Histórico
Acontece
A goleada de Romário
postado em 06 de outubro de 2014

Blog do RODRIGO MATTOS


Tendo como uma de suas bandeiras o combate à corrupção no futebol, o senador eleito do Rio de Janeiro Romário (PSB) obteve mais do que o quádruplo dos votos do que todos os cartolas e componentes da bancada da bola no Congresso, e em Estados. Considerado todo o cenário, dirigentes, principalmente da CBF, têm pouco a festejar com a eleição apesar de manterem aliados na Câmara.

Vamos aos números. O ex-atacante da seleção brasileira obteve em torno de 4,7 milhões de votos. Entre sete cartolas, e membros da bancada da bola, somaram-se cerca de 1 milhão de votos, e isso inclui um candidato a governador no Mato Grosso.

Postulante ao governo do Mato Grosso, Delcídio Amaral (PT) conseguiu pouco menos de 600 mil votos, e irá ao segundo turno como primeiro na votação. Ele já recebeu doações da CBF, e defendeu pleitos da entidade no Senado.

Outros dois amigos da confederação foram eleitos para deputado federal, José Rocha (PR-BA) e Vicente Cândido (PT-SP), mas com votações bem mais baixas em torno de 100 mil votos. Juntos, somaram 220 mil votos. Cândido é sócio do vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e Rocha é um dos maiores defensores da entidade no Congresso, após ter recebido diversas doações.

Entre os cartolas, os resultados foram irregulares. Ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez (PT-SP) elegeu-se a deputado federal %u2013 ironicamente ajudou o rival Cândido %u2013 com cerca de 170 mil votos. Foi bem inferior à estimativa feita pelo PT que esperava 500 mil votos dele. Mas foi o mais votado no partido em São Paulo.

Não se elegeram dois presidentes de clubes do Cruzeiro e do Vasco. O cruzeirense Gilvan Tavares Pinho (PV), apesar da liderança no Brasileiro, não obteve uma vaga para deputado estadual, com pouco menos de 40 mil votos. Já Roberto Dinamite (PMDB), com o Vasco na Série B, teve menos de 10 mil votos. Outro que não se reelegeu foi Marco Aurélio Cunha (PSD), ex-dirigente e conselheiro forte no São Paulo, que teve 44 mil votos para deputado estadual.

Fora isso, entre os candidatos ligados ao esporte, Silvio Torres (PSDB), carrasco da CBF na CPI, voltou a conseguir uma vaga no Congresso, mas não é certo seu retorno visto que tem cargo no governo Geraldo Alckimim. Além disso, Alvaro Dias, outro severo crítico da confederação, também teve vitória consagradora no Paraná com mais de 4 milhões de votos.

Mais um eleito ligado ao Esporte é o ex-ministro Orlando Silva Jr. (PCdoB), que não pode ser identificado nem como bancada da bola, nem como oposição.

Em resumo, o saldo da eleição é bem desfavorável à bancada da bola em um mandato em que vão se discutir legislações importantes para o futebol, como a renegociação de dívidas e possíveis alterações à Lei Pelé.

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Futebol Pernambucano
Explicando o Todos com a Nota
postado em 03 de outubro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, EXPLICANDO O TODOS COM A NOTA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Somos cobrados pelas críticas que formulamos a participação do Programa Todos com a Nota no futebol de Pernambuco, inclusive pedindo maiores detalhes sobre o sistema.

O programa para incentivar o Torcedor surgiu no governo Miguel Arraes, com o Futebol Solidário, que trocava alimentos por ingressos, motivando o retorno dos torcedores aos estádios.

O processo era da responsabilidade da Secretaria da Fazenda, cujo secretário era o ex-governador, falecido recentemente, Eduardo Campos, e depois com Djalmo Leão, que o substituiu no cargo.

Os clubes recebiam por ingressos trocados.

Nos governo de Jarbas Vasconcelos, por questões políticas mudou o nome, mas continuou com outro programa a ajudar o futebol na troca dos ingressos. Na primeira gestão de Eduardo Campos, tornou-se o Todos com a Nota, que garantia aos clubes um número de ingressos para cada jogo, mesmo sem que houvesse a troca.

No início havia a fiscalização da própria Federação, que só computava o público que estava no estádio, embora o governo pagasse pelas cotas totais.

Essa fórmula provocou os maiores públicos fantasmas do mundo, quando 300 pessoas representavam nos movimentos financeiros muitas vezes 5 mil, que vagavam pelos estádios assombrando o pequeno número de torcedores que lá estavam.

Os clubes menores criaram uma dependência letal com o programa. Se esse saísse do contexto eles morreriam, porque não se organizaram para outras receitas, ficando agarrados e iludidos com as benesses governamental.

Isso trouxe a perda de qualidade, e o Programa se tornando cada vez mais a garantia de suas sobrevivências.

