JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Exatamente há cinco anos que não colocamos os
nossos pés em um estádio de futebol. Uma rotina quebrada pela ausência de
segurança, que nos obriga a algo que não gostamos, o de assistir aos jogos pela
televisão.
Não existe algo mais democrático e interessante do que um estádio, principalmente na época que tÃnhamos uma sociedade mais civilizada. AssistÃamos a tudo.
Temos saudades do vendedor da raspadinha. O nosso sabor preferido era abacaxi. Infelizmente esse mundo acabou, e nos tornamos um exilado em nossa cidade, impossibilitado de ir a uma partida de futebol.
A televisão no começo da manhã apresentava o seu primeiro jogo, pelo campeonato italiano, Fiorentina x Atalanta, a seguir até o horário do futebol brasileiro foram apresentados mais dois jogos desse mesmo campeonato, dois do Inglês, um do alemão, dois eventos de tênis, e a disputa do tÃtulo sul-americano de clubes do voleibol feminino, e como não poderia deixar de ser, ganho pelo time do Rio de Janeiro, comandado por Bernardinho.
Depois disso começaram os jogos dos estaduais brasileiros, em paralelo com a disputa do tÃtulo da Copa da Ãfrica e de um jogo pelo italiano, entre a Inter de Milão x Palermo.
à noite mais jogos, e entre esses o do Sport vs Náutico, disputando o troféu metroviários. Um festival que deixa bem claro que não querem que voltemos aos estádios, com tantas ofertas por um único preço.
Com relação aos jogos dos estaduais, escolhemos dois para assistir em paralelo. O ¨espetacular¨ Santa Cruz vs Serra Talhada, e o clássico da ¨peitada¨, Palmeiras vs Corinthians.
Um choque de realidade. De um lado, o Allianz Parque, um estádio moderno, gramado excelente, do outro, o Nildo Pereira, que não sofre uma melhora há vários anos. Acanhado, gramado da pior qualidade, e com o agravante não tem espaço para uma ampliação.
Em São Paulo, na rua Turiassu, que contempla uma das entradas da arena do Palmeiras uma briga campal entre os torcedores do alviverde e a polÃcia. Bombas de efeito moral, gás pimenta fizeram a festa. Vários feridos e presos. Pedras, paus, cadeiras voavam, e os bares da região destruÃdos.
Dentro do estádio os torcedores do Corinthians brigaram entre sÃ. Alguma novidade? Nenhuma, desde que tais procedimentos fazem parte de nosso futebol. Por isso a poltrona está ganhando de 7x1. No final quebraram as cadeiras do estádio. Selvageria.
Com relação ao jogo, o time alvinegro venceu por 1x0, numa lambança do zagueiro adversário Victor Hugo, e o Palmeiras mesmo com um homem a mais não conseguiu reagir. No tocante à bola correndo no gramado, foi apresentado muito pouco. Joguinho ruim.
No encontro de Serra Talhada, o Santa Cruz está querendo assumir o papel do novo Ãbis do futebol de Pernambuco. Virou saco de pancada, e tomou mais uma goleada acachapante pelo placar de 3x0, de forma justa, uma vez que o time sertanejo foi superior em todo o perÃodo de jogo.
O futebol apresentado pelo tricolor foi o que sempre chamamos, mequetrefe, e se não melhorar o torcedor coral passará vergonha na temporada.
Na cidade de Salgueiro, o Central obteve mais uma vitória, com o placar de 1x0, atuando contra o time local do mesmo nome, e completando os seis pontos em dois jogos realizados.
Enquando isso, no jogo do ¨desmandante¨, a confusão começou por conta do vestiário rubro-negro, que era o do Náutico, e que tinha fotos do antigo mandante. Um constrangimento. Uma pisada na bola do consórcio que administra o estádio.
Além disso, esqueceram de avisar aos torcedores que haveria jogo, e a arena ficou vazia. Quanto à partida, o Sport continua o Sport, lento, desorganizado e com pouca criatividade, enquanto o Náutico melhorou a sua atuação em relação ao jogo anterior contra o Salgueiro, em especial no segundo tempo, mas falta muito para ter um time competitivo.
Como não poderia deixar de ser, uma partida ruim, mas com um grande protagonista, o árbitro Emerson Sobral, que é o inverso do vinho, ¨quanto mais velho pior¨.
O lance do gol do Sport foi falta no goleiro alvirrubro, desde que Danilo de forma desproporcional o chutou, e não a bola. Se fosse o contrário seria pênalti, e por conta disso o time ¨desmandante¨ foi prejudicado.
Procuramos nos informar com amigos que foram ao jogo, sobre a ida do presidente EC de metrô, mas ninguém o viu. Gostariamos de saber.
No final do texto, atestamos que infelizmente a poltrona venceu o estádio.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









