Histórico
Artigos
De Kombi, no Morumbi
postado em 06 de novembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, DE KOMBI, NO MORUMBI

Flávio Prado, - blog No Mundo da Bola, da Gazeta Esportiva.


Estávamos no final dos anos 60, começo de 70. Na periferia da cidade, os campos de futebol colavam-se uns aos outros. Entre a Vila Ré e a Penha, minha região, tínhamos o Vila Esperança, o Macalé, o América, o Rio Branco, o Triângulo, o Vila Matilde, o Nacional.

A bola rolava aos sábados e domingos, com milhares de atletas amadores, que pagavam recibos, para defender suas equipes. E não foram poucos os que passaram da várzea para os grandes estádios. Julinho Botelho foi maior de todos. Mas jogaram por lá em várias épocas. Ataliba, Nelsinho, Casa Grande, Osvaldo Ponte Aérea e tantos, que se perderam no tempo.

O futebol rolava de dia e de noite. Os esburacados e carecas campos de várzea, eram também usados pelos meninos mais novinhos, depois dos horários das aulas. Valiam tubaínas, as vitórias de sonhos. Veio o metrô. Sumiram os campos. Agora há asfalto onde havia lama. O som dos festivais, das manhãs do domingo, morreram com os ecos saudosos de quem os viveu. Até das brigas a gente sente falta.

O metrô, que agora leva multidões aos estádios, sob forte vigilância policial, substituiu as Kombis alugadas, duas ou três vezes por ano, no máximo, pelas limitações financeiras, que nos levavam para ver os jogos de futebol. O Morumbi era muito longe. Não havia a marginal Pinheiros, então o trajeto levava duas horas ou mais. Iam todos juntos. Tricolores, palmeirenses, corintianos, santistas e quem estivesse disposto e com uns trocados a mais.

Apostava-se em tudo. Quem faria o primeiro gol, o placar do segundo tempo, a renda, qual time jogaria com o uniforme principal, etc. No final dos clássicos, as gozações na Kombi eram o melhor do dia. Pagar o churrasquinho de gato ao vencedor era doido. Quando chegávamos de volta à casa, de dez da noite.

No trabalho, ou na escola, na segunda-feira, tínhamos lindas histórias. E no outro final de semana muita bola rolava de novo pelos campinhos e campões da periferia. Hoje temos Arenas, reuniões de policiais com uniformizadas, jogos truncados e clássicos sem público. É o progresso. Mas, como custou caro.


leia mais ...

Artigos
O papel do governo
postado em 05 de novembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O PAPEL DO GOVERNO NA REFORMULAÇÃO DO FUTEBOL BRASILEIRO


Ricardo Araujo - blog Novas Arenas


Quais os prós e contras? Intervenção, regulação, ou não envolvimento? Uma das boas discussões do momento é sobre o papel que o Governo deveria desempenhar para contribuir decisivamente para a ¨urgente e necessária reformulação do futebol brasileiro¨.

Coloco entre aspas porque conversando e lendo sobre o assunto aqui e acolá, percebo que essa tal ¨reformulação¨ tem várias caras, dependendo de quem a vê. Muita gente defende uma intervenção profunda, quase uma estatização, do futebol pelo Governo. Outros defendem intervenções menos severas, mas expressivas.

Bem, considerando que as atribuições básicas do Estado, são a gestão, o planejamento e a regulação, entendo as duas primeiras como totalmente fora de propósito nesse caso. Gerir e planejar seria, na prática estatizar. Regular seria, entretanto, pertinente e desejável. Aqui no Brasil muitos possuem uma visão distorcida sobre o envolvimento do Governo no futebol, acreditando que o primeiro precisa ¨ajudar¨ o segundo. Na verdade o Governo precisa ajudar si mesmo, já que é credor dos clubes em quase R$ 5 bilhões.

Portanto, recuperar essa dinheirama sonegada é condição primordial dentro de um processo de reformulação. Porém nada é tão simples, pois, se assim fosse já teria sido resolvido.

O grande desafio do governo, é receber de volta esses recursos (ou pelo menos uma boa parte deles), de uma forma que a capacidade de gerar receitas (e consequentemente de amortizar as dívidas) dos clubes seja preservada, mas ao mesmo tempo instituindo mecanismos que impeçam sonegações futuras. E implementar isso, politicamente falando não é fácil.

