Histórico
Brasileiro Série B
Portuguesa abandona jogo
postado em 19 de abril de 2014

FOLHA DE SÃO PAULO


A estreia da Portuguesa no Campeonato Brasileiro da Série B foi interrompida ontem, aos 16 min do 1º tempo, em Joinville (SC).

O jogo foi paralisado depois que o delegado da partida, Laudir Zermiani, levou ao árbitro uma liminar que havia sido obtida por um torcedor da Lusa que reconduz o clube à Série A do Brasileiro.

Zermiani avisou o técnico do time paulista, Argel Fucks, que prontamente mandou os jogadores se retirarem de campo e entrarem no vestiário, de onde não saíram mais até que o árbitro determinasse o fim do jogo, por volta dos 30 min do primeiro tempo.

Essa saída do time de campo, no entanto, pode fazer até com que a Portuguesa seja excluída do campeonato, como prevê o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva).

Depois de ver diversas liminares serem derrubadas pela CBF, a Lusa descobriu anteontem uma ação de um torcedor do clube que recolocava o clube na Série A.

Com isso, o clube enviou um ofício à CBF pedindo o adiamento da partida contra o Joinville, mas não recebeu resposta e foi a campo.

Já durante o jogo, o delegado da partida, Laudir Zermiani, recebeu a decisão da Justiça comum e, após algumas conversas, comunicou o técnico Argel Fucks. Ele conduziu o time para o vestiário, que permaneceu fechado por cerca de 15 minutos.

Enquanto isso, o Joinville permaneceu no campo para prosseguir no jogo. O delegado da partida continuou conversando com dirigentes e, em dado momento, afirmou que o presidente da CBF [José Maria Marin] havia ordenado que o jogo continuasse.

Zermiani foi ao vestiário da Portuguesa por duas vezes pedir para que o time retornasse a campo, mas não obteve sucesso. A equipe comandada por Argel não voltou ao gramado, e o árbitro apitou o fim de jogo

CONSEQUÊNCIAS

Advogados especialistas em direito desportivo dizem que, ao abandonar a partida, a Portuguesa pode ser denunciada no STJD por beneficiar-se de decisões obtidas por terceiros. E a pena prevista para esse caso é até a exclusão do campeonato --assim, a Série B teria um time a menos. A Portuguesa pode também perder três pontos e ser multada em até R$ 100 mil.

Já o Brasileiro da Série A não deve sofrer alteração.

O fato é que existem decisões judiciais divergentes nesse caso: uma que favorece a Lusa e provocou a confusão no jogo de ontem, e a outra que dá razão à CBF.

A entidade, aliás, afirmou que o documento que fez o delegado da partida paralisar o jogo não tem efeito. Diz que essa decisão foi emitida pela Justiça de São Paulo, e o STJ havia determinado que o caso deveria ser tratado exclusivamente pela 2ª vara cível da Barra da Tijuca.

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Futebol Brasileiro
O grito de Ruy Cabeção
postado em 18 de abril de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, RUY CABEÇÃO E OS PRINCÍPIOS DO BOM SENSO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


As declarações do jogador Ruy Cabeção, do Mixto do Mato Grosso, após o jogo que envolveu o seu clube, confirmou uma Nota que recebemos ontem do Bom Senso FC.

Na entrevista, o jogador criticou a arbitragem do jogo, o Circo Brasileiro do Futebol e o seu calendário, afirmando que era mais um novo desempregado por conta da paralisação dos estaduais e da Copa do Brasil, juntando-se aos outros 500 mil.

A Nota enviada pelo Bom Senso FC é importante e pede o apoio de todos e, por conta disso, decidimos publicá-la.

"Para mais de 80% dos clubes profissionais, o futebol brasileiro já está paralisado. Com o fim dos estaduais mais de 500 clubes fecharam as suas portas e com isso deixaram mais de 12 mil atletas sem emprego pelo resto do ano.

