JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O
jornalista Leonardo Mendes Junior, do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, fez um
levantamento interessante sobre a rodagem nacional dos jogadores da seleção da
CBF, e os números apresentados nos mostraram algo que solidifica muito o que
escrevemos em nossos artigos, relacionado à fuga dos talentos do futebol
brasileiro.
Pelo levantamento realizado, o único atleta selecionado que não jogou fora do Brasil foi o goleiro Victor, do Atlético Mineiro.
Dos outros 22, dez foram para fora com menos de 20 anos, tendo Hulck a maior demonstração desse fato. Como profissional jogou em nosso território apenas duas partidas como titular do Vitória em 2004. Transferiu-se para o Japão aos 18 anos, onde permaneceu por 4 anos e dai para o futebol europeu.
Este atleta está há dez anos fora do Brasil, e jogou pela seleção da CBF mais partidas de que no seu clube de origem.
Outro caso citado por Mendes Junior é o de Daniel Alves, que passou apenas seis meses nos profissionais do Bahia e foi para a Espanha, onde encontra-se há doze anos.
Por outro lado, um daqueles atletas que sempre destacamos em nossos debates, que saem do paÃs sem jogar profissionalmente em um único clube, é o lateral Maxwel, que está há 13 temporadas no futebol europeu.
Existe uma realidade com relação a tais dados, a maioria dos atletas convocados é conhecido dos torcedores apenas pelas telinhas das televisões. Muitos só começaram a ser reconhecidos por conta das convocações, e que certamente a empatia entre os setores é muito mais difÃcil por conta desse isolamento geográfico.
Porém, existe o lado bom de uma convocação como essa: o do amadurecimento e da convivência que eles têm com aqueles que jogam em outras seleções, por já terem enfrentado-os em diversas temporadas.
O propósito desta postagem é para mostrarmos que o futebol brasileiro deixou de ser do Brasil, quando as suas antigas seleções eram compostas por jogadores dos clubes locais, e mesmo sem a atual tecnologia a torcida tinha uma maior aproximação.
Mendes Junior com o seu trabalho confirmou algo que estamos assistindo em nosso paÃs nos últimos anos, isto é, à fuga dos talentos, que saem bem jovens e se destacam nas competições europeias, deixando em nossos gramados os medianos que estão nos ofertando um dos piores momentos do esporte da chuteira no Brasil.
São fatos que deveriam ser bem analisados, na
busca de uma reconstrução do futebol nacional.
MÃDIA DE IDADE
A média de idade da seleção do Circo Brasileiro de Futebol é de 28,2 anos. Um pouco mais nova do que a da Copa de 2010.
Nunca uma seleção cebeefiana venceu uma Copa com uma média de idade acima de 28 anos.
A de 1958, com Pelé com 17 anos, a média de idade era de 25,5 anos.
1962- 27,3 anos
1970- A mais nova da história, com 24,5 anos. Pelé era o mais velho, com 29 anos.
1994- 26,5 anos
2002- 26,5 anos.
Para os supersticiosos, um bom prato.
* Fonte: Jornal O Globo.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









