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O desprezo pelo talento
postado em 12 de dezembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O DESPREZO PELO TALENTO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Por um acaso vimos numa banca de revistas uma publicação da Editora da Isto É, com o título ¨2016¨, que trata sobre os esportes olímpicos, e que é lançada de forma bimensal, com o patrocínio da Petrobras.

Não a conhecíamos e como na capa tinha uma chamada sobre o trabalho de formação no Brasil, nos interessamos, e na verdade encontramos uma matéria longa, bem elaborada e que retrata uma realidade que temos discutido há alguns anos sobre esse segmento.

Na sua primeira parte, a matéria conta a saga de um garoto de 16 anos, Alison, que busca o sonho de ser jogador profissional e ajudar a sua familia.

Ele foi encaminhado para treinar na Ponte Preta, na cidade de Campinas, e depois do treino ouviu uma conversa do treinador, que tantos outros também já foram contemplados quando elogiou a sua técnica, os bons fundamentos, o excelente posicionamento, mas infelizmente, apesar de tantos predicados, não poderia ser aproveitado.

Qual a razão? Segundo o ¨professor¨, o seu condicionamento físico estava abaixo do nível dos demais, embora a técnica esteja melhor em algumas comparações.

Alison recebeu um conselho: ¨Você precisa crescer, ganhar massa muscular¨, ou seja, tornar-se igual aos atletas que correm pelos gramados brasileiros.

Essa história narrada pela revista mostra a realidade do processo de formação do nosso futebol. Não existe nenhum país do mundo que tenha produzido tantos craques como o Brasil, mas a nova verdade parece mostrar que isso não importa mais.

O talento não interessa aos novos ¨professores¨ e aos agentes, "donos" dos atletas, que escolhem os jovens brucutus, numa continuidade de um processo formatado há mais de 20 anos, jogadores musculosos, atléticos, esquecendo o fundamental, a qualidade técnica.

Pelé quando iniciou em Bauru a sua vida no futebol era um garoto franzino, mas foi aprovado e tornou-se o maior jogador do futebol mundial, mas se fosse nos dias atuais, certamente nunca teria chegado a tal patamar, já que iria receber o conselho para crescer e ganhar massa muscular, como o que foi dado ao personagem dessa postagem.  

Na realidade, o futebol do Brasil de ontem era o inverso do europeu, que formava os seus brucutus, enquanto as ruas formavam os nossos craques. Hoje aconteceu uma mudança, quando nós passamos a projetar os musculosos, e o Velho Continente, os talentos.

Esse é um dos fatores que levou o país a uma sova de 7x1 da Alemanha, na semifinal da Copa, e pela ausência de craques em nossas competições.

Os jogos de nossas competições nacionais retratam bem essa realidade, e no final de seu maior evento, a escolha de uma seleção é feita entre os menos ruins dos ruins, como o que acabamos de presenciar.

Craque no Brasil é um produto em extinção, e exemplos como esse é que levaram o futebol ao fundo do poço.

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Acontece
Crise no vôlei ameaça parceria com BB
postado em 12 de dezembro de 2014

Blog do JOSÉ CRUZ


Poucas horas depois de a CGU (Controladoria Geral da União) ter divulgado relatório de auditoria confirmando graves irregularidades na gestão financeira da Confederação de Vôlei, o Banco do Brasil suspendeu o pagamento das parcelas de patrocínio, e fez exigências para retomar a parceria. É a mais grave crise nessa contrato de 23 anos entre o BB e a CBV, podendo ter desdobramentos irreversíveis. A matéria de Daniel Brito está neste link:  http://esporte.uol.com.br/volei/ultimas-noticias/2014/12/11/banco-do-brasil-interrompe-verba-a-cbv-apos-cgu-apontar-irregularidades.htm

Ausentes

Na história desse episódio, os dois dirigentes da época em que se originaram as denúncias do escândalo não estão mais em suas instituições: Ary Graça, ex-presidente da CBV, e Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil. Ary é presidente da Federação Internacional de Vôlei, desde o final de 2012, e Pizzolato fugiu para a Itália para escapar de punição no processo dos mensaleiros.