Existe a falsa ideia de que ser jogador de futebol no Brasil é sinônimo de sucesso. Porém esta não é- nem de longe- a realidade da maioria dos jogadores no país que agora procura algum emprego provisório, enquanto espera pelos Campeonatos Estaduais o ano que vem.

Exemplo disso, é o que vimos em reportagem da Folha de São Paulo sobre o estado de Roraima, descrevendo-os como os ¨Ciganos da Bola¨, a reportagem conta a história das dificuldades enfrentadas por jogadores Brasil afora e faz um retrato sobre o estado do futebol no país.

Mesmo em um cenário como esse, o principal responsável pelo estado do futebol brasileiro se diz preocupado com a Seleção e a Copa do Mundo. Nos manifestamos no domingo para chamar a atenção ao lado ignorado do futebol brasileiro, aquele que não é prioridade da CBF. Com a faixa: ¨Final de Campeonato: 1 campeão, 500 clubes sem atividades e 12 mil atletas desempregados¨, entramos em campo em diversas finais dos estaduais, mas até nossa faixa acabou ignorada pela TV.

É preciso deixar bem claro que o Bom Senso defende a criação da Série E, justamente para que esses clubes possam jogar ao largo de todo o ano. Ninguém está propondo a morte dos Estaduais, muito pelo contrário, estamos pedindo Estaduais enxutos, competitivos  e, consequentemente, relevantes. Estaduais mais curtos não prejudicariam os clubes menores, pois isto seria recompensado pela capilaridade dos Brasileirão com as séries A, B, C, D e E. E, ao longo dos anos, todos os clubes profissionais envolvidos.

O Bom Senso FC existe justamente #profutebolnão parar, e precisamos o apoio dos torcedores para pressionar os tomadores de decisão do nosso futebol".

Um documento perfeito, que deveria ter o apoio dos que gostam do futebol brasileiro, que está sendo trucidado por uma minoria, em detrimento da maioria.

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Campeonato Pernambucano
Vitória previsível do Sport
postado em 17 de abril de 2014

Foto: Edmar Melo/JC Imagem

O lateral-direito Patric abriu o caminho da vitória. Foto: Edmar Melo/JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES

 

O futebol, com relativa frequência, contraria a lógica. Isto é fato. Assim como é correto afirmar que as tendências normalmente são respeitadas. Portanto, a vitória - 2x0 - do Sport sobre o Náutico, no primeiro clássico da decisão do título pernambucano estava escrito nas estrelas. Questão de qualidade, nada mais que isso.

Naturalmente que, se fossemos seguir o norte dado pelos números apostaríamos todas as fichas no time alvirrubro, que em quatro confrontos havia contabilizado três vitórias. Analisar apenas os resultados dos jogos nos leva a incorrer em alguns erros. Nenhum time chega à condição de finalista sem méritos. Ao Náutico, o mérito da superação.

A sequência de fatos, no primeiro trimestre do ano, mostra as dificuldades do técnico Lisca em montar um elenco e remontar um time. O clube investiu em quantidade, e teve a qualidade colocada em impedimento por conta das lesões sofridas pelos jogadores de maior potencial técnico. Os imprevistos levaram a superação a ser a maior virtude do Náutico. Entretanto, numa decisão, onde os dois times estão focados no mesmo objetivo, a superação, por si só, não faz a diferença. Isto foi ressaltado no confronto de ontem à noite, na Ilha do Retiro, onde o Sport se impôs ao adversário pela melhor qualidade técnica. Naturalmente que, a ela estavam aliados o bom condicionamento físico, a disciplina tática e a aplicação dos comandados de Eduardo Baptista.

O regulamento do campeonato encurta distancia, detalhe que leva o título a ficar em aberto mesmo após a indiscutível vitória dos leoninos. O Náutico precisa de apenas um gol, fato que torna sua tarefa, no jogo de volta, na próxima quarta-feira, bastante exequível. O futebol pode até seguir uma tendência, mas esta não é uma verdade absoluta.

