Histórico
Acontece
Previsão para 2015 - Os Mineiros
postado em 27 de dezembro de 2014

* Artigo escrito pelo consultor Ricardo Araújo, publicado em seu blog da Revista Exame. 


O que será dos dois grandes clubes mineiros em 2015 ?

Os grandes clubes mineiros, depois de muitos anos no purgatório, e em determinados momentos até mesmo sentindo o calor das profundezas,  finalmente alcançaram o céu.

Os dois últimos anos foram os melhores da história do futebol de Minas.

O Galo, sob o comando, digamos, peculiar, de Kalil, depois de alguns anos de desatinos de planejamento, emplacou 2 anos de luxo sob o comando de Cuca e Levir. Ainda conservo um pé atrás, e aguardo o desenrolar da próxima gestão para saber se o caminho traçado pelo ex-presidente foi consistente, ou apenas uma fumaça pontual cheia de esqueletos a serem descobertos no futuro próximo.

A Raposa me parece mais consistente em termos de gestão. Um clube tradicionalmente de baixo endividamento para os padrões nacionais, e que conta com um estilo "low profile" interessante. Geralmente é eficiente sem fazer alarde.

Ambos disputarão a Libertadores (abrindo a possibilidade de outro confronto inédito), e quase certamente relegarão o Estadual à mera formalidade. Como terminaram 2014 em alta, partem com os  mesmos treinadores e grande parte do elenco para o início de 2015. Minha aposta é que tenham o elenco muito mexido no segundo semestre, pois se forem bem na Libertadores terão seus jogadores valorizados e será difícil segurá-los. Se forem mal, podem ser tragados por alguma crise, e alguma reformulação acontecerá.

Em tese, a Libertadores é um estilo de competição mais com a cara do Galo, que  me parece mais confortável com os confrontos de "mata mata". Já o Cruzeiro é aquele corredor de resistência, que vence com a regularidade do longo prazo, mas acaba fracassando na pressão do tiro curto. Com o time descansado e concentrado, tem tudo para avançar bastante, mas tem sofrido alguns tropeços estranhos.

O certo é que os dois grandes de Minas atingiram um patamar cuja probabilidade de queda é maior que de subida, pois não esqueçam que a alternância dos ciclos de alta e baixa são daquelas "leis" inexoráveis do futebol. A dúvida é se isso acontecerá em 2015, principalmente porque deverá ser um ano de %u201Cgrana curta%u201D e investidores retraídos.

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Escândalo
PCdoB acumula milhões em desmandos
postado em 27 de dezembro de 2014

Blog do RODRIGO MATTOS


A nomeação de George Hilton (PRB-MG) para o Ministério do Esporte representa o fim de 12 anos de domínio do PCdoB. Neste período, o orçamento da pasta foi multiplicado como em nenhuma área. Nem com todo esse dinheiro o partido foi capaz de estruturar o esporte nacional. Só colecionou escândalos que mostraram o uso do setor para fins partidários.

Pior, o PCdoB desperdiçou a maior oportunidade de desenvolvimento do esporte nacional quando o país recebeu a Copa-2014 e será sede dos Jogos Rio-2016. O futebol brasileiro saiu menor do que entrou no Mundial. E as outras modalidades olímpicas não têm nenhum plano para que consolidem avanços, seja na base, seja no adulto.

Vamos aos dados. Foram três ministros: Agnelo de Queiroz (2003 - 2006), Orlando Silva Júnior (2006 - 2011) e Aldo Rebelo (2011 - 2014). Dos três apenas o último saiu ileso de acusações de irregularidades, embora nem tudo tenha sido provado.

Quando Agnelo assumiu o ministério no primeiro governo Lula, o seu orçamento foi de R$ 147 milhões. Neste último ano, o orçamento foi de R$ 3,39 bilhões, embora apenas R$ 1,2 bilhão tenham sido executados até outubro, segundo o blog do José Cruz. Isso não é tudo visto que houve explosão de recursos de estatais, lei de incentivo e lei piva. E onde foram parar esses montantes?

Do dinheiro aplicado diretamente pelo ministério, a maior parte foi para os programas Segundo Tempo (para estudantes) e quadras e equipamentos. Reportagens em sequências de diversos veículos mostraram como esses recursos foram direcionados para ONGs ligadas ao partido, muitas vezes sem sequer que o serviço tenha sido prestado, ou para aliados políticos em prefeituras.

