JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O
jornalista Claudemir Gomes publicou em seu blog um artigo com o tÃtulo ¨Em
sentidos opostos¨, com uma análise sobre o estadual pernambucano e as potenciais
consequências para o processo de interiorização.
Para que se tenha uma ideia, só nos lembramos da data dessa competição ao lermos o que foi escrito pelo jornalista, que será no próximo domingo 7, com 8 clubes do interior lutando por duas vagas, para um hexagonal que será realizado em fevereiro de 2015.
Trata-se na realidade de algo que foge completamente ao sistema racional e beira a uma insanidade patológica ao se colocar oito clubes em turno e returno, jogando em um mês de férias nos esportes, inclusive para boa parte da mÃdia esportiva e sem a mÃnima divulgação.
A interiorização de Pernambuco no seu inÃcio teve o retorno positivo, quando os clubes disputantes recebiam os grandes da capital, que eram referências para a demanda local e que serviam de incentivo para a divulgação do futebol e o seu crescimento.
Os estádios mesmo com as suas precariedades recebiam bons públicos, e alguns clubes conseguiram evoluir como foi o caso do Salgueiro, chegando a disputar finais, como aconteceu com o Porto.
Não era o ideal, desde que o mais necessário seria que os clubes menores tivessem pelo menos 10 meses para atuarem, para não se tornem sazonais como acontece, mas as emendas estão sendo piores do que os sonetos.
Apenas dois desses clubes disputantes da Primeira Fase do Estadual estarão no Hexagonal final, e como Claudemir Gomes bem referenciou, caso os dois de Caruaru sejam os classificados, apenas duas cidades do interior terão jogos pelo Pernambucano -Salgueiro e Caruaru- com um trucidamento do que resta do futebol interiorano.
Esses clubes menores se apegam ao Todos com a Nota, mas não visualizam que estão sendo destruÃdos ao jogarem do nada para o nada, com estádios vázios, com divulgações em poucas linhas, e sem a devida repercurssão em suas cidades.
Em 2013 nem o Todos com a Nota inflado conseguiu levar público ao estádio, e iremos repetir o fato, desde que futebol tem que apresentar algo que desperte o consumidor e jogos como esse da primeira fase nada têm a acrescentar.
Se desejavam perpertuar algo repudiado pelos torcedores, que renovassem nas ideias, ou seja, uma competição completa, com os grandes times da capital disputando-a, com apenas jogadores Sub-23, enquanto os demais do interior poderiam utilizar os de quaisquer idades, ou outra forma que não os sacrificassem.
Teremos para 6 equipes 14 jogos no ano, numa brincadeira de futebol e, logo após, para a maioria, o inÃcio de uma prolongada férias, que durará o resto do ano.
Tal fato é normal? à racional?
O futebol de Pernambuco apequenou-se, e teve no interior o seu maior percentual, cujos clubes fingem que participam de uma competição, quando na verdade estão sendo levados ao cadafalso.
Um triste fim para um processo que começou bem foi sendo destruÃdo aos poucos, e que é uma das soluções para a melhora do futebol estadual, quando o interior possa se tornar um centro formador.
Lamentável.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013










