Histórico
Futebol Brasileiro
Organização ou esculhambação?
postado em 01 de dezembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ORGANIZAÇÃO OU ESCULHAMBAÇÃO?


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O futebol brasileiro tem algo muito importante para uma boa evolução, que se chama demanda, mas não consegue despertá-la, e está perdendo uma parcela para outras formas de lazer por conta da ausência de um gerenciamento confiável.

O Circo Brasileiro do Futebol, conhecido nas rodas da malandragem como CBF, já teve bons gestores no seu Departamento de Futebol, que entendiam do riscado, mas, de uns tempos para cá, estão brincando com esse esporte com procedimentos desastrosos, motivando uma perda de credibilidade cada vez maior.

Já não bastasse o ridículo calendário, o qual obriga  os clubes a jogarem em demasia em um país continental, ou uma arbitragem que se encontra no pior nível de sua história, observamos nessa última rodada do Brasileirão algo que violentou os interesses dos clubes disputantes, e com a gravidade de que ficaram calados e não mostraram o grande equívoco cometido por esse órgão, que é tudo, menos do futebol brasileiro.

A imprensa passou batida e também não observou o fato de que alguns jogos foram marcados de forma errada, ferindo o princípio da igualdade e prejudicando os clubes que lutavam contra o rebaixamento e pela vaga na Libertadores.

Uma tabela de jogos tem que a obrigação de obedecer uma uniformidade técnica, e que os cartolas da CBF fizeram foi algo que superou uma burrice juramentada.

Aprendemos em nossa vida esportiva que existem jogos que não podem ser realizados de forma separada, principalmente no final das competições.

Os que fazem o Circo não observaram que não poderiam isolar as partidas do Palmeiras, Botafogo, Vitória, Coritiba, Chapecoense e Bahia, mas o fizeram quando colocaram Internacional vs Palmeiras e Flamengo vs Vitória para jogarem no sábado.

Mais grave ainda o jogo Bahia vs Grêmio que foi realizado no período noturno, com os clubes sabendo de todos os resultados.

Uma vergonha. 

O mesmo deveria ser para quem luta por uma vaga na Libertadores, como foi o caso do Colorado.

A seriedade da competição foi abalada, e os clubes que jogaram no dia de ontem já sabiam de suas necessidades para derrotarem aqueles que atuaram antes, desde que os seus resultados já eram conhecidos.

Uma grade de televisão não pode se sobrepor à ética de uma competição, e nesse momento é que deveria ter entrado a entidade que afirma ser do futebol, mas é da esculhambação, para que o feito fossse chamado à ordem, para que todos esses jogos decisivos fossem realizados no mesmo domingo (horários iguais), e no sábado aqueles que não tinham nada a acrescentar.

São pontos assim que dão a certeza de que o evento quando é sério, não tem interesses espúrios, e que o tratamento tem que ser igual para todos.

Infelizmente a entidade não entende que está destruindo o seu melhor produto com procedimentos como esse e, por sua vez, os clubes mal gerenciados não conseguiram observar o que estava acontecendo, e passivamente obedeceram as determinações dos donos do poder, o Circo e a Globo.

São detalhes que mostram como o futebol nacional é tratado.

Uma verdadeira lambança.

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Artigos
Experiências escolares
postado em 01 de dezembro de 2014

Por André Luís Normanton Beltrame

O que seria a escola, se não uma instituição social ligada às relações entre educação, sociedade e cidadania? Abordando desta forma, o que pensar de projetos e práticas pedagógicas esportivas neste âmbito? Não deveriam ter diálogo com os interesses e anseios da comunidade que a circunda e a sociedade, num contexto mais amplo?

Mesmo sendo a Constituição bem clara no seu artigo 217 e no Decreto nº 7.984/2013, quando fala sobre esporte educacional, o país ainda peca por não operar de forma adequada a iniciação esportiva nas escolas. 7250

O caso é grave, está na "esteira" do que o país tem construído como legado ao povo. A gênese que se manifesta, encontra abrigo em uma narrativa "biologizante" - quando o aluno se torna atleta e sua aula vira treino - que prioriza o alto rendimento. Isso ocorre, inclusive, com o esporte escolar, que historicamente submete-se à hierarquia de modelos do esporte adulto, e acaba tornando-se a mesma coisa.

Utilizando o "academiquês", ao se oferecer o esporte assim, erroneamente tratamos o assunto sob a perspectiva ontológica e não epistemológica, como deveria ser.