Mas a reformulação do futebol não pode ficar restrita à reestruturação das dívidas dos clubes. É necessário repensar o papel da CBF, das Federações estaduais. Entretanto, viabilizar o fortalecimento das finanças e da modernização gerencial dos clubes, via reestruturação, é um passo decisivo para esse processo. Clubes fracos financeiramente, também o são politicamente. É com clubes mendigando receitas da emissora de TV, dos patrocinadores e das entidades citadas, nenhuma reformulação será possível.

De qualquer forma o Governo tem a faca e o queijo na mão, para impor, e o verbo correto é esse mesmo, aos clubes e entidades que se reestruturarem, pois ele é o grande credor do sistema. Basta a tal da ¨vontade política¨, e quem sabe, com alguma ajuda dos tempos de mudança que podem estar chegando. Ou não.

leia mais ...

Denúncia
COB em mais uma confusão na Justiça
postado em 05 de novembro de 2014

Do UOL - VINICIUS KONCHINSKI

Uma briga judicial pode deixar mais de 4.000 jovens atletas sem comida durante os Jogos Escolares da Juventude de João Pessoa (PB), que começam nesta quinta-feira (6). Tudo porque o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) contratou uma empresa especializada em limpeza para alimentar os esportistas amadores. Revoltada, uma companhia de alimentação entrou na Justiça contra o comitê. Conseguiu, inclusive, um mandado de segurança para que nenhuma refeição preparada pela empresa já acertada com o COB seja servida a atletas.

A companhia contratada pelo COB é a EDS Serviços de Produção de Eventos, de Lagoa Seca (PB), cidade a 129 quilômetros de João Pessoa. A companhia existe desde 2010 e, segundo seu cadastro da Junta Comercial da Paraíba, trabalha com: limpeza, varrição, coleta de lixo, educação profissional, locação de mão-de-obra temporária e produção de eventos esportivos.

A EDS participou de uma concorrência promovida pelo COB para trabalhar nos Jogos Escolares. Venceu e assinou um contrato de R$ 998 mil com o comitê. De acordo com suas concorrentes, porém, ela não cumpriu requisitos estabelecidos pelos próprio COB para que ela pudesse assumir a responsabilidade de servir almoço e janta a esportistas.

"O edital fala que a empresa precisa ser do ramo de alimentação. Uma empresa de limpeza não cumpre esse requisito", reclamou Caio Carvalho, proprietário da Iriana Eventos, empresa de Cascavel (PR).

A Iriana Eventos ficou em segundo lugar na concorrência promovida pelo COB para os Jogos Escolares. Segundo Carvalho, a empresa atua há 20 anos no mercado de alimentos. Já prestou até serviços para o próprio comitê. Agora, porém, considera-se prejudicada pelo órgão. Por isso, buscou à Justiça.

Na semana passada, ela abriu um processo contra o COB e Carlos Arthur Nuzman, presidente da entidade, na 5ª Vara Cível do Rio. Na segunda-feira, conseguiu um mandado de segurança a seu favor. Nele, a juíza Bianca Nigri determina a suspensão do contrato do COB com a EDS ainda antes do início dos Jogos Escolares.

"Não é lógico e nem verossimilhante que uma empresa que presta serviços de limpeza até locação de automóveis sem condutor, ofereça serviço de nível a atender o exigido no edital", declarou a juíza, em decisão liminar.

"Não quero atrapalhar o evento, mas as coisas têm que ser feitas corretamente", complementou Caio, da Iriana Eventos. "Se já está assim nos Jogos Escolares, imagina daqui a dois anos, na Olimpíada [do Rio de Janeiro]."

leia mais ...

Futebol Pernambucano
Viva a província
postado em 05 de novembro de 2014


CLAUDEMIR GOMES

 

"O desafio é sair da província". A frase do jurista, José Paulo Cavalcanti Filho, sintetiza o pensamento daqueles que sonham com dias melhores para o futebol pernambucano, e se deparou, com uma jogada de marketing da Federação Pernambucana de Futebol, que importou uma musa - Fernanda Colombo - para agregar valores ao quadro de árbitros estadual.

E todos se renderam aos encantos da bela loira catarinense. A FPF que estava fora das mídias ficou sob os holofotes. E a moça foi cortejada como uma celebridade. Nada contra os seus encantos, mas é que eles não somarão nada ao nosso futebol.

