JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Os esportes no Brasil são considerados da Série D
para os candidatos à Presidência de República, Dilma Rousseff e Aécio Neves.
Um tema tão importante que é tratado sem relevância, e a mÃdia esportiva sequer cobra o estabelecimento de uma polÃtica nacional dos esportes.
O Ministério do Esporte até hoje não deu o retorno que o setor desejava. Pelo contrário, foi um órgão recheado de denúncias por conta de muito de seus programas, cujos recursos foram jogados pelo ralo, e não aplicados devidamente.
O jornalismo esportivo brasileiro não tem o poder do económico e polÃtico, e é observado apenas por torcedores apaixonados que acompanham os esportes, tornando-o sem peso. Isso reflete no abandono.
Procuramos analisar os programas de Governo que foram protocolados no Tribunal Superior Eleitoral, e esses têm a aparência de um jogo do Campeonato Brasileiro, recheados de chutões e bolas para o mato.
O da presidente Dilma Rousseff que disputa a reeleição, não apresenta nada de últil ou de esperanças para o setor. Um texto do nada para o nada, com a prioridade de desenvolver um sistema nacional de esportes que integre as polÃticas entre os entes federados, considerando que é urgente modernizar a organização e as relações do futebol.
Propostas burocráticas que não explicam nada. Parece que se trata de um favor tratar de um tema tão relevante para a sociedade brasileira.
No programa da atual presidente foi contemplada uma proposta, de construção de 288 unidades de Centros de Iniciação ao Esporte (CIE), em 163 municÃpios de todos os estados e no Distrito Federal. Na realidade, uma falácia, desde que o paÃs até hoje com 4 anos de seu mandato não foi contemplado com nenhum desses Centros, que são importantes para a formação de atletas.
O programa do candidato Aécio Neves se iguala ao da adversária. Não tem nada para nada. Muitas palavras bonitas, e como conhecemos o setor, certamente não irão contemplar ações efetivas.
O senador mineiro prevê o que todo o mundo esportivo sabe, que o esporte deve ser tratado como objeto de polÃticas públicas e como instrumento de formação educacional e de integração social.
Sobre isso não somos candidatos, e sempre estamos abordando o tema com mais propriedade.
Nas diretrizes apresentadas, as palavras são palavras e nada mais do que palavras. Fala sobre a integração do atual modelo de formação dos atletas brasileiros com as escolas e as universidades: ¨com o aprimoramento e maior acesso aos mecanismos de incentivo a atletas, técnicos e projetos esportivos¨.
A proposta é excelente, mas faltou o essencial, a explicação de como isso poderá ser implantado, e quais recursos serão disponibilizados para tal.
No final após a leitura dos programas ficamos com a certeza de que os esportes nada representam no contexto da República e, por conta disso, tivemos Agnelo Queiroz, que levou um chute dos eleitores de BrasÃlia, Orlando Silva, o da Tapioca, e o vagaroso Aldo Rebelo como Ministros do Esporte.
Na verdade nós que acompanhamos esse segmento, bem que merecemos.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