Na realidade, foi um sistema que trouxe resultados positivos no seu início, com o retorno dos torcedores aos estádios, mas a perenização da forma atual já está sendo refletida nos jogos realizados, com a demanda nas trocas sendo bem reduzida.

Temos chamado a atenção do Governo Estadual sobre o modus-operandi do Programa, quando os torcedores não trocam as suas Notas Fiscais por ingressos, os clubes colocam as suas cotas nos movimentos financeiros, e uma semana após o jogo ainda estão buscando-as para serem trocadas por cupons, que representam os números registrados.

Atualmente existe uma nova profissão, a de vendedor de cupons para clubes, a fim de que possam receber as suas cotas, mesmo sem a presença de torcedores, e a realização de suas trocas reais.

Se o novo governador desejar continuar com essa Bolsa Futebol, uma a mais das diversas que tomaram conta de nosso país, pelo menos para moralizá-la, deveria modificar a forma de pagamento aos clubes, que seriam pelos ingressos trocados e o número de cupons correspondentes antes dos jogos. A cada partida acabada, um movimento financeiro encerrado.

O sistema tem que ser operado pela Secretaria da Fazenda, sem a garantia de um pagamento integral de algo que não foi realizado.

O futebol ganharia, assim como os clubes que iriam ter o interesse em motivar a ida dos torcedores aos estádios, incentivando a troca das Notas Fiscais.

Na verdade o dinheiro público não pode ser gasto em algo que não existe, que é a remuneração de um serviço que não foi prestado.

Por outro lado, para os clubes de maior porte, esse é danoso, que proibe a absorção de sócios-torcedores, que hoje representam a grande fatia das suas receitas.

Não somos contra o Todos com a Nota, e sim pela mudança de procedimentos, por perder o seu encanto e só servir na realidade como um amplo guarda-chuva que abriga gregos e troianos, e para a entidade local que recebe no final mais recursos do que os clubes que jogam, com os seus 8% das rendas brutas.

O futebol pernambucano precisa de algo mais.

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Acontece
A águia do Amaury Veloso
postado em 01 de outubro de 2014


CLAUDEMIR GOMES

 

O jornalista, Amaury Veloso, dono do maior faro para descobrir notícias no jornalismo esportivo pernambucano, adotou uma águia como bichinho de estimação. Bem treinada, a ave de rapina tem dado vôos rasantes e descoberto coisas nos bastidores do futebol que passam despercebidas aos repórteres que cobrem os clubes.

Recentemente, a águia do Amaury realizou um vôo panorâmico sobre a Ilha do Retiro e fotografou, com sua retina privilegiada, movimentos que devem agitar, em muito, os bastidores do Sport nas eleições presidenciais que estão programadas para o dia 4 de dezembro. O prazo para inscrição de chapas e candidatos é até o dia 4 de novembro.

Trabalhei com Amaury Veloso durante 24 anos no Diário de Pernambuco. Aprendi muito com ele e com o mestre maior, Adonias de Moura. Tenho visto os textos que Veloso tem postado no Face. Habilidoso, ele diz tudo sem falar no nome de ninguém. Sua sagacidade tem deixado muita gente incomodada. Demos boas risadas em recentes trocas de telefonemas.

A águia cantou no ouvido de Amaury que no dia 10 de novembro, num restaurante em Boa Viagem, um grupo de rubro-negros se reunirá para definir quem será o candidato a ser lançado para concorrer às eleições no clube rubro-negro. O fato é novo porque ninguém esperava que tal grupo viesse se insurgir contra a atual situação. Acontece que, figurões que estavam com a atual diretoria na eleição passada devem aparecer como "oposicionistas", fato que caracterizaria um racha na situação.

Todos sabem que, nos últimos anos o Sport se transformou num feudo, e os pseudos donos ainda não se posicionaram sobre o cenário, que pode mudar de forma radical a partir do momento que eles se pronunciarem.

Bom! A águia do Amaury Veloso segue voando, e fico no aguardo do próximo pouso no ombro do seu dono, pois sempre que isto acontece segredos podem vir à tona. 

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Brasileiro Série A
O quinto ciclo
postado em 01 de outubro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O 5º CICLO DA SÉRIE A


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Já fizemos uma análise dos quatro primeiros ciclos de 5 rodadas do Brasileirão, e com o encerramento da 25ª fechamos o 5º, que já mostra um perfil do que será o futuro do restante da competição.

A classificação desse novo período de jogos ficou da segunte maneira:

1º- Internacional- 13 pontos (86,6%). No anterior o aproveitamento foi de 20%.

1º- Atlético-MG- 13 pontos (86,6%). No 4º ciclo a pontuação representou 46,6%.

2º- Bahia- 12 pontos (80%). Anterior (20%).

3º- Santos- 10 pontos (66,6%). Anterior (40%).