Primeira crise

A última crise entre o Banco e a CBV que se tornou pública foi em fevereiro de 2005, quando Ary Graça trocou o tradicional amarelo e azul do uniforme da Seleção masculina pelo preto, com detalhe dourado, em alusão á conquista da medalha de ouro nos Jogos de Atenas 2004. A mudança não durou dois meses, pois a diretoria de Marketing do Banco do Brasil protestou e exigiu respeito ao contrato.

Ex-funcionários do banco, que conheceram detalhes dessa parceria, contaram que Ary Graça provocava o parceiro por ocasião da renovação dos contratos anuais. A estratégia agradava a Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil. Ele preferia - segundo a mesma fonte - que o vôlei tivesse um parceiro da iniciativa privada, já que os patrocínios públicos exigem rigor e compromissos para gastar as verbas recebidas.

Novo parceiro?

A nova crise ocorre a dois anos dos Jogos Rio 2016 e no bojo de escândalos em outra estatal, a Petrobras, com repercussão internacional. Se por ventura chegarmos ao limite de rompimento da parceria, o vôlei não ficará muito tempo sem patrocínio.

O Bradesco é o candidato da vez. Tornou-se o patrocinador oficial da Olimpíada e há dois anos faz fortes investimentos em outras modalidades, através da Lei de Incentivo ao Esporte. Daí para o vôlei será um saque de valiosos milhões, pois estará adquirindo um produto esportivo de grande visibilidade, vitorioso e mundialmente reconhecido, para ali exibir sua marca. Porém, de gestão suspeita e calamitosa, capaz de colocar o campeoníssimo esporte nas páginas policiais.

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Sport
Um pedido de desculpas
postado em 11 de dezembro de 2014

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Ao assistirmos ao jornal da Band na última terça-feira, ouvimos algo que realmente mostra a perfeição da corrupção brasileira.

O nosso país é o que contempla um maior número de candidatos ao Prêmio Nobel da Corrupção. A briga é grande, e disputada com a foice e o martelo, porque os nossos PHDs nesse segmento são os melhores do mundo.

O fato nos chamou atenção por conta dos documentos encontrados na sede da construtora Engevix, em Barueri, que comprovaram o cartel constituído pelas empreiteiras em conluio com alguns diretores da Petrobras.

Já tínhamos postado um artigo sobre o Campeonato das Proprinas, desde que essa corrupção era tratada pelos participantes como um torneio igual ao do futebol, inclusive com regulamentos, tabelas, com a divisão das equipes, prêmios e datas.

Por outro lado, no meio da documentação, o chamado "clube das propinas", criou, segundo os documentos encontrados na Engevix, no caso das obras da Comperj, o ¨Bingo Fluminense¨, com tabelas em que pelo menos 16 empresas fatiaram entre elas as obras da unidade, por itens contratuais. Acontenciam sorteios com o globo utilizado nos bingos.

O sócio do Sport Recife deve ter ainda em mente o nome da famosa empresa investidora, que iria aplicar R$ 700 milhões no mirabolante projeto imobiliário do clube, que iria atender ao triângulo Ilha do Retiro, José Estelita e Bacia do Pina, indicada pelos dirigentes do clube e  contemplada com um contrato elaborado pelo atual presidente, Martorelli, com cláusulas de confidenciabilidade.

O nome dessa ¨salvadora¨ da vida rubro-negra era a ENGEVIX, a mesma que tem o seu presidente ainda preso em um presídio no Paraná, assim como dois dos seus diretores, sendo que um deles realizava as tratativas com o clube da Ilha do Retiro.

Em uma das reuniões sobre esse ¨projeto¨, chamamos a atenção para as empresas que estavam envolvidas, em especial para essa última, que cresceu de forma exagerada, de um fundo quintal para uma gigante, por conta de algumas coisas não institucionais que eram associadas a personagens do mensalão.

