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O BÔNUS E O ÔNUS
postado em 13 de fevereiro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O BÔNUS E O ÔNUS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O governador Paulo Câmara deveria começar a pensar na privatização geral da Arena Pernambuco, porque esse tipo de parceria público-privada a qual contempla, Ã© algo que não entra na cabeça de nenhum ser pensante. Os bônus ficam para a parte privada, e os Ã´nus, os seus custos, inclusive de manutenção, ficam para a parte pública.

Nada melhor do que esse prato de mamão com açúcar bem saboroso para o Consórcio, enquanto para a parte do governo esse tem gosto de fel.

O jornalista Ayrton Maciel, do Jornal do Comércio, divulgou no dia de ontem, que foi enviado para a Assembleia pelo governo estadual, um projeto de Lei que abre crédito especial de R$ 202 milhões em favor de diversas secretarias no Orçamento Fiscal de 2015. Até ai, tudo rotineiro, e sem nenhuma novidade. São coisas do executivo e legislativo, na forma da lei.

Desse total, R$ 93,8 milhões são para pagar parcelas indenizatórias restantes da construção da Arena Pernambuco, e a parte referente aos seus custos de manutenção de 2014.

Quanto ao pagamento das obras, não vamos discutir, por  terem sido realizadas com recursos da Construtora, devendo ter sido fiscalizadas pelo Tribunal de Contas do Estado, mas pagamento de sua manutenção é algo que custa a entender, ou seja, se não der rentabilidade, tudo que for gasto com esse equipamento esportivo será pago pelo estado, conforme contrato em vigor.

A Odebrecht, que está envolvida na Operação Lava-Jato, foi a construtora responsável pelas obras da Arena, mas o empréstimo do BNDES foi da responsabilidade do governo, tendo que o quitar.

Não entendemos que tipo de parceria público-privada aconteceu nesse empreendimento, como também a atuação desse Consórcio, que não tem problemas nos seus custos, desde que aparecendo o vermelho, o dinheiro público dará a cobertura, e isso irá acontecer ano a ano, pois não existe uma movimentação de tornar o equipamento produtivo, e como todos as Arenas do Brasil, a de Pernambuco terá prejuízos.

O mais interessante é que a maior parte da receita do Consórcio é proveniente das bilheterias dos jogos, e nesses a maior participação é do Programa Todos com a Nota, que paga inclusive um ingresso com valor mais elevado de R$ 25. Portanto, o estado está bancando tudo, inclusive os dirigentes do Consórcio, cujos salários são elevados. O dinheiro que entra é estatal, e a cobertura dos prejuizos também é estatal.

Nada mehor do que isso.

Na realidade, o nosso governo tem que se aprofundar no tema, porque será impossível manter um sistema como esse, que tem apenas uma mão, correndo para o lado do Consórcio, que gasta, mas tem uma conta garantida nos cofres estaduais.

O estado tem coisas mais importantes para custear, e não uma parceria de um estádio de futebol, que é um elefante branco em potencial.

Já que o governo banca tudo, que pelo menos assuma como dono da Arena, o que não é bom, ou que seja feita uma licitação para que a iniciativa privada assuma-a de forma definitiva. Essa segunda opção seria a mais viável, e como o Sport sonha com a sua Arena se candidate a participar do processo licitatório, por ter os seus ¨investidores¨ garantidos, contanto que não seja nenhuma empresa de Lava-Jato.

Gastar com as obras e ainda pagar os prejuízos não é o modelo ideal, mas tal fato acontece em outros estados que adotaram esse tipo de parceria com um único viés, o da parte privada. A Fonte Nova na Bahia é um outro exemplo.

Com tal modelo, qualquer um poderá constituir uma parceria público-privada, quando para um lado tudo, e para o outro as despesas.

A Copa do Mundo encerrou-se em julho de 2014, mas os problemas com suas arenas continuam.

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Fervendo e Frevando
postado em 13 de fevereiro de 2015


Nelly Carvalho

No surgimento da palavra frevo para nomear um ritmo popular, é patente a evolução linguística numa cultura. Fervendo estavam sempre os tachos de açúcar nos engenhos pernambucanos, fervura que produzia ebulição e calor. Em carta, Castro Alves, morador do Recife, refere-se a frevo como alvoroço amoroso. Daí, foi um passo para nomear o ritmo, surgido dos sons vibrantes de clarins militares, que causava rebuliço no povo, nos desfiles de passistas, ritmo quente e alvoroçado. Comemora-se o Carnaval, fervendo no calor das ruas e fervendo ao som dos clarins de Momo. A música sempre traduz o momento vivido. Traduz a tristeza ou vibra na alegria dos sons.

