Histórico
Futebol Brasileiro
O problema não é o nome
postado em 24 de julho de 2014

CLAUDEMIR GOMES

 

Nesta quarta-feira - 23/07/14 - as rádios pernambucanas ocuparam a maior parte do tempo da pré-jornada analisando a nova comissão técnica da Seleção Brasileira. Há sete dias o nome de Dunga ocupa os espaços da mídia esportiva no País do Futebol. Tenho feito um esforço grande para acompanhar os noticiários dos jornais de vários Estados via internet; assistir aos programas esportivos nas TVs aberta e fechada, ouvir, na medida do possível as resenhas em diferentes emissoras de rádio. A maioria dos cronistas esportivos, formadores de opinião cometem o mesmo erro: discutem nomes.

O problema do futebol brasileiro é de gestão. Foram poucos os formadores de opinião atentaram para a necessidade de uma mudança de paradigma, que defenderam a busca de um novo modelo, de uma nova filosofia. O problema não está em Felipe, Dunga, Jerônimo, Gabriel.... Os nomes servem apenas para desviar o foco da verdadeira causa que é a CBF, que gerencia e administra o futebol de forca desastrosa. Andamos em círculo há 20 anos, mas a conquista de alguns títulos fizeram com que as pessoas não enxergassem que o futebol verde e amarelo estava sendo corroído por um modelo bandido que lhe rouba as melhores coisas.

A fulanização cega os críticos. Dunga está sendo tratado como um anticristo, mas que o levou de volta para comandar a Seleção Brasileira segue intocável. 

Nos últimos 20 anos a CBF convocou 7 técnicos para comandar a Seleção Brasileiro: Parreira, Zagallo, Luxemburgo, Leão, Felipão, Dunga e Mano Menezes. Desse time, os treinadores que conquistaram títulos disputaram duas Copas do Mundo: Zagallo (1970/1998); Parreira (1994/2006); Felipão (2002/2014) e Dunga (2010 com perspectiva de comandar o time brasileiro em 2018). Em um século de atividade a seleção da Alemanha foi dirigida por 10 técnicos. Em 45 anos a seleção da Espanha teve o mesmo número de profissionais no seu comando: 10.

Está claro que o problema é o modelo. Pernambucanos, baianos, piauienses, cearenses, sergipanos, alagoanos e potiguares discutem nos meios de comunicação o nome do novo técnico da Seleção Brasileira. É a ordem do dia. Mas são incapazes de pautar uma discussão sobre o modelo do futebol nacional que basicamente dragou o futebol de vários Estados do Norte e do Nordeste. Pouco ou nada se fala da política que alimenta a inoperância das federações estaduais.

 A alienação que leva a crítica a concentrar suas atenções nos nomes, subjetivando as verdadeiras causas dos problemas nos leva a cantar a música do Chico Buarque: Geni e o Zepelim. Se vencer: Palmas pra Geni. Se perder: Joga pedra na Geni.

leia mais ...

Copa 2014
Eles ganharam e os consumidores pagaram
postado em 22 de julho de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ELES GANHARAM E OS CONSUMIDORES PAGARAM


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O jornalista Claudemir Gomes, comentarista da Rádio Globo, nos chamou a atenção para os contratos publicitários dos atletas da seleção do Circo, e do próprio comandante Luiz Scolari.

Procuramos mais detalhes sobre o tema e conseguimos obter alguns dados bem interessantes, ao constatarmos que ultrapassaram a casa dos R$ 100 milhões durante o evento Mundial.

Certamente é um valor que espanta, e que mostra de forma cristalina que a festa foi deles, e quem pagou foram os consumidores, que viram os recursos públicos serem desviados para obras sem legados, como as dos estádios.

Os profissionais perderam a Copa, mas encheram as suas burras de ouro, aumentando as suas poupanças, enquanto alguns menos avisados choravam com a derrota.

Quando liamos os jornais, os portais de notícias e assistíamos à televisão, abertas ou fechadas, víamos de tudo que era possível em publicidade com alguns membros da seleção do Circo. Saía da cueca e chegava ao talco desodorante para os pés, passando por celular, bateria, energético, banco, guaraná, entre outros. Era uma overdose.

Neymar não jogou nada na Copa e ainda arrumou uma contusão, embora dias após estava subindo escadas com uma sacola nas costas, teve a liderança, já que no evento não obteve sucesso. A estimativa é que tenha arrecadado  na Copa R$ 25 milhões de patrocínios.

