Histórico
Sport
Ousadia premiada
postado em 12 de setembro de 2014

Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Foto: Blog do Torcedor - Diego Nigro - JC/Imagens

CLAUDEMIR GOMES


O torcedor do Sport ainda flutua na onda do "Carrossel de Patric", como bem definiu o Diário de Pernambuco, no seu caderno de esportes, na edição de quinta-feira, dia seguinte a brilhante vitória do rubro-negro pernambucano sobre o Santos, onde o lateral direito funcionou como ponto de desequilíbrio ao revelar um brilho inimaginável ao atuar improvisado como atacante no segundo tempo da partida.

Movido pela emoção, o torcedor valorizou, e muito, o placar do jogo. Não poderia ser diferente. E não foram poucos os que se equivocaram em suas análises achando que o técnico Eduardo Baptista havia descoberto a pólvora. As improvisações produziram um efeito surpreendente e inesperado. Afinal, nem o maior conhecedor da matéria futebol; nem o mais qualificado dos treinadores, tampouco os analistas mais lúcidos poderiam imaginar que, um time atuando com quatro laterais - dois direitos e dois esquerdos - e três volantes fosse capaz de dar resposta tão positiva. Coisas do futebol.

Eduardo Baptista teve sua ousadia premiada diante das circunstâncias. Com vários profissionais impossibilitados de jogar, e com outro tanto sem qualidade técnica para as expectativas, ele apostou na força e na aplicação tática de alguns profissionais. O resultado não poderia ser melhor. E a capacidade de finalização de Patric, fundamento do qual o treinador tem conhecimento, fez a diferença.

O Sport tem um padrão de jogo definido, através do qual o técnico consegue extrair o máximo de um grupo formado por jogadores medianos e que atua sempre no limite. A "formação suicida" foi circunstancial. É possível que o treinador leonino, nas dezoito rodadas que restam para o final do Brasileiro se depare novamente com o desafio de lançar mão da improvisação.

O mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, fez alusão a um fato que nos chamou a atenção:

"Um número imaginável foi anunciado na última quarta-feira antes do início da 20ª rodada do Brasileiro da Série A, com relação aos desfalques dos clubes participantes, que somaram 122 profissionais fora dos gramados, por contusões ou suspensões pela aplicação dos famosos cartões. Somente Botafogo, Bahia, Fluminense e Figueirense, somaram 50 atletas sem condições de jogo".

O Sport está inserido neste bojo, basta lembrar que os jogadores Regis e Diego Souza, profissionais que possuem uma técnica diferenciada estão impossibilitados de jogar por conta de contusões.

Festejar vitórias é fundamental, mas vale lembrar que circunstância não é regra.

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Artigos
O dinheiro está na Europa
postado em 12 de setembro de 2014

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O site da FIFA publicou, no dia de ontem, um estudo sobre as transferências de jogadores na última janela do mercado do futebol.

Mostrou que Inglaterra, França, Itália, Espanha e Alemanha dominaram os investimentos ligados a esse esporte.

O relatório chamado de Big 5, concluiu que o mercado futebolístico destes cinco países movimentou US$ 2,3 bilhões (R$ 5,2 bilhões), o que representou 82% do gasto total, de US$2,8 bilhões (R$ 6,4 bilhões), feito pelos 26  países que tiveram a janela de transferência encerrada no último dia 1.

Os cinco grandes negociaram 1.258 jogadores, ou 43% do total. No geral participaram de trasnferências nesta janela, 2.946 atletas.

Ao juntar-se as duas janelas do ano, os cinco mercados de futebol representam 68% do valor total investido em negociações, com US$ 2,7 bilhões (R$ 6,2 bilhões), dos US$ 4 bilhões (R$ 9,1 bilhões).

Haja dinheiro.

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Olimpíada 2016
FIFA quer aumentar número de sedes l
postado em 12 de setembro de 2014

Bernardo Itri - Coluna Painel FC - FOLHA DE SÃO PAULO

 

Sede extra

O torneio de futebol da Olimpíada do Rio, em 2016, deve ter mais uma sede. A Fifa sinalizou ao comitê organizador dos Jogos que pretende aumentar o número de estádios da modalidade, que inicialmente seria disputada em cinco sedes %u2013Rio, Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador. Agora o comitê organizador tem duas opções: incluir uma sexta cidade ou credenciar dois estádios de uma das sedes já confirmadas.

De duas, uma. %u201CSurgiu a demanda: ou acrescenta mais uma cidade ou dobra o número de estádios numa dessas [sedes]%u201C, afirmou Luiz Fernando Corrêa, diretor de segurança do comitê organizador, durante seminário promovido pela Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal em Brasília.