Agnelo e Orlando foram envolvidos em denúncias de que ficaram com fatias de recurso de determinada ONG de Brasília. Foram inocentados por órgãos de controle do governo. O aparelhamento do ministério para favorecer amigos do partido, no entanto, é um fato.

Ainda houve diversas irregularidades apontadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) relacionadas a contratações do Pan-2007, consultorias para a Copa-2014 e Rio-2016, entre outros negócios.

O dinheiro aplicado por meio de estatais, de lei piva ou lei de incentivo gerou as mesmas suspeitas ou certezas sobre a aplicação para fins escusos. Basta lembrar do encerramento do patrocínio do Banco do Brasil para o vôlei porque dirigentes desviaram recursos para fins não esportivos.

Sim, o esporte olímpico teve um salto em sua estrutura de elite, isto é, quando os atletas vão para a Olimpíada. Mas nenhum projeto de massificação da prática esportiva foi estruturado apesar dos 12 anos de comando do PCdoB. Tanto que os talentos continuam a surgir de forma espontânea quase sem apoio do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), principal parceiro de política esportiva.

E o futebol? Apesar do estatuto do torcedor e da reforma da Lei Pelé, o Ministério do Esporte chega ao final do poder do PCdoB ainda tentando fechar um projeto para estruturar os clubes brasileiros, falidos nas mãos de cartolas. A lei que se discute atualmente, chamada de responsabilidade, mais se assemelha a uma nova Timemania que tinha o mesmo fim e nada resolveu no futebol.

Sob o partido dito comunista, nosso futebol piorou a olhos vistos como ficou claro na goleada de 7 a 1 para a Alemanha. Bem, o Ministério do Esporte não é a CBF, argumentarão muitos, com razão. Mas qual regulação ou fiscalização o PCdoB tentou impor à confederação para melhorar o esporte? Que medida eficiente foi tomada para tentar conter a violência nas arquibancadas?

Os estádios para o Mundial foram todos construídos com dinheiro público ao contrário da promessa da CBF e do então ministro Orlando Silva Jr. Qual o maior superfaturamento entre eles? O Mané Garrincha, sob a gestão do mesmo Agnelo, primeiro ministro da fila. Os atrasos em obras sob fiscalização do ministério também foram a regra, e não a exceção.

Ressalte-se um mérito. O secretário-executivo do Ministério, Luis Fernandes, que assumiu a condução da Copa nos anos finais, conseguiu consertar vários buracos e levar a organização até seu encerramento sem acidentes graves. Boa parte das obras, no entanto, ficou pelo caminho e se transformou em promessa. O legado para o futebol ainda está por ser visto, já que alguns dos estádios já se ensaiam como elefantes brancos.

George Hilton entra no Ministério do Esporte sob séria desconfiança por não ter nenhuma atuação na área, ser um político sem expressão, e com um histórico complicado. Leva uma vantagem: terá de fazer uma gestão catastrófica para ser pior do que o PCdoB. Mas, como diz o ditado, tudo pode piorar.

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Artigos
Os malabaristas da bola
postado em 23 de dezembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS MALABARISTAS DA BOLA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O futebol brasileiro tem como órgão condutor o Circo do Futebol Brasileiro, conhecido nas rodas da malandragem como CBF, o qual vive eternamente como um caminhão que transporta combustível na contramão de uma estrada das mais movimentadas.

Na última sexta-feira a entidade publicou em seu site o novo Regulamento Geral das Competições, que não foi comentado por nenhuma mídia esportiva.

O interessante é que a maioria dos seus artigos está acoplada ao Estatuto do Torcedor, que é uma Lei cumprida em apenas algumas partes, enquanto outras são jogadas para baixo dos diversos tapetes localizados no solo nacional.

Novos artigos foram incluídos, como a paralisação dos jogos pelos árbitros para a hidratação dos atletas, caso seja necessário, ou um autoritário, que determina a análise e aprovação da pré-temporada dos clubes, inclusive nos amistosos programados.

Com relação a pré-temporada, trata-se de um assunto de cada agremiação, que não requer a participação da entidade. No caso de jogos entre clubes brasileiros, o pagamento das taxas dos federações locais é o modelo que sempre foi adotado, e partidas no exterior, apenas a solicitação de licença. Nada mais, nada menos.

Na realidade o Circo vai ter que analisar centenas de projetos de pré-temporada, o que não é possível, e sobretudo inóquo.

Há pouco a Justiça determinou que o intervalo entre as partidas de futebol no Brasil seja de 72 horas. O Circo além de afrontar tal determinação, reduziu o período no seu novo regulamento de 66 horas para 60, ou seja, a cada dois dias e meio, um clube poderá jogar, e no Nacional com viagens longas no meio.

