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Lei não discute teto para gastos
postado em 17 de outubro de 2014

Blog do RODRIGO MATTOS


A Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte será votada sem um acordo sobre um teto para gastos dos times com futebol, principalmente salários de jogadores. Essa é uma reivindicação do Bom Senso FC, que acabou rejeitada por cartolas e pelo governo federal. Representantes dos três já falam em levar o projeto de legislação para votação sem um consenso a esse impasse.

Ressalte-se que o Bom Senso FC e os clubes conseguiram chegar a acordos em relação a outros pontos essenciais como as punições por não pagamento de dívidas, e salários atrasados de jogadores. Há ainda compromissos em relação à formação da comissão para impor sanções aos times, déficit dos times e limitação de antecipação de receitas.

Só que havia uma esperança de obter um consenso total o que levaria uma proposta pronta de legislação ao Congresso, aumentando as chances de aprovação sem adendos. Agora, terá de haver uma disputa sobre o teto salarial e algumas garantias que o jogadores pedem no caso de rescisão, e outras questões burocráticas.

O que o Bom Senso FC queria era uma limitação de gastos com futebol até 70% das receitas de cada clube. "Não há acordo sobre isso. Os clubes não concordam. Nosso entendimento é que a obrigação de diminuição de déficit já atende o objetivo de controlar despesas", afirmou Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba e representante dos clubes.

Pelo acordo, os clubes têm que limitar o déficit operacional (receita menos despesa) a 10% no primeiro ano, 5%, no segundo, e zero, no terceiro. Mas os pagamentos de passivos (dívidas) não entram nesta conta. Ou seja, um clube pode continuar a ter buraco nas contas. Por isso, o Bom Senso queria uma limitação clara das despesas com futebol, que serviria para impor uma espécie de teto salarial no futebol brasileiro.

O governo federal também não gostou da proposta. "E se o clube não tiver dívida? Por que ele tem que gastar só 70% com o futebol? O mais importante é a questão do déficit. Se não tiver dívida, pode gastar 100%", contou o secretário para futebol do governo, Toninho Nascimento. "Tem que ir para plenário e ser votado porque não vai se chegar a 100% de acordo"

Essa oposição dos clubes à ideia foi reforçada em reunião nesta semana entre os cartolas e a TV Globo em que a lei voltou a ser discutida. Neste encontro, os dirigentes manifestaram a esperança de que o Congresso vote na próxima semana, o que dependeria de entrar em pauta e haver quórum. No governo federal, no entanto, a expectativa é de só votar a questão depois da eleição.

O Bom Senso FC ainda tem esperança de avançar em mais pontos em reunião na próxima semana, que deve reunir clubes e o governo federal. Mas seus representantes também admitem que, no final das contas, pode-se chegar a acordo na maioria dos pontos e levar a voto o restante. Certo é que há uma ânsia do governo federal de tocar o projeto antes da próxima legislatura.

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Seleção Brasileira
Para Neymar brincar
postado em 14 de outubro de 2014


CLAUDEMIR GOMES


O Brasil goleou o Japão - 4x0 - em mais um amistoso midiático da CBF que tem se esforçado para fazer com que o torcedor brasileiro esqueça o vexame que a Seleção passou na Copa do Mundo quando foi goleada - 7x1 - pela Alemanha. Hoje, a brincadeira de roda serviu para Neymar enriquecer os seus números que já são bastante expressivos com a camisa verde e amarela. Autor dos quatro gols da partida, o atacante do Barcelona passou a figurar como o oitavo maior artilheiro da Seleção Brasileira. Como tem apenas 22 anos, e uma carreira brilhante pela frente, terá a oportunidade de bater vários recordes.

Sigo o pensamento de que, tudo o que acontece no momento é produto de um açodamento da CBF. Defendo a tese de que, este segundo semestre teria que ter sido aproveitado de outra forma, com estudo e planejamento. Mas existe uma outra linha de raciocínio que levou os senhores da entidade nacional a anunciar, apressadamente, Dunga como substituto de Felipão; programar uma série de jogos cujo único propósito é a soma de resultados positivos para marcar uma nova era. Afinal, os números são sempre utilizados como instrumentos convincentes.

Sob o comando de Dunga, no período pós Copa do Mundo, a Seleção Brasileira já contabilizou quatro vitórias, em quatro jogos disputados, e tem mais dois amistosos - Turquia e Áustria - no próximo mês. Enfim, seis vitórias representam um novo cartão de apresentação para a seleção que, no próximo ano disputará a Copa América, no Chile e iniciará as disputas das eliminatórias do Mundial da Rússia.

