JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Após o pleito eleitoral brasileiro, o Bom Senso
irá lançar uma campanha com o nome de ¨Diretas Já¨, para as eleições das
entidades que administram os esportes no paÃs, em especial, o futebol.
Aliás, já pregamos há muito tempo a necessidade da participação de todos os segmentos envolvidos nesses processos eletivos, inclusive com uma petição pública, que pela anestesia tomada por nossa sociedade não prosperou.
A campanha irá pregar que o Circo e as federações estaduais tenham eleições diretas, com a participação de técnicos e treinadores, que seriam os responsáveis por eleger os presidentes dessas entidades.
Na verdade o modelo atual é excludente, e indecente. Na CBF são 47 eleitores, em um esporte com mais de 100 milhões que o acompanham. São 27 federações, que recebem verbas mensais, e 20 ungidos clubes da Divisão Principal do Brasileiro, que vivem pendurados na contabilidade dessa entidade.
Nas Federações estaduais, o sistema também não permite mudanças, já que o número de Ligas e Clubes Amadores da Capital representam três vezes mais os votos dos clubes profissionais, que fazem e sustentam o futebol.
Quando a situação aperta, são criadas novas Ligas e novos Amadores, que só existem no papel, e cujos dirigentes são amigos e parentes dos presidentes das entidades.
Pelo que tomamos conhecimento na coluna Painel do jornal Folha de São Paulo, o mote da campanha é o de afirmar que ¨o esporte brasileiro precisa de um choque de democracia¨, que na verdade é uma realidade latente.
Campanhas institucionais são positivas, mas no futebol temos muitas dúvidas, pois trata-se de um segmento que envolve paixões, e aliena os seus torcedores, que estão mais preocupados com uma vitória do seu clube do que mudanças no sistema.
O caminho que deveria ser tomado é o que desemboca no governo federal, e que poderia muito bem na Lei de Responsabilidade Fiscal do Futebol que está sendo discutida, ser colocado um artigo que regule as eleições das entidades, dando voto não somente aos atuais ungidos, e sim aos atletas registrados, técnicos registrados, todos os clubes registrados na CBF e Federações, que estão com os seus alváras, jornalistas esportivos, profissionais de saúde que atuam diretamente no setor.
Como nas pesquisas, todos esses setores juntos poderiam dar o rumo necessário para os esportes, e seria uma ¨direta já¨, servindo para a revolução que tanto se deseja, e que os casuÃsmos impedem.
As pedras do caminho são essas, e a sua pavimentação depende do poder público e do Congresso Nacional.
Esta é a dificuldade.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









