Histórico
Acontece
72 horas de intervalo entre as partidas
postado em 18 de dezembro de 2014

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A Justiça do Trabalho determinou que o Circo Brasileiro de Futebol (CBF), conceda um intervalo mínimo de 72 horas entre as partidas de uma mesma equipe em competições que organiza.

A decisão da Juíza Milena Casado Ferreira Beraldo, da 8ª Vara do Trabalho de Campinas, prevê multa diária de R$25 mil em caso de descumprimento- e isso implica na alteração das tabelas da temporada de 2015.

A ação foi movida pela Federação Nacional de Atletas Profissionais de Futebol, e contou com o parecer do Ministério Público do Trabalho. A promotoria defendeu o intervalo de 72 horas, superior ao que determina o Regulamento Geral das Competições (66 horas).

Em sua defesa na ação, o Circo informou que não é responsável pela escalação dos atletas. A juíza entendeu, entretanto, que a entidade é a responsável pelo calendário que faz os times jogarem em tempo inferior a esse intervalo.

Na realidade, nesse futebol massacrante, pelo menos 72 horas de espaço entre um jogo e outro é um atenuante, e sempre lembrando que em competições nacionais existem viagens nesse intervalo.

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Sport
A hora e a vez de Martorelli
postado em 17 de dezembro de 2014


CLAUDEMIR GOMES

 

João Humberto Martorelli é o novo presidente do Sport. Foi eleito com 84,5% dos votos: 1542 contra 276 do opositor Bruno Reis. Segue no cargo que ocupou interinamente por mais de um ano. Esteve presidente. Agora é presidente. A condicional faz toda a diferença. Antes, apesar da independência, viveu momentos de desconforto com a "ameaça" da volta do titular, Luciano Bivar, cujo bom senso lhe impediu de cometer tal agressão.

Martorelli conhece o clube, e agora passa a administrá-lo com a sua caneta. Apontado como o clube rico do futebol pernambucano, o Sport vive uma situação socioeconômica privilegiada em comparação aos coirmãos Náutico e Santa Cruz, mas sua estrutura é frágil, fato que torna quase tudo prioritário na Ilha do Retiro.

Ao longo dos anos o futebol passou a prioridade das prioridades para os leoninos, que colocaram os esportes olímpicos em segundo plano. A centenária história da agremiação rubro-negra nos mostra, em tempos passados, sua força em modalidades como remo, basquete, vôlei, natação, taekwondo, judô... Nos dias de hoje é só futebol. O esporte mais popular do planeta virou cabeça, tronco e membro de um estranho ser, ou equipamento, como queiram.

É a nova ordem defendida pelos mais modernos cujos conceitos atropelam princípios e destroem memórias.

O novo presidente tem suas metas, e no período em que esteve sentado na cadeira que agora lhe foi conferida por 1542 votos de confiança, aprendeu que, num clube de futebol nada funciona se as vitórias não surgirem dentro de campo. Um time vencedor funciona como um coração que mantém o clube vivo e pulsante com uma população alegre e otimista. Efeitos da emoção.

Os últimos gestores do Sport concentraram as atenções no projeto da arena. A obsessão por tal projeto os levou a uma negligência imperdoável como o patrimônio do clube, na Ilha do Retiro. Um rápido passeio pelo complexo sócio esportivo nos permite ver as quadras sucateadas; o abandono da loja; a má conservação do ginásio Marcelino Lopes; o descaso com o parque aquático e a falta de manutenção com a sede social, um das maiores referências de um período da arquitetura brasileira.

Os projetos que colocarão o clube em sintonia com o novo tempo são bem vindos, mas a manutenção do que foi construído em mais de cem anos é fundamental.

A revisão dos conceitos é o primeiro desafio do presidente que se fez notar com gastos desnecessários numa campanha que já nasceu vitoriosa.

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Sport
O primeiro título nacional
postado em 16 de dezembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O PRIMEIRO TÍTULO NACIONAL DO SPORT


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Sport Recife realiza no dia de hoje as suas eleições para os poderes do clube. Duas chapas estarão se confrontando: uma capitaneada por João Martorelli, que busca a reeleição, já que como vice-presidente da atual gestão o comandou por um longo tempo; e, pela oposição, Bruno Reis, de uma nova geração que sonha com mudanças no reino da Ilha do Retiro.

Não vamos nos alongar sobre esse tema, e apenas com a certeza de que os associados deverão escolher o melhor para o clube, já que realmente precisa de uma gestão mais profissional e sobretudo transparente.

Enquanto o pleito irá se desenrolar, o primeiro título nacional do Sport Recife passa despercebido pelos poderes do clube, inclusive o candidato da situação que em determinado momento pensou em retirar da sua camisa a estrela dessa conquista. Ainda bem que, pressionado, recuou.

Muitas vezes pensamos que os dirigentes rubro-negros têm vergonha do 16 de dezembro de 1990, data em que o Sport conquistou a Taça da Prata, que reresentava o título de Campeão Brasileiro da Série B, retornando à divisão principal de 1991.

Passaram-se 24 anos, e não encontramos nenhuma referência, nenhuma ressalva em nossa mídia, de uma conquista, quer queiram ou não, foi representativa para a sua vida. 

Fazemos questão de citá-la todos os anos, não por termos participado ativamente dessa, como dirigente de futebol, e muito mais pelas condições precárias do clube, não somente financeira, como política, que elevaram mais ainda o título, o primeiro Nacional da história do Sport, que foi conseguido com uma equipe simples, sem estrelas, sendo a maioria da sua base ou da região Nordestina.