O linguista Marcushi, sendo gaúcho, estranhou a nostalgia do frevo, sendo o ritmo da folia. Pois algumas melodias carnavalescas são nostálgicas, cantam a saudade e a perda amorosa. Parecia-lhe contaminadas pela fugacidade da folia carnavalesca. Quase sempre, a letra do frevo abre alas para a saudade passar. Também, a linha melódica de muitos frevos de rua, como Mexe com tudo e Ãšltimo dia, conduzem-nos pela vereda nostálgica do passado, concordando com os versos de Aldemar Paiva: "Saudade, é tudo que a gente sente, é falta que faz a gente, alguém que partiu, alguém que morreu, alguém que o coração não esqueceu".

Antônio Maria permaneceu na nossa memória pelos versos imortais, cantando a saudade do Recife e do Carnaval: "Saudade que eu sinto do Clube das Pás, do Vassouras, passistas trançando tesouras, nas ruas repletas de lá". Esse lá tem uma carga comovente de saudade e vontade de rever o ser ou o lugar amado, o Recife.

Muitos, no entanto, discordam da tese do saudosismo do frevo. Acham que não é tão generalizada: é um pouco de charme na folia. Entre esses, Antonio Carlos Nóbrega parece pensar assim. Seus espetáculos são isentos de saudosismos. O humor na interpretação, o cuidado na escolha e na execução das músicas, a agilidade e o ritmo na coreografia, torna-os uma ode de alegria e vibração ao frevo.

Júlio Vilanova, doutor em Linguística e em Carnaval, diretor do bloco Cordas e Retalhos, em pesquisa, chegou a essa mesma conclusão, como Nelson Ferreira, quando afirma que "carnaval só tem três dias, nasceu no céu e foi os anjos que inventou".

Assim, nossos carnavalescos seguem cantando, fervendo e frevando.

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Falta coragem para salvar o futebol
postado em 10 de fevereiro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, FALTA CORAGEM PARA SALVAR O FUTEBOL BRASILEIRO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Algo vai mal quando o assunto maior de uma segunda-feira, após vários jogos de futebol pelo Brasil, não está relacionado aos atletas, aos gols, às arbitragens, e sim à violência, que mais uma vez imperou. Trata-se de uma inversão de valores, reflexo do momento em que o país vive.

O esporte da chuteira no país necessita de pessoas com coragem para que possam tirá-lo do atoleiro, e esse fator é o que está pesando, já que os que poderiam participar do processo não fazem, com receio do convívio.

Fizemos várias postagens no blog sobre a revolução do futebol inglês, que saiu de uma situação idêntica a nossa para transformar-se em um dos maiores do mundo, e tudo isso pela coragem dos governantes, e do relatório elaborado pelo Lord Gosforth Taylor, conhecido como ¨Relatório Taylor¨, que atacou os problemas a fundo, e contou com a atuação do governo para sua implantação.

Em nosso país usamos o processo de enxugar o gelo, com medidas paliativas, que nada resolvem. O mal continua crescendo, e os bandidos tomando o poder nas arquibancadas e ruas.

O Relatório Taylor, tomou como base a tragédia de Hillsbough, quando os torcedores do Liverpool morreram esmagados em um jogo da Copa da Inglaterra entre o Norttingham Forest e Shefield, e que deveria ser o livro de cabeceira dos governantes e cartolas brasileiros.

Inediatamente o Ministério do Interior criou uma comissão para investigar a ocorrência, que sob o comando do Juiz Taylor, produziu um documento, que deu início ao processo de reformulação do futebol inglês, que vinha há três décadas envolvido em violência institucional como hoje acontece com o nosso.

Em dez anos o efeito foi sentido, e esse esporte teve uma transformação radical, da decadência para o sucesso, com um nível de organização excelente, a com jogos de alto nível. O relatório foi sem dúvidas o marco divisor quando se fala de prevenção da violência, segurança e conforto dos torcedores, e o mais importante é que o governo abraçou a ideia e financiou as modernizações dos estádios, que eram necessárias para o atendimento das recomendações emanadas por esse trabalho. 

O ponto básico do relatório foi para a melhoria do futebol nacional, e isso englobava a sua organização, a qualidade da infraestrutura, os processos de segurança, bem como a elaboração de uma legislação adequada, que responsabilizasse clubes, entidades, dirigentes, autoridades locais, responsáveis pela segurança e ordem pública e torcedores.

