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O Brasil de 2015 e o futebol
postado em 17 de novembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O BRASIL DE 2015 E O FUTEBOL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Os problemas que os clubes brasileiros enfrentaram em 2014, com uma estagnação, ou queda em suas receitas, serão repetidos em 2015 com uma maior gravidade, por conta das nuvens cinzas que encobrem a economia brasileira.

Torna-se imprescindível a participação nos clubes de pessoas que entendam de planejamento e economia, para que possam elaborar os seus orçamentos, dentro da realidade que se avizinha, sem grandes receitas, e sem grandes patrocinadores.

Qualquer leigo em economia sabe muito bem que existe uma crise econômica instalada no país, e basta ir semanalmente às compras para sentir de perto o descontrole dos preços.

Isso tem um nome chamado inflação, que é um animal voraz, que influência a vida de todos, em especial daqueles com menor poder aquisitivo, que formam uma massa gigantesca dos consumidores do futebol.

Essa dragão arrasta consigo várias consequências malignas, como perda do poder aquisitivo dos salários, e que influencia na capacidade produtiva do país, com a redução do consumo, e estimula o desemprego, como já foi comprovado nos índices de outubro.

Não somos mestres em economia, mas temos uma experiência de longos anos no segmento, e por isso nada melhor de que os clubes possam se preparar para um ano difícil.

Não se pode jogar com o aleatório como no atual momento, promovendo investimentos sem receitas garantidas, e os resultados estão bem claros, com uma pré-falência da grande maioria.

Nunca o fair-play financeiro foi tão necessário de ser implantado. Um orçamento dentro da realidade, inclusive com um pacto entre todos os clubes de limitação de salários, sem investimentos de grande porte, e, principalmente, sem endividamentos, para que possam ter uma visão mais clara do que irá acontecer no novo exercício.

Não existe a mínima chance de se evitar a crise econômica do país, mas com inteligência e sobretudo prudência os clubes brasileiros poderão passar de forma positiva, mas com a necessidade de muita prudência para que isso possa acontecer.

Alguns estarão em processo eleitoral, e a primeira pergunta que deveria ser feita aos candidatos seria direcionada ao projeto econômico-financeiro que esses têm em mente, e o que farão para ter um 2015 sem os problemas de 2014, mesmo com uma crise que se avizinha.

Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

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Artigos
Luta de classe no futebol nacional
postado em 17 de novembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ¨LUTA DE CLASSES¨ GANHA TERRENO NO FUTEBOL NACIONAL


Artigo escrito pela jornalista de finanças Ana Luiza Mikos, publicado no jornal Gazeta do Povo, de Coritiba.


A relação cifra x resultados expõe um cruel determinismo financeiro no futebol nacional. De 2010 para cá, a cobiçada primeira classe- leia-se os melhores classificados da Série A- não permite muito acesso a "penetras" sem grana.

Se cofres robustos podem até sucumbir diante de gestões temerárias, o contrário dificilmente premia boas intenções com pouco investimento.

"Futebol é dinheiro. Quem ganha mais, investe mais e tem chances maiores de alcançar o resultado", afirma o Consultor Amir Somoggi, sobre um decreto monetário raramente transponível nas quatro linhas.

A tabela do Brasileirão apresenta poucas oportunidades para os pobres. Apenas quem faz parte do G8 monetário briga pela taça.

O Fluminense, duas vezes campeão- em 2010, com o título bancado pelo 11º orçamento entre os 20 participantes do Brasileirão; e, em 2012, com a 9ª posição em arrecadação- indica um sucesso irreal, a grande exceção à regra.

¨Um olhar simples quebraria a análise e mostraria que o Fluminense foi bicampeão com pouco dinheiro. Mas não é isso. O aporte do investidor, a Unimed, é muito maior e não reflete no resultado do balanço. É o único caso em que o faturamento não condiz como investimento¨, traduz Somoggi.

Todos os demais campeões estavam- sempre - na parte superior da tabela de classificação de recursos.

O Corinthians em 2011 equacionou receitas e os R$ 290,5 milhões arrecadados na temporada se materializaram no pentacampeonato nacional.

Mesma colocação do Cruzeiro, atual campeão nacional e que lapidou o campeonato de 2013 com receitas de R$ 187,9 milhões- a sétima maior verba.

A ambição dos clubes nem sequer precisa ser o título. Alcançar a almejada Libertadores e com ela o pacote calendário internacional-visibilidade-premiação também se restringe a um grupo endinheirado.

Nos últimos quatro campeonatos, a principal exceção a reforçar a regra foi o Atlético. Com apenas o 13º orçamento nacional, R$ 92,3 milhões, a equipe conquistou a passagem para a América, com a terceira posição no Nacional.