Todos fizeram ouvidos de mercador e cantavam suas loas sobre o investidor, com um dos mais sólidos e sérios do país, e agora são obrigados a assistir a todos os acontecimentos, e não escutamos, não lemos nenhuma palavra, pelo menos com justificativas de uma escolha tão complicada como essa, e que tirou qualquer credibilidade futura de todos, e de qualquer outro investidor que seja anunciado.

Duas coisas gostaríamos de tomar conhecimento. A primeira, a abertura do contrato firmado com a Engevix, e, a segunda, um pedido de desculpas não apenas aos sócios do Sport, como para a sociedade pernambucana, pela infeliz escolha.

Na verdade, algo ainda flutua no ar sobre esse tema.

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Artigos
Crise econômica impõe redução de salário
postado em 11 de dezembro de 2014

Blog do Rodrigo Mattos


Um jogador renome já planejava a saída do Fluminense quando se desenhava o rompimento com a Unimed. Foi ao mercado se oferecendo por salário similar ao que recebia no tricolor. Ninguém topou. Abaixou o valor, mas ainda assim não fechou. Nenhum clube aceitava pagar mais de R$ 300 mil, nem quando a diferença era pequena. O atleta ainda está sem time.

A história ocorrida nestes últimos meses de 2014, cujo protagonista não é revelado a pedido da fonte, é simbólica do novo momento do futebol brasileiro. Em meio à crise econômica, os salários de jogadores têm caído de forma significativa em renovações e novas contratações. Foi o que o blog ouvir de diversos participantes do mercado, entre empresários e clubes.

Até 2013 era fácil ter dois ou três atletas com vencimentos de R$ 500 mil em um time, mas agora só exceções receberão acima de R$ 300 mil. Pagar em dia, ou pelo menos atrasar pouco, virou trunfo após séries de calotes durante o ano de 2014. E um debandada de jogadores médios podem deixar o Brasil para mercados mais atrativos.

"Estou sentido que cada renovação está sendo difícil. Essa proibição de investidor da Fifa deu uma segurada no mercado. O salário vai cair e não vai ter quem investir. Não vejo com bons olhos o que está acontecendo", contou Roberto Monteiro, representante do grupo DIS, que é procurador de jogadores e tem direitos sobre alguns deles.

"Varia bastante de contrato para contrato. Quem estiver livre até pode negociar mais. Mas o Brasil vai começar a perder jogador para o exterior. Muitos vão voltar para a Europa. O fluxo para o exterior vai aumentar. Eu mesmo estou saindo para Europa para ver a negociação de dois atletas (do Brasil)", contou o empresário Marcelo Robalinho, da empresa Think Ball.

"Toda negociação tem um orçamento, o pagamento dos direitos, os salários e as comissões. Se o clube não tem ajuda nos direitos, isso vai impactar o salário", analisou o empresário e advogado Marcos Motta, que vê os clubes bem cautelosos nos acertos. "Pagar em dia será um grande diferencial diante dos atrasos que ocorreram no ano."

Dos cartolas, o blog ouviu que, nas negociações iniciais, os jogadores continuavam a pedir os mesmos valores do final do ano passado. Mas sofreram seguidas recusas e, aos poucos, têm abaixado as requisições. Até os dirigentes admitem que os últimos anos formaram um período de valores salariais fora da realidade do país.

Representantes do Bom Senso FC, grupo que reúne jogadores, também já verificaram a mudança no mercado com quedas de vencimentos. Não há nenhum levantamento oficial, mas a percepção do grupo é que se acentuaram os casos de atrasos durante 2014. Na dureza que espera para o próximo ano, é hora de apertar os cintos para todos.

