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Marketing não é vender patrocínio
postado em 28 de janeiro de 2015

Blog do ERICH BETING


Afinal, para que serve o departamento de marketing de um clube de futebol? Essa pergunta quase sempre é feita e a resposta quase sempre é completamente errada no conceito. Nos últimos dois anos, o que mais se ouviu sobre os bastidores do Palmeiras foi a frase de que o departamento de marketing era incompetente, que não conseguia encontrar, em pleno ano de celebração do primeiro centenário do clube, um patrocinador para a camisa alviverde.

Em menos de cinco dias, o Palmeiras acaba de anunciar o segundo patrocinador para o uniforme do clube. Agora, contrato de um ano de duração, com a Prevent Senior, que já vinha fazendo algumas ações em conjunto com o time. O negócio incrementará em mais R$ 5 milhões os cofres do clube.

O que mudou no clube para que os negócios tenham acontecido?

O departamento de marketing continua com a cadeira de principal executivo vaga desde a saída de José Carlos Brunoro, no fim do ano. Antes dele, Marcelo Giannubilo já tinha passado por lá e não conseguido o tal do %u201Cpatrocínio master". As negociações deste começo de ano foram conduzidas por Paulo Nobre, presidente do clube.

O Palmeiras comprova o básico.Para um clube vender patrocínio, ele não precisa de uma estrutura de marketing, mas de um bom vendedor.

A função do marketing, a partir disso, é garantir ao patrocinador uma entrega além da prometida pelo clube e, também, gerar novos negócios em cima do torcedor do clube. Muito mais do que vender patrocínio, o marketing precisa ser o responsável por encontrar formas de o clube ter novas receitas. Criatividade, inovação, boas ideias, criar instrumentos para vincular o torcedor ao clube...

O marketing não é vender patrocínio. É fazer com que o torcedor esteja cada vez mais bem relacionado com sua paixão. Isso inclui, logicamente, saber vender patrocínio. Mas, mais do que isso, entregar o que foi vendido.

Esse é o maior desafio agora do Palmeiras. A venda foi feita. É preciso, agora, cuidar da entrega.

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Futebol Pernambucano
Um bom sinal
postado em 26 de janeiro de 2015

Boa estreia dos reforços é um dos motivos para aumentar o otimismo leonino. Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES

 

Os amistosos realizados pelo Sport e pelo Santa Cruz, assim como o torneio que o Náutico disputou em São Luís do Maranhão, servem como mote para as futuras pré-temporadas dos clubes pernambucanos. A disputa de dois jogos não representa a inclusão de mais uma competição no calendário, até porque eles têm caráter laboratorial.

A diretoria do Sport já anunciou que vai institucionalizar o Troféu Ariano Suassuna. Excelente iniciativa. A idéia pode ser aprimorada com a disputa seguindo o modelo do Troféu Teresa Herrera, um dos mais tradicionais do futebol espanhol que é disputado desde 1946. Quatro clubes, duas rodadas, uma coisa bem enxuta. Poderíamos ter a presença de dois clubes do Estado, mais uma outra grande equipe do futebol nacional e um convidado do exterior, como aconteceu com o Nacional de Montevidéu. Um torneio de bom nível, que seja bancado por uma rede de televisão e atraia investidores.

Em parceria com o consórcio que administra a Arena Itaipaiva, o Sport montou um bom esquema para o amistoso internacional com o Nacional de Montevidéu. Não podemos dizer o mesmo em relação aos jogos do Santa Cruz com o Zalgiris Vilnius e o Campinense. Mais uma vez o departamento de marketing do Tricolor do Arruda deu mostras de um amadorismo doentio. É impressionante a incapacidade dos dirigentes do Santa Cruz em explorar a marca de um dos clubes mais populares do futebol brasileiro, e cuja fidelidade da torcida está mais que comprovada.

O aproveitamento do espaço que surgiu com a obrigatoriedade de uma pré-temporada de trinta dias não foi devidamente explorado pela maioria dos clubes brasileiros. Na verdade não houve uma programação para tal. A iniciativ do Sport foi uma das mais eficazes, mas que pode ser aprimorada partindo para uma iniciativa conjunta com Santa Cruz ou Náutico. Ganham os clubes, o futebol e o torcedor pernambucano. O produto futebol tem que ser tratado profissionalmente para que se torne um bom negócio.

