JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Os
problemas que os clubes brasileiros enfrentaram em 2014, com uma estagnação, ou
queda em suas receitas, serão repetidos em 2015 com uma maior gravidade, por
conta das nuvens cinzas que encobrem a economia brasileira.
Torna-se imprescindÃvel a participação nos clubes de pessoas que entendam de planejamento e economia, para que possam elaborar os seus orçamentos, dentro da realidade que se avizinha, sem grandes receitas, e sem grandes patrocinadores.
Qualquer leigo em economia sabe muito bem que existe uma crise econômica instalada no paÃs, e basta ir semanalmente à s compras para sentir de perto o descontrole dos preços.
Isso tem um nome chamado inflação, que é um animal voraz, que influência a vida de todos, em especial daqueles com menor poder aquisitivo, que formam uma massa gigantesca dos consumidores do futebol.
Essa dragão arrasta consigo várias consequências malignas, como perda do poder aquisitivo dos salários, e que influencia na capacidade produtiva do paÃs, com a redução do consumo, e estimula o desemprego, como já foi comprovado nos Ãndices de outubro.
Não somos mestres em economia, mas temos uma experiência de longos anos no segmento, e por isso nada melhor de que os clubes possam se preparar para um ano difÃcil.
Não se pode jogar com o aleatório como no atual momento, promovendo investimentos sem receitas garantidas, e os resultados estão bem claros, com uma pré-falência da grande maioria.
Nunca o fair-play financeiro foi tão necessário de ser implantado. Um orçamento dentro da realidade, inclusive com um pacto entre todos os clubes de limitação de salários, sem investimentos de grande porte, e, principalmente, sem endividamentos, para que possam ter uma visão mais clara do que irá acontecer no novo exercÃcio.
Não existe a mÃnima chance de se evitar a crise econômica do paÃs, mas com inteligência e sobretudo prudência os clubes brasileiros poderão passar de forma positiva, mas com a necessidade de muita prudência para que isso possa acontecer.
Alguns estarão em processo eleitoral, e a primeira pergunta que deveria ser feita aos candidatos seria direcionada ao projeto econômico-financeiro que esses têm em mente, e o que farão para ter um 2015 sem os problemas de 2014, mesmo com uma crise que se avizinha.
Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013