Foram doze os jogadores contemplados com as publicidades, e o seu técnico. O interessante é que alguns contratos tinham uma duração maior do que o Mundial. Mesmos derrotados continuarão a mamar na vaca leiteira, que deve ser da fazenda do fugitivo Ricardo Teixeira, que conseguia fornecer leite de ouro.

Neymar deve manter os patrocinadores, conforme análise das empresas de marketing esportivo, enquanto David Luiz e Thiago Silva poderão ter problemas por conta da exposição, e a queda do Circo.

O mesmo irá acontecer com Hulk e Fred, que ficaram com a imagem arranhada, e sendo alvo da ira dos torcedores.

Quem mais irá perder acordos publicitários é Felipe Scolari, que foi o mais arranhado pela debacle, e nenhuma empresa irá associar o seu nome a um desastre como o que aconteceu, e que teve uma grande participação do treinador.

Mesmo assim, ele abocanhou no período R$ 12 milhões, que já devem ter sido depositados na sua poupança em algum paraíso fiscal.

Na realidade trata-se de um fato comum a participação de patrocinadores na época de uma Copa do Mundo, mas no Brasil aconteceu um exagero, por conta do canto da sereia que era entoado por Scolari e seus acompanhantes de que o título era favas contadas, e com isso a busca da imagem dos atletas que seriam campeões foi exacerbada.

No final, decepção, não tinham o plano B, e viram também os seus produtos escoarem pelo ralo juntamente com a seleção e seu grande fiasco. Teve cueca vendida em feira livre.

Depois de tudo, o técnico e os 12 atletas que foram ungidos, receberam os seus milhões, e saíram cantando a música de Chico Buarque, ¨Apesar de Você, amanhã será um novo dia¨, com o futebol no fundo do poço, e os seus bolsos abastecidos com R$ 100 milhões.

Na verdade nós merecemos pelo ufanismo ridículo de nossa sociedade.

leia mais ...

Seleção Brasileira
Dunga se reciclou?
postado em 21 de julho de 2014


CLAUDEMIR GOMES

 

O açodamento é um mal que trava o futebol brasileiro. Não são poucos os exemplos que temos de clubes que tropeçam e caem por conta da pressa. A volta de Dunga ao comando técnico da Seleção Brasileira é a prova inconteste do atropelamento a um processo de mudança num momento cujas circunstancias contribuem para a diminuição da margem de erros.

Qualquer profissional de bom senso, e que milita no futebol, sabe que o futebol brasileiro não acompanhou a evolução do futebol europeu. O problema é de gestão. É preciso mudar o paradigma. Disso ninguém tem dúvida. Contudo, só se obterá êxito no desafio se forem colocadas às pessoas certas em seus devidos lugares.

O comando da CBF é desastroso, mas tem uma habilidade incomparável na arte de criar fatos para desviar as atenções. Desde que a Seleção Brasileira foi goleada pela Alemanha - 7x1 - pouco ou quase nada se falou do modelo de gestão do futebol verde e amarelo. As críticas - noventa e nove por cento - foram direcionadas ao técnico Luiz Felipe Scolari, aos outros componentes da comissão técnica e aos jogadores. Os dirigentes parecem blindados. Os atropelos, os equívocos iniciais neste processo de reformulação, de implantação de uma nova filosofia de trabalho foram tratados de forma subjetiva. Os nomes de sobrepõem aos fatos.

O anúncio de Gilmar Rinaldi, que estava atuando como agente de jogadores, para coordenar todas as seleções - profissional, sub-21, feminina... - diminuiu sobremaneira as chances de vermos um trabalho eficiente. Em seguida, com uma pressa inconcebível, se chega a um consenso sobre o nome de Dunga.

Fiz cobertura das duas edições da Copa do Mundo que Dunga atuou como jogador. Um volante truculento, marcador implacável que sempre se sobrepôs pela garra, pois não tinha uma técnica apurada. Sua experiência como treinador de clube não foi exitosa no Internacional. Na Seleção Brasileira, no período de 2006 a 2010, disputou 60 jogos contabilizando 42 vitórias; 12 empates e 6 derrotas. Não resta dúvida que os números são positivos, contudo, vale lembrar que, antes de disputar o terceiro lugar com a Holanda, Felipão e sua comissão técnica promoveram uma patética coletiva de imprensa onde se escudou em números que também eram positivos. E até foi criada a personagem de "Dona Lúcia", que em nome do povo brasileiro enalteceu e agradeceu ao treinador da Canarinho.