Ao longo dos anos a rivalidade tem impedido que os dirigentes dos clubes pernambucanos enxerguem fora do círculo, e eles não percebem que o universo definido pela emoção se torna pequeno porque é muito pessoal.

A leitura dos sinais é aconselhada desde o Velho Testamento. Tivemos um bom sinal neste início de temporada.

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Sport
Na contramão da história
postado em 23 de janeiro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O SPORT NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A crise financeira do Brasil, com um crescimento previsto de 0,3% no ano, refletindo o que vem acontecendo na Europa, obrigou os clubes de futebol a repensarem os seus orçamentos, inclusive as suas folhas salariais, fato esse que todos os dias tomamos conhecimento através dos noticiários.

Ouvimos em um programa esportivo da Rádio Globo, algo que nos deixou preocupados por conta do seu conteúdo. A análise do assunto foi procedida pelo jornalista Claudemir Gomes que é bem seguro nos seus comentários, produtos de boas fontes.

Segundo o jornalista, a folha salarial do profissional do Sport Recife é de R$ 2,6 milhões/mês, o que é totalmente inviável em relação as suas receitas e, em especial, ao momento em que vivemos.

Quando o clube tira de sua casa os seus jogos, vendendo-os para outros locais, certamente é que as finanças estão descontroladas, e na busca de recursos vale tudo, desde que recebem essas vendas de forma antecipada.

O valor de R$ 2,6 milhões por mês, não sabemos se os encargos já estão embutidos, representa uma despesa anual, contando com o 13º salário e férias, de R$ 36,4 milhões por ano, somente para esse segmento.

Sabemos que a manutenção de um Departamento de Futebol tem um alto custo mensal, contando-se inclusive com os gastos de formação. São taxas da federação, alimentação, despesas com setor médico, transportes, concentrações e outras tantas, que no somatório geral pesam no contexto com um bom valor.

O Sport Recife poderá no máximo ter uma receita de R$ 60 milhões em 2015, desde que antecipou recursos da televisão (R$ 20 milhões), a parte em dinheiro da Adidas é 50% inferior ao que foi paga no ano passado, perdeu um patrocínio de um Plano de Saúde, e o setor comercial irá sofrer uma queda acentuada, por conta das transferências de alguns jogos.

Estimamos que os gastos com o futebol irão chegar a R$ 44,0 milhões durante o ano, representando 73,4% das receitas totais, restando apenas 26,6% para o atendimento dos demais custos, inclusive o pagamento do parcelamento das dívidas. Em valores essa sobra representa R$ 16 milhões.

Apenas para efeito de comparação, escolhemos o Grêmio de Porto Alegre como referência. O time gaúcho tem uma previsão de receitas para 2015 no valor de R$ 227,3 milhões, e um custo com a folha salarial do futebol profissional de R$ 70 milhões durante o ano, que representa 31,3% do total. Com os outros custos e em especial no futebol de formação, pelo que vimos em seu balancete, a relação não chegará a 50% das receitas.

Houve uma redução de 4,5 milhões na folha salarial gremista, se comparada ao ano anterior.

O Grêmio tem uma previsão de arrecadação com o sócio-torcedor de R$ 60 milhões durante o ano, bem diferente do Sport Recife, mesmo valor da receita total do clube pernambucano.

Diego Souza representará R$ 4,9 milhões durante o ano, ou seja, 8,1% das receitas totais. Irreal.

Enquanto o Náutico e Santa Cruz estão trabalhando dentro da realidade financeira de cada um, assim como os demais clubes brasileiros que reduziram as suas folhas, o Sport Recife segue na contramão, sem observar a situação nacional e a sua própria, mantendo custos que vão muito além da sua capacidade de pagamento.

Sem uma participação do sócio-torcedor, que é inviável por conta do Todos com a Nota, podemos antecipar um ano de agonia para o rubro-negro de Pernambuco, que foi o único clube brasileiro a não entender o momento que o país está passando, e continuou com a inflação em suas despesas.

