JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Aqueles
que ousavam contestar a seleção de Scolari, eram perseguidos e tratados como
traidores da Pátria. Eram os pessimistas e urubus da presidente Dilma Rousseff,
mas na verdade esses foram os únicos que tiveram coragem de anunciar
antecipadamente que a morte do futebol brasileiro já tinha data
marcada.
O 8 de julho de 2014 foi o da derrota por 10x0 de parte do jornalismo brasileiro, que iludiu os torcedores com relação à seleção do Circo Brasileiro do Futebol e, principalmente, com a adoração e culto ao seu treinador Luiz Felipe Scolari.
Ao assistirmos na última terça-feira aos programas esportivos de alguns canais fechados, e ao lermos os comentários dos portais de notÃcias, verificamos que não houve sequer um mea-culpa, e as pedras foram atiradas contra a nova Geni brasileira, o técnico Scolari, que antes era idolatrado pelos Scolary''s Boys.
Qualquer cidadão, e não precisava ser especialista em futebol, tinha a visão de que tudo que estava sendo realizado na seleção levaria a um final trágico, desde que sem um planejamento adequado o sucesso dificilmente seria encontrado, mas a grande mÃdia da parte de baixo do mapa, insistia no elogio fácil a um time e a um treinador que nada tinha que garantisse um bom futuro.
Fizemos um artigo em que pedÃamos a mudança do técnico da seleção, já que o trabalho motivacional era muito pouco para se transformar jogadores em um time de futebol.
Scolari formou uma seita, transformou atletas em robôs, quando o hino à capela era a êxtase dos anestesiados, cujas imagens apareciam nos telões, como se estivessem vagando em outro mundo, e que uma missão suicida seria realizada.
Poucos jornalistas atentaram para tal fato, pelo contrário, a seleção tornou-se favoritÃssima, imbatÃvel, e o hexa era decantado por todos, e pelos comerciais dos patrocinadores que também foram derrotados.
Não analisaram a vitória forjada contra a Croácia, os prejuÃzos do México contra Camarões, que poderiam inclusive ter encurtado o sofrimento do torcedor brasileiro, cuja seleção jogaria as oitavas contra a Holanda e seria derrotada.
Não analisaram o sofrimento do jogo contra o Chile, e a vitória pequena contra a Colômbia. Nada. Tudo estava lindo, e Scolari era o maior Ãdolo e referência nacional.
A manutenção de um sistema corroÃdo de Ricardo Teixeira, através de Marin e Del Nero, foi outro grande erro das mÃdias esportivas, que se calaram, uma vez que pessoas desse tipo já não cabem no futebol, estão ultrapassadas, utilizam métodos não institucionais, e fazem do esporte uma parte de suas sobrevivências.
Ouvimos ontem de um jornalista que era necessário um Congresso para discutir o futebol brasileiro, mas achamos que o primeiro passo deveria ser o da realização de um evento para discutir as mÃdias esportivas brasileiras, que são as maiores responsáveis por tudo que acontece em um esporte que já foi a paixão do povo, e hoje tornou-se uma mera ilusão.
Na realidade foi uma derrota de todos, em especial do governo, por omitir-se por anos na formatação de um Plano Nacional dos Esportes, que poderia ter dado uma contribuição para novos caminhos, e que infelizmente nunca foi tratado pelo Ministério do Setor, que até hoje não mostrou a sua necessidade, a não ser a de liberar recursos para ONGs amigas.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013