4º- Grêmio- 9 pontos (60%). Anterior (80%).

5º- Fluminense- 8 pontos (53,3%). Anterior (40%).

5º- Chapecoense- 8 pontos (53,3%). Anterior (26,6%).

6º- Cruzeiro- 7 pontos (46,6%). Anterior (86,6%).

6º- Figueirense- 7 pontos (46,6%). Anterior (73,3%).

7º- Atlético-PR- 6 pontos (40%). Anterior (13,3%).

7º- Flamengo- 6 pontos (40%). Anterior (60%).

7º- Vitória- 6 pontos (40%). Anterior (20%).

8º- Criciúma- 5 pontos (40%). Anterior (13,3%).

9º- Sport- 5 pontos (33,3%). Anterior (60%).

10º- São Paulo- 4 pontos (26,6%). Anterior (86,6%).

10º- Corinthians- 4 pontos (26,6%). Anterior (33,3%).

10º- Botafogo- 4 pontos (26,6%). Anterior (40%).

10º- Palmeiras- 4 pontos (26,6%). Anterior (46,6%).

11º- Goiás- 3 pontos- (20%). Anterior (46,6%).

11º- Coritiba- 3 pontos (20%). Anterior (53,3%).

Dos 20 clubes disputantes apenas 9 evoluíram entre o 4º e 5º ciclos: Internacional, Atlético-MG, Bahia, Santos, Fluminense, Chapecoense, Atlético-PR, Vitória e Criciúma.

Cinco clubes tiveram queda acentuda, na passagem de um ciclo para o outro: São Paulo, Coritiba, Goiás, Figueirense e Sport. Quatro com uma queda mediana: Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras e Flamengo, enquanto Botafogo e Corinthians continuaram a sua curva descendente.

O quadro está sendo delineado, e mesmo com o Cruzeiro tendo uma queda, todos os caminhos o levam para o título, embora o Internacional tenha tido um grande crescimento entre o 4º e 5º ciclos, mas no geral é um clube que vem oscilando durante a competição.

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Artigos
Sonegação fiscal no futebol. Um caso de polícia
postado em 01 de outubro de 2014

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Blog do JOSÉ CRUZ


"Existem indícios de crime de apropriação indébita, que ocorre quando a contribuição previdenciária é descontada do empregado e não é recolhida à Previdência. Em cerca de 32 clubes de futebol fiscalizados 25% apresentaram problemas desta natureza".

(Informe nº 10 da Previdência Social, outubro de 2000)

Sobre a dívida fiscal de R$ 4 bilhões do futebol, dois leitores me chamaram atenção: "Parece que você digitou (o texto) com emoção"!

Com certeza, caros Leitores. Escrevi de forma indignada, antes de tudo. Convivo com o tema desde 1996, ano que assinei a primeira reportagem, no Correio Braziliense - "Clubes com a corda no pescoço".

Dezoito anos se passaram. O governo ofereceu três refinanciamentos aos devedores, um deles com a criação da Timemania, loteria que saiu pela culatra. E todos os refis foram ignorados pelos cartolas.

Confissão

Com o devido respeito aos cartolas de hoje, que querem acertar o buraco deixado por seus antecessores, alguém, no passado, ficou com a grana descontada na folha de pagamento de funcionários e jogadores de seus respectivos clubes. E isso foi revelado este ano pelo ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, em depoimento na Comissão Especial que trata do assunto, na Câmara dos Deputados:

"Todos sabemos como essa dívida foi criada. Descontávamos os impostos e não repassávamos ao governo".

Querem confissão de apropriação indébita mais clara de um dos agentes do prejuízo de R$ 4 bilhões aos cofres públicos?

Grave constatação

O "Informe" nº10, de outubro de 2000 do Ministério da Previdência Social - há 14 anos, portanto - tem um artigo sobre "Os clubes de futebol e a Previdência Social", assinado por três autoridades do governo, que fizeram detalhada análise sobre o calote em questão.

"Apesar de serem significativamente beneficiados pela legislação em relação às demais empresas, os clubes de futebol profissional, sem qualquer justificativa, constantemente valem-se de vários artifícios para reduzir a base de incidência de sua contribuição, inclusive mediante a prática de ilícitos como a sonegação fiscal, evasão de renda dos espetáculos desportivos e fraudes".

Mais:

"Existem indícios de crime de apropriação indébita, que ocorre quando a contribuição previdenciária é descontada do empregado e não é recolhida à Previdência. Em cerca de 32 clubes de futebol fiscalizados 25% apresentaram problemas desta natureza".

Essa constatação bate com a declaração de Eurico Miranda, 14 anos depois. Mesmo assim, estranhamente o Ministério do Esporte trabalha para beneficiar os clubes com o quarto e privilegiado refinanciamento fiscal.

Por que não chamar a Polícia Federal, em vez de privilegiar a instituição sonegadora?

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