JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O Sport
Recife realiza no dia de hoje as suas eleições para os poderes do clube. Duas
chapas estarão se confrontando: uma capitaneada por João Martorelli, que busca a
reeleição, já que como vice-presidente da atual gestão o comandou por um longo
tempo; e, pela oposição, Bruno Reis, de uma nova geração que sonha com mudanças
no reino da Ilha do Retiro.
Não vamos nos alongar sobre esse tema, e apenas com a certeza de que os associados deverão escolher o melhor para o clube, já que realmente precisa de uma gestão mais profissional e sobretudo transparente.
Enquanto o pleito irá se desenrolar, o primeiro tÃtulo nacional do Sport Recife passa despercebido pelos poderes do clube, inclusive o candidato da situação que em determinado momento pensou em retirar da sua camisa a estrela dessa conquista. Ainda bem que, pressionado, recuou.
Muitas vezes pensamos que os dirigentes rubro-negros têm vergonha do 16 de dezembro de 1990, data em que o Sport conquistou a Taça da Prata, que reresentava o tÃtulo de Campeão Brasileiro da Série B, retornando à divisão principal de 1991.
Passaram-se 24 anos, e não encontramos nenhuma referência, nenhuma ressalva em nossa mÃdia, de uma conquista, quer queiram ou não, foi representativa para a sua vida.
Fazemos questão de citá-la todos os anos, não por termos participado ativamente dessa, como dirigente de futebol, e muito mais pelas condições precárias do clube, não somente financeira, como polÃtica, que elevaram mais ainda o tÃtulo, o primeiro Nacional da história do Sport, que foi conseguido com uma equipe simples, sem estrelas, sendo a maioria da sua base ou da região Nordestina.
Participaram do Campeonato 24 equipes, tendo o Sport realizado 24 jogos, conquistando 07 vitórias, 15 empates e apenas 02 derrotas, tendo o acesso com o empate de 1x1 contra o Guarani de Campinas, que era o favorito, levando-o a disputar as finais com o Atlético-PR, jogando por dois empates. No primeiro jogo em Curitiba o resultado foi 1x1, e na volta na Ilha do Retiro, no dia 16 de dezembro, o 0x0 garantiu o tÃtulo.
Paulo Victor, Givaldo, Ailton, Marcio Alcântara, Agnaldo, Marcus Vinicius, Mirandinha, Joelcio, Luiz Carlos, Fabio, Sergio Alves, Neco, Glauber, Lopes, e outros que a memória não conseguiu relembrar, mas que estão enquadrados, sob o comando simples de Roberto Brida, e com apoio do Supervisor, Vulpian Novaes, estão no seu conjunto sendo homenageados, pois foram esses que deram o tÃtulo ao rubro-negro pernambucano, numa denonstração de que a base funcionava e tinha amor ao clube.
Por uma questão de justiça, devemos ressaltar a participação de Vulpian Novaes, que era supervisor, tesoureiro, chefe de delegação, e que muito contribuiu para essa conquista, demonstrando ser o que é até hoje, um profissional sério e competente, produtos que não fazem parte do gosto de nossos dirigentes.
O nosso blog não tem clube, mas gosta da história do futebol, daà nos lembrarmos de uma data que é esquecida na vida interna daquele que foi beneficiado por essa, no caso o Sport Recife, posto que, a década de 90, que foi a melhor da sua vida, foi um reflexo desse tÃtulo e do retorno a maior divisão nacional.
à o retrato de um paÃs de memória curta, facilmente apagada, e de um clube que faz questão de renegar a sua primeira conquista de uma competição brasileira.
Fizemos o nosso papel, enquanto eles esquecem.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









