JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Alguns dos jogos realizados na última
quarta-feira mostraram a importância do torcedor do futebol, que na verdade é
pouco reconhecido pelos que fazem o esporte no paÃs.
A sua paixão pelo clube de coração, às vezes o torna irracional, não enxergando o que se encontra à sua frente.
Introduziram mais um conceito nesse esporte, o do ¨Eu Acredito¨, ao pensar que o quase impossÃvel poderá ser alcançado. Isso sociologicamente é importante. Induz a fidelidade.
Na última quarta-feira assistimos a algo que se encaixa neste contexto, com as torcidas do Flamengo e do Ceará, e os seus cartazes com o ¨Eu Acredito¨.
Na verdade, se esses fossem analÃticos certamente entenderiam que os seus clubes não iriam obter sucesso nos seus jogos por motivos diversos. No caso do Maracanã, o time rubro-negro era bem inferior ao seu adversário, e iria ter muitas dificuldades para a conquista de uma vitória, mesmo com uma massa de torcedores a ajudá-lo.
No caso do Castelão, o assunto era mais simples, e para tal bastava-se aplicar uma balança e se encontraria pesos quase iguais, e uma virada de 2x0 seria difÃcil de acontecer.
Mas o torcedor vê sempre uma luz acesa no fim do túnel, e esse ponto é a essencia do futebol, pois no momento em que passar a desacreditar do seu clube, mesmo com as dificuldades que terá pela frente, todo o sistema que envolve esse esporte irá desmoronar.
A sÃntese do esporte é a paixão, aliada à emoção, coisas que cegam o torcedor, e por conta disso sempre acredita em uma vitória do seu clube.
O presidente do Ãbis e os seus poucos torcedores, sempre acreditavam quando o time entrava em campo para jogar contra um grande clube, que vitória iria acontecer, mesmo que as possibilidades fossem iguais a de se ganhar a Mega Sena com apenas seis números.
O torcedor é tão importante que tem uma Lei própria para apoiar, e sua presença não é apenas importante nos estádios, desde que participa com força na aquisição dos seus produtos, como também de empresas patrocinadoras da televisão. Em linhas gerais, ele é o fomentador de receitas.
Apesar de tudo isso, quando deveria ser tratado como majestade, sequer é ouvido pelos cartolas. Já lhe perguntaram se aceita as benesses e o apoio dado as organizadas? Já lhe perguntaram se gosta dos horários dos jogos, principalmente os da noite, que são constrangedores?
Existem muitas perguntas para serem feitas, que afetam a sua vida, e que os cartolas não respondem, e essa figura exponencial para a evolução do esporte, sua figura proeminente no processo, continua relegado a um plano inferior, como um escravo na senzala na espera do seu senhor.
O torcedor do futebol quando lotou o Castelão, o Mineirão, o Maracanã, e esteve presente com quase 30 mil pagantes no Morumbi em um jogo da Copa do Brasil, deram um recado que não apoiam mais os estaduais, e por conta disso os estádios ficaram vazios durante os jogos reslizados nos diversos estados.
Quem sustenta o futebol não são os cartolas, e sim os bons torcedores, que fazem a maioria do segmento.
Um tapete vermelho para todos.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








