Histórico
Estatística
Números do Santa Cruz
postado em 20 de maio de 2014

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O site sr goool é um dos melhores em estatíticas que nós conhecemos.

No dia de ontem esse publicou algo interessante com relação ao Santa Cruz, e que vamos mostrar aos nossos visitantes.

O tricolor do Arruda tem 16 partidas seguidas sem vitórias na Série B, e ao mesmo tempo tem 11 jogos sem derrotas no Brasileiro (B e C).

A invencibilidade fica por conta de seis vitórias na Série C de 2013, e cinco empates na Série B de 2014.

A última derrota no Brasileiro foi no dia 16 de outubro de 2013, na 18ª rodada da série C, por 1x0 para o Treze da Paraíba.

Depois disso não perdeu mais.

Com relação à Série B, a última vitória foi em setembro de 2007, contra o Ituano por 2x0, pela 27ª rodada. De lá para cá aconteceram 7 derrotas e 9 empates nessa divisão, sendo que 5 aconteceram nessa temporada.

Sem dúvidas o Santa Cruz é o único time do Brasil que pode comemorar de um lado uma invencibilidade de 11 jogos no Brasileiro, e chorar por um jejum de 16 jogos na Série B.

Nem Freud explica.

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Campeonato Brasileiro
Audiência despenca
postado em 16 de maio de 2014

MÁQUINA DO ESPORTE


O Campeonato Brasileiro de Futebol, enfim, estreou na noite de quarta-feira. Mas não com uma audiência extraordinária. Para se ter ideia, a pontuação foi igual à média da Copa do Brasil e inferior em relação às de Libertadores e Carioca neste dia da semana.

Segundo levantamento do Ibope, a vitória do Goiás sobre o Botafogo por 3 a 0 rendeu 19 pontos e 34% de participação à Globo, que a transmitiu com exclusividade para a televisão aberta.

A média da Copa do Brasil corresponde aos mesmos 19 pontos e 34% de share. Até o momento foram exibidas apenas quatro partidas, sendo três do Vasco e uma do Fluminense. Já as médias de Libertadores e Carioca foram mais altas: 24 (45%) e 23 (42%). Houve sete jogos da competição continental, sendo cinco do Flamengo e dois do Botafogo, e três do torneio estadual, todos do Flamengo (no caso do Carioca, considera-se apenas as transmissões simultâneas de Globo e Bandeirantes, além da soma das audiências de ambas).

Com o triunfo da equipe goiana, a Globo liderou o horário do futebol (22h às 0h), seguida por SBT, com nove pontos (16% de share), Record, com sete (13%), e Band, com dois (4%). Esta última, aliás, também detém os direitos do Campeonato Brasileiro, porém optou por passar um filme.  

De acordo com a pontuação do Ibope, cada ponto é equivalente a 38.621 domicílios sintonizados no Rio de Janeiro. Os dados de medição compreendem apenas a audiência da região metropolitana do território fluminense.

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Acontece
A globalização do futebol
postado em 16 de maio de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NOTAS AVULSAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br



* Do total de 865 atletas convovados para as diversas seleções que irão disputar a Copa do Mundo, apenas 325 jogam nos clubes de seus países (37,6%), enquanto 540 (62,4%) atuam em clubes estrangeiros.

Inglaterra e Rússia são as seleções que terão menos jogadores de fora, com apenas 1 em cada uma. Em seguida vem a Itália com 3 de fora e 27 locais e   Alemanha, com uma relação de 20 locais contra 7 de fora.

O inverso se dá com o Uruguai que tem apenas um local, contra 24 que jogam no estrangeiro, Bósnia com também com 1/23,  Gana com 1/26, Costa do Marfim 2/26, Camarões 2/26, Nigéria 4/26, Brasil 4/19, Bélgica 3/21,  Argélia com 5/25, e Argentina 5/25.

Nos demais países, a relação é mais equilibrada.

Na verdade a cada dia o futebol vai se tornando plano, e a maioria dos jogadores que atuam nas seleções durante a Copa, não são de clubes dos seus paises.

A COPA DO MUNDO COMEÇOU ONTEM

Com manifestações do Movimento Contra Copa, o evento começou no dia de ontem, quando manifestantes sairam às ruas em diversas cidades do país, e do exterior, como protesto a realização do Mundial em nosso país.

Foi uma partida preliminar do que vai acontecer em junho durante a realização dos jogos.

Não tomamos conhecimento de nenhum sinal de violência da parte dos manifestantes, e isso é um fator importante, pois protestar é preciso, mas sem prejudicar terceiros ou o patrimônio público ou privado.

Algumas depedrações ficaram por conta dos infiltrados, que se aproveitam de eventos como esses, para botarem para fora as suas imbecilidades.

A democracia contempla as manifestações, e essa Copa do Mundo merece muitas para que o povo brasileiro tenha a consciência do erro cometido em trazê-la para o nosso país.

A pergunta corrente é: como será quando a bola começar a rolar nos estádios que sofrem as maiores críticas por conta dos seus custos?

Só o tempo irá responder.

