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A pauta bomba dos cartolas
postado em 10 de novembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A PAUTA-BOMBA DOS CARTOLAS


Leonardo Mendes Junior - jornal Gazeta do Povo.


Pauta bomba virou um termo da moda no Brasil. Refere-se ao pacote de votações nada amistoso - e muito oneroso - que o Congresso afirmou após as eleições presidenciais. Obra de parlamentares em fim de mandato sem nada a perder e parlamentares com outro mandato para começar e muito a ganhar na barganha de emendas e cargos.

O futebol também tem a sua pauta bomba. Armada pela cartolagem, ao decidir mandar um texto próprio da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE), referendado pela CBF, depois de várias rodadas de negociação com os jogadores. Por trás do pacote também há uma mescla de gente sem nada a perder com outros que tem muito a ganhar.

Não só com barganha, mas com um texto que, na prática, muda pouco ou nada o futebol brasileiro. E qualquer um de sã consciência reconhece que é inviável manter o futebol brasileiro como está. Ou deveriam reconhecer.

Obviamente os dirigentes vão dizer que o texto enviado pela CBF é um avanço, a chave para a mudança no futebol brasileiro. Balela.

Como falar em choque de gestão se os dirigentes pleiteiam que os inadimplentes só passem a pagar por isso em 2019, não em 2016? Como falar em democratizar o futebol se os cartolas se negam a ter atletas no colégio eleitoral de federações e da Confederação? Como confiar em gestões mais responsáveis se os dirigentes são contra a inegibilidade pelo prazo que for de quem praticar gestão temerária? Como acreditar em fiscalização se a CBF não quer estipular prazo para o comitê responsável pela fiscalização passar a funcionar? Como acreditar na mudança se não houver limites de gastos com futebol?

Este último ponto, aliás, sintetiza como jogadores e clubes estão puxando a corda para lados opostos. Os jogadores defendem os limites de gastos com o futebol. O que na prática, criará um teto salarial. Ou seja, fará eles, jogadores, ganharem menos. E os clubes, quem paga essa conta, são contra um limite de gastos com o futebol.

Ao expor todos estes pontos, o Bom Senso jogou para os deputados a decisão de escolher entre cartolas e atletas. Foi o único equívoco no posicionamento dos jogadores. Políticos e cartolas tem o mesmo DNA. E no Brasil, dominam a mesma técnica de armar pautas bombas.

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Rio 2016
As verbas do Ministério do Esporte
postado em 10 de novembro de 2014

Blog do José Cruz


Do total do orçamento-2014 executado pelo Ministério do Esporte R$ 550 milhões (41%) foram para a preparação da infraestrutura dos Jogos Rio 2016. O segundo projeto que consumiu mais recursos foi a Bolsa Atleta, com R$ 175,8 milhões.

Chega a 40% a execução orçamentária do Ministério. Isto é, dos R$ 3,3 bilhões disponíveis no orçamento a pastado ministro Aldo Rebelo gastou R$ 1,3 bi, até 6 de novembro.

A um mês e meio de terminar o ano, não foi aplicado nem 50% da verba disponível. É o chamado "contingenciamento", ou seja, o governo ignora o orçamento, segura as despesas e paga o indispensável para aumentar o superávit primário, e, assim, demonstrar solidez fiscal.

 

josias

Atraso

É preciso registrar que, dos R$ 550 milhões destinados aos Jogos Rio 2016, R$ 312,5 milhões referem-se a "restos a pagar", isto é, compromissos de anos anteriores, quando o governo também praticou o "contingenciamento". Observa-se que o governo desembolsou mais para honrar contas atrasadas do que para compromissos do atual exercício.

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O Ministério reservou R$ 100 milhões para "Implantação dos centros de iniciação ao esporte". Porém, até agora, a conta não foi movimentada, segundo registro do Sistema Integrado de Administração Financeira, SIAFI, levantado pela Associação Contas Abertas.