A temporada rubro-negra ainda foi marcada pelo vice-campeonato da Copa do Brasil, perdida para o Flamengo. De acordo com o economista Fernando Ferreira, da Pluri Consultoria, o clube bem organizado e sem dívidas conseguiu amenizar esse abismo financeiro entre os times nacionais.

Com R$ 80,2 milhões arrecadados - 11º colocado nesse critério -, o Flu tambem assegurou um lugar no G4 em 2011 (além da vaga decorrente do título de 2010).

Todas as 13 classificações para o torneio continental no período ostentavam receitas valoradas em, no mínimo, três digitos. O mais "humilde" da Libertadores foi o Cruzeiro com R$ 101,1 milhões arrecadados em 2010.

Se ter dinheiro não é garantia de êxito, não ter é praticamente uma passagem para o fracasso. Os gigantes Vasco (R$ 159,7 milhões) e Palmeiras (R$ 244,6 milhões) enfiaram nos ralo seus robustos orçamentos e despencaram à Segundona em 2013 e 2012, respectivamente.

Muito mais difícil se sustentar na elite com um caixa modesto. Assim, os rebaixados no período analisado tinham sempre suas reservas abaixo das dez maiores do Nacional. Destino fadado pelo orçamento.

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Sport
Homero pode comandar o futebol em 2015
postado em 13 de novembro de 2014


CLAUDEMIR GOMES


Quando o assunto é eleições clubísticas sabemos que as do Sport são as mais acaloradas. Isso quando existe uma oposição forte, evidentemente. Ontem tomei conhecimento do desenho de uma chapa que seria encabeçada pelo rubro-negro, Bruno Reis. Tal pretensão não chega a ser nem um sonho de verão. O foco das eleições leoninas, que acontecerão no próximo mês, está dentro do clube, que é o presidente em exercício, João Humberto Martorelli.

Martorelli foi eleito, no último pleito, como vice de Luciano Bivar. Forçado por sua candidatura a deputado federal, Bivar se viu obrigado a se desincompatibilizar do cargo, tirou licença e o vice assumiu a gestão do clube tendo conquistado os títulos da Copa do Nordeste e do Pernambucano. O sucesso em tais competições lhe credenciou a seguir no cargo até o final do mandato. A campanha de Bivar não foi exitosa, ele ficou na primeira suplência, mas deverá ser beneficiado por uma acomodação política, já que existe a possibilidade de o deputado eleito do seu partido, Kaio Maniçoba, vir a ocupar uma secretaria a convite do governador eleito, Paulo Câmara. Caso este cenário venha a se configurar, as eleições do Sport devem ocorrer num clima de calmaria, caso contrário, a temperatura subirá na Ilha do Retiro.

Ao sentar na cadeira de presidente, e com a caneta na mão, Martorelli tomou algumas medidas que desagradaram a Luciano Bivar, que chegou a classificar como "temerária", a administração do presidente em exercício. Tal fato distanciou os dois. Semana passada circulou uma notícia de que já havia sido definida uma chapa com João Humberto Martorelli na presidência executiva tendo como vice, Eduardo Monteiro. Arsênio Meira seria o presidente do Conselho Deliberativo com Aluísio Malufe como seu vice. Há controvérsias em relação a tal chapa porque Arsênio Meira de Vasconcelos é amigo de Luciano Bivar e não estaria disposto a contrariá-lo. Num momento como este são feitas muitas conjecturas. Nos bastidores da Ilha do Retiro sugiram comentários dando conta da possibilidade da formação de uma chapa com Luciano Bivar e Wanderson Lacerda.

Martorelli convidou o ex-presidente, Homero Lacerda, que já foi muito ligado a Luciano Bivar, de quem hoje se encontra afastado, para um almoço. A expectativa é de que, em tal encontro o presidente leonino venha convidar Homero para assumir o futebol do Sport a partir de 2015. Convencer Homero a ter uma participação efetiva na gestão do futebol seria um reforço substancial para João Humberto Martorelli, que, se eleito, terá como desafio maior levar o Sport a dar um salto de qualidade na elite do futebol nacional.

Os próximos dias prometem ser agitados. A temperatura ainda está amena, mas pode subir a ponto do "vulcão" entrar em erupção. Afinal, quando acontece bate chapa no Sport, nada fica no meio termo.  HH H

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Artigos
Lei corre risco de cair no esquecimento
postado em 13 de novembro de 2014

Blog do Perrone


Após mais de um ano de discussões, a lei planejada para refinanciar as dívidas dos clubes mudou de nome, colocou jogadores contra cartolas e até rachou uma ala do Governo Federal. Depois desse terremoto, a LRFE (Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte) corre o risco de ser desprezada assim que for aprovada.

Grande parte dos cartolas que via como uma tábua de salvação o projeto, antes batizado de Proforte, já não tem mais tanto interesse nele. Então, se a lei não for sancionada como eles querem, ameaçam não aderir ao refinanciamento previsto nela.