Deveriam ter colocado um artigo obrigando os seus cartolas a acompanharem os clubes nessa maratona, podendo inclusive terem o acompanhamento de suas namoradas ou namorados, se esse último for o caso.

Uma novidade que foi introduzida é a permissão da transmissão das partidas ao vivo nos estádios que tenham telões, sem contemplarem o replay. Nem fede, nem cheira.

Com relação ao calendário, nada mudou, apenas a introdução de um novo artigo sobre as férias dos profissionais, quando determina que essas sejam respeitadas, assim como a pré-temporada, sob pena dos clubes ficarem impedidos de disputar competições da CBF, isto é, dezembro e janeiro serão os meses para atendimento desses dois segmentos.

O interessante é que muitas federações já começaram os seus estaduais, e uma dessas é a de Pernambuco, e outras o farão no período de pré-temporada, se o artigo for cumprido, nenhum clube que participar desses eventos poderão atuar nas competições do Circo.

Pelo que conhecemos dessa gente nada irá acontecer, desde que são malabaristas da bola.

Um outro artigo que anotamos, e que foi implantado é o número de partidas que um atleta pode realizar durante a temporada, que foi estabelecido em 60. O interessante é que o jeitinho brasileiro e do Circo criaram uma exceção, que irá depender do departamento médico de cada clube, portanto, tudo continua como dantes. Um bombom envenenado.

Com relaçãoàs ações na Justiça Estatal, foi criado um bizarro artigo, totalmente impossível de ser atendido, quando exige dos clubes o comprometimento de impedir ou desautorizar por escrito, que terceiros, pessoas físicas e jurídicas, pública ou privada, façam uso de procedimentos extrajudiciais e judiciais para defender direitos ou interesses próprios ou privativos dos clubes, com respeito as normas do Circo.

Na verdade até o Ministério Público está sendo proibido de defender a moralidade dos esportes.

Trata-se de um artigo ridículo, sem nexo, e que nenhum clube poderá cumprir, desde que não mandam nos procedimentos de seus torcedores.

No artigo 105 do Regulamento Geral das Competições, a CBF aponta o Fair Play Financeiro, sem especificar o modelo a ser implantado, registrando apenas que a entidade irá publicar normas sobre os procedimentos. Ou seja, algo do nada, para o nada.

Mais um Regulamento, que não irá alterar o sistema apodrecido do futebol nacional. Várias páginas sem o menor conteúdo, que representam o modus operandi de um grupelho que tomou conta do futebol nacional.

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Acontece
Brasília vai desistir da Universíade 2019
postado em 22 de dezembro de 2014

Blog do JOSÉ CRUZ


Um dos primeiros atos do governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, ao assumir em 1º de janeiro, será informar oficialmente à Federação Internacional de Esporte Universitário (FISU) que Brasília declinará da realização dos Jogos Mundiais Universitários, as tradicionais Universíades, em 2019.

Motivo da desistência: o contrato de 23 milhões de euros (R$ 75 milhões), que seriam pagos à FISU pelo governo de Agnelo Queiroz, encerrando o mandato, não foi honrado.  A informação, obtida pelo blog, foi confirmada pelo jornalista Hélio Doyle, chefe da Casa Civil do futuro governador.

"Lamentamos tomar esta decisão, pois sabemos sobre a importância desses Jogos e o que isso poderia significar para a cidade. Mas enfrentamos uma situação financeira muito grave. Os problemas do Distrito Federal são muito sérios e merecem outras prioridades", disse Doyle. DFFFFF

A direção da FISU foi informada, extraoficialmente, sobre a futura decisão. Porém, na página da entidade Brasília ainda aparece como cidade-sede para 2019.

A sede

Em 9 de novembro de 2013, Brasília conquistou a sede da Universíade. O anúncio foi na Bélgica, na presença do governador Agnelo Queiroz e do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. A cidade não teve concorrente, pois Baku, no Cazaquistão, e Budapeste, na Hungria, retiraram suas candidaturas.

A dívida

Conforme a reportagem apurou, na data do anúncio a cidade-sede o governo do Distrito Federal deveria depositar 23 milhões de euros em favor da Fisu. O governador Agnelo Queiroz negociou para atender a essa exigência tão logo retornasse a Brasília, o que não ocorreu. No início deste ano houve novo acerto e o valor foi parcelado: 8 milhões de euros (R$26 milhões) este ano e 15 milhões de euros (R$ 16,3 milhões) no ano que vem, já sob novo governo.