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Artigos
Meio cheios ou meio vazios?
postado em 09 de dezembro de 2014

Blog do ERICH BETING


Nunca antes na história do Campeonato Brasileiro os clubes faturaram tanto com bilheteria nos estádios. A conta, em valores brutos, é de que o Brasileirão de 2014 arrecadou R$ 214 milhões e uns quebrados com a venda de ingressos. É um ótimo desempenho, se formos pensar que, há dois anos, a arrecadação não chegou a R$ 150 milhões.

Mas, olhando na lupa, será que realmente o desempenho está ótimo?

O fato é que, nas novas arenas, a arrecadação recorde não significa necessariamente público recorde. Pelo contrário. Os novos estádios, que são em boa parte responsáveis por injetar mais dinheiro na economia da bola, seguem sem um bom aproveitamento dos espaços disponíveis.

Neste Brasileirão, foram oito estádios novos sendo utilizados com bastante frequência pelos times: Arena Corinthians, Arena da Baixada, Arena do Grêmio, Beira-Rio, Itaipava Arena Fonte Nova, Itaipava Arena Pernambuco, Maracanã, Mineirão. Além deles, o Mané Garrincha abrigou algumas partidas e, recentemente, o Allianz Parque teve dois confrontos do Palmeiras.

O saldo é curioso. As novas arenas foram responsáveis por gerar R$ 151 milhões dos R$ 214 milhões que o Brasileirão levantou em 2014. Ã‰ cerca de 70% de tudo o que foi arrecadado. Em relação ao público, a proporção é um pouco menor: dos 6,336 milhões de torcedores que pagaram para assistir a jogos do Brasileirão, 57% deles estavam presentes nos jogos disputados nas novas arenas.

E aí entra o ponto crucial da história.

Esses 3,6 milhões de torcedores que foram ver os jogos nas novas arenas poderiam ser, pelo menos, o dobro disso. Os novos estádios, à exceção de Arena Corinthians e Beira-Rio, não conseguiram atingir 50% de toda a sua capacidade. O que explica essa situação?

A primeira resposta, é claro, é a precificação dos ingressos. O torcedor não tem condições de pagar os salgados preços cobrados nas novas arenas. Não a cada jogo, sem que haja uma mudança de valores conforme o grau de importância da partida.

Os sinais mais evidentes disso foram o Mineirão quase sempre com a parte mais nobre do estádio vazia por causa de uma política absurda de preços implementada pelo Cruzeiro e o "Setor Oeste" da Arena Corinthians, que não consegue receber gente e fica "escondido" da imagem da televisão, dando a falsa impressão de que o estádio está uniformemente abarrotado de gente.

Na lógica ilógica da cartolagem, mais vale muito dinheiro na mão com pouco público do que muito dinheiro na mão com alto público. O argumento de que "com mais gente o custo do estádio é maior"'' é absolutamente infundado, já que é possível chegar a um preço "ótimo" dentro dessas circunstâncias de modo a atingir o máximo de faturamento sem precisar esfolar o bolso do torcedor.

O que se viu nesse Brasileirão foi o estádio meio vazio, em vez de completamente cheio.

Acomodados sob a lógica de que o estádio é "novo", os clubes aumentaram bastante o valor cobrado pelo bilhete. Com isso, perderam uma ótima oportunidade de arrecadar ainda mais. Pelos números coletados nos 156 jogos disputados nas novas arenas, seria bem provável conseguir encher os estádios cobrando cerca de 40%  a menos no valor dos ingressos. Isso poderia representar cerca de 10 a 15% a mais de receita para os clubes, mesmo tendo de gastar um pouco mais para abrigar mais gente nos estádios.

Isso sem falar no apelo que traz um estádio lotado para a imagem do evento e, também, do aumento paralelo de consumo que acontece quando se coloca mais gente no estádio.

Se o Brasileirão de 2013 serviu de teste para começar a entender como os novos estádios podem ser trabalhados, o de 2014 deveria servir para se concluir o óbvio. É só começar a cobrar um preço mais adequado à baixa qualidade do jogo de futebol apresentado que a receita com bilheteria só tende a aumentar%u2026

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