Em três meses alvirrubros e rubro-negros já se confrontaram cinco vezes, o que leva os jogadores a se conhecerem mutuamente. Os times se tornaram previsíveis, e os técnicos têm pouco a oferecer em termos de alternância tática. Neste estágio o que faz a diferença é a qualidade técnica. E neste quesito o Sport está sobrando na frente do Náutico.

Isto não quer dizer que o time da Ilha do Retiro seja um primor. As limitações do grupo comandado por Eduardo Baptista são notórias, contudo, boa parte dos jogadores está sendo eficiente na execução do básico. Ser eficiente na execução do básico fortalece o conjunto, o leva a superação dentro da sua previsibilidade. Eis a razão de o técnico Lisca e seus comandados não conseguirem êxito numa queda de braço com um adversário que ele diagnosticou como previsível.

As queixas sobre um erro crasso da arbitragem procedem. Detalhe: o assistente que errou - Elan Vieira - foi escalado para o próximo clássico antes da realização do jogo de ontem, o que caracteriza o despreparo dos que comandam a arbitragem pernambucana, onde o discurso não condiz com prática. Enquanto o presidente da FPF, Evandro Carvalho, brada aos quatro cantos que o quadro de árbitros de Pernambuco é um dos melhores do País, em campo, os apitadores mostram que esta não é a nossa realidade.

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Futebol Brasileiro
A última pá de terra
postado em 16 de abril de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A ÚTIMA PÁ DE TERRA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No dia de hoje, 27 federações estaduais e 20 clubes da Série A do Brasileiro, estarão reunidos na sede do Circo Brasileiro do Futebol para elegerem por aclamação o sucessor de José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, candidato escolhido pelo fugitivo Ricardo Teixeira, e que irá comandar a partir de abril de 2015 os destinos do futebol brasileiro.

Na realidade, são 47 personagens, jogando a última pá de terra no caixão do futebol nacional.

Não conseguimos entender como pessoas que parecem ter um bom nível, possam sacramentar um continuísmo em uma entidade, cujo mentor maior renunciou por corrupção, mas continua fazendo os seus sucessores.

Não conseguimos entender, como essas mesmas pessoas estarão aplaudindo alguém que em sua época de deputado estadual, solicitou um voto de aplausos a um dos maiores torturadores do país, o delegado Sérgio Paranhos Fleury, do antigo Dops paulista, durante a ditadura militar.

Sem dúvidas, algo que enoja a qualquer cidadão que tenha um pouco de decência na cara, mas que todos fingem que nada aconteceu, inclusive a maior parte da mídia brasileira, que continua enaltecendo figuras menores como essas.

O futebol brasileiro morreu por conta desses gestores que estão usufruindo das benesses de uma entidade, que vive parasitando os clubes, e enchendo as suas burras com uma seleção.

Com um colégio eleitoral ao arrepio da lei, desde que deveria ter todos os clubes filiados, mas como ninguém se opõe, apenas 20 são considerados como tal, para que a legislação possa ser enganada.

O interessante seria que esses eleitores tivessem em suas pastas uma trecho do discurso proferido por José Maria Marin, no dia 07 de outubro de 1976, na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, quando mostrou aborrecimento pelo não reconhecimento do povo de São Paulo ao "grande brasileiro Sérgio Fleury Paranhos".

¨Queremos expor o orgulho que nós sentimos, por ter em nossa polícia, o delegado Sérgio Fleury. Aqueles que o conhecem de perto sabem que ele é um chefe de família   exemplar, mas, mais do que tudo, ele cumpre os deveres como policial da maneira mais louvável possível¨, falou Marin.

Na verdade o delegado cumpriu os seus deveres, quando torturava pessoalmente os presos políticos, e para o cartola da CBF isso era um fato para louvação.