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Sport
A morte de um leão
postado em 14 de maio de 2014


CLAUDEMIR GOMES

Estava comentando para a Rádio Globo Recife o jogo - Bragantino 2x2 Náutico - na rodada de abertura do Brasileiro da Série B, no dia 19 de abril, quando tomei conhecimento da morte do narrador Luciano do Valle. Logo em seguida fui informado de que os médicos haviam decretado a morte cerebral do ex-presidente do Sport, Sílvio Guimarães. Ambos tinham 66 anos.

Os dias passaram e fui ao Hospital Santa Joana, onde ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva. Testemunhei o sofrimento da mulher e das filhas do Sílvio que a cada horário de visita constatavam que o processo era irreversível.

O leão havia ido embora.

Sílvio Guimarães era uma pessoa afável. Mas não era homem de meio termo. Sempre foi extremo e intenso. Extremo na defesa dos seus conceitos e argumentos. Intenso na doação à família, ao Sport e aos amigos. Eis a razão pela qual era visto como um homem polêmico.

Certa vez o ex-presidente da FPF, Carlos Alberto Oliveira, o chamou de "homem bomba". Sempre que lembrava o fato Sílvio liberava uma risada e destilava um bocado de veneno. Nitroglicerina pura.

Vez por outra nos encontrávamos para almoçar no restaurante Pra Vocês, no Pina. Ele gostava da peixada. E se liberava no bate papo que contava também com os jornalistas José Neves Cabral e Humberto Araújo. Era uma das oportunidades que tinha para revelar segredos de bastidores, e alfinetar o seus desafetos, evidentemente.

Nossa amizade era familiar: minha mãe foi amiga da mãe do Sílvio desde a juventude. Aliás, minha família por parte de mãe sempre teve uma amizade estreita com a família Nicéas em Carpina.

Não acompanhei a fase do Sílvio como atleta do Sport. Quando nos aproximamos ele já era médico e eu jornalista. O fato de exercer a mesma profissão do seu pai, Haroldo Praça, nos aproximou ainda mais.

"Quais são as bombas?". Foi com esta indagação que ele me cumprimentou durante muitos anos.

Por ironia do destino Sílvio Guimarães morreu no dia do aniversário de fundação do Sport Club do Recife.

A igreja católica nos ensina de que devemos aprender a conviver com a morte. Eis o desafio. Sílvio sentiu dificuldade em assimilar a subtração do seu pai de sua vida. Ele falava com profunda tristeza da morte do velho.

Hoje, o Sport chora a morte de um dos seus maiores amantes.

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Denúncia
Esquema de fraude fiscal no futebol
postado em 12 de maio de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ESQUEMA DE FRAUDE FISCAL NO FUTEBOL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O jornalista Jamil Chade, correspondente na Suíça do jornal Estado de São Paulo, é o nosso Andrew Jennings tupiniquim.

De suas materias investigativas tomamos conhecimento do que se passa nos bastidores do esporte da chuteira, fato esse que nunca iria chegar em nosso país de forma normal.

Desta vez, Chade nos trouxe alguns fatos bem interessantes, que mostram contratos falsos, contas secretas em paraísos fiscais, como Genebra, Luxemburgo e Bahamas, empresas de fachada e a suspeita do envolvimento do Paris Saint Germain, Real Madrid, Nike, Ronaldinho Gaúcho, Anelka e Jérôme Valcke.

Documentos conseguidos pelo jornalista referentes a uma investigação da Justiça Francesa, mostram vários contratos obscuros, com a participação de empresas multinacionais, canais de televisão, clubes, agentes de jogadores e dos próprios atletas.

O motivo dessas manipulações é o da evasão fiscal, com o não pagamento de impostos. Uma das manobras, e essa é velha conhecida do futebol brasileiro, é a do superfaturamento, quando se anuncia a compra de um jogador  por um valor fictício pago ao clube de origem.

O  resto do dinheiro, em seguida, era usado para pagamento de salários do jogador, livrando o clube e o próprio de pagamento de impostos. O PSG utilizou várias vezes esse procedimento.

A Nike colaborava com essa sonegação de impostos, pagando os jogadores os seus salários, como direito de imagem. Os contratos que sempre eram assinados em bancos off-shore, eram fictícios, segundo os depoimentos.

Por outro lado, a Nike e o PSG inventavam multas a serem pagas pelos clubes. Uma das desculpas era que o atleta tinha jogado com uma chuteira de outra marca. Só entre 2002 e 2004, o PSG pagou mais de 1,2 milhões de euros (R$ 3,6 milhões) em supostas multas.

Todas essas negociações eram feitas pelo grupo de mídia Canal Plus, dono na época do PSG, que criou uma filial com esse objetivo, a Sport Plus, cujo diretor adjunto era  Jérôme Valcke.

Os agentes também foram utilizados, quando o clube repassava para esses os salários dos jogadores, como se fossem comissões.

Algo bem parecido aconteceu recentemente com a negociação cinza de Neymar, que até hoje é tema de debate.

O futebol mundial, e em particular o brasileiro, é uma lavanderia gigantesca, em que negociações de jogadores, salários contratados fazem parte desses esquema. Se vende o atleta por um valor, a sua transferência vai para um time laranja no Uruguai, onde é repassado para a Europa com um valor maior, que fica em Montevidéu que é um paraíso fiscal.

O futebol é um produto totalmente bichado.

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