubro-negros poderiam escolher seus adversários para as semifinais.
Por questões estruturais, financeiras e técnicas, a distância que separa os clubes do Interior dos da Capital é abissal. Naturalmente que no futebol há espaços para surpresas, mas a sequência dos jogos não dá sustentação à s obras do acaso. O cenário pintado inicialmente foi produto da desarrumação dos elencos do Náutico e do Santa Cruz. A evolução apresentada por tricolores e alvirrubros é pequena, mas o suficiente para os dois postulantes ao tÃtulo se garantirem nas semifinais.
A duas rodadas do final, Náutico e Santa Cruz terão uma queda de braço com o Sport no hexagonal, clássicos que serão usados por tricolores e alvirrubros para terminarem de asfaltar seus caminhos para as semifinais, mas que servirão para os torcedores avaliarem como os times chegarão a fase decisiva da competição. Uma das possibilidades, a mais viável, é a de que Náutico e Santa Cruz meçam nas semifinais, com o Sport enfrentando Salgueiro ou Central que brigarão pela quarta vaga.
Evidente que tal configuração parte do pressuposto, com base na tradição, e na certeza de que a disparidade das forças impede uma mudança de cenário, fato que ocorre há 71 anos.