Isso porque a demora para a aprovação fez com que eles inscrevessem parte de suas dívidas fiscais no Refis (Programa de Recuperação Fiscal mantido pelo Governo). Se antes os dirigentes sonhavam com a LRF para refinanciar integralmente seus débitos, agora precisam dele para equacionar uma dívida menor. Flamengo, Fluminense, Corinthians, Atlético-MG e Coritiba estão entre os clubes que recorreram ao Refis. A maioria queria evitar essa medida para não ter que pagar o equivalente a 20% de suas dívidas em cinco pesadas parcelas.

Como a lei perdeu parte de seu encanto, a CBF se sentiu à vontade para dar uma banana ao Bom Senso FC, ignorando alguns dos acordos tratados entre dirigentes e atletas. Caso os jogadores consigam emplacar suas principais exigências, seus patrões prometem que o novo financiamento terá serventia apenas paras os clubes mais desesperados por ficarem fora do Refis. Os demais evitariam o novo financiamento para não terem que se submeter a regras de responsabilidade mais rígidas.

Enquanto isso, sobrará para o Governo administrar uma crise entre Ministério do Esporte e a Casa Civil da presidência da República. Integrantes do primeiro avaliam que o segundo ao receber o Bom Senso FC elegeu os jogadores como mocinhos, os dirigentes como bandidos e prejudicou o trabalho da pasta chefiada por Aldo Rebelo na operação.

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Matando a cobra, mostrando o pau
postado em 12 de novembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MATANDO A COBRA, MOSTRANDO O PAU


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um dos nossos mais assíduos visitantes, Beto Castro, que conhecemos há bastante tempo, um dos maiores estudiosos do futebol nacional, é defensor do sistema de mata-mata para a definição dos Campeonatos Nacionais.

Do lado de cá temos também as nossas convicções com respeito ao tema. Mata-mata serve para competições curtas, que começam e terminam com esse sistema, enquanto os Pontos Corridos são para as mais longas, quando premia os melhores.

O Brasileirão é de uma pobreza franciscana na parte técnica, com uma qualidade duvidosa, mas é equilibrado em todos os seus setores, despertando o interesse nos clubes disputantes, e sobretudo dos seus torcedores.

O jornal Correio Braziliense procedeu com um levantamento nos 50 jogos que serão realizados para o final do Brasileirão, e detectou que apenas dois são amistosos, Atlético-PR vs Santos (35ª rodada) e Atlético-PR vs Goiás (37ª), os demais 48 são importantes, seja para os pretendentes ao título, os times que desejam o G4, e aqueles que lutam para escapar do rebaixamento.

Analisamos devidamente os quadros apresentados, e constatamos que o fato era real, e difícil de acontecer em uma competição, quando quase a totalidade das partidas trazem no seu contexto algum objetivo final.

A disputa pelo título ainda está aberta, embora o caminho do Cruzeiro seja mais simples, mas os cinco pontos de diferença para o São Paulo poderão ser revertidos. Difícil, mas não impossível.

Mas não é apenas nesse topo da tabela que acontecerão as disputas, desde que apenas quatro clubes não têm mais ambições: Santos, Atlético-PR, Flamengo e Goiás, que estão dentro e não podem mais sair. Os dois primeiros já têm posições consolidadas, enquanto os outros dois ainda não estão salvos pela matemática, mas na parte virtual já fugiram do rebaixamento.

Pelos dados apresentados pelo Correio Braziliense, as últimas rodadas reservam três confrontos entre clubes que brigam pelo G4, nove pelos que brigam contra a degola, e outros 10 que deixam frente a frente equipes que lutam pela Libertadores.

Na próxima rodada, serão quatro jogos desse tipo: Fluminense vs Botafogo, Criciúma vs Grêmio, Bahia vs Corinthians e Atlético-MG vs Figueirense. Pelo Z4 um confronto direto, entre Chapecoense vs Vitória.

Analisamos a tabela, o jogo antecipado do São Paulo vs Internacional, é por demais importante para a luta pelo título, que poderá deixar o tricolor no caso de uma vitória com uma diferença provisória de dois pontos para o Cruzeiro, que poderá ter uma forte influência psicológica.

Os dois times que disputam o título têm partidas complicadas. O tricolor, além do Internacional, pega o Palmeiras, num clássico local, com objetivos diferentes, e o mineiro joga fora contra Santos e Grêmio.

São detalhes que aprovam a fórmula de pontos corridos, pelas emoções que estão por vir. Se a qualidade dos times é duvidosa, o problema não é do modelo da competição, e sim pela ausência de gestores competentes nos clubes, e em especial pela má distribuição de rendas, e de uma entidade que se preocupe mais com o setor.

Acabamos de matar a cobra, publicando uma foto com o pau que a trucidou.

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