O problema do futebol brasileiro não é colocar a seleção para jogar. O problema é estrutural. Nada é feito para equacioná-lo. E no País onde a alienação é absurda, a televisão segue fazendo louvação ao que não deve ser louvado. Afinal, Neymar é midiático, e vê-lo brincar é agradável.

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Artigos
O desporto em segundo plano
postado em 14 de outubro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ESPORTES BRASILEIROS COM POUCA IMPORTÂNCIA PARA OS CANDIDATOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Os esportes no Brasil são considerados da Série D para os candidatos à Presidência de República, Dilma Rousseff e Aécio Neves.

Um tema tão importante que é tratado sem relevância, e a mídia esportiva sequer cobra o estabelecimento de uma política nacional dos esportes.

O Ministério do Esporte até hoje não deu o retorno que o setor desejava. Pelo contrário, foi um órgão recheado de denúncias por conta de muito de seus programas, cujos recursos foram jogados pelo ralo, e não aplicados devidamente.

O jornalismo esportivo brasileiro não tem o poder do económico e político, e é observado apenas por torcedores apaixonados que acompanham os esportes, tornando-o sem peso. Isso reflete no abandono.

Procuramos analisar os programas de Governo que foram protocolados no Tribunal Superior Eleitoral, e esses têm a aparência de um jogo do Campeonato Brasileiro, recheados de chutões e bolas para o mato.

O da presidente Dilma Rousseff que disputa a reeleição, não apresenta nada de últil ou de esperanças para o setor. Um texto do nada para o nada, com a prioridade de desenvolver um sistema nacional de esportes que integre as políticas entre os entes federados, considerando que é urgente modernizar a organização e as relações do futebol.

Propostas burocráticas que não explicam nada. Parece que se trata de um favor tratar de um tema tão relevante para a sociedade brasileira.

No programa da atual presidente foi contemplada uma proposta, de construção de 288 unidades de Centros de Iniciação ao Esporte (CIE), em 163 municípios de todos os estados e no Distrito Federal. Na realidade, uma falácia, desde que o país até hoje com 4 anos de seu mandato não foi contemplado com nenhum desses Centros, que são importantes para a formação de atletas.

O programa do candidato Aécio Neves se iguala ao da adversária. Não tem nada para nada. Muitas palavras bonitas, e como conhecemos o setor, certamente não irão contemplar ações efetivas.

O senador mineiro prevê o que todo o mundo esportivo sabe, que o esporte deve ser tratado como objeto de políticas públicas e como instrumento de formação educacional e de integração social.

Sobre isso não somos candidatos, e sempre estamos abordando o tema com mais propriedade.

Nas diretrizes apresentadas, as palavras são palavras e nada mais do que palavras. Fala sobre a integração do atual modelo de formação dos atletas brasileiros com as escolas e as universidades: ¨com o aprimoramento e maior acesso aos mecanismos de incentivo a atletas, técnicos e projetos esportivos¨.

A proposta é excelente, mas faltou o essencial, a explicação de como isso poderá ser implantado, e quais recursos serão disponibilizados para tal.

No final após a leitura dos programas ficamos com a certeza de que os esportes nada representam no contexto da República e, por conta disso, tivemos Agnelo Queiroz, que levou um chute dos eleitores de Brasília, Orlando Silva, o da Tapioca, e o vagaroso Aldo Rebelo como Ministros do Esporte.

Na verdade nós que acompanhamos esse segmento, bem que merecemos.

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Acontece
Vírus antigo
postado em 14 de outubro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, VÍRUS ANTIGO


* Artigo escrito pelo jornalista Carneiro Neto, publicado no jornal Gazeta do Povo, de Curitiba.


A sociedade brasileira sente-se em um trem fantasma de parque de diversão levando susto em cada curva com novas denúncias de escândalos políticos, abuso de poder e corrupção generalizada. E tudo em meio a uma disputada eleição presidencial.

A corrupção de ministros, parlamentares e funcionários públicos, ao contrário do que afirmam alguns pensadores de esquerda, não é uma doença infantil do capitalismo no seu estado selvagem. O virus é antigo, de tempos imemoriais, bastando recordar que o Império Romano desmoronou vitimado pela corrupção, repetindo-se o fenômeno com o esfacelamento da União Soviética em nossos tempos.

Conta a história dos Estados Unidos que, em 1986, Marcus Alonzo Hanna, homem síntese da plutocracia americana, organizou um grupo de milionários, cujos nomes são hoje de respeitáveis fundações do tipo Vanderbilt, Rockeffeler, Mellon e Carnegie- vale a pena assistir a série televisiva no canal a cabo History-, para financiar a campanha presidencial de Wiliiam McKinley, governador de Ohio. O grupo, que ficou conhecido como os ¨Barões Ladrões¨, ganhou as eleições e McKinley fez tudo o que o big bussiness quis durante o seu mandato, inclusive a guerra contra a Espanha, que deu aos Estados Unidos as colônias de Porto Rico, Filipinas, Cuba e o Canal do Panamá.