Conforme o orçamento, a "gestão e manutenção do Ministério do Esporte" consumirá R$ 165,5 milhões dos cofres públicos em 2014, a maior parte gasta com pessoal terceirizado para vários setores, de comunicação, inclusive.  Em dezembro farei um balanço detalhado da execução orçamentária de 2014.

Deixo de publicar a manifestação oficial porque o Ministério do Esporte não responde aos meus questionamentos.

E agora?

Diante da realidade da execução orçamentária, observa-se que a pasta tornou-se uma repassadora de recursos públicos para o alto rendimento ou pagadora de contas, como queiram. Não há um grande programa em execução e nem o Conselho Nacional do Esporte reúne-se para discutir sobre os rumos para o setor.

E daí, o Ministério do Esporte é só isso?

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Sport
Martorelli segue na presidência
postado em 07 de novembro de 2014


CLAUDEMIR GOMES


Deu o esperado: João Humberto Martorelli será o candidato, acredito que único, a presidente do Sport. Eleito como vice de Luciano Bivar no mandato em vigência, ele dirige o clube leonino desde o ano passado. No momento é o presidente por procuração, ou seja, um presidente ad hoc.

Martorelli é um dos juristas mais conceituados do Estado e como gestor de um clube socioesportivo correspondeu às expectativas. Afinal, conquistou os dois títulos para os quais o Sport estava credenciado: Copa do Nordeste e Pernambucano. Fracassou em outras competições para as quais o time não tinha estatura para seguir adiante. Travou algumas "batalhas" internas no sentido de colocar algumas coisas nos trilhos, foi de encontro a interesses pessoais de determinados "leões", mas passou na aprovação geral.

A chapa que se desenha para concorrer às eleições no Sport tem João Humberto Martorelli como presidente; Eduardo Monteiro na vice-presidência executiva; Arsênio Meira de Vasconcelos como presidente do Conselho e Aluísio Maluf como vice-presidente do Deliberativo. Os futuros gestores deverão contar com o apoio de todos os ex-presidentes leoninos, inclusive de Homero Lacerda, única célula de oposição existente no clube da Ilha do Retiro, mas que é amigo de Martorelli, a quem solicitou a transferência do Centro de Treinamento para o nome do Sport, uma vez que apesar dos investimentos feitos o equipamento está no nome da Associação Amigos do Sport.

 O Sport vive uma ditadura capitalista e quem define o seu futuro é um grupo de empresários. Naturalmente que eles não pensam o clube, e mais das vezes colocam executivos que não correspondem às expectativas. Esta é a nova ordem da Ilha do Retiro.

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Artigos
Nem Freud conseguiria explicar
postado em 07 de novembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NEM FREUD CONSEGUIRIA EXPLICAR

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br

Ontem assistimos em um canal interativo de uma operadora de televisão a um programa cujo tema foi relacionado a algo que já debatemos com os nossos visitantes, que é o da ausência de publicações esportivas, jornais e revistas, em um país que se auto-afirma como apaixonado pelos esportes.

Os esportes sempre tiveram as suas publicações com colunistas diários, que acompanhavam o dia a dia de todos os segmentos. O futebol como o carro-chefe tinha a maior quantidade de páginas diárias com as análises sobre os clubes.

Um fenômeno aconteceu nesse país com vocação para os esportes, com o desaparecimento da demanda que era leitora de Revistas Esportivas e Jornais Impressos sobre o setor.

Alguns analistas justificam esse fenômeno como sendo causado pela internet, e a divulgação on-line dos acontecimentos esportivos.

Poderia ser uma justificativa, mas que vai de encontro ao que acontece no mundo, com a circulação diária de periódicos esportivos, revistas semanais ou mensais do mesmo segmento. É óbvio que nos diversos países em que isso acontece a internet também tem a sua utilização, em maior escala do que no Brasil.

Os europeus mantêm os seus veículos por vários anos, com grande circulação, como a France Football (França), World Soccer e Four Four Two (Inglaterra) e Sports Pro (Espanha).

