JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
A Pluri Consultoria publicou no dia de ontem mais
um trabalho com a medição da eficiência na gestão do futebol brasileiro.
Embora a avaliação não possa ser considerada como justa, tendo em vista a assimetria que existe nesse esporte, com uma diferença entre o maior e o menor orçamento dos 28 clubes analisados de quase 18 vezes, os dados fornecidos nos mostram que não existe uma continuidade no processo de gestões nos clubes, quando em um ano, um tem uma boa performance e no outro aparece bem longe na pontuação.
Um bom exemplo é o do Corinthians que em 2012 foi o lÃder do ranking de eficiência de gestão, com 1,95, enquanto na temporada de 2013 ficou na 14ª colocação com 0,44. Uma queda vertiginosa, quando gastou muito e pouco conquistou.
Esse Ãndice é obtido pela comparação entre os resultados dos times dentro do campo, em relação aos gastos com o futebol. Desta maneira podemos identificar clubes que gastam muito, mas pouco conquistaram, e também aqueles que não têm tantos recursos em seus orçamentos, mas mesmo assim conseguem montar times competitivos.
A Pluri tem uma tabela de pontos, para as participações de cada um.
Em 2013, o Atlético foi o clube mais eficiente na gestão do futebol entre os 28 de maior faturamento no Brasil, fechando o ano com um IPEG (Ãndice de eficiência na gestão do futebol), de 1,95. Com gastos de R$ 146 milhões no setor, o time mineiro conquistou a Libertadores e o Campeonato Mineiro, fechando o ano com 285 pontos.
No segundo lugar aparece o Atlético-PR, com um IPEG de 1,29, resultado de um RPC (ranking de conquistas) de 105 pontos (2º na Copa do Brasil, 3º no Brasileirão, 2º no Campeonato Paranaense), com gastos no futebol de R$ 81 milhões, seguido pelo Cruzeiro com o Ipeg de 1,08 (campeão brasileiro e 2º no Mineiro), com gastos de R$ 157 milhões.
O SANTA CRUZ, com o IPEG de 1,06 (campeão pernambucano e campeão da Série C), com gastos de R$ 14 milhões no futebol, ficou no 4º lugar.
Os quatro últimos colocados no ranking de 2013, foram o Guarani (25º), com 0,00 do IPEG, com R$ 14 milhões de gastos sem aproveitamento, o Vasco da Gama (26º), com -0,20 do IPEG, com gastos de R$ 105 milhões, e um rebaixamento para a Série B, NÃUTICO (27º), com -0,60 do Ipeg, com gastos de R$ 37 milhões e sem conquistas e na lanterna, a Portuguesa, com -1,07 do IPEG, com um custo no futebol de R$ 28 milhões. Foi rebaixada no Tapetão.
O que mais nos chamou a atenção no trabalho da Pluri, foram as colocações de Corinthians e São Paulo, os dois clubes com maior orçamento para o futebol (R$ 248 milhões cada um), que aparecem na 14ª e 20ª posições, respectivamente.
O SPORT RECIFE ficou numa situação mediana, no 11º lugar, com gastos de R$ 46 milhões, e um IPEG de 0,53.
Na realidade o que verificamos foi sem dúvidas muito dinheiro jogado fora, sem retorno, por conta de aplicações insanas.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