Isto não acontece do nada. Pelo contrário, é bancado por políticos e dirigentes esportivos que tratam a questão baseada no orgulho e representatividade e não no que deveria ser, o seu dever social. Não tratam de modo isonômico o esporte educacional, de participação e o de rendimento, levando em conta suas especificidades e características, como propalado nos debates realizados na I e II Conferências Nacionais do Esporte, em 2004 e 2006.

Trago esta percepção, de modo mais elaborado, depois de uma investigação recente, realizada ao longo de dois anos. Convivendo com professores, coordenadores e alunos, de um projeto esportivo, participei de reuniões e eventos esportivos, procurando observar como na verdade o trabalho vinha sendo feito; quais seriam seus objetivos e se atenderiam de alguma forma pressupostos do esporte educacional.

Acabei percebendo que, ao invés de fomentar a prática de seus participantes, dentro de um contexto subjetivo, prevalecendo o reconhecimento do outro e valorizando a empatia com o esporte, o projeto conduzia a uma "objetificação", onde a aula, inundada de metas por resultados, acabava substituindo o que deveria ser uma experiência educativa de fato para uma busca estressante por medalhas, patrocínios e Bolsas-Atleta.

Percebi, finalmente, que este modus operandi traduzem, assim, fielmente o poder simbólico das competições adultas, o que formata a Educação Física Escolar e o Esporte em algo que deve seguir códigos e normas das instituições esportivas somente, sem outras possibilidades.

André Luís Normanton Beltrame é professor de Educação Física há 14 anos pela Secretaria de Educação do Distrito Federal. Atualmente está Doutorando em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília.


OBS: Artigo publicado no Blogo do José Cruz.

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Brasileiro Série A
Lição para quem gasta mais do que pode
postado em 01 de dezembro de 2014

Blog do RODRIGO MATTOS


Decidido nesta final de semana, o rebaixamento do Botafogo para a Série B do Brasileiro não é casual, ou apenas fruto da série de erros finais do ex-presidente do Botafogo Maurício Assumpção. Por seis anos, a gestão dele multiplicou por cinco os gastos com futebol, explodiu a dívida e por isso gerou a asfixia financeira e o caos que levaram o time à Segundona. É uma lição para clubes que gastam mais do que podem porque esse pode ser seu futuro.

E Assumpção não pode responder sozinho por esse descalabro. Foi reeleito e referendado dentro do clube. Não faltou festa da torcida quando contratou Seedorf com milhões de salário anual, uma despesa que não havia como os alvinegros pagarem.

Com esse elenco com jogadores caros, de 2009 para 2013, Assumpção elevou de R$ 30 milhões para R$ 163 milhões os gastos com o futebol. No mesmo período, sua receita foi triplicada, ficando em R$ 150 milhões %u2013 não esqueçamos que existem outras despesas da agremiação. Resultado: a dívida dobrou até atingir R$ 700 milhões no final do ano passado. Não se sabe como vai acabar em 2014.

Qual a consequência? O clube tinha que deixar de pagar impostos ou suas dívidas trabalhistas para ir cobrindo esses buracos já que não havia dinheiro suficiente. Uma hora a conta chega: decisões judiciais penhoraram as receitas do clube e o impediram de ter caixa para pagar salários. O Botafogo disputou o Nacional inteiro sem quitar os compromissos com seus jogadores.

Do elenco que tinha Seedorf só sobrou de medalhão o goleiro Jefferson após as dispensas no meio do campeonato feitas por Assumpção. Batido pelo Santos, o time que foi rebaixado tinha jogadores como Andreazzi, Ronny e Bruno Corrêa, pois era o que restou para Vágner Mancini escalar nesta rodada final.

Haverá quem argumente que o Palmeiras de Paulo Nobre economiza e também está ameaçado de rebaixamento. Mas a diretoria palmeirense também gasta mais do que tem porque nunca conseguiu aumentar as receitas do clube, e a dívida com o próprio dirigente é crescente.

A verdade é que o Botafogo não é exceção. No futebol nacional, o que mais se faz é gastar além do que há disponível em caixa e financiar o buraco comprometendo o futuro. A conta do Botafogo chegou na Vila Belmiro e levará anos para ser pagar. É bom que outros clubes perdulários lembrem que, se persistirem nesta política de gastança desenfrada, também vai chegar a hora deles.

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