Os ufanistas brasileiros gritam que somos o país de futebol, o que não é mais verdade, mas somos um país que não gosta de leitura, e isso implica na queda das publicações esportivas.

Em anos anteriores tínhamos um jornal importante no Rio de Janeiro, dedicado aos esportes em geral, o ¨Jornal dos Sports¨, que morreu de inanição. Em São Paulo, outra referência, a Gazeta Esportiva, que também encerrou as suas atividades na mídia impressa, continuando apenas na Internet, no sistema On-Line.

Outro jornal que despencou foi o Lance, que sobrevive através do seu portal Lancenet, que apresenta notícias de todos os esportes.

No tocante às Revistas, a Placar que era semanal, tornou-se mensal, e sobrevive por pertencer a um forte grupo da mídia brasileira, que é a Editora Abril. As demais desapareceram, sendo a Ãºltima a da ESPN, que era uma publicação como boa qualidade, e com grande demanda. Quem a acompanhou foi a FUT, que sumiu sem nenhuma comunicação para os seus leitores.

Algo acontece em nosso país, e que nem Freud poderia nos explicar, desde que existe uma demanda aberta, mas essas publicações não conseguiram prosperar.

Para que se tenha uma ideia, a maior revista sobre esportes dos Estados Unidos, a Sports Ilustrated, passou por algumas dificuldades, e hoje as empresas fazem filas para colocarem publicidades em suas páginas.

Na Europa, os jornais têm atuações destacadas, sendo referências para o jornalismo esportivo, como o ¨Marca¨ e o ¨Diário AS¨, na Espanha, o ¨Sport Bild¨ na Alemanha, ¨A Bola¨, em Portugal, o ¨Dailly Express¨, na Inglaterra, o ¨Corriere dello Sports¨, a ¨Gazzetta dello Sport¨, na Itália e tantos outros.

Na Argentina, país vizinho, temos uma referência muito boa, o jornal ¨Olé¨, que é um dos mais respeitados do continente sul-americano.

Enquanto isso, em um país onde as pesquisas demonstram que pelo menos 65% dos seus habitantes acima de 16 anos gostam de acompanhar os esportes, e em especial o futebol, os veículos de mídia ligados a esses segmentos sumiram. Não sabemos se isso aconteceu por ausência de demanda, ou por conta da falta de incentivo para os patrocinadores.

Trata-se de um fato que deveria ser bem analisado, para que as respostas possam aparecer, e enfim sabermos a realidade do que aconteceu no Brasil.

Lamentável.

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Acontece
O futebol brasileiro é mineiro
postado em 06 de novembro de 2014

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Brasileirão será mineiro.

A Copa do Brasil que ainda terá os seus dois jogos finais, já é mineira, e será decidida entre os velhos rivais, Cruzeiro e Atlético, que tiveram uma noite gloriosa no dia de ontem.

O Galo recebeu o Flamengo que trazia em sua bagagem um resultado de 2x0, saiu na frente do marcador, obrigando o adversário a jogar por 4 gols, sem levar mais um.

O Atlético conseguiu, levado por sua torcida, e finalizou o jogo com o resultado favorável de 4x1.

Enquanto isso o Cruzeiro chegou a Santos levando um placar positivo de 1x0, que não era seguro. Aos dois minutos de jogo, o time do Santos empatou, ao abrir o marcador.

O time peixeiro chegou aos 2x1 através de um pênalti inexistente, ampliou para 3x1, e marchava para o final do jogo, como dono da segunda vaga.

O time Celeste das Minas Gerais partiu para o tudo ou nada, marcando o segundo gol, e o terceiro salvador saindo nos acréscimos, empatando o jogo em 3x3 e conseguindo a sua classificação.

Foi um das partidas mais eletrizantes que o futebol brasileiro assistiu nessa temporada, e que contou ainda com uma aula de futebol de um talento santista que começa a firmar seu nome nos gramados, o atacante Gabriel, o Gabigol.

Os Deuses do Futebol moram nas Alterosas.

A Copa do Brasil terá pela primeira vez uma decisão entre os dois clubes.

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