Segundo uma fonte da área financeira do Governo do Distrito Federal, os 8 milhões de euros foram disponibilizados, mas o valor não chegou a ser repassado à Fisu, porque não havia garantias no orçamento de 2015 para pagar o saldo de 15 milhões de euros.  Se o repasse fosse realizado, o gestor responsável pela operação poderia ser enquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal, disse a mesma fonte.

O tempo passou e a dívida foi consagrada. Na eleição de outubro, Agnelo não chegou ao segundo turno, e os problemas financeiros do Governo do Distrito Federal se agravaram.

Desabafo

"Mais uma vez o esporte será sacrificado, e quem perde são os atletas, professores e a sociedade do Distrito Federal. Porém, temos que ter consciência de que o senhor Rollemberg está recebendo um governo com déficit de R$ 3,8 bilhões, e que não será fácil administrar a cidade sem dinheiro", disse, a presidente do CREF 7 (Conselho Regional de Educação Física), Cristina Calegaro. Ela também preside o Conselho de Educação Física e Desporto do Distrito Federal, órgão da Secretaria de Esportes.

Descontrole

A situação financeira de Brasília é de "descontrole", afirmou o Ministério Público do Distrito Federal, e até a festa de réveillon, na Esplanada dos Ministérios, foi cancelada.

Conforme a imprensa tem noticiado, Rollemberg herdará de Agnelo um déficit de R$ 3,8 bilhões e gravíssimos problemas nas áreas de saúde, educação e transportes, principalmente. Há um mês a capital da República tem manifestações diárias de servidores que estão com salários atrasados até três meses. Faltam médicos, remédios e materiais básicos para cirurgias nos hospitais.

Os Jogos

Realizadas desde 1923, a Universíade é disputada a cada dois anos por até 12 mil atletas, inscritos em 16 modalidades. Nas edições mais recentes, 166 países enviaram delegações. O Brasil recebeu o evento apenas uma vez, em 1963, em Porto Alegre.

A reportagem tentou contato com autoridades do GDF, com o presidente da Confederação de Desporto Universitário e com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, para comentarem sobre o assunto, mas não obteve retorno.

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Acontece
Clube quebrado e com dívida na CBF
postado em 22 de dezembro de 2014

Blog do RODRIGO MATTOS


Na quarta-feira passada, o deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO) ajudou a fazer  uma gambiarra em medida provisória para passar um benefício aos clubes de futebol que teriam suas dívidas fiscais refinanciadas sem contrapartida. O texto foi aprovado no Congresso e está com o governo federal para veto ou sanção. E o deputado legislou em causa própria já que é vice-presidente do Atlétido-GO, um clube em péssima situação financeira, caótico e devedor da CBF.

A proposta do governo federal para a Lei de Responsabilidade Fiscal prevê que os débitos dos clubes seriam refinanciados em 240 meses em troca de artigos com punição por descontrole de contas, e falta de pagamento de salários ou parcelas das pendências. O que é incompatível com a gestão de Jovair no clube de Goiás.

No último balanço publicado, de 2013, o Atlético-GO registro um déficit de R$ 6,6 milhões. Pode parecer pouco para os grandes clubes do Sudeste, mas para o time goiano representa cerca de 60% das receitas anuais. Assim, o time arrecadou R$ 10 milhões, mas suas despesas foram de R$ 17 milhões.

Não por acaso seu passivo saltou para R$ 24 milhões, mais do que o dobro das receitas anuais. Entre os débitos, há várias pendências com Imposto de Renda, FGTS, INSS, justamente o que o clube poderá incluir no novo parcelamento. Só em obrigações trabalhistas há R$ 14,4 milhões, incluindo salários não pagos do ano anterior.

A dívida inclui também uma pendência de R$ 2,1 milhões com a CBF. A entidade costuma emprestar para clubes em situação financeira difícil com quem tem boa relação política, como os cariocas Vasco, Fluminense, Botafogo e Flamengo, que está reduzindo seu débito. Jovair atuou juntamente com Vicente Cândido (PT-SP), sócio do futuro presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, no lobby pelo refinanciamento sem contrapartida.

A situação do Atlético-GO é tão difícil que nenhuma chapa se inscreveu para as eleições do Conselho Deliberativo, marcadas para este final do ano. Por enquanto, continua a gestão de Valdivino de Oliveira, deputado suplente que apoia a atuação de Jovair. O blog tentou contato com Jovair Arantes desde sexta-feira, mas sua assessoria não deu retorno.

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