Histórico
Acontece
O Coliseu do Sertão cearense
postado em 23 de setembro de 2014


CLAUDEMIR GOMES - Com informações da Folha de São Paulo


O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) financiou metade da construção, no sertão cearense, de um estádio de futebol com fachada inspirada no Coliseu romano.

A arena, em Alto Santo (a 230km da capital, Fortaleza), terá capacidade (20 mil) superior ao número de habitantes do município (16 mil).

Após cinco anos em obras, o Coliseu do Sertão, será inaugurado em janeiro do ano que vem. O custo de R$ 1,3 milhão foi dividido entre o governo federal e prefeitura.

Alto Santo não tem time na primeira divisão do Campeonato Cearense. O Alto Santo Futebol Clube, fundado em 2007 não disputa nenhuma divisão do futebol local. Para evitar que a obra faraônica logo se torne um elefante branco, o prefeito negocia para receber os jogos do Quixadá, cidadã que dista 160km do estádio.

O Interior do Ceará sofre com uma estiagem há quatro anos. Alto Santo é um dos municípios do Estado que decretaram situação de emergência devido à seca.

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Brasileiro Série A
Clássicos turbinam público
postado em 23 de setembro de 2014

MÁQUINA DO ESPORTE


O último fim de semana uniu quatro clássicos regionais pelo Campeonato Brasileiro, e o resultado foi a rodada mais bem sucedida em público e em audiência neste ano.

Os jogos entre Flamengo e Fluminense, Cruzeiro e Atlético Mineiro, Corinthians e São Paulo e Vitória e Bahia tiveram média de público superior a 37 mil pessoas.

No total, a 23ª rodada do Campeonato Brasileiro ficou com 22 mil pessoas de média, superando a 19ª rodada, que contabilizou 20,8 mil torcedores por partida. Na ocasião, a rodada teve tíquete médio baixo, de R$ 22.

Com os clássicos, os clubes mantiveram os preços salgados nos ingressos, e a rodada terminou com custo médio a R$ 32. Somente na Arena Corinthians, o número médio do ingresso ficou em R$ 69.

O campeão em público foi o Cruzeiro, que levou 49,5 mil pessoas ao Mineirão. Com R$ 3 milhões de renda, o time conseguiu a sua melhor bilheteria neste Campeonato Brasileiro.

O pior público ficou com o Santos, que levou menos de seis mil pessoas à Vila Belmiro, presentes para assistirem à partida contra o Figueirense. O clube também foi quem obteve a pior arrecadação, com pouco mais de R$ 96 mil.

Apenas três dos dez jogos da rodada tiveram público inferior a 10 mil pessoas. Veja abaixo a tabela com os dez jogos da 23ª rodada do Campeonato Brasileiro:

JOGO

PÚBLICO

RENDA

Criciúma x Botafogo

8.548

 R$ 118.785,00

Cruzeiro x Atlético-MG

49.534

 R$ 3.036.936,00

Flamengo x Fluminense

41.666

 R$ 1.588.090,00

Corinthians x São Paulo

34.688

 R$ 2.405.986,52

Vitória x Bahia

25.192

 R$ 881.444,50

Sport x Coritiba

13.180

 R$ 256.540,00

Goiás x Palmeiras

7.845

 R$ 169.365,00

Grêmio x Chapecoense

16.759

 R$ 440.207,00

Santos x Figueirense

5.571

 R$ 96.310,00

Atlético-PR x Inter

17.305

 R$ 370.880,00



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Brasileiro Série B
Pernambucanos distantes do acesso
postado em 22 de setembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, TIMES DE PERNAMBUCO DISTANTES DO ACESSO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A 24ª rodada do Brasileiro da Série B representou 63,1% da competição total, o que já pode dar uma visão realista do seu futuro.

A rodada foi excelente para os líderes na tabela de classificação, com as vitórias do Joinville, Ponte Preta e Vasco, e o empate do Avaí, ocasionando uma mudança na classificação, com esse último sendo substituído na liderança pelo Joinville, que passou a ocupar a 2ª colocação.

Existe um conformismo entre os clubes disputantes, representado pelo aumento das distâncias do 4º colocado (Vasco da Gama), para o 5º (Ceará), que era de 1 ponto, subiu para 3, enquanto permaneceu a mesma para o 6º (BOA), com 5 pontos.

