Histórico
Santa Cruz
Venceu o prazo de validade de Guedes
postado em 18 de setembro de 2014


CLAUDEMIR GOMES

 

A saída do técnico Sérgio Guedes do Santa Cruz tem uma única explicação: saturação. Chegou um momento em que ele não conseguia extrair o algo mais do grupo. Fato corriqueiro no futebol, principalmente em clubes medianos. Diria que o treinador levou o clube a descrever uma campanha linear, a altura do seu elenco. Seja qual for o seu sucessor não conseguirá operar milagres com este grupo de jogadores. Manter-se na Série B é a meta do Tricolor. Se alguém se arvorar a falar em acesso será um exercício de ilusionismo, nada mais que isso.

Guedes tem grande habilidade no trato com as palavras e é bastante prolixo no seu discurso. Tal fato lhe leva a cometer alguns equívocos quando tenta fazer a leitura do jogo. Ele sempre procurava passar uma outra realidade do jogo indo de encontro com as leituras feitas pelos cronistas esportivos e pelos jogadores. É certo que o comandante tem que defender e valorizar sua tropa, mas também precisa reconhecer suas limitações para não tropeçar na sua verbalização.

Por sorte os próximos compromissos do Santa Cruz será na condição de mandante. No Arruda o Tricolor só perdeu uma partida que foi para o Ceará. A chance de somar seis pontos é real. Desafio do novo técnico.

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Artigos
Eles tratam muito mal o futebol feminino
postado em 17 de setembro de 2014


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O futebol feminino, enquanto permanecer sob o teto do Circo, não  conseguirá sair do marasmo em que se encontra.

Formataram um Campeonato Brasileiro, incluindo clubes da Primeira Divisão Nacional do masculino, que sequer tinham equipes disputando as competições locais, e esqueceram de divulgar que esse iria começar, o que aconteceu na realidade.

A primeira rodada já foi realizada, as mídias não divulgaram nem os jogos, nem os resultados.

Dois times locais jogaram. O Vitória empatou com o São Francisco (2x2), e o Náutico empatou com o Caucaia (0x0).

Sobre o futebol feminino, segundo a revista norte-americana Sports Ilustrated, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, promoveu uma cena constrangedora, na festa da entrega dos prêmios de 2013.

Numa das salas estava a atacante americana Abby Wambach, junto com outra jogadora, Sarah Huffman, quando o cartola entrou, encaminhou-se para essa última, e pensou que era Marta, abraçando-a e dizendo: ¨Marta¨, enquanto a abraçava, ¨Você é a melhor¨.

O interessante é que Sarah nada tem a ver com a atleta brasileira, e uma demonstração do desprezo que os cartolas têm com o futebol feminino, ao demonstrar que desconhecia aquela que já tinha recebido de suas mãos por várias vezes, o prêmio de Melhor do Mundo.

É assim tanto na FIFA, como na CBF, o futebol feminino não vale nada.

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Arbitragem
CBF orienta árbitros sobre bola na mão
postado em 17 de setembro de 2014

Blog do RODRIGO MATTOS


A comissão de arbitragem da CBF admitiu que os juízes ainda estão em adaptação à nova orientação de marcar falta em bolas que atinjam braços de jogadores em movimento. Essa instrução foi dada em dois cursos antes e depois da Copa-2014. Mas surgiram diversos lances com interpretações diferentes nos campeonatos após o Mundial.

No final de semana, foi o pênalti para o Flamengo diante do Corinthians, no qual a confederação não viu erro. Nas rodadas anteriores, foram as penalidades para o Fluminense diante do Palmeiras (marcada) e a do time rubro-negro contra o Goiás (não marcada). Outro lance polêmico foi em favor do Flamengo no jogo com o Coritiba, pela Copa do Brasil.

Todas essas marcações foram aprovadas pelo presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa. É a instrutora da confederação Ana Paulo de Oliveira quem explica a interpretação.

%u201CO assunto é simples e complexo. Deve-se marcar em dois casos. Quando tocar na bola com a mão deliberadamente, e podemos dizer que neste caso há intenção. E quanto houver uma ação deliberada com o braço ou a mão. Essa orientação é da Fifa, não partiu de nós'''', explicou ela.

%u201CQuando um jogador dá um carrinho, se ele salta com o braço aberto, se colocou em risco de cometer a falta. Se saltar com o braço aberto, e bater a bola, será pênalti'''', completou.

A orientação da Fifa vem desde o ano passado. Mas a CBF a implantou em larga escala no Brasileiro com os cursos e orientações no meio do ano. Tanto que vai até  apresentar um vídeo no site da entidade com a explicação de por que são marcados os lances de mão para o público.

%u201CTínhamos um conhecimento arraigado sobre isso (de que falta era com intenção). Agora, o jogador corre o risco se estiver em posição (de braço aberto). Nem todas as reclamações têm fundamento'''', completou Corrêa.

O presidente da comissão defendeu a arbitragem no Brasileiro, apesar das seguidas reclamações dos dirigentes, jogadores e técnicos. Para ele, com 920 partidas realizadas no ano, os números mostram um evolução dos juízes brasileiros. E usa os dados para se justificar:

%u201CA evolução existe. Pode não ser notada, mas existe'''', contou. %u201CUm exemplo é que temos 34 faltas em média no Brasileiro, quando havia 30 na Copa. E esses números estão caindo. Reduzimos a média de idade dos árbitros, temos um banco de dados sobre cada um e estamos levantando quem acerta mais e quem erra mais para sermos justos.''''

O número de faltas caiu de 52,4 em 2003 para 34,4, pelos números da CBF.

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Artigos
Penúria geral
postado em 15 de setembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, PENÚRIA GERAL


* Artigo de autoria do jornalista Carneiro Neto, publicado no Jornal Gazeta Esportiva, de Curitiba.


