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O pobre futebol nordestino
postado em 09 de dezembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, POBRE FUTEBOL NORDESTINO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Em uma postagem anterior já tínhamos previsto o destino do futebol da Região Nordeste, com a convicção por tudo que estavam apresentando no Brasileirão, de que o Bahia e Vitória seriam rebaixados, o que na realidade aconteceu de direito no último domingo, mas de fato isso já estava marcado desde o início da competição.

A Série B de 2015 será um verdadeiro campeonato do Nordeste, com a presença de Ceará, Santa Cruz, Sampaio Corrêa, Náutico, ABC e CRB, com 30% de representação com times dessa região.

A queda do Bahia e Vitória deixaram nas mãos do Sport Recife, a única participação maior no futebol nacional, mas o que aconteceu era totalmente previsível por conta das gestões desastradas dos clubes baianos, que resolveram apostar na degola.

O ano de 2014 repetiu o que aconteceu em 2005, quando os dois rivais abraçados caíram para a Série C , depois de terem deixado a elite em 2003 (Bahia) e 2004 (Vitória). Eram os favoritos para o acesso e terminaram jogados para a terceira divisão.

As coincidências foram maiores. Assim como ocorreu na Serie A desse ano, Bahia e Vitória chegaram na última rodada da Série B de 2005, lutando pelas chances matemáticas, que não foram atendidas.

A queda do Vitória em 2014 merece uma ampla análise, desde que na temporada anterior teve uma excelente participação, e por pouco na disputou a Libertadores da América, chegando na quinta posição na tabela de classificação.

A última vez que o futebol baiano não teve um único representante no Brasileirão foi em 2007, ano em que o rubro-negro conseguiu o acesso para a Série A de 2008.

O que aconteceu na Bahia é a repetição do que acontece em toda a região, cujo futebol estagnou, por conta das gestões dos clubes e sobretudo das Federações estaduais, que não conseguem pojetar algo de melhor para uma evolução desse esporte.

O Nordeste do futebol é a cara do Nordeste em geral, que se contenta com as bolsas da vida, e não procura uma forma de crescimento sustentável para a sua sociedade.

Criamos uma síndrome dos coitadinhos da seca, e até hoje não conseguimos nos livrar desse estigma, refletindo nos esportes, quando as entidades são dirigidas por amadores, apaixonados, torcedores de jogos, e não  profissionais que possam buscar o caminho da recuperação.

Pelo que tínhamos conhecimento do futebol baiano na temporada corrente, com os clubes com problemas de caixa, sem um projeto, contratando de forma aleatória, as suas mortes já eram anunciadas há muito tempo, e o que aconteceu foi o resultado de suas precárias gestões.

Os dirigentes regionais não conversam de forma séria, negam-se a procurar pessoas inteligentes, que conheçam de gestão esportiva e preferem o empirismo, o açodamento e a anarquia a um trabalho projetado, com metas a serem cumpridas.

Os ¨coitadinhos¨ ficam satisfeitos com estaduais mequetrefes, e quando um clube ganha o título os torcedores comemoram, mas seis meses depois já o esqueceram.

O Nordeste pensa pequeno, deveria sonhar mais alto, mas para isso necessita de um projeto único, e com um foco maior para o trabalho de formação, que sempre foi responsável pelo seu sucesso em épocas anteriores.

Um único clube Nordestino entre 20 que participam do Brasileirão mostra claramente que o futebol dessa região morreu, foi enterrado, teve missa de réquiem, e somente os seus cartolas não observaram.

Esses possuem a síndrome da Carolina, que assiste ao mundo passar pela sua janela, e não vê nada.

Pobre futebol Nordestino.

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Acontece
O desabafo do Desembargador
postado em 08 de dezembro de 2014

Declarações do desembargador, Bartolomeu Bueno no Face agitaram os bastidores do Arruda

CLAUDEMIR GOMES

Os bastidores das Repúblicas Independentes do Arruda andam agitadores. Motivo: postagem feita pelo desembargador Bartolomeu Bueno, em sua página no Facebook.
Até pouco tempo Bartolomeu Bueno fazia parte do grupo que responde pela gestão do Santa Cruz. Chegou, inclusive, a assumir a presidência da Comissão do Centenário. Era uma das opções para suceder o presidente Antônio Luís Neto na executiva no clube tricolor. O choque de idéias fez com que ele fosse afastado do grupo, chegou a ter seu nome excluído do Conselho Deliberativo.
Abaixo, na íntegra, a postagem feita por Bartolomeu Bueno no Face. Lamentável o fato de que, após afirmar que muitos dirigentes do Santa Cruz têm que ser presos, ele não revelou os nomes das ervas daninhas. Afinal, em toda sociedade tem pessoas boas e pessoas ruins. É preciso separar o bem do mal. A generalização provocou reações e o caso deve parar na Justiça.
" Bartolomeu Bueno De Freitas Morais Bueno