Respeito os números, mas entendo que o futebol vai além do seu pragmatismo. O que Dunga fez nos últimos quatro anos? Ele visitou clubes europeus, participou de eventos - seminários, palestras, workshops - com os principais treinadores das seleções de países que são considerados potencias futebolísticas? Enfim, Dunga se reciclou?

Até que sejam apresentadas respostas convincentes, a impressão que tenho é de que o futebol brasileiro anda em círculo.

leia mais ...

Futebol Brasileiro
A revolução dos aloprados
postado em 18 de julho de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A REVOLUÇÃO DOS ALOPRADOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


José Marin, em sua coletiva realizada no dia de ontem, afirmou que iria fazer uma revolução no futebol brasileiro, palavras essas que caíram no vazio, desde que revolucionar o futebol do país com uma presença nefasta como essa, certamente é fazer uma Revolução dos Aloprados.

A sua grande mudança foi a de colocar um agente de jogadores como Coordenador da Seleção, no caso Gilmar Rinaldi, que se juntará a Alexandre Gallo, como dois raposões em torno dos galinheiros. Pobres galinhas. Na verdade a pilantragem foi oficializada.

As perguntas feitas na coletiva incrementaram para 12 mil pontos o placar do Imbecilômetro.

O Brasil vem se formatando como o país dos aloprados, e o futebol é um setor que mais contempla tais figuras por metro quadrado, com um recorde mundial.

Estamos vivendo a era daqueles que buscam respostas para algo que está bem às suas frentes, mas não conseguem visualizá-las.

Como se fazer uma revolução nesse esporte, com a permanência do sistema arcaico, alienado e sobretudo corrupto que tomou conta desse nas últimas três  décadas.

Mudar de coordenador, de treinador, é apenas uma portaria em um pedaço de papel, que poderia ser até higiênico, e nada resolverá, pois os problemas são estruturais, e só uma transformação radical, sem concessões aos que estão comandando o futebol brasileiro, nada irá acontecer, e sim a continuidade da esculhambação e do caos que tomou conta.

O Brasil é um país da fantasia. Quando acontece uma tragédia, pelo menos duas semanas os discursos realizados pelos governantes, pelos dirigentes, pelo jornalismo sempre estão atrelados ao tema.

O tempo passa e tudo entra no esquecimento, e isso irá acontecer com o futebol, e com a revolução aloprada de Marin e Companhia, com a introdução de Rinaldi, que é sem dúvidas um grande mico.

Enquanto permanecermos com um sistema de uma pirâmide de cabeça para baixo, quando os clubes que deveriam ser a sua base, encontram-se no bico dessa, prontos para serem destruídos, nada que se pense em reformulação irá dar certo.

A base dessa pirâmide deveria ser alicerçada pelos clubes, que são os que fazem o futebol, e não uma inversão para uma seleção, que se tornou maior do que esses, e que representa o único projeto da entidade que comanda esse esporte no Brasil.

Em nenhum país do mundo civilizado, a seleção de futebol é maior do que os clubes. Existe um fator inverso, são os grandes protagonistas, quando realizam bons campeonatos.

Uma seleção de futebol não pode tomar o lugar de quem faz realmente o esporte, de quem gasta e investe, e sim ser uma consequência do trabalho que todos fazem no segmento.

Saímos de uma Copa do Mundo, tipo teflon, onde tudo foi maquiado e empacotado, e voltamos a nossa realidade na primeira rodada do Brasileiro pós-Copa, e o retrato que foi mostrado é de um esporte que vem capegando por um bom tempo, por falta de uma série de fatores, e um deles o financeiro, enquando a Casa da Av.Luiz Carlos Prestes está ainda somando os seus lucros por conta da evento, enquanto os filiados contam os seus  prejuízos.

O que precisamos é de uma verdadeira revolução, transformadora, e que tenha a capacidade de extirpar a todos que levaram o futebol a mediocridade, e não uma revolução dos aloprados, que vai do nada, para o nada.

leia mais ...

Futebol Brasileiro
A revolução dos aloprados
postado em 18 de julho de 2014