Enquanto os torcedores compram e vestem a camisa dos seus times, se associam para apoiar os clubes, vibram e sofrem com os jogos, os dirigentes passam o tempo reclamando da grave crise que se abateu sobre o futebol brasileiro.

Bem antes do humilhante 7 a 1 da Alemanha, o nosso futebol vinha emitindo sinais de decadência técnica, mas, sobretudo, de má administração na CBF e nos clubes, que agora desnudam a penúria geral.

Salários atrasados de jogadores e funcionários passaram a fazer parte do cotidiano, porém não se observa nenhum movimento para mudar as coisas, e não ser por parte do Bom Senso FC e da Rede Globo, que demonstram preocupação com o panorama sombrio do futebol.

Os dirigentes, ao contrário, aprovaram o mesmo esgarçado calendário para a próxima temporada e apenas reclamam do baixo nível técnico das arbitragens, mas também não tomam providências efetivas para provocar mudanças e não sabem explicar os esvaziamentos dos estádios.

Os clubes continuam sendo prejudicados pela convocação de jogadores para a seleção com os campeonatos nacionais em andamento. Apenas as novas arenas conseguem atrair plateia por motivos óbvios e que escancaram o novo perfil do público, que de torcedor se transformou em consumidor, exigindo conforto, segurança e boa prestação de serviços.

Dissimulados, os cartolas não gostam de tratar da situação financeira dos clubes abertamente, limitando-se a dizer que a ¨coisa está feia¨, ou ¨precisamos de ajuda do governo para refinanciar as dívidas¨. Mas o circo- mesmo mambembe com torneios e campeonatos que beiram à indigência técnica- continua bombando, com arbitragens danosas, jogadores apenas esforçados e treinadores que falam melhor na tevê do que na apresentação do trabalho durante os jogos.

Nem mesmo as duas vitórias da seleção convocada por Dunga serviram para melhorar o astral. Antes, pelo contrário, serviram para reforçar a constatação que a seleção brasileira saiu da primeira linha mundial e, pelo andar da carruagem, levará alguns anos para recuperar o prestígio.

Ainda assim, desde que se inicie agora um profundo trabalho nas categorias de base, mudanças na atitude dos treinadores que ficaram ricos e deixaram de estudar as transformações que se processaram na preparação tática, técnica e até mesmo física do futebol europeu e, insistindo, a criação de um calendário anual nacional que privilegie os profissionais e não sómente os interesses da máquina de fazer dinheiro, propiciada pela gigantesca engrenagem dos espetáculos esportivos com grandes patrocinadores e redes mundiais de televisão.

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Acontece
Valentes nos seus terreiros
postado em 15 de setembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, VALENTES SÓ NOS SEUS TERREIROS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Os três clubes de nosso estado que disputam as duas divisões principais, possuem a síndrome do canário abarrancado, que só consegue uma vitória quando briga na sua própria rinha.

Os pernambucanos só têm valentia dentro de casa, junto dos seus torcedores. Conhecemos alguns personagens que só eram brabos quando estavam cercados de amigos, ou seguranças, sozinhos eram verdadeiros cordeirinhos.

É o caso de Sport Recife (Série A), Clube Náutico e Santa Cruz, na Série B, com dificuldades em excesso para a obtenção de uma vitória nos gramados dos adversários. Tal fato repercute em suas projeções, porque ganhar apenas como mandante, não oferece os pontos necessários para algo mais nas competições.

Esses clubes disputaram em suas divisões um total de 33 jogos como visitantes, somaram 31 pontos, dos 99 disputados, e um aproveitamento de 31,8% (menos de 1 por jogo).

O rubro-negro pernambucano, foi para a rinha dos adversários por 11 vezes (33 pontos). Somou apenas 8 pontos (24,2% de aproveitamento). Foram 7 derrotas, 2 empates e apenas duas vitórias. Dos 31 pontos conquistados na competição, 23 foram obtidos como mandante. Um verdadeiro Leão abarrancado.

O Náutico também disputou 11 jogos como visitante. Somou 12 pontos (36,6%). Foram 3 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. Dos 34 pontos conquistados, 22 foram com jogos como mandante. Um Timbu abarrancado, esperando um gole de uma boa cachaça.

Enquanto isso, o tricolor do Arruda, com o mesmo número de jogos (11), obteve 11 pontos (média de 1 por jogo), dos 33 disputados, com 33,3% de aproveitamento. Foram apenas 2 vitórias, um excesso de 5 empates e 4 derrotas. Dos 30 pontos da classificação geral, 19 foram por conta do mando de campo, com a Cobra Coral valente dentro de casa, escondida nas matas do Arruda.

Nada melhor do que as estatísticas para que possamos verificar o modelo do futebol de Pernambuco, caseiro, valente em seu terreiro, e borrador de calças quando enfrenta um adversário longe de casa, sem o apoio dos seus seguranças, estes representados pelos torcedores nas arquibancadas, que os incentivam com seus gritos.

As brigas de canários foram proibidas, para defendê-los do sofrimento, mas em nossa juventude essas eram abertas e realizadas em rinhas importantes, e quando acontecia uma fuga de um abarrancado, os canaristas tinham uma solução para o problema. Mudavam a forma de treinamento e levavam as suas aves para passeios nos locais onde as brigas iriam acontecer.

Muitas vezes o sistema dava certo, e os seus canários ficavam valentes fora do habitat caseiro.

Uma sugestão para os nossos treinadores, que talvez irão ter a necessidade de fazer algo parecido, para que a valentia e coragem dos seus jogadores também aconteça fora de casa.

São coisas de canários, de canaristas, dos jogadores e treinadores do futebol de Pernambuco.

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