Histórico
Santa Cruz
Gestão do Tricolor Pernambucano destacada
postado em 03 de setembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O SANTA CRUZ É O 4º COLOCADO NO RANKING DE EFICIÊNCIA DE GESTÃO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A Pluri Consultoria publicou no dia de ontem mais um trabalho com a medição da eficiência na gestão do futebol brasileiro.

Embora a avaliação não possa ser considerada como justa, tendo em vista a assimetria que existe nesse esporte, com uma diferença entre o maior e o menor orçamento dos 28 clubes analisados de quase 18 vezes, os dados fornecidos nos mostram que não existe uma continuidade no processo de gestões nos clubes, quando em um ano, um tem uma boa performance e no outro aparece bem longe na pontuação.

Um bom exemplo é o do Corinthians que em 2012 foi o líder do ranking de eficiência de gestão, com 1,95, enquanto na temporada de 2013 ficou na 14ª colocação com 0,44. Uma queda vertiginosa, quando gastou muito e pouco conquistou.

Esse índice é obtido pela comparação entre os resultados dos times dentro do campo, em relação aos gastos com o futebol. Desta maneira podemos identificar clubes que gastam muito, mas pouco conquistaram, e também aqueles que não têm tantos recursos em seus orçamentos, mas mesmo assim conseguem montar times competitivos.

A Pluri tem uma tabela de pontos, para as participações de cada um.

Em 2013, o Atlético foi o clube mais eficiente na gestão do futebol entre os 28 de maior faturamento no Brasil, fechando o ano com um IPEG (Índice de eficiência na gestão do futebol), de 1,95. Com gastos de R$ 146 milhões no setor, o time mineiro conquistou a Libertadores e o Campeonato Mineiro, fechando o ano com 285 pontos.

No segundo lugar aparece o Atlético-PR, com um IPEG de 1,29, resultado de um RPC (ranking de conquistas) de 105 pontos (2º na Copa do Brasil, 3º no Brasileirão, 2º no Campeonato Paranaense), com gastos no futebol de R$ 81 milhões, seguido pelo Cruzeiro com o Ipeg de 1,08 (campeão brasileiro e 2º no Mineiro), com gastos de R$ 157 milhões.

SANTA CRUZ, com o IPEG de 1,06 (campeão pernambucano e campeão da Série C), com gastos de R$ 14 milhões no futebol, ficou no 4º lugar.

Os quatro últimos colocados no ranking de 2013, foram o Guarani (25º), com 0,00 do IPEG, com R$ 14 milhões de gastos sem aproveitamento, o Vasco da Gama (26º), com -0,20 do IPEG,  com gastos de R$ 105 milhões, e um rebaixamento para a Série B, NÁUTICO (27º), com -0,60 do Ipeg, com gastos de R$ 37 milhões e sem conquistas e na lanterna, a Portuguesa, com -1,07 do IPEG, com um custo no futebol de R$ 28 milhões. Foi rebaixada no Tapetão.

O que mais nos chamou a atenção no trabalho da Pluri, foram as colocações de Corinthians e São Paulo, os dois clubes com maior orçamento para o futebol (R$ 248 milhões cada um), que aparecem na 14ª e 20ª posições, respectivamente.

SPORT RECIFE ficou numa situação mediana, no 11º lugar, com gastos de R$ 46 milhões, e um IPEG de 0,53.

Na realidade o que verificamos foi sem dúvidas muito dinheiro jogado fora, sem retorno, por conta de aplicações insanas.

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Futebol Brasileiro
A pior crise dos últimos dez anos
postado em 01 de setembro de 2014

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Neto Baiano protestou contra vaias da torcida - Foto: Blog do Torcedor - JC/Imagens

CLAUDEMIR GOMES

 

O futebol brasileiro vive a maior crise técnica dos últimos dez anos. Isto é fato. Para os que defendiam a tese de que aqui se pratica o melhor futebol do mundo, apregoando um ufanismo exacerbado, não é fácil enxergar tal realidade, e o futebol de resultados leva as análises equivocadas do que os clubes têm mostrado no Brasileiro das Séries A e B.

O Sport vinha de uma sequência de seis partidas com o registro de apenas uma vitória. As limitações e deficiências do elenco rubro-negro são notórias. Neste domingo, após uma fraca apresentação no primeiro tempo, o time deixa o campo sob vaias. Reage na etapa de complemento e constrói uma vitória por 2x0 sobre o Criciúma, que está na zona de rebaixamento. O resultado foi o suficiente para provocar reações do treinador, Eduardo Baptista, e do atacante, Neto Baiano, que chegou a dizer que a %u201Ctorcida reclama de barriga cheia%u201D.

Nos programas esportivos após o fechamento da rodada, uma verdadeira exaltação ao Flamengo que emplacou uma sequência de cinco vitórias. Nenhum dos comentaristas, analistas, se deteve na qualidade do futebol, todos exaltaram apenas os bons resultados obtidos.

Sempre insistimos em apontar os perigos que corremos ao falar apenas dos resultados. O torcedor é movido pela emoção e quanto nos detemos numa analise técnica podemos nos posicionar contra a realidade dos fatos, ou seja, ir de encontro aos resultados. O exemplo mais claro é o da campanha do Sport, uma das melhores, talvez a melhor, na era dos pontos corridos da Série A. Entretanto, o time leonino não é de boa qualidade técnica, o mesmo acontece com o Flamengo, que ora encanta com sua sequência de vitórias. Cruzeiro, num nível mais acima que os demais, São Paulo,Fluminense e Internacional são os melhores times tecnicamente falando no atual momento do futebol brasileiro. O restante nivela a competição por baixo.

A Série B concluiu o primeiro turno sem a criação de uma tendência. Se na Série A o líder Cruzeiro ostenta uma vantagem de 12 pontos sobre o quinto colocado, o Fluminense, na Serie B o líder Ceará está a 12 pontos do décimo-quinto colocado, o América/RN. O nivelamento da disputa é tamanho que, nem o lanterna da competição, o Vila Nova, está rebaixado, tampouco o líder Ceará está com o seu acesso assegurado.

A queda de público nos estádios é um sintoma de que o torcedor, com toda a sua alienação, é sensível à falta de um futebol de melhor qualidade técnica. A crise técnica tem causas e efeitos, mas isso requer um aprofundamento nos estudos. É mais fácil se deter aos resultados.

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