Deveriam ter ouvido alguém que entenda de finanças, e não pessoas que conhecem de leis, e não de números.

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Sport
Neco deve ser substituído por Daniel Paulista
postado em 21 de janeiro de 2015


CLAUDEMIR GOMES


O técnico Neco, da equipe de juniores do Sport, está de férias, mas tomou conhecimento de que não irá retornar ao cargo, ou seja, será demitido. Neco não tem contrato. Seu vínculo com o clube rubro-negro é como um funcionário comum: carteira de trabalho e nada mais. Portanto, não há multa rescisória. Sua última ação no comando da jovem equipe leonina foi à disputa da Copa Cidade de São Paulo, onde o Sport avançou até a segunda fase.

Os dirigentes do clube da Ilha do Retiro ainda não anunciaram o seu substituto, que deve ser Daniel Paulista, que atualmente exerce a função de assistente técnico de Eduardo Baptista. O ex-volante, titular na campanha vitoriosa da Copa do Brasil em 2008, foi uma indicação do treinador. E foi assistir aos jogos do Sport na Copinha, em São Paulo, numa clara evidência de que Neco já estava sendo fritado. Coisa do futebol.

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Artigos
Um não a imoralidade
postado em 21 de janeiro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM NÃO À IMORALIDADE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Bem que os cartolas tentaram, e ainda ganharam de última hora o apoio de Rinaldo Martorelli, presidente de uma entidade chapa branca, representante do antigo peleguismo brasileiro chamada Federação Nacional de Atletas Profissionais de Futebol, que solicitou em ofício à presidente Dilma Rousseff a sanção do jabuti implantado na Medida Provisória 656, que dava um drible na Lei de Responsabilidade Fiscal pretendida pelo lado bom de nossa sociedade, mas felizmente não foram atendidos, e o veto foi publicado no dia de ontem no Diário Oficial da União.

O Circo armou o seu golpe através do deputado Jovair Arantes e do Senador Romero Jucá, que penduraram o jabuti numa Medida Provisória que tratava de outros assuntos, nas caladas da noite, esperando que a presidente concordasse com tal procedimento.

Na verdade, tomamos conhecimento que a presidente quase aprovava o jabuti, mas as pressões externas falaram mais alto. Tinha muita gente defendendo-o.

Além disso, os cartolas criaram factóides com a mudança do Regulamento Geral do Circo, que vale tanto quanto esses, ou seja, nada. Apenas para mostrar que já estavam procedendo com exigências atinentes à responsabilidade fiscal pretendida.

Essa gente tem a esperteza do mal, e aproveitam-se dos incautos torcedores, alienados, que não atentam para manobras escusas como essa, e agem de forma aberta, contando com o apoio de segmentos da imprensa.

Lemos o Diário Oficial da União publicado na última terça-feira,  o recado da presidente na justificativa do veto deixou bem claro o que o governo pretende com relação ao assunto, e que não irá abrir mão da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Pelo texto, os clubes poderiam parcelar dívidas em até 240 meses, com descontos de até 50% em juros e 70% nas multas sem precisarem cumprir medidas de responsabilidade financeira e de gestão, previstas na discussão da Lei de Responsabilidade do Esporte.

Nas razões do veto enviadas ao Congresso Nacional, a presidente explica que ¨o governo vem discutindo há meses com representantes de clubes, atletas, entidades de administração do desporto e com o próprio Congresso Nacional a construção de uma proposta conjunta que estimule a modernização do futebol brasileiro¨.

Mais ainda: ¨o texto aprovado não respeita este processo e prevê apenas o refinanciamento de débitos federais, deixando de lado medidas indispensáveis que assegurem a responsabilidade fiscal dos clubes e entidades, a transparência e o aprimoramento de sua gestão, bem como a efetividade dos direitos dos atletas¨.

O recado foi dado de forma explícita e documentado no Diário Oficial da União, onde o jabuti foi mandado para o Ibama, e os espertalhões de plantão levaram um chute no traseiro.

Uma vitória do lado bom do futebol por 7x1, contra a sua banda podre.

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