2 de dezembro às 19:33 ·

Em mais uma eleição irregular realizada pela atual direção do Santa Cruz Futebol Clube, para eleger os membros do Conselho de administração que foi criado para funcionar na próxima gestão e já foi realizada agora em afronta direta ao Estatuto. O Brasil está passando por uma limpeza ética. no Santa Cruz tem que ser preso muito dirigente antes que acabem com o Clube.

                                                                       "

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Futebol Brasileiro
Insanos até quando?
postado em 08 de dezembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, INSANOS ATÉ QUANDO?


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Como um clube, mesmo com a participação da patrocinadora, pode dispender R$ 900 mil mensais para pagar um único jogador?

Como um clube, mesmo com um bom fluxo de caixa, pode oferecer para a renovação do contrato com seu artilheiro, R$ 5 milhões de luvas e R$ 500 mil mensais?

Como um técnico sem grande expressão no cenário nacional pode solicitar R$ 500 mil mensais para dirigir um grande clube do Brasil?

Tais fatos fazem parte do dia a dia do futebol brasileiro e se reproduzem nos mais diversos clubes.

O atacante Fred recebe mensalmente R$ 900 mil, salário maior do que muitos clubes da Europa pagam aos seus profissionais. Tal valor representa 283 mil euros todo o mês na conta do profissional.

Na verdade, fingem que pagam, porque o clube deve 20 meses dos seus direitos de imagem. Contrato alto, sem condições de cumpri-lo, terminam com críticas como as que aconteceram no decorrer da semana.

Enquanto isso, o Corinthians, na ânsia de não perder o seu artilheiro, está negociando um novo contrato com ele, que está chegando a limites que fogem da realidade, com luvas de R$ 5 milhões (Guerrero pediu R$ 7 milhões), e um salário de R$ 500 mil. No final somando-se as duas saídas de dinheiro, o atleta irá receber por mês R$ 916 mil, e por ano, sem os encargos, R$ 10,9 milhões/ano, que para um único profissional é algo impossível de acontecer.

Por conta desse tipo de insanidade, o time alvinegro está com atrasos salariais, apesar de todos os valores de receitas futuras recebidos.

Por fim, Osvaldo Oliveira solicitou R$ 500 mil mensais do Corinthians, para assumir o seu futebol, o que representa sem os encargos R$ 6 milhões anuais.

Na verdade a economia brasileira, com um PIB de quase 0% no ano, não permite que salários desse nível sejam pagos, desde que as receitas adquiridas pelos clubes não comportam tais gastos.

Hoje temos uma safra de treinadores bem fraca, e que são recompensados com fortunas pagas por dirigentes insanos, e no final o que recebemos é um futebol mequetrefe, de segunda ou terceira categoria, com raras exceções que servem apenas para carimbar a regra.

Na  maioria são profissionais movidos pelo marketing, que falam demais, e utilizando antigos chavões para a justificativa das derrotas, ou de uma partida medíocre.

Será necessário que alguns clubes fechem para que um basta seja dado a tais gastanças, ou os cartolas irão acordar e verificarem que estão torrando os recursos dos seus clubes sem retorno previsto, e no final todos numa mesma fila por uma sopa da mendicância.

É muito fácil torrar o dinheiro dos outros (clubes). Se fosse deles certamente isso não estaria acontecendo.

Lamentável.

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Santa Cruz
Seja bem vindo presidente
postado em 05 de dezembro de 2014

Constantino Júnior e Alírio Moraes: planos para um futebol de conquistas

CLAUDEMIR GOMES

 

O advogado, Alírio Moraes, é o novo presidente do Santa Cruz. Naturalmente que, com tal afirmativa estou me antecipando aos fatos. Mas é que ele está solto na raia, ou seja, encara o pleito sem nenhum candidato de oposição, fato que lhe assegura uma aclamação, mas também eleva sua responsabilidade por ser conduzido ao cargo com o aval de "todos" os tricolores.

