Histórico
Brasileiro Série B
Um salto para o futuro
postado em 24 de outubro de 2014

jogo santa


CLAUDEMIR GOMES

 

Uma vitória sobre o Ceará, hoje à noite, na Arena Castelão, em Fortaleza, não vai carimbar o passaporte do Santa Cruz para a Série A, entretanto, representará um salto decisivo em busca desta meta que se tornou viável por conta de uma campanha de manutenção equilibrada, que evoluiu a partir da chegada do treinador Oliveira Canindé ao Arruda.

O fato de ter alcançado o objetivo inicial %u2013 manutenção na Série B %u2013 a oito rodadas do final da competição, proporcionou ao Santa Cruz uma tranquilidade que pode funcionar como diferencial, ponto de desequilíbrio no momento decisivo, na reta final da competição. Os tricolores não mais irão a campo pressionados por resultados. Naturalmente que o desenho de um novo cenário leva torcedores, dirigentes e profissionais envolvidos na disputa, a vislumbrarem novas conquistas. Os números mostram que as chances são reais. O desafio é grandioso e começa justamente com esta queda de braço entre dois clubes tradicionais do futebol nordestino. Um clássico temperado pela rivalidade regional. Devido ao empacotamento da competição, com vários clubes juntos e misturados numa disputa onde apenas Ponte Preta e Joinville aparecem com uma vantagem substancial sobre os demais postulantes a uma vaga de acesso, este confronto entre Santa Cruz e Ceará não selar o destino dos dois clubes na competição, mas certamente dará um norte à disputa.

O momento parece conspirar a favor do time do Arruda. O Santa Cruz vem de uma sequência positiva %u2013 três vitórias e dois empates %u2013 sendo que os resultados iguais foram conquistados na cada dos adversários, que não foram outros senão o líder e o vice-líder do campeonato. Após o jogo de hoje à noite o Santinha terá uma sequência de três partidas no Recife: Vila Nova, América/RN e Náutico. Serão nove pontos que, se conquistados sequencialmente, devem levar o Tricolor ao G4. O raciocínio é lógico e fundamentado na exatidão da matemática, contudo, no futebol não existe tal precisão, razão pela qual o Santa Cruz emerge nesta reta final da Série B para se contrapor a prognósticos feitos anteriormente.

Bom! As possibilidades existem, mas as elucubrações somente serão alimentadas com uma vitória hoje à noite. A partir daí o sonho começa a ser desenhado como realidade. Coisas do futebol.

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Futebol Pernambucano
É preciso repensar o modelo
postado em 24 de outubro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A NECESSIDADE DE REPENSAR O FUTEBOL DE PERNAMBUCO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um tema que já discutimos por várias vezes e que voltamos a abordar está relacionado à necessidade de se repensar o futebol de Pernambuco.

O futebol é um negócio, que precisa de demanda, e os clubes contemplam tal fator, desde que possuem torcidas numerosas, as quais formam um valioso mercado consumidor.

Quando observamos a campanha dos três clubes da capital nas competições em que estão envolvidos, verificamos que algo está errado, e que as gestões não estão sendo delineadas para atender as suas necessidades.

Santa Cruz e Náutico vivem bons e maus momentos na Série B, que na realidade é fraca tecnicamente, contando com equipes sem estrutura e, mesmo assim, não conseguem se solidificar.

O Sport, na Série A, começou enganando no turno com uma campanha boa, por conta da desorganização dos competidores. No momento em que esses conseguiram as suas formatações, deu-se o início de sua queda, que hoje é vertiginosa, desde que pensaram que tudo andava em um mar de tranquilidade.

Na realidade os clubes pernambucanos não entenderam a necessidade de mudar o sistema atual, quando se dá muita validade a um estadual que nada representa, e que não pode, nem deve, servir de parâmetro para projeções futuras.

A própria Copa do Nordeste, que poderia ser um bom torneio, a qualidade técnica é baixa, e a conquista do título não pode servir como referência para as disputas de competições maiores.

O futebol de Pernambuco teve bons momentos, quando cuidava de suas bases, e os elencos eram formados na maioria por jogadores produzidos em casa, ou na própria região. Tínhamos boas participações em eventos nacionais. O modelo foi abandonado, dando preferência a importações de pouco conteúdo e os resultados são bem visíveis.

