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O trucidamento do futebol do interior
postado em 04 de dezembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O TRUCIDAMENTO DO FUTEBOL DO INTERIOR


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O jornalista Claudemir Gomes publicou em seu blog um artigo com o título ¨Em sentidos opostos¨, com uma análise sobre o estadual pernambucano e as potenciais consequências para o processo de interiorização.

Para que se tenha uma ideia, só nos lembramos da data dessa competição ao lermos o que foi escrito pelo jornalista, que será no próximo domingo 7, com 8 clubes do interior lutando por duas vagas, para um hexagonal que será realizado em fevereiro de 2015.

Trata-se na realidade de algo que foge completamente ao sistema racional e beira a uma insanidade patológica ao se colocar oito clubes em turno e returno, jogando em um mês de férias nos esportes, inclusive para boa parte da mídia esportiva e sem a mínima divulgação.

A interiorização de Pernambuco no seu início teve o retorno positivo, quando os clubes disputantes recebiam os grandes da capital, que eram referências para a demanda local e que serviam de incentivo para a divulgação do futebol e o seu crescimento.

Os estádios mesmo com as suas precariedades recebiam bons públicos, e alguns clubes conseguiram evoluir como foi o caso do Salgueiro, chegando a disputar finais, como aconteceu com o Porto.

Não era o ideal, desde que o mais necessário seria que os clubes menores tivessem pelo menos 10 meses para atuarem, para não se tornem sazonais como acontece, mas as emendas estão sendo piores do que os sonetos.

Apenas dois desses clubes disputantes da Primeira Fase do Estadual estarão no Hexagonal final, e como Claudemir Gomes bem referenciou, caso os dois de Caruaru sejam os classificados, apenas duas cidades do interior terão jogos pelo Pernambucano -Salgueiro e Caruaru- com um trucidamento do que resta do futebol interiorano.

Esses clubes menores se apegam ao Todos com a Nota, mas não visualizam que estão sendo destruídos ao jogarem do nada para o nada, com estádios vázios, com divulgações em poucas linhas, e sem a devida repercurssão em suas cidades.

Em 2013 nem o Todos com a Nota inflado conseguiu levar público ao estádio, e iremos repetir o fato, desde que futebol tem que apresentar algo que desperte o consumidor e jogos como esse da primeira fase nada têm a acrescentar.

Se desejavam perpertuar algo repudiado pelos torcedores, que renovassem nas ideias, ou seja, uma competição completa, com os grandes times da capital disputando-a, com apenas jogadores Sub-23, enquanto os demais do interior poderiam utilizar os de quaisquer idades, ou outra forma que não os sacrificassem.

Teremos para 6 equipes 14 jogos no ano, numa brincadeira de futebol e, logo após, para a maioria, o início de uma prolongada férias, que durará o resto do ano.

Tal fato é normal? É racional?

O futebol de Pernambuco apequenou-se, e teve no interior o seu maior percentual, cujos clubes fingem que participam de uma competição, quando na verdade estão sendo levados ao cadafalso.

Um triste fim para um processo que começou bem foi sendo destruído aos poucos, e que é uma das soluções para a melhora do futebol estadual, quando o interior possa se tornar um centro formador.

Lamentável.

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A cerimônia do adeus
postado em 04 de dezembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A CERIMÔNIA DO ADEUS


* Artigo escrito pelo jornalista Augusto Mafuz, publicado no jornal Estado do Paraná.


Já há algum tempo, desde que voltou de Istambul, Alex está se despedindo. A cada gol, a cada passe, a cada vitória e a cada derrota, na dor sentida no campo e na alma, em tudo Alex estava dizendo adeus. O adeus de domingo é mais um, embora seja o último.

Não vejo Alex já há um bocado de tempo. Mas os sentimentos de bom homem não mudou com o tempo, posso afirmar que a alegria e a tristeza estão se reverzando intensamente no seu interior. Talvez o conflito de querer seguir ou ficar, lhe cause ainda, algum maltrato. O sorriso que usa para negar o clamor para continuar, talvez esconda a mágoa que todos nós temos da lei, que a vida nos impõe, que em um dado momento temos que dizer adeus.