Participaram do Campeonato 24 equipes, tendo o Sport realizado 24 jogos, conquistando 07 vitórias, 15 empates e apenas 02 derrotas, tendo o acesso com o empate de 1x1 contra o Guarani de Campinas, que era o favorito, levando-o a disputar as finais com o Atlético-PR, jogando por dois empates. No primeiro jogo em Curitiba o resultado foi 1x1, e na volta na Ilha do Retiro, no dia 16 de dezembro, o 0x0 garantiu o título.

Paulo Victor, Givaldo, Ailton, Marcio Alcântara, Agnaldo, Marcus Vinicius, Mirandinha, Joelcio, Luiz Carlos, Fabio, Sergio Alves, Neco, Glauber, Lopes, e outros que a memória não conseguiu relembrar, mas que estão enquadrados, sob o comando simples de Roberto Brida, e com apoio do Supervisor, Vulpian Novaes, estão no seu conjunto sendo homenageados, pois foram esses que deram o título ao rubro-negro pernambucano, numa denonstração de que a base funcionava e tinha amor ao clube.

Por uma questão de justiça, devemos ressaltar a participação de Vulpian Novaes, que era supervisor, tesoureiro, chefe de delegação, e que muito contribuiu para essa conquista, demonstrando ser o que é até hoje, um profissional sério e competente, produtos que não fazem parte do gosto de nossos dirigentes.

O nosso blog não tem clube, mas gosta da história do futebol, daí nos lembrarmos de uma data que é esquecida na vida interna daquele que foi beneficiado por essa, no caso o Sport Recife, posto que, a década de 90, que foi a melhor da sua vida, foi um reflexo desse título e do retorno a maior divisão nacional.

É o retrato de um país de memória curta, facilmente apagada, e de um clube que faz questão de renegar a sua primeira conquista de uma competição brasileira.

Fizemos o nosso papel, enquanto eles esquecem.

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Artigos
Dinheiro sem dono é problema no esporte
postado em 15 de dezembro de 2014

ERICH BETING - Máquina do Esporte


O estouro do escândalo que colocou em turbulência o vôlei brasileiro é a síntese de um dos principais problemas que existe no esporte: o dinheiro, quase sempre, não tem dono.

Organizado por meio de associações sem fins lucrativos, o esporte é um terreno fértil para desvios de verba e descontrole de gastos. Afinal, não há um "dono" do dinheiro a não ser a própria instituição. 
No caso do vôlei, com as vitórias se acumulando nas quadras e nas areias, o mau uso do dinheiro da CBV era "compensado" pelo bom desempenho no que realmente importa, que é a competição esportiva.
Na origem da organização do esporte, ser uma entidade sem fim lucrativo não era problema. As competições eram, a princípio, entre os associados do próprio clube, quase que uma forma lúdica de passar o tempo de folga do trabalho. O dirigente, amador, era responsável por organizar os associados e, num nível mais acima, organizar os clubes para disputarem uma competição. 
Há pelo menos 60 anos, com o esporte profissionalizado, esse modelo está ultrapassado. Não se pode mais o dinheiro de uma entidade não ter dono. Da mesma forma, é impensável que o gestor de uma entidade esportiva não seja remunerado. 
O esporte já saiu da era amadora dentro da quadra faz muito tempo. Chegamos ao limite que obriga agora gestores a se profissionalizarem e as entidades a cobrarem o bom uso de seu dinheiro. Esse é o próximo passo na evolução do esporte.


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Acontece
O esporte está na lama
postado em 14 de dezembro de 2014

Blog do JOSÉ CRUZ


Um dia depois da divulgação do escândalo na Confederação Brasileira de Vôlei, surgiu outra denúncia bombástica, desta vez na Confederação do Tênis (CBT), cujo presidente, Jorge Rosa, usava verbas públicas do patrocínio e para fomentar o esporte no pagamento de suas contas particulares.

20141212_140835As afirmações são da ex-contadora da confederação, Kátia Mueller (foto). Ela apresentou documentos que confirmam a denúncia. O dossiê que Kátia elaborou, até 2012, foi entregue ao Ministério Público de São Paulo. É lá que tramita processo sobre denúncias de ilegalidades praticadas por Jorge Rosa. Há recibos de salários assinados por empregadas que trabalhavam na residência de Jorge. Elas recebiam através da CBT e até as suas demissões foram honradas pelas verbas da Confederação.

Em nota oficial, Jorge Rosa desmentiu sua ex-contadora e disse que o dinheiro usado fazia parte de um %u201Cauxílio moradia%u201D.

Pagamentos

Enfim, a promiscuidade financeira é evidente. De tal forma que até uma empresa de confecções, em nome da mulher de Jorge Rosa, foi criada usando a estrutura administrativa da CBT, e o pagamento das taxas foi feito com dinheiro dos cofres da entidade do tênis.

Nos últimos dois anos, escrevi vários artigos sobre "denúncias de irregularidades" e um tal processo que "tramita no Ministério Público de São Paulo", contra a Confederação de Tênis. Agora há transparência nessas denúncias. Há provas. Há depoimentos da funcionária que fazia os registros contábeis. Ela falou com segurança, apresentou documentação farta que demonstrou conhecer muito bem sobre cada registro que fez. E tudo isso já está nas mãos da Justiça e do delegado de polícia que instrui o processo com suas investigações.

Sem exageros, o esporte está na lama.

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