Um exemplo da fuga de atletas foi mostrado na última quarta-feira no jogo Sport vs Goiás - a maior figura do jogo, Esquerdinha, foi das bases do Santa Cruz sem um melhor aproveitamento.

Existem muitos Esquerdinhas por ai afora, mas preferimos figuras carimbadas, com altos salários e pouca produtividade.

Não sabemos a razão de que os clubes não possam se reunir para um debate amplo sobre o tema, inclusive ouvindo profissionais do setor, que possam dar algumas ideias para as modificações necessárias para o futebol de Pernambuco.

Não se pode viver agarrado ao Programa Todos com a Nota, com a salvação de suas lavouras. Criou-se um sistema parasitário, sobretudo nos clubes do interior, que se agarram aos valores pagos, e pouco ou nada produzem na formação dos jogadores.

Termina um estadual, ou mesmo uma Copa do Nordeste quais os talentos que foram aproveitados? Isso demonstra que não existe um trabalho de base, e quando acontece é mal feito, e para atender os empresários.

O futebol brasileiro apequenou-se no geral, mas o de Pernambuco está em um dos últimos lugares da zona de rebaixamento, em função da falta de uma linha de procedimento e, sobretudo, de um projeto a longo prazo para que volte a ser o que já foi um dia.

Enquanto existir uma parede separando os clubes profissionais, só irá beneficiar um setor, a Federação local, que pouco está se importando com o que acontece, e irá iniciar em dezembro um campeonato destruidor para o nosso interior, com times  jogando apenas para o seu Bolsa futebol, que é o Todos com a Nota.

O que precisamos é ensinar a pescar, não fornecer o peixe de graça para o almoço. Isso vicia e atrofia a sociedade, e é o que vem acontecendo no futebol local.

Lamentável.

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Acontece
Teixeira irritado com Del Nero
postado em 24 de outubro de 2014

Blog do RODRIGO MATTOS


Desde o primeiro semestre, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira passou a viajar frequentemente ao Brasil após se separar de Ana Carolina Wigand. Esse período coincidiu com uma crescente irritação com Marco Polo Del Nero, vice-presidente da entidade e futuro chefe da entidade, pelas mudanças promovidas na confederação. Até agora o ex-dirigente, no entanto, não quis briga, preferindo se manter afastado do futebol e reativar os negócios de sua fazenda no Rio de Janeiro.

Para entender a relação entre Del Nero e Teixeira é preciso voltar a 2012 quando o ex-presidente teve que renunciar à CBF pelas provas de que recebeu propina de parceiro da Fifa e de que tinha ligação com empresa que faturou com amistoso da seleção. Foi embora para Miami com mulher e filha. Para a confederação, fechou um acordo com Del Nero e José Maria Marin para que assumissem desde que mantivessem intacta a operação na entidade.

Cada vez que o início da gestão de Del Nero se aproxima, no entanto, mais é desmontada a estrutura da CBF armada por Teixeira. Um dos pontos centrais foi o afastamento de José Carlos Salim e Antônio Carlos Osório das diretorias de marketing e financeira da entidade. Foram mantidos com cargos sem função apenas para terem salário, mas, na prática, nada fazem. O marketing foi para as mãos de Gilberto Ratto, ex-São Paulo, e o departamento financeiro para Rogério Caboclo, ambos de confiança do futuro presidente.

Esses são os setores que controlam os vultosos recursos de contratos de patrocínio, a maioria deles fechada pelo antigo presidente. Sem os aliados, Del Nero tem substituído paulatinamente os acordos -como foi o caso da Chevrolet no lugar da Volkswagen - e passa a controlar a operação de fato.

Outro centro de poder da CBF é o empresário Wagner Abrahão, amigo de Teixeira e que sempre lidou com ingressos e viagens da confederação e até da Copa-2014. Ele passou a responder às ordens diretas de Del Nero, e até criou ligação com o filho dele Marcus Vinicius Del Nero. Isso embora sua amizade ainda seja com o ex-presidente. Desta forma, o futuro presidente da CBF passa a dominar todos os principais setores, e deixa o antecessor de lado e sem informações.

Entre pessoas próximas a Teixeira, há a informação de que sua irritação com Del Nero chegou a tal ponto que só fala com ele por meio de Abrahão. O vice da confederação repete assim o que fez com Eduardo José Farah, ex-presidente da Federação Paulista de Futebol, que o colocou no poder e depois foi esquecido e escanteado.