Passo a passo. A Fifa, por meio de sua assessoria, afirmou que ainda está definindo a tabela de jogos. Confirmou as cinco sedes e informou que, como o estádio olímpico João Havelange, o Engenhão, será usado para o atletismo, %u201Cestá avaliando possibilidades%u201D para abrigar as partidas de futebol. A confirmação de uma nova sede, contudo, será feita posteriormente, informou a entidade.

Em todas. Mesmo nos Jogos Olímpicos, cabe à Fifa organizar a disputa nos campos de futebol.

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Campeonato Brasileiro
CBF limita número de crianças em campo
postado em 12 de setembro de 2014

MAQUINA DO ESPORTE


O Cruzeiro costuma entrar em campo cercado de crianças; o clube já chegou a colocar 200 jovens para acompanhar os atletas do time no momento de pisar o gramado. Contra o Bahia, no entanto, não foi bem assim. O clube recebeu uma notificação da Federação Mineira de Futebol afirmando que teria de limitar a ação.

O pedido foi feito pela CBF, que tem tentado impor uma série de normas para organizar a área de jogo do Campeonato Brasileiro. Agora, há um limite de crianças: 22. O Cruzeiro costumava escolher as crianças em quatro portões no Mineirão, sem preocupação com o número de jovens para entrarem em campo. A diretoria não divulgou qual será o novo critério.

A entrada é bastante comum no Brasil. Praticamente todos os clubes aproveitam a chegada do time ao gramado para colocar uma série de crianças, sejam torcedores ou membros de escolinhas. A foto abaixo, por exemplo, é de um jogo do Atlético-MG, ainda no primeiro turno do Campeonato Brasileiro deste ano, antes da imposição do limite de mascotes pela CBF.

Dirigentes consultados pela Máquina do Esporte estranharam a decisão promovida pela entidade, mas estão acatando à nova ordem, que faz parte de um pacote de mudanças que a CBF tem feito para tentar melhorar a qualidade dos jogos do Brasileirão.

A princípio, os protocolos da CBF abrangiam a atuação da imprensa; as regras passaram a valer na rodada deste meio de semana. Há um limite de repórteres em campo e limitação de cobertura em campo para apenas emissoras que detém direitos de transmissão. Quanto à entrada dos times, o foco era no tempo entre a entrada e a execução do hino nacional. 

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Artigos
Diretas já
postado em 09 de setembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, DIRETAS JÁ!

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Após o pleito eleitoral brasileiro, o Bom Senso irá lançar uma campanha com o nome de ¨Diretas Já¨, para as eleições das entidades que administram os esportes no país, em especial, o futebol.

Aliás, já pregamos há muito tempo a necessidade da participação de todos os segmentos envolvidos nesses processos eletivos, inclusive com uma petição pública, que pela anestesia tomada por nossa sociedade não prosperou.

A campanha irá pregar que o Circo e as federações estaduais tenham eleições diretas, com a participação de técnicos e treinadores, que seriam os responsáveis por eleger os presidentes dessas entidades.

Na verdade o modelo atual é excludente, e indecente.  Na CBF são 47 eleitores, em um esporte com mais de 100 milhões que o acompanham. São 27 federações, que recebem verbas mensais, e 20 ungidos clubes da Divisão Principal do Brasileiro, que vivem pendurados na contabilidade dessa entidade.

Nas Federações estaduais, o sistema também não permite mudanças, já que o número de Ligas e Clubes Amadores da Capital representam três vezes mais os votos dos clubes profissionais, que fazem e sustentam o futebol.

Quando a situação aperta, são criadas novas Ligas e novos Amadores, que só existem no papel, e cujos dirigentes são amigos e parentes dos presidentes das entidades.

Pelo que tomamos conhecimento na coluna Painel do jornal Folha de São Paulo, o mote da campanha é o de afirmar que ¨o esporte brasileiro precisa de um choque de democracia¨, que na verdade é uma realidade latente.

Campanhas institucionais são positivas, mas no futebol temos muitas dúvidas, pois trata-se de um segmento que envolve paixões, e aliena os seus torcedores, que estão mais preocupados com uma vitória do seu clube do que mudanças no sistema.

O caminho que deveria ser tomado é o que desemboca no governo federal, e que poderia muito bem na Lei de Responsabilidade Fiscal do Futebol que está sendo discutida, ser colocado um artigo que regule as eleições das entidades, dando voto não somente aos atuais ungidos, e sim aos atletas registrados, técnicos registrados, todos os clubes registrados na CBF e Federações, que estão com os seus alváras, jornalistas esportivos, profissionais de saúde que atuam diretamente no setor.

Como nas pesquisas, todos esses setores juntos poderiam dar o rumo necessário para os esportes, e seria uma ¨direta já¨, servindo para a revolução que tanto se deseja, e que os casuísmos impedem.

As pedras do caminho são essas, e a sua pavimentação depende do poder público e do Congresso Nacional.

Esta é a dificuldade.

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