Histórico
Copa 2014
Dinheiro para os ladrões
postado em 12 de maio de 2014

Portal TERRA


Entre recomendações dadas pelo governo da Bélgica ao cidadão que queira visitar o Brasil está: carregar sempre um pouco de dinheiro para em caso de assalto dar para o ladrão. Este conselho aparece na seção "formas de pagamento" do site do Ministério de Relações Exteriores, e não de "segurança geral".

No site está escrito: "não transportar grandes somas de dinheiro, mas no entanto estar pronto para dar um mínimo de dinheiro em caso de assalto (apenas algumas dezenas de reais) e ter muito cuidado ao usar cartões de crédito, especialmente em saques em caixas eletrônicos. Não guarde os cartões de crédito em casa".

Dentre outras medidas de segurança contidas no "conselho ao viajante", há recomendações para se evitar locais onde estiverem ocorrendo um protesto, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, já que constantemente há confronto entre os manifestantes e policiais. São listados ainda os bairros mais perigosos nas capitais dos Estados do País. 

leia mais ...

Seleção Brasileira
Sem rodagem no Brasil
postado em 09 de maio de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UMA SELEÇÃO SEM RODAGEM NO BRASIL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O jornalista Leonardo Mendes Junior, do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, fez um levantamento interessante sobre a rodagem nacional dos jogadores da seleção da CBF, e os números apresentados nos mostraram algo que solidifica muito o que escrevemos em nossos artigos, relacionado à fuga dos talentos do futebol brasileiro.

Pelo levantamento realizado, o único atleta selecionado que não jogou fora do Brasil foi o goleiro Victor, do Atlético Mineiro.

Dos outros 22, dez foram para fora com menos de 20 anos, tendo Hulck a maior demonstração desse fato. Como profissional jogou em nosso território apenas duas partidas como titular do Vitória em 2004. Transferiu-se para o Japão aos 18 anos, onde permaneceu por 4 anos e dai para o futebol europeu.

Este atleta está há dez anos fora do Brasil, e jogou pela seleção da CBF mais partidas de que no seu clube de origem.

Outro caso citado por Mendes Junior é o de Daniel Alves, que passou apenas seis meses nos profissionais do Bahia e foi para a Espanha, onde encontra-se há doze anos.

Por outro lado, um daqueles atletas que sempre destacamos em nossos debates, que saem do país sem jogar profissionalmente em um único clube, é o lateral Maxwel, que está há 13 temporadas no futebol europeu.

Existe uma realidade com relação a tais dados, a maioria dos atletas convocados é conhecido dos torcedores apenas pelas telinhas das televisões. Muitos só começaram a ser reconhecidos por conta das convocações, e que certamente a empatia entre os setores é muito mais difícil por conta desse isolamento geográfico.

Porém, existe o lado bom de uma convocação como essa:  o do amadurecimento e da convivência que eles têm com aqueles que jogam em outras seleções, por já terem enfrentado-os em diversas temporadas.

O propósito desta postagem é para mostrarmos que o futebol brasileiro deixou de ser do Brasil, quando as suas antigas seleções eram compostas por jogadores dos clubes locais, e mesmo sem a atual tecnologia a torcida tinha uma maior aproximação.

Mendes Junior com o seu trabalho confirmou algo que estamos assistindo em nosso país nos últimos anos, isto é, à fuga dos talentos, que saem bem jovens e se destacam nas competições europeias, deixando em nossos gramados os medianos que estão nos ofertando um dos piores momentos do esporte da chuteira no Brasil.

São fatos que deveriam ser bem analisados, na busca de uma reconstrução do futebol nacional.


MÉDIA DE IDADE


A média de idade da seleção do Circo Brasileiro de Futebol é de 28,2 anos. Um pouco mais nova do que a da Copa de 2010.

Nunca uma seleção cebeefiana venceu uma Copa com uma média de idade acima de 28 anos.

A de 1958, com Pelé com 17 anos, a média de idade era de 25,5 anos.

1962- 27,3 anos

1970- A mais nova da história, com 24,5 anos. Pelé era o mais velho, com 29 anos.

1994- 26,5 anos

2002- 26,5 anos.

Para os supersticiosos, um bom prato.

* Fonte: Jornal O Globo.

leia mais ...

Futebol Pernambucano
Tá lá o corpo estendido no chão
postado em 04 de maio de 2014


CLAUDEMIR GOMES

 

"Tá lá o corpo
Estendido no chão
Em vez de rosto uma foto
De um gol
Em vez de reza
Uma praga de alguém
E um silêncio
Servindo de amém..."