Esses movimentos seriam o suficiente para o ex-presidente da CBF tentar uma revanche, mas até agora ele não tomou atitudes nesta direção até pelos problemas de saúde - é dibético e hipertenso. Revelada pela "Folha", sua volta ao Brasil está mais relacionada a retomar a vida pessoal após a separação. Além de procurar por amigos, ele até prepara uma recuperação das atividades da Fazenda Santa Rosa: há a possibilidade de voltar a produzir leite com força como fazia anteriormente. Esse negócio foi quase abandonado quando ele foi morar em Miami.

A fazenda, lembre-se, era o elo entre Teixeira e Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, que provava sua relação com os ganhos no jogo entre Brasil e Portugual, em 2008. A "Folha de S. Paulo" mostrou que a Ailanto, empresa de Rosell, mantinha uma subsidiária com endereço na mesma fazenda. E a propriedade de Teixeira, embora inativa, recebia uma aluguel por esse serviço. Era um dos pontos que demonstrava transferência de dinheiro de Rosell para o ex-presidente da CBF logo após a Ailanto faturar R$ 9 milhões em dinheiro público no amistoso realizado em Brasília.

Mas, se não articula vingança, Teixeira tem aliados bem poderosos que compartilham sua irritação com Del Nero. Ele tentou ligar para o candidato a presidente Aécio Neves (PSDB), sem sucesso. Ainda conta com Ronaldo e outras pessoas ligadas à confederação pessoas dispostas a brigar com o futuro presidente da CBF.

Favorito a se reeleger governador do Rio, Luiz Eduardo Pezão (PMDB) é bastante próximo de Teixeira, fruto do relacionamento criado em Piraí, base política dele. No PT, há Andrés Sanchez, eleito deputado federal e próximo a Teixeira. Outras pessoas do partido em São Paulo também tem relação próxima com o ex-dirigente da CBF. Há ainda presidentes de federação fiéis ao antigo cartola.

No cenário pintado por pessoas ligadas ao ex-presidente,  o mais provável é que esses aliados comprem a briga contra Del Nero em 2015, quando ele será de fato o presidente em substituição a Marin. Teixeira deve assistir da fazenda, de sua mansão no Itanhagá no Rio de Janeiro ou de Miami, seus portos recentes. O blog tentou, sem sucesso, falar com o atual e o antigo todo-poderoso da confederação.

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Artigos
O sucesso financeiro do Manchester
postado em 23 de outubro de 2014

Blog do Erich Beting


O Barcelona quer rever seus contratos de patrocínio. A notícia tem uma ligação direta com a perda da liderança que Barça e Real Madrid tiveram na lista dos clubes com maior faturamento do mundo. Em 2015, o Manchester United reassumirá o posto de clube que mais ganha dinheiro no futebol, graças aos novos contratos firmados com GM (já em vigor) e Adidas (a partir da próxima temporada).

A volta do Manchester à liderança revela a nova realidade do futebol na Europa. Até 2003, o clube inglês era, de fato, o único profissional no universo do futebol. Num processo iniciado cerca de dez anos antes, o Manchester foi o primeiro clube de futebol a se preocupar com um processo de internacionalização de marca, com a conquista de novos mercados, com o fechamento de acordos globais de patrocínio, etc.

Com a sorte de lapidar David Beckham, o United ganhou mercados e naturalmente tornou-se o número 1 em vendas. Os valores fechados em patrocínio, licenciamento e TV eram, com folgas, bem mais valiosos que os de outros clubes.

Aí Beckham foi para o Real Madrid, que iniciava naquele momento a fase final do projeto do time Galático. Embora tenha fracassado dentro de campo, a estratégia de contar com os jogadores mais populares de grandes mercados da bola deu resultado. Desde 2003, quando Beckham desembarcou em Madri, o Real é o time número 1 em faturamento. Na esteira do sucesso do Real, veio o Barcelona, primeiro com Ronaldinho e Eto''o, depois com Messi e cia. O clube se tornou forte no mundo todo e ficou ali, sempre em segundo lugar entre os mais ricos.

A resposta do Manchester, agora, está atrelada Ã  mudança de patamar do futebol inglês em relação ao restante do mundo. Com uma liga forte, com os clubes trabalhando em conjunto e com um plano forte de expansão da Premier League para os Estados Unidos, o Manchester virou o jogo. Principal marca dentro do futebol local, embora não seja nem de perto o time mais forte em campo, o United pegou carona no sucesso de expansão da liga.