Os antigos estádios que não tinham qualidade foram reformados, outros foram construídos, e adotando-se o que estava escrito no relatório, a Liga Inglesa tornou-se uma referência para o mundo e com a virtude protegeu o torcedor dos vândalos que foram riscados dos locais de jogos.

Na verdade, o futebol brasileiro não deseja mudanças, contentando-se com editoriais em jornais que representam apenas um momento e nada resolvem. O interessante é que estamos há um ano discutindo uma lei de Responsabilidade desse esporte, e até um jabuti foi implantado, o que nos leva a duvidar de que nunca iremos transformar esse esporte no Brasil, desde que não existe um desejo político para tal, sobretudo, nos faltam pessoas com coragem como o Juiz Taylor.

As ruas e os estádios necessitam das pessoas de bem, e só com uma grande transformação isso poderá acontecer.

O resto é conversa de engana trouxa.

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Acontece
Inspiração nos namorados
postado em 10 de fevereiro de 2015

Máquina do Esporte


O dia dos namorados (São Valentim), que na Espanha é comemorado no próximo sábado, já serve para uma série de ativações das principais equipes espanholas.

O Barcelona resolveu fazer promoção para as próximas três partidas da equipe no Campeonato Espanhol. As entradas para os jogos contra o Levante (no próximo domingo), Málaga (dia 21) e Rayo Vallecano (8 de março) terão preços promocionais, que variam de %u20AC 23 a %u20AC 29.

Além disso, o clube também dará descontos no Camp Nou Experience, que consiste em um tour pelo estádio e museu do clube. Os cem primeiros casais que comprarem entradas para a visita ganham desconto de 50% no ingresso. As vendas são feitas na bilheteria ou pela internet.

Já o Atlético de Madrid copiou ideia das ligas americanas e utilizou a câmera do beijo durante o clássico contra o Real Madrid, no último fim de semana, no estádio Vicente Calderón.

A câmera focaliza um casal, que tem que se beijar. A imagem é exibida no telão do estádio. Cada beijo era avaliado por um júri postado no campo, que dava notas. Os casais também tinham que mostrar seu amor pelo time colchonero.

A brincadeira aconteceu durante o intervalo de jogo. Os primeiros casais deram beijos tímidos. Uma garota se recusou a beijar o namorado, diante de um público de 40 mil pessoas. Duas crianças se beijaram nas bochechas. O casal vencedor deu um beijo mais efusivo, acompanhado de outro, da garota no cachecol do Atlético de Madrid.

Os vencedores foram aplaudidos pela torcida em uma iniciativa que serviu para apimentar o jogo e esquentar um pouco as baixas temperaturas do inverno espanhol.

A ideia da câmera do beijo surgiu nos anos 80, em jogo da MLB (liga de beisebol) na Califórnia. A iniciativa foi rapidamente copiada pelas ligas de basquete e hóquei de Estados Unidos e Canadá. 



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Acontece
Caixa mantém patrocínios
postado em 10 de fevereiro de 2015

Blog do RODRIGO MATTOS


Uma reunião da cúpula da Caixa Econômica Federal, na semana passada, definiu que será mantido o investimento em patrocínios de clubes de futebol e em campeonatos. Essa decisão dissipa dúvidas sobre a continuação de acordos do principal apoiador do esporte atualmente geradas pela política de cortes do governo federal. A partir da reunião, foi dado aval para negociar as renovações de contratos com times em que o acordo está perto do fim como o do Corinthians, que acabou em janeiro.

Só não é certo qual o volume de dinheiro que a Caixa investirá no futebol. Em 2014, o banco colocou R$ 236,5 milhões em apoio ao esporte, incluindo times, competições, e confederações de esportes olímpicos como o atletismo.

A decisão de continuar tem impacto positivo no futebol já que 14 clubes são patrocinados pelo banco em um total de cerca de R$ 100 milhões. São eles: Corinthians, Flamengo, Vasco, Atlético-PR, Coritiba, Paraná, Vitória, Figueirense, Chapecoense, Atlético-GO, América-RN, ABC, CRB, e ASA. Os maiores contratos são de corintianos (R$ 30 milhões) e rubro-negros (R$ 25 milhões).

Ainda não há uma definição se todos os clubes serão mantidos no portfólio do banco. Não estão descartadas também expansões com assinaturas de novos contratos com clubes, afinal, havia negociação com os mineiros Cruzeiro e Atlético-MG. O blog apurou que o Flamengo, por exemplo, que só tem o final do acordo em maio ainda não foi procurado pelo banco, enquanto corintianos estão com conversas avançadas.

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