 

O verso acima faz parte da letra da música de João Bosco - De frente pro crime -, e sintetiza todo o meu pensamento em relação a mais um crime cometido no futebol pernambucano. A vitima da vez foi Paulo Ricardo Gomes da Silva, 26 anos, fanático torcedor do Sport. Um jovem trabalhador cujo erro foi se associar à Torcida Jovem, uma das organizadas do clube rubro-negro, que como tantas outras espalha o medo e aterroriza a sociedade que, a cada dia se sente mais refém da violência.

Fui escalado para comentar o jogo - Santa Cruz 1x1 Paraná - para a Rádio Globo Recife, 720 AM, sexta-feira à noite. Quando estava fechando o comentário me repassam a informação que, num confronto entre torcidas houve troca de tiros e três pessoas saíram feridas. De imediato dei a notícia. Quando fui apurar os fatos tomei conhecimento de que a morte do torcedor havida sido provocada por uma bacia sanitária atirada do alto, do anel superior do estádio do Arruda, a uma altura aproximada de 26 metros. De imediato liguei para o plantão da rádio e o Luís Felipe se mostrou incrédulo.

No trajeto - Arruda/Rádio Globo - fui acompanhando o trabalho de reportagem feio pelo Leonardo Boris na JC/News. Em dado momento o motorista deixou escapar: "Que morte mais merda".

A noite de chuva deixou o Recife escuro com suas ruas desertas, fato que me deixou mais solitário dentro do carro enquanto seguia para casa. Os pensamentos me levaram a uma reflexão sobre tudo. O dia de sábado foi para acompanhar as repercussões sobre o caso que ultrapassou fronteiras.

O ser humano tem reações distintas diante do mesmo fato. Morte e violência se tornaram banal no futebol brasileiro. No País do Futebol impunidade é palavra de ordem. E os dirigentes dos clubes deveriam se sentir parceiros e mentores das barbáries.

Paulo Ricardo Gomes da Silva não era nenhum anjo de candura. Era um trabalhador comum, razão pela qual nenhuma celebridade se mostrou solidária, nem postou nada contra a violência da qual ele foi vitima. Nenhuma agência de publicidade lançou campanha, nem mesmo aqueles vereadores do Recife, que pousaram para uma foto ridícula com bananas na mão, se posicionaram nas redes sociais.

Acredito que, nenhum ser humano, por mais alucinado que seja, ou esteja, jamais imaginaria que a morte pode chegar numa bacia sanitária que vem do alto. "Morte merda", como bem simplificou o motorista do táxi.

De quem é a culpa? E todos os responsáveis pelo espetáculo trocam acusações. Da omissão ao paternalismo todos são culpados.

Tá lá mais um corpo estendido no chão. Assim é o futebol numa guerra civil que parece interminável.

leia mais ...

Artigos
"Tenho Medo"
postado em 04 de maio de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ¨TENHO MEDO¨


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O título deste artigo foi tirado de um outro escrito pelo jornalista Claudemir Gomes, em sua coluna em um jornal do Recife, no mês de novembro de 2012, que se encontra em nossos arquivos.

Nada melhor para estampar a realidade do futebol brasileiro, em particular, do pernambucano.

Como tínhamos previsto na postagem de ontem, finalmente, todos falaram do nosso futebol. Ao abrirmos os principais jornais do país, e os maiores portais de  notícias, as manchetes eram direcionadas ao torcedor morto por conta de uma privada atirada das arquibancadas do Arruda.

O futebol do estado virou uma privada para todo o Brasil.

Os comentários postados por dois dos nossos mais assíduos visitantes, André Angelo e Gustavo Costa, torcedores do bem, frequentadores dos jogos, retrata muito bem a realidade em que vivemos.

Tiraram as camisas das organizadas, mas não fizeram o recadastramento, e os seus membros continuam a frequentar os estádios, gozando inclusive das benesses oferecidas por seus clubes.

O nosso trabalho de prevenção atua no sistema ¨enxugando o gelo¨.

Sempre frequentamos os estádios de futebol, mas o medo nos afastou, tudo por conta da maldição que assolou nesses implantada pelas organizadas.

Cansamos de escrever e falar sobre o tema da violência no futebol, e infelizmente as providências tomadas foram  tímidas, e nada resolveram.

Não estamos isolados nesse medo, e sim milhares de pessoas do bem que também se afastaram dos jogos, e optaram pela televisão e suas poltronas.

Todos os problemas que acontecem dentro e fora dos estádios estão relacionados às torcidas organizadas, que usam as redes sociais para marcarem seus encontros, e em alguns casos servem de apoio para torcidas de outros estados.