Fechou em valores astronômicos com a GM especialmente para trabalhar a marca no mercado americano, cada vez mais fanático pelo futebol inglês, e também em outros territórios onde o clube é forte (África do Sul, Índia e Brasil entre eles). Depois, fez um acordo histórico com a Adidas, também baseado na força de vendas do clube. Só para se ter uma ideia, enquanto deverá investir algo próximo de R$ 3 bilhões em dez anos de patrocínio, a fabricante espera ter um faturamento de R$ 6 bilhões em comercialização de produtos.

Enquanto isso, Barça e Real Madrid perderam força no mercado exatamente pelo enfraquecimento da Liga Espanhola. Não fosse o poder global da Liga dos Campeões da Europa, os dois clubes fatalmente estariam hoje com muito menos dinheiro. O problema para os próximos anos é que, enquanto a Inglaterra só melhora a qualidade do seu produto, os espanhóis vivem acumulando problemas com um campeonato nacional enfraquecido e com apenas dois clubes concentrando toda a verba de publicidade.

O Manchester voltou ao topo dos clubes mais bem pagos do mundo. E, graças à profissionalização do futebol na Inglaterra, deverá ser muito difícil conseguir um valor de mercado melhor do que esse. Por mais que o Barcelona e o Real tentem, eles não conseguem dar o mesmo retorno comercial do time inglês.

E o futebol brasileiro, paralelamente, deveria estudar um pouco mais como está fazendo a liga inglesa antes de pensar em qualquer caminho a ser seguido para melhorar nosso futebol.

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Futebol Pernambucano
O desequilíbrio financeiro do Sport
postado em 22 de outubro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O DESEQUILÍBRIO FINANCEIRO DO SPORT


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Aqueles mais interessados em saber da situação real dos seus clubes, os associados, são na realidade os últimos a tomarem conhecimento do que se passa nos intra-muros.

A falta de transparência nas ações da maioria das agremiações do futebol brasileiro serve para encobrir tudo que está sendo gravado em suas caixas pretas, que são abertas apenas para alguns ungidos.

O Sport Recife é um entre as dezenas de entidades futebolísticas que vive apenas para o conhecimento de poucos, em detrimento da maioria.

Fechado em seus muros blindados, o clube passa uma imagem de uma Ilha de progresso e de fantasia, quando a realidade é outra completamente diferente, com latentes dificuldades na área financeira para a cobertura dos seus gastos.

Como até as paredes blindadas têm ouvidos, sempre se consegue ter o conhecimento de alguns fatos que ficam guardados a sete chaves, e que conseguem ultrapassar as barreiras implantadas.

Na realidade a diretoria do Sport abandonou o seu patrimônio - e para a comprovação basta um passeio pela Ilha do Retiro e as devidas fotos -, e destruiu o setor carreador de recursos estáveis e limpos, que são os das taxas dos associados, que diferente do que acontece no país, com bons crescimentos nos clubes, na Ilha tudo corre ao contrário.

Na área financeira a situação chegou ao limite. O rubro-negro entrou no processo mais autofágico de uma empresa, a antecipação de recursos, que fecham as torneiras do futuro.

Utilizando uma Factoring tem feito tais antecipações, e em especial dos direitos de transmissão. Há pouco a Globo autorizou a liberação de R$ 10 milhões, que certamente não resolveu para a solução dos problemas do clube, já que agora estão recorrendo a um empréstimo solicitado a Caixa Econômica, de R$ 17 milhões, que ainda não foi aprovado.

O clube incrementou as suas despesas com o futebol sem um retorno positivo, e com orçamento (se é que o possui) estourado, tem procurado soluções que resolvem de imediato, mas preparam um futuro totalmente incerto.

O presidente paralisou as obras no Centro de Treinamento dos Amigos do Sport, alugado ao clube, por conta das dificuldades financeiras, trazendo de volta todos os funcionários que lá estavam.

A falta de uma visão estratégica motivou essa queda financeira, que é preocupante, principalmente pela situação em que vive o país, sem perspectivas de crescimento nesse e no próximo ano, e que irá influenciar em todos os segmentos, inclusive o do futebol.

Ou se vive com o que tem, ou então quem ultrapassa o sinal emitido pelas leis da economia, certamente irá bater com a cara no muro das lamentações, sendo o caso do Sport Recife, cuja Ilha não é da Fantasia e sim das dificuldades.

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