JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Em uma
postagem anterior já tÃnhamos previsto o destino do futebol da Região Nordeste,
com a convicção por tudo que estavam apresentando no Brasileirão, de que o Bahia
e Vitória seriam rebaixados, o que na realidade aconteceu de direito no último
domingo, mas de fato isso já estava marcado desde o inÃcio da
competição.
A Série B de 2015 será um verdadeiro campeonato do Nordeste, com a presença de Ceará, Santa Cruz, Sampaio Corrêa, Náutico, ABC e CRB, com 30% de representação com times dessa região.
A queda do Bahia e Vitória deixaram nas mãos do Sport Recife, a única participação maior no futebol nacional, mas o que aconteceu era totalmente previsÃvel por conta das gestões desastradas dos clubes baianos, que resolveram apostar na degola.
O ano de 2014 repetiu o que aconteceu em 2005, quando os dois rivais abraçados caÃram para a Série C , depois de terem deixado a elite em 2003 (Bahia) e 2004 (Vitória). Eram os favoritos para o acesso e terminaram jogados para a terceira divisão.
As coincidências foram maiores. Assim como ocorreu na Serie A desse ano, Bahia e Vitória chegaram na última rodada da Série B de 2005, lutando pelas chances matemáticas, que não foram atendidas.
A queda do Vitória em 2014 merece uma ampla análise, desde que na temporada anterior teve uma excelente participação, e por pouco na disputou a Libertadores da América, chegando na quinta posição na tabela de classificação.
A última vez que o futebol baiano não teve um único representante no Brasileirão foi em 2007, ano em que o rubro-negro conseguiu o acesso para a Série A de 2008.
O que aconteceu na Bahia é a repetição do que acontece em toda a região, cujo futebol estagnou, por conta das gestões dos clubes e sobretudo das Federações estaduais, que não conseguem pojetar algo de melhor para uma evolução desse esporte.
O Nordeste do futebol é a cara do Nordeste em geral, que se contenta com as bolsas da vida, e não procura uma forma de crescimento sustentável para a sua sociedade.
Criamos uma sÃndrome dos coitadinhos da seca, e até hoje não conseguimos nos livrar desse estigma, refletindo nos esportes, quando as entidades são dirigidas por amadores, apaixonados, torcedores de jogos, e não profissionais que possam buscar o caminho da recuperação.
Pelo que tÃnhamos conhecimento do futebol baiano na temporada corrente, com os clubes com problemas de caixa, sem um projeto, contratando de forma aleatória, as suas mortes já eram anunciadas há muito tempo, e o que aconteceu foi o resultado de suas precárias gestões.
Os dirigentes regionais não conversam de forma séria, negam-se a procurar pessoas inteligentes, que conheçam de gestão esportiva e preferem o empirismo, o açodamento e a anarquia a um trabalho projetado, com metas a serem cumpridas.
Os ¨coitadinhos¨ ficam satisfeitos com estaduais mequetrefes, e quando um clube ganha o tÃtulo os torcedores comemoram, mas seis meses depois já o esqueceram.
O Nordeste pensa pequeno, deveria sonhar mais alto, mas para isso necessita de um projeto único, e com um foco maior para o trabalho de formação, que sempre foi responsável pelo seu sucesso em épocas anteriores.
Um único clube Nordestino entre 20 que participam do Brasileirão mostra claramente que o futebol dessa região morreu, foi enterrado, teve missa de réquiem, e somente os seus cartolas não observaram.
Esses possuem a sÃndrome da Carolina, que assiste ao mundo passar pela sua janela, e não vê nada.
Pobre futebol Nordestino.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013