Na realidade o seu conjunto é composto de jovens sem perspectivas, que se unem a tribos que lhes dão identidade, valor e sentido que a sociedade lhes nega.

O futebol é alegria, paixão e necessita do bom torcedor, ou seja, aquele que vai ao estádio com um único sentimento: o de torcer pelo clube de seu coração. Torcedores organizados não somam nada no contexto, inclusive afugentam os que desejam frequentar os estádios e consumirem os produtos dos seus clubes.

Fomos os únicos a solicitarmos o fim do programa Todos Com a Nota, que serve de apoio para esse tipo de torcidas, que contam com o incentivo dos dirigentes dos clubes.

Chegou a hora do governo do estado suspender tal programa, que é um guarda chuva muito grande em nosso estado, até que o recadastramento seja procedido, para que o joio seja separado do trigo.

Chegou o momento de se acabar com espaços para organizadas, desde que o estádio pertence a todos os torcedores, que têm o direito de escolher o local onde irá assistir aos jogos dos seus times e, ao mesmo tempo, estender a punição temporária a uma extinção, fechamento de suas sedes e uma investigação rigorosa com relação aos seus membros.

O futebol de Pernambuco ficou do tamanho de uma privada para todo o Brasil, sendo o retrato do momento a que chegamos, e a ausência de bons dirigentes que tenham a coragem de enfrentar abertamente o problema, pondo fim às presenças nocivas nos eventos, a ajudando ao bom torcedor a perder o medo.

Uma triste realidade, por isso nós temos medo.

leia mais ...

Acontece
Clubes devem R$ 114 milhões à CBF
postado em 04 de maio de 2014

Blog do RODRIGO MATTOS


Na recente eleição da CBF, nenhum dos clubes se opôs à situação que elegeu o candidato de situação Marco Polo Del Nero com majoritário apoio das federações estaduais %u2013 ele só assume em 2015. Pois bem, esses times apresentam um endividamento de mais de R$ 100 milhões com a confederações e com suas filiadas. O maior débito é dos times cariocas que somam mais da metade do total.

Os dados constam de balanços dos times e das federações referente ao ano de 2013. Foram pesquisados relatórios da CBF, federações paulista, carioca, gaúcha, paranaense e baiana, além de oito clubes.

A CBF segue como a maior credora entre entidades do futebol brasileiro com um total de R$ 60 milhões, cerca de R$ 10 milhões a mais do que o ano passado. O blog questionou a confederação sobre os motivos para o aumento, mas não obteve resposta.

Uma análise dos relatórios financeiros dos times cariocas, no entanto, mostra qual a razão para o incremento dos débitos: taxas e juros sobre empréstimos feitos a eles. Os balanços dos quatro grandes times do Rio registram pendências totais de R$ 49,3 milhões com a confederação. Ou seja, respondem por mais de 80% do total.

O maior devedor da CBF é o Botafogo, com um total de R$ 15,9 milhões, seguido pelo Fluminense, com R$ 12,9 milhões. No ano em que foi salvo do rebaixamento por uma medida do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), o clube tricolor viu crescer sua dívida financeira com a confederação em mais de R$ 3 milhões. Isso porque os juros que incidem sobre o empréstimo são de 1,5% ao mês.

O Flamengo teve uma redução do seu débito com a confederação, mas o valor continua alto com R$ 11,3 milhões, R$ 400 mil a menos do que no ano anterior. O Vasco deve R$ 9,2 milhões à CBF.

Como todos os clubes também têm pendências com a Fferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro), seu débito total com entidades do futebol totaliza astronômicos R$ 68 milhões. A federação carioca contabiliza créditos de R$ 22,4 milhões com seus times, incluídos aí também equipes menores. Isso explica, em parte, sua posição de força quando há rebeliões contra o Estadual do Rio.

Só que os times de outros Estados também não estão livres de débitos com federações. Tanto que a Federação Paulista de Futebol registra um aumento do total devido por equipes que atingiu R$ 23,6 milhões, quase R$ 5 milhões a mais do que no ano anterior.

No Sul, a Federação Gaúcha tem créditos de R$ 3,6 milhões com seus clubes. %u201CEsse número até caiu porque estamos com a federação em obras e não podemos emprestar tanto'''', afirmou o presidente da federação Francisco Noveletto. Grêmio e Inter não estão entre os endividados, já que o dinheiro foi destinado a times do interior.

Isso também ocorre em Pernambuco, onde uma extensa lista de clubes devedores é registrada no balanço da entidade. Todos esses times com penduras são os que elegem seguidamente os presidentes de federações e da CBF. Com raras exceções, isso ocorre por unanimidade.

leia mais ...