Na rodada realizada, mais uma vez ficou demarcada a força dos mandantes, com 6 vitórias, 3 empates e apenas 1 vitória dos visitantes.

Do 5º ao 10º na classificação geral, aconteceram mudanças, porém, os times continuaram os mesmos. Ceará (5º), BOA (6º), Sampaio Corrêa, que era o 9º, pulou para o 7º lugar, empurrando o Luverdense para o 8º, e esse empurrando o Náutico para o 9º, e com o Atlético-GO continuando na 10ª posição.

A diferença do Vasco (4º), para o Sampaio (7º) é de 7 pontos, que no sistema de pontos corridos pode ser considerada como confortável para o time da Colina.

Os clubes de Pernambuco estão ficando cada vez mais distantes das possibilidades do acesso. O Náutico tem 34 pontos, o que representa 10 de diferença para o último do grupo maior da competição, pontuação essa que reduziu as suas possibilidades de sucesso para apenas 2%.

Por outro lado, o Santa Cruz, que tem um jogo a menos, somou 31 pontos, com uma diferença para o Vasco de 12 pontos, reduzindo também as suas chances para 0,8%.

Com relação ao perigo de rebaixamento para os dois representantes de nosso estado, praticamente são bem pequenas, uma vez que a distância do tricolor do Arruda para o Icasa, o 17º colocado, é de 10 pontos, e o Náutico, de 13 pontos.

Na realidade, pelo andar da carruagem, os quatro clubes que estão na região da degola têm todas as chances de serem rebaixados, porque a diferença do 17º para o 16º (América-RN) é de 5 pontos, que poderá ser bem administrada, embora o time natalense venha demonstrando uma queda em sua performance.

Quanto aos que estarão na Série A de 2015, as chances maiores estão para os atuais 4 primeiros colocados, Joinville, Avaí, Ponte Preta e Vasco, com o Ceará correndo para voltar a ocupar uma dessas vagas, cuja briga será com a equipe vascaina, pois a evolução dos times catarinenses e do campineiro é consistente e poderá permanecer até o final da competição.

As definições da Série B já estão sendo escancaradas.

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Artigos
Sempre andamos para trás
postado em 21 de setembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SEMPRE ANDAMOS PARA TRÁS


* Artigo escrito pelo jornalista Flavio Prado, pubicado na Gazeta Esportiva.


A conversa foi ouvida no metrô entre as Estações Penha e Carrão, ou seja, bem no meu pedaço. Dois garotos, entre 14 e 16 anos, conversavam com entusiasmo sobre futebol. Minha aproximação foi natural e a surpresa também. Não falavam do último jogo do Corinthians, ou da recente contração do Santos, nem do São Paulo ou do Palmeiras. O papo era sobre a janela de transferências da Europa.

Os nomes fluíam com naturalidade. Discutiam sobre James Rodriguez no Real Madrid, a suspensão de Luiz Suarez, a estreia de Lewandowsky no Bayern e coisas do gênero. Pouco metros a frente um outro jovem usava uma camisa do Chelsea e o rapaz a minha frente, lia sobre o sorteio da Champions League.

Claro que o futebol brasileiro ainda tem prioridade nos papos de botequins. Mas é inegável que as novas gerações já têm olhos com visões maiores. Falar de torneios da Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália, etc, virou rotina para eles. Muitos gostariam de usar camisas dos clubes de seus pais. Mas temem pela violência e até por comodismo comprar as  das equipes, que eles assistem dando shows na televisão e com as quais jogam os seus vídeogames. E aí que entra o tema da nossa conversa. O futebol brasileiro, por sua legislação falha, não estará no Fifa 2015.

A Electronic Arts, que comercializa o game, não se sentiu segura para usar os nomes e imagens dos jogadores do Campeonato Brasileiro, apesar dos acertos com as equipes. Ou seja, nossos principais clubes, que já são pouco conhecidos no exterior, pois  a CBF só pensa na seleção e tirou deles a possibilidade de intercâmbio, perderam talvez a única fonte de divulgação internacional.

Os jogos do Brasil só são vistos em horários alternativos, mundo afora e os principais craques, que estão no exterior, são ligados, quase sempre, somente a seleção, não aos clubes. Então, fica difícil alguém usar uma camisa do Flamengo, ou do Vasco,  ou do Palmeiras, no metrô de Paris, simplesmente porque não há contato com esses times, mesmo sendo amantes do futebol. E nossos garotos vão jogar vídeogame com os amigos,  incorporando Messi, Ibrahimovic, Cristiano Ronaldo, Tomas Muller e outros lá de fora.