Conheci o novo mandatário tricolor, que foi apresentado como o propulsor de um novo quadro diretivo, durante um almoço promovido no momento em que o Santa Cruz dependia apenas dos seus resultados para ingressar no G4 da Série B, dando um passo decisivo para o acesso à Série A, façanha que o time não teve competência para realizar. Na oportunidade todos os presentes ficaram impressionados com a apresentação de alguns números, através dos quais Alírio Moraes mostrou a surpreendente redução feita no passivo fiscal do Clube do Arruda. Não sei qual a alquimia a ser usada, mas o novo presidente anunciou como meta prioritária negociações que possibilitem ao clube tirar certidões negativas em todas as esferas: municipal, estadual e federal.

Embora estivesse falando para uma platéia formada por menos de 200 tricolores, o evento, que não foi realizado para tal fim, produziu uma sensação de passagem de cargo. E Alírio chamou para si a responsabilidade. A partir de então passou a se comportar como o novo presidente, embora sua aclamação só venha a acontecer nesta sexta-feira. Apesar de se dizer tímido, não economiza em sonhos para sua administração que, a julgar pelo otimismo pregado, será uma das mais exitosas da história do centenário Clube Tricolor.

O seu vice-presidente é um conhecido da torcida coral: Constantino Júnior, que comandou o futebol durante toda a gestão do presidente, Antônio Luís Neto, e segue dando às cartas. Tem sido sua a responsabilidade de promover dispensas - até o momento dez jogadores foram descartados dos planos para 2015 - contratar reforços e buscar um novo treinador. Evidentemente que, tudo com a anuência do novo chefe.

O novo presidente herda um passivo de quatro folhas salariais: outubro, novembro, dezembro e décimo-terceiro salário. A boa nova é que ele assegura já ter receita - R$ 1 milhão - assegurada que lhe dará uma tranquilidade financeira nos primeiro trimestre do novo ano. Falta revelar como vai administrar o passivo. No primeiro semestre o Santa Cruz deve disputar apenas uma competição, o Campeonato Pernambucano que foi reduzido a um hexagonal. O Tricolor está fora da Copa do Nordeste e, possivelmente, da Copa do Brasil.

Os desafios no setor patrimonial não são poucos: Construção do Centro de Treinamentos; definir o futuro do CT de Dois Unidos, considerado uma massa falida; e viabilizar o projeto do shopping popular que será edificado no espaço que hoje é ocupado pela sede social e centro administrativo do Arruda. Tal empreendimento vai viabilizar a requalificação do Estádio José do Rego Maciel, que tem sofrido muitas avarias por conta da ação do tempo.

Seja bem vindo presidente.

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Acontece
Ibope da Globo aumenta sem o futebol
postado em 04 de dezembro de 2014

MÁQUINA DO ESPORTE


A temporada do futebol brasileiro está próxima de ser encerrada, mas isso não deverá ser um grande problema para a audiência da Globo. Desde o fim da Copa do Mundo, a emissora transmitiu alguma partida de futebol em todas as quartas-feiras. Na última, exibiu um filme e subiu o número do Ibope.

A emissora passou o filme "Reféns", suspense com Nicolas Cage e Nicole Kidman. Em São Paulo, a Globo conseguiu 21 pontos de média, com share de 37%. Com o Campeonato Brasileiro, a média na quarta-feira foi de 18 pontos de média. Com a Copa do Brasil, quando a transmissão não é dividida com a Bandeirantes, o número se repetiu.

No Rio de Janeiro, também houve alta. Foram 23 pontos de média com o filme, com 43% de participação. Com o Campeonato Brasileiro na quarta-feira à noite, a média foi 21 pontos. Mesmo a Copa do Brasil, que teve picos mais relevantes, a média final ficou em 22 pontos, abaixo do filme exibido.

Recentemente, a Globo teve outra amostra do apelo limitado do futebol. Na tarde de uma quarta-feira, a emissora transmitiu um amistoso entre Alemanha e Argentina. Tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, a audiência ficou abaixo da média apresentada por "Vale a pena ver de novo" e pela "Sessão da Tarde".

Cada ponto no Ibope equivale a 65.201 domicílios sintonizados em São Paulo e 39.600 no Rio de Janeiro, ambos apenas nas regiões metropolitanas, referências para o mercado publicitário.

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