Histórico
Acontece
EMPOBRECEU
postado em 04 de abril de 2014

CLAUDEMIR GOMES

 

O advogado, Bruno da Fonte, não gosta muito de futebol, seu esporte predileto é a pesca, mas gosta de ouvir rádio, escutar os comentários dos cronistas após os jogos, e se inteirar dos acontecimentos do mundo esportivo.

Quarta-feira ficou sem entender porque um comentarista se referia tanto a vitória parcial do Sport - 1x0 - sobre o Ceará como sendo um "placar de otário".

No dia seguinte, outro cronista, ao fazer um comentário num desses programas matinais, disparou a seguinte pérola: "Neto Baiano deveria ser convocado para a Seleção Brasileira". O comunicador ainda tentou questionar a asneira, mas ele seguiu intransigente na defesa de sua tese.

"Desliguei o rádio", revelou doutor Bruno que, com certeza, se distanciou ainda mais do futebol.

A crônica também empobreceu meu caro José Joaquim Pinto de Azevedo.

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Acontece
Um bom sinal
postado em 04 de abril de 2014

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Rosilene Gomes domina o futebol paraibano por 25 anos.

Substituiu o seu marido. Uma verdadeira Capitania Hereditária.

Como acontece em eleições nas Federações, o Colégio eleitoral é inflado de clubes e ligas de papel. Em 2010 a mandatária foi reeleita, e em 2012 o presidente do Auto Esporte munido de documentos ingressou na Justiça pedindo o seu afastamento, por conta das ilegalidades cometidas no processo.

Dois anos após, a Juiza Renata da Câmara Pires Belmont, atendeu o recurso do time paraibano e afastou Rosilene Gomes da presidencia da entidade.

Trata-se de um passo importante, mas corre o risco de que a decisão seja derrubada, desde que o poder da cartola é muito grande na Paraiba, mas o caminho está aberto, e poderá servir de lição para alguns clubes brasileiros, inclusive pernambucanos, que sabem o que acontece nos processos eleitorais, com times fabricados, e nada fazem.

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Artigos
O Futebol e a Ditadura
postado em 01 de abril de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O FUTEBOL E A DITADURA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Por conta dos 50 anos do Golpe Militar que tomou conta do país por 21 anos, muito se tem falado e comentado sobre o tema, e como sempre o lado futebolístico foi praticamente deixado ao largo e esquecida a sua participação.

Na realidade esse esporte foi aproveitado pela ditadura implantada, como um alicerce para a propaganda do governo, sendo mais acentuado na década de 70, inclusive com a conquista da Copa do Mundo no México.

O período de maior repressão da história desse golpe foi de 1969 a 1974, com o Governo do general gaúcho Emilio Medici, e apesar disso foi um dos mais populares de todo ciclo de governos militares, por conta do aproveitamento do futebol como uma âncora para o seu marketing.

Em 1970, o país cantava o milagre econômico, com um crescimento jamais visto, e a Assessoria Especial de Relação Públicas da Presidência da República, aproveitou muito bem dos temas economia e futebol, e os juntaram à imagem do governo.

Um ano anterior ao da Copa de 70, Pelé era recebido por  Médici para a entrega de uma comenda por conta do seu milésimo gol. A foto do jogador abraçado ao general foi divulgada em todo o país, para mostrar o interesse dos governantes sobre o assunto.

No ano de 1970, a influência foi maior ainda, quando o treinador João Saldanha foi demitido do comando da seleção por ter dado uma reposta dura ao general presidente, por conta da convocação de Dario, e para seu lugar entrou Zagallo, que tinha as simpatias do poder dominante e, obediente, convocou o atacante mineiro.

Quem poderá esquecer a grande festa ocorrida na Praça dos Três Poderes pela conquista do título mundial, com  Médici recebendo toda a delegação, sendo abraçado pelos jogadores, e as fotos correndo por todo o Brasil?

Quem poderá esquecer o ¨Prá Frente Brasil¨, ou ¨Brasil eu te Amo¨, tão cantado e decantado nessa época de ufanismo?

Não somos insentatos ao ponto de criticarmos os atletas campeões, desde que o sistema implantado, principalmente na ocasião, não dava suporte para uma rebelião,  e sendo ¨obrigados¨ a tais procedimentos.

Uma contradição grotesca e que mostra a cara do torcedor do futebol brasileiro, que pouco mudou durante os anos seguintes a Copa de 1970, está caracterizada pelos aplausos ao general presidente ao ser encontrado no Maracanã assistindo a uma partida de futebol, com um  radinho no ouvido, que se transformou em sua marca registrada.

A ditadura era aliada aos esportes, e tinha nas Federações vários dirigentes que faziam parte do sistema implantado. Era o tempo de ¨Quando a Arena Vai Mal, um time no Nacional¨.

Chegamos a ter 94 clubes em 1979, um Almirante como presidente da CBD, Heleno Nunes, um Capitão como técnico da seleção, Claudio Coutinho.

São dados reais, e que mostram a simbiose do futebol com os governos militares, e que ainda tem as suas raízes em plena democracia, através dos métodos aplicados pelos que dirigem o segmento, e tendo no presidente do Circo o seu maior representante, José Maria Marin, que continua sendo um membro dos anos de chumbo que tomaram conta do país por 21 anos.

Uma dura realidade.

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