Daí a torcer por eles é um passo. Incrível como se anda para trás no futebol brasileiro. Os clubes deixaram de ganhar dinheiro, divulgação, prestígio e espaço. Os jogadores amplitude mundial. E a própria empresa, porque gostaria de contar com essas marcas. Todos perderam. Talvez em 2016 os brasileiros voltem ao game global. Mas o prejuízo já estará feito. Cada dia mais veremos conversas, como aquela do metrô entre a Penha e o Carrão, pelas nossas cidades. E gente trocando os times daqui pelos  lá de fora.

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Artigos
Uma ameaça ou terrorismo de campanha?
postado em 21 de setembro de 2014

BLOG DO MENON


O Brasil pode ficar sem um Ministério do Esporte a dois anos da realização da Olimipíada do Rio-16? Para o ministro Aldo Rebelo e para Ricardo Leyser, secretário nacional de esporte de alto rendimento, a possibilidade é concreta, em caso de vitória da candidata Marina Silva.

A preocupação de ambos foi externada após uma entrevista de Marina Silva ao jornal O Globo, em 11 de setembro. Ela foi perguntada pelo jornalista Jorge Luiz Rodrigues se, caso eleita, manteria o Ministério.

A resposta foi a seguinte:

"Nós estamos fazendo uma avaliação criteriosa para diminuir o tanto de ministérios que foram criados. Mas não vamos fazer isso de uma forma apressada. Estamos fazendo as coisas sem estar apressados. Prefiro fazer com critério".

Vou colocar abaixo a análise de Jorge Luiz Rodriguez sobre a entrevista com Marina Silva:

"A marina fala com o coração. Ela tem postura firme, fala com convicção, melhor que no passado. Mas eu lamento a parte em que falou sobre o esporte. No ano passado, tivemos 56 mil assassinatos no Brasil. O esporte tem um papel relevante na construção de uma vida melhor, como oportunidade social para famílias carentes. Falta isso ao programa de governo dela. Acho que o esporte ainda é tratado com certo desdém, um certo %u201Cnojo'''''''' pela política pensante do Brasil. Fundir o Ministério do Esporte com outra parte, neste momento em que pode ser um alavancador de projetos sociais para os Jogos Olímpicos, seria um retrocesso sem igual. Seria voltar no tempo uns 30 anos em política esportiva no país", disse.

Aldo Rebello divulgou sua impressão sobre o assunto: "É lamentável que a dois anos dos Jogos do Rio de Janeiro, justamente quando o Brasil alcança seu melhor desempenho pós-olimpíada, com mais de 100 medalhas conquistadas em campeonatos mundiais de modalidades olímpicas e paraolímpicas em 2013 e 2014, a candidata não expresse claramente seu apoio aos nossos atletas".

Conversei com Ricardo Leyser  Perguntei se ele percebia um perigo real de fim do Ministério dos Esportes a partir da declaração de Marina. Ele me respondeu com outra pergunta. "Se perguntassem sobre o fim do Ministério da Educação ou da Saúde, ela responderia da mesma maneira? Ou seria assertiva para negar? Eu realmente acredito que haja esse grande risco'''', disse.

Leyser acrescentou exemplos de como o esporte foi tratado em Pernambuco, com o governador Eduardo Campos e Minas Gerais, com Aécio Neves.

"Em Pernambuco, houve a extinção da secretaria de esportes, absorvida pela secretaria de educação. Em Minas, aconteceu o mesmo e foi criada a secretaria da Copa do Mundo, Juventude, Esporte e Combate às Drogas", afirmou.

Argumentei, então, que continuou havendo uma atenção ao esporte.

A resposta de Leyser:

"No dia a dia fica muito difícil o esporte pautar a atuação de uma secretaria que também tem a educação. Quantas vezes um secretário vai falar com o governador sobre esporte? E sobre cultura? O mesmo ocorre em Minas. Há uma perda de foco, Fica pior ainda quando pensamos na Olimpíada. É como tirar um evento dessa magnitude da agenda da presidente da República".

Com a proximidade da eleição presidencial, o assunto deve tomar corpo. Tomara que chegue aos debates eleitorais e tome conta das ruas.

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