JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Estamos
chegando ao final da temporada futebolÃstica, e mais uma vez com a necessidade
de novas reflexões, em especial para o futebol de Pernambuco, que até o momento
pouco acrescentou ao processo, e irá continuar na espera de um sucesso do Santa
Cruz com relação ao acesso à Serie A.
Caso isso não aconteça, será mais uma temporada perdida, e com pouco aproveitamento.
Certamente é muito pouco para um estado que chegou a ser o terceiro do paÃs em décadas anteriores, e hoje ficou atrás de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia, embora esse último esteja ingressando na era da miséria.
Quando analisamos a participação do Sport na Série A, verificamos o Atlético-PR e Goiás a sua frente, e o time pernambucano com uma campanha fraca, chegando a lutar contra o rebaixamento.
Não desejamos menosprezar o futebol goiano, mas se compararmos as nossas condições, certamente tal fato não poderia acontecer.
Temos o discernimento de sabermos que hoje não existem condições financeiras de lutarmos por uma Libertadores, mas pelo menos seria importante uma campanha mais sólida, que deixasse o clube numa melhor situação.
Santa Catarina sempre esteve abaixo de Pernambuco, e hoje contempla três times na Divisão Principal do Brasileiro, e foi o primeiro estado a conseguir o acesso para esse grupo maior em 2015, e nos contentamos com apenas 1, que é o Sport Recife.
Algo aconteceu nessa última década e os dirigentes do nosso futebol não perceberam, quando foram ultrapassados por clubes de outras regiões, que sempre estiveram atrás dos nossos.
Os times de Pernambuco vivem ciclos de vida, e não conseguem uma solidificação para a sua trajetória. O vai e volta na Divisão Principal é explÃcito, por conta de uma polÃtica açodada, sem planejamento e que contempla dezenas de contratações, que não dão certo, e que não somam nada ao contexto.
Os clubes do interior não evoluem. Poderiam ser o ponto de equilÃbrio para os da capital, inclusive na formação de jogadores, fato esse que não acontece.
O trabalho de formação é fraco, e sentimos isso quando da participação dos clubes em torneios dessas categorias, onde são eliminados precocemente, mostrando que falta algo no setor, principalmente a qualificação maior dos profissionais que são responsáveis por esse.
Pernambuco sempre foi respeitado quando tinha as suas equipes com jogadores formados em casa, ou na própria região, e isso foi abandonado, e quando surge algum joigador de algum talento, esse sem dúvidas apresenta deficiências latentes na formação.
A entidade que comanda o futebol de Pernambuco não tem pensadores desse esporte, e tem no estadual o seu grande evento, mesmo sabendo que se trata de algo em extinção.
Ou mudamos os conceitos, ou iremos continuar nos divertindo, achando que tudo está correto, quando o que está acontecendo é um perÃodo de estagnação.
Está na hora de repensar e mudar.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