Como deve ser triste e alegre se despedir todos os dias durante dois anos? Alex me lembra uma canção de Vinicius e Toquinho: "Mais um adeus, Uma separação, Outra vez solidão, Outra vez sofrimento, Mais um adeus, Que não pode esperar".

Mas para Alex não é triste ir embora.

A mesma inteligência, que usou em campo para escrever uma bela história jogando bola, a usou para dizer adeus. Não está saindo porque seu corpo lhe sonega força e talento, porque ainda os tem como se fossem inesgotáveis. Está saindo porque um adeus é um projeto de vida. Quando uma ação humana sendo inevitável, mas programada, os sentimentos quando provocados já estão maduros e conscientes, e acomodados transigem com um fato da vida sem criar traumas.


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Artigos
Falta de experiência ou ganância?
postado em 02 de dezembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ERROS DE PRECIFICAÇÃO: FALTA DE EXPERIÊNCIA OU GANÂNCIA
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ERROS DE PRECIFICAÇÃO: FALTA DE EXPERIÊNCIA OU GANÂNCIA


* Artigo escrito pelo consultor Ricardo Araujo, publicado em seu blog Novas Arenas, da revista Exame.


O epsódio dos ingressos a R$ 1 mil no Mineirão deu o que falar na semana que passou.

Final da Copa do Brasil, transmissão para todo o Brasil, em  horário nobre e...as cadeiras centrais do Mineirão quase vazias, passando uma sensação desagradável de estádio vazio. De fato, a imagem da área nobre do estádio vazia em plena decisão de uma final tão esperada traduz algo de fracasso.

Em uma primeira análise, ingresso a R$ 1 mil parece um exagero. Um valor totalmente equivocado. Suspeito que por trás desse equívoco existe uma pitada do que podemos chamar de ¨picuinha amadora¨ entre os dirigentes do Cruzeiro e Atlético. Talvez açodados pelo desgaste da liberação e quantidade de ingressos para os torcedores cruzeirenses, embalados pela boa vantagem dos atleticanos obtida na mesma, o Mineirão (talvez com uma ¨maozinha¨ do Cruzeiro), tenha fixado esse valor despropositado. Baseado em que esse valor foi fixado? Não sei, mas justifica-lo tecnicamente é muito difícil.

Volto a repetir o que tenho dito e escrito sobre o assunto. Precificar ingressos e eventos é para profissionais. É preciso usar a experiência, tecnologia, conhecimento acadêmico e bom senso. Em resumo, é preciso usar a cabeça (e até um pouco do tal ¨feeling¨), e não o fígado.

O precificador não pode se submeter a pressões para adotar estratégias ¨populistas¨ ou ¨elitistas¨, pois sua missão é obter maior receita possível dentro da combinação público x valor de ingresso. É preciso atingir mais próximo ao que a Teoria do Consumidor chama de ¨preço reserva¨(o máximo que um consumidor está disposto a pagar por um determinado produto ou serviço). É claro que não é fácil, muito pelo contrário, mas é preciso errar pouco. Se o erro for grande para baixo, o lucro será dos cambistas. Se o erro for grande para cima, os lugares ficarão vazios. Em ambos os casos o prejuízo será grande. Se eu tivesse cometido um erro desses no passado teria sido sumariamente demitido.

No Brasil o custo de construção e operação das novas arenas, tem pressionado seus gestores na busca de tickets médios mais altos, mas a falta de experiência tem sido decisiva para vários erros. Principalmente porque do outro lado da balança está um produto de qualidade cada vez mais baixa, que aparentemente um número cada vez menor de consumidores se motiva a comprar.

Assim é preciso uma revolução urgente na precificação e estratégia de vendas de ingressos de eventos no Brasil. Já existem alternativas mais inteligentes, e em breve retornaremos ao assunto.