Confesso que fiquei impressionado com a valorização que deram a bela da tarde, que vivenciou o seu primeiro dia de grande celebridade, de modelo. Certamente que ela passará por outras experiências. Afinal, a sua vinda para o futebol pernambucano também foi bancada por uma empresa de material esportivo.

Fernanda Colombo talvez seja a árbitra mais bonita do futebol brasileiro, entretanto, tecnicamente ela não se posiciona entre as melhores. O presidente da FPF, Evandro Carvalho, sabe que o pernambucano, de forma geral, não consegue se livrar da província que carrega dentro de si, e explora isso de forma magistral.

E assim o nosso futebol vai se apequenando. Não existem pensadores, não existem gestores competentes. A ordem é permanecer na província. 

leia mais ...

Sport
A verdade do projeto imobiliário
postado em 03 de novembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS VERDADES SOBRE O PROJETO IMOBILIÁRIO DO SPORT


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O mutismo dos sócios do Sport sobre a insistência de um grupo que domina o clube de erguer um projeto imobiliário na Ilha do Retiro, na realidade, nos incomoda bastante, desde que estamos nos sentindo com um Don Quixote na sua luta contra os Moinhos de Vento.

Já são quatros anos que perdura o processo. Nesse período os dirigentes que lá passaram já destruíram o seu patrimônio em suas cabeças por várias vezes, mas os deuses do futebol estão do lado bom, e esse ainda continua de pé por conta dos alicerces que foram implantados por rubro-negros que tinham uma visão coletiva do clube, e nunca tiveram interesses pessoais durante o período que os comandaram.

O golpe desse projeto começou a ser urdido em 22 de julho de 2008, na consolidação do Estatuto do Sport Club do Recife, modificando o quorum necessário para que pudesse ser aprovado qualquer pleito de alienação do seu patrimônio. Um verdadeiro ¨Golpe de Mestre¨, que não foi detectado pela maioria dos sócios, que sequer foi ouvida. Na ocasião, ficou estabelecido que com qualquer número isso poderia acontecer.

Nã vamos discutir os poblemas da empresa formatadora do projeto, ou os da investidora anunciada, desde que são do conhecimento de todos, e sim a continuidade do processo que foi instalado graças à modificação estatutária.

No dia 10 de abril de 2011, foi realizada uma Assembléia Geral para a sua aprovação, com o comparecimento de apenas 630 associados, em um universo de pelo memos 12 mil, considerando-se todas as categorias existentes.

Uma presença como essa mostrou o desinteresse do sócio por um tema tão importante, relacionado à destruição do seu patrimônio. Dos 630 presentes, 580 votantes deram o SIM e 50 foram contrários ao projeto imobilíário. O universo rubro-negro ficou restrito a apenas 580 ungidos, quando no Estatuto anterior que foi modificado, não permitiria que isso acontecesse.

Desses votantes ficamos na dúvida se esses sabiam do entorno que rondava esse projeto, os seus personagens, os seus interesses, quem na verdade seriam os seus mentores e financiadores. Nenhum, pois o projeto era aleatório, existente apenas em desenhos gráficos e muita publicidade.

Nos lembramos das declarações do presidente do clube, na ocasião, de que a Justiça não iria interferir no processo por ter sido apoiado por uma maioria esmagadora, mas esqueceu de dizer que essa representou menos de 5% dos sócios, que é um percentual irrisório para algo de tanta relevância.

O sócio do Sport reagiu pela primeira vez quando das últimas eleições, dando uma grande votação ao candidato da oposição, que fazia parte do grupo contrário à derrubada do seu patrimônio, mas depois do pleito voltou ao processo de mutismo, e abandonou mais uma vez a luta.

Em outras ocasiões, o local da malfadada Assembléia estaria lotada de associados, que participavam ativamente da vida do seu clube, mas apenas 630 lá estavam, com 580 consolidando algo que seria um desastre para o resto de sua vida.

Os anos passaram, tivemos péssimos exemplos com os contratos das arenas do Grêmio e do Palmeiras, e dois bons com as reformas do Beira Rio e Arena da Baixada, mas os insistentes continuam contando com um apoio da mídia que insiste em colocar a arena como peça de resistência, quando essa é apenas um engodo para o grande lucro, representado pelos espigões.

Chegou a hora de todos acordarem, antes que seja tarde.

leia mais ...