A influência dos homens de negócio era tão grande que o escritor e humorista Mark Twain escreveu que ¨os Estados Unidos têm o melhor Congresso que o dinheiro pode comprar¨. Qualquer semelhança com o que estamos estarrecidos, assistindo por esses dias com parlamentares e funcionários públicos brasileiros, não é apenas mera coincidência.

No futebol não tem sido diferente, afinal também pipocam graves denúncias de corrupção envolvendo a FIFA na escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022 e tantos problemas éticos e morais que mancharam a centenária imagem da entidade que comanda o esporte mais popular do planeta. Os fundos de investimentos que já são donos de diversos clubes, estão rindo da decisão da FIFA para tentar diminuir a influência econômica no futebol.

Aqui, a CBF, as federações e os clubes vivem em preocupante estado de cumplicidade, como se o futebol do país não estivesse economicamente quebrado e tecnicamente comprometido. Pelo que se pode observar do comportamento dos cartolas nacionais, os humilhantes 7x1 da Alemanha não causaram o menor efeito entre eles. Antes, pelo contrário, se apressam em procurar partidas amistosas para a seleção na tentativa de fazer a torcida equecer o vexame da Copa em casa. Marin e Dunga falam em jogos com a Alemanha o quanto antes, como se fosse fácil cicatrizar as feridas do Mineirão. Por muito menos, o futebol brasileiro chorou durante 64 anos a derrota para o Uruguai no desastre conhecido como Maracanazzo.

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Campeonato Brasileiro
A diferença dos semestres
postado em 13 de outubro de 2014

CLAUDEMIR GOMES

 

O torcedor pernambucano ainda não atentou para a distância, quase abissal, existente entre o primeiro e o segundo semestre. Os que não perceberam tal detalhe, ou não valorizaram o mesmo, se surpreendem com a queda de rendimento do Sport no Brasileiro da Série A.

A ascensão à Primeira Divisão nacional e as conquistas da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano, marcas inconteste de sucesso no primeiro semestre, levaram os dirigentes rubro-negro a se equivocarem em relação à qualidade do grupo para disputar o maior campeonato do País.

Escudado em duas conquistas, uma regional e outra local - Copa do Nordeste e Pernambucano - o rubro-negro pernambucano, que manteve a base do elenco com o qual ascendeu à Primeira Divisão nacional, iniciou a Série A com um grupo homogêneo, mas de grandes limitações técnicas. A harmonia do conjunto levou o time a grandes superações, mesmo sem ter passado por uma qualificação, fato que lhe rendeu uma campanha de manutenção elogiável na primeira parte do campeonato - jogos de ida - quando o Sport esteve sempre posicionado na parte de cima da tabela, levando seus dirigentes e o treinador, Eduardo Baptista, a assumirem um discurso ilusionista quando falaram em disputa por uma vaga na Libertadores.

Os investimentos feitos em jogadores com o intuito de agregar valor não corresponderam às expectativas: Regis, Ibson e Diego Souza. O Sport chegou a exaustão por jogar no limite, e a queda de rendimento no returno - jogos de volta - levou o rubro-negro pernambucano a despencar na tabela de classificação. O sonho da Libertadores foi trocado pelo medo do fantasma do rebaixamento.

A improdutividade do ataque; a vulnerabilidade do sistema defensivo; a dificuldade de somar pontos como visitante são sintomas da fragilidade de uma equipe que não leva a sua torcida a ter bons sentimentos como ocorreu no primeiro semestre quando disputou competições de nível técnico inferior e agregou dois títulos ao seu currículo.

O posicionamento do Sport entre os dez primeiros colocados na tabela de classificação em 27 rodadas da Série A não era condizente com a qualidade do futebol apresentado pelos comandados de Eduardo Baptista. Coisa do futebol de resultados. Quem esteve atento aos sinais que não estão explícitos nos números dos resultados dos jogos, sabia que uma queda na reta final da competição era iminente. O grupo encontrava muita dificuldade para dar sustentação ao crescimento do primeiro semestre diante da evolução técnica de alguns adversários.

Existem explicações para toda ascensão, e para toda queda. Como é de praxe no futebol, quando os resultados não correspondem às expectativas a cabeça do treinador é colocada sob a alça de mira, mas a queda de produção do elenco leonino era previsível para os que enxergam além do primeiro semestre.  

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