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Acontece
Em sentidos opostos
postado em 01 de dezembro de 2014

CLAUDEMIR GOMES

 

Estamos na contagem regressiva para a abertura do Pernambucano de Futebol 2015. No próximo domingo - 07/12/14 - teremos a rodada de abertura com destaque para o confronto entre América e Central, no Estádio dos Aflitos. Os outros jogos serão: Porto x Serra Talhada; Vera Cruz x Atlético/PE e Ypiranga x Pesqueira. Os oito clubes envolvidos disputam o primeiro turno em sistema de ida e volta até o dia 28 de janeiro. Os dois primeiros da tabela se classificam para o hexagonal do título junto com Sport, Náutico, Santa Cruz e Salgueiro. Os seis restantes disputarão o hexagonal do descenso.

A forma de disputa é similar a do Pernambucano 2014 e é devastadora para duas coisas que já foram bandeiras no futebol estadual: a demanda e a interiorização.

Há alguns anos o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto, veio conhecer o carnaval do Recife a convite do então presidente da FPF, Carlos Alberto Oliveira. Encontramo-nos no Camarote do Zezo. Entre a passagem de um trio e outro o assunto futebol vinha à tona. Delfim procurava se inteirar, ao máximo, do projeto de interiorização em curso no futebol pernambucano.

Os anos passaram e observamos uma evolução contínua no futebol catarinense que, este ano contou com três clubes na Série A e, em 2015 terá quatro representantes, sendo o Estado com o maior número de clubes no maior campeonato do País, ficando atrás apenas de São Paulo, caso o Palmeiras consiga se manter na elite do futebol nacional, que tem o Sport como único representante de Pernambuco.

O futebol pernambucano tem Santa Cruz, Sport e Náutico como seus pilares. A demanda é desses três clubes, donos das maiores torcidas. Em uma competição com 12 clubes é imprescindível para o seu sucesso a presença dos clubes da Capital nas cidades do Interior. Neste modelo troglodita, seis cidades ficam sem receber as principais atrações do campeonato.

Este ano já tivemos estádios vazios, e nem mesmo o programa Todos com a Nota, através do qual o Governo do Estado subsidia ingressos para os torcedores conseguiu levar bons públicos aos estádios. Enfim, o Estadual ficou restrito a um hexagonal. Se Central e Porto se classificarem para a segunda fase da competição, apenas três cidades serão contempladas com o melhor da festa: Recife, Caruaru e Salgueiro.

É chegada à hora de procurar saber o que o presidente Delfim Peixoto fez nos últimos dez anos para o futebol de Santa Catarina dar um "banho de cuia" no futebol pernambucano.

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Náutico
O Cavalinho do Fantástico
postado em 01 de dezembro de 2014

CLAUDEMIR GOMES

O presidente do Náutico, Glauber Vasconcelos, esteve nos Estados Unidos e ficou deslumbrado com o mundo mágico de Disney, a ponto de enxergar, numa animação que é mostrada no programa Fantástico, da Rede Globo, para destacar a posição dos clubes na tabela de classificação do Brasileiro da Série A, uma das razões pelo fracasso do clube alvirrubro nos últimos anos.

Estive fora do Estado no final de semana, razão pela qual não acompanhei a coletiva concedida pelo mandatário do Clube dos Aflitos após o jogo com a Ponte Preta, na Arena Pernambuco. Os companheiros da Rádio Globo, José Gustavo, Vitor Melcop e Diego Souza fizeram uma narrativa das declarações do presidente Glauber, dentre elas, a de que  o "Cavalinho do Fantástico" prejudicou sobremaneira o alvirrubro pernambucano.

Tal declaração seria cômica se viesse de um torcedor num bate papo em uma mesa de bar, pois soaria como uma gozação. Entretanto, partindo de um presidente, numa coletiva de imprensa, se tornou trágica. E a azeitona do pastelão foi a citação de que "a filha de Lisca havia perguntado ao pai se ele iria treinar o time do último cavalinho".

Fiquei a imaginar o que irão dizer os torcedores do Botafogo que, domingo passado assistiram a animação do cavalinho do clube carioca chorando por conta da queda para a Série B. Pena que a Globo não apresentou a coletiva do presidente Glauber Vasconcelos no Jornal Nacional. Era uma oportunidade de tornar o Cavalinho do Fantástico mais famoso que o Cavalo de Tróia.

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