Nós merecemos o que temos, e o futebol brasileiro é o retrato desse Brasil apodrecido, que irá continuar por mais tempo vivendo os seus eternos problemas, por conta dos seus gestores.

Um bom presente para cada eleitor de Del Nero e Marin seria sem dúvida o livro ¨Nos passos de Frei Tito Alencar¨, que analisa os momentos de torturas sofridas pelo religioso, sob o comando do amigo delegado do cartola da CBF, que o deixou tão traumatizado, que culminou com o seu suicídio em Paris.

O Brasil democrático tem hoje mais um dia de vergonha com essa eleição.

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Artigos
O torcedor é um forte
postado em 15 de abril de 2014

CLAUDEDMIR GOMES

 

A antológica frase de Euclides da Cunha - "O sertanejo é, antes de tudo, um forte" - pode ser trazida para o futebol: O torcedor é, antes de tudo, um forte. Discursos e falácias de dirigentes, violência nas ruas e nos estádios, erros constantes de arbitragens e análises equivocados dos formadores de opiniões transformam o futebol brasileiro num autêntico filme de ficção. É como se nada fosse verdade. E aumenta a dúvida: A vida imita a arte, ou a arte copia a vida?

O cenário não é novo. Os personagens mudam de quando em quando. Afinal, seus mandatos são longevos. Portanto, as perspectivas de melhoras basicamente inexistem. Amanhã acontece a eleição na CBF. Marco Pólo Del Nero deverá ser aclamado como novo presidente. Não há candidato de oposição na disputa. Palmas para os 27 presidentes de federações, que se locupletam do mesmo modelo para se eternizarem no comando de suas respectivas entidades estaduais. Palmas para a fraqueza e desorganização dos clubes que pouco reclamam, se contentam com migalhas que caem da mesa do banquete. E assim vamos nós. Pra frete Brasil. Salve a Seleção! Estamos em ano de Copa. E se a seleção de Felipão, maior garoto propaganda do País, no momento, conquistar o hexa, vamos todos voar no céu de José Maria Marin.

O título nos levará a esquecer que a arbitragem nacional não tem um padrão, fato que reflete no baixo desempenho dos apitadores em cada Estado. Nos manterá sem enxergar que o público está fugindo dos estádios; a ignorar os elefantes brancos que irão surgir após a Copa. E a alegre senhora, rodeada de filhos e netos, vertida nas cores verde e amarela, por certo entoará, com uma bandeirinha na mão, a música de sua juventude: "Pra frente Brasil, Brasil, salve a seleção".

Vencer é o céu! Principalmente no País do futebol e do carnaval. E quem teve a coragem de ressaltar o superfaturamento na construção das arenas, e as tantas promessas feitas e não cumpridas, passarão a ser vistos como anticristos. Elementos nocivos ao futebol. É a turma a favor do contra. Naturalmente que surgirão novos espertalhões, que rodarão por esse Brasil afora faturando, de um jeito ou de outro, em cima da conquista do hexa.

José Maria Marin terá na sua coleção a medalha mais valiosa da história contemporânea. O ex-presidente Lula, mais que nunca, será  louvado como um deus. Afinal, foi ele quem trouxe a Copa para o Brasil. E o PT se energizará para as eleições.

Evidente que, tudo o que se disser em relação ao futebol é no pressuposto, entretanto, como o futebol brasileiro parece obra de ficção, cada um de nós tem o direito de criar o seu script.

Sexta-feira passada o presidente da FPF, Evandro Carvalho, disse, sem fazer segredo, e eu estava presente testemunhando, que se fosse para trazer árbitro de fora para apitar em Pernambuco acabaria com a Comissão de Árbitros. Na segunda-feira ele anuncia a vinda de um apitador de Goiás, Wilton Pereira Sampaio, para apitar o primeiro clássico da final do Pernambucano.

O torcedor é um forte.

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