Histórico
Entrevista
Bernardinho decepcionado com o Brasil
postado em 25 de abril de 2014

MARCEL MERGUIZO - FOLHA DE SÃO PAULO


Bernardinho, 54, não relaxa. É preciso convencê-lo a se sentar na quadra para conversar. Ele prefere ficar em pé, agitado, como nos jogos.

Segundo ele, nem dormir tem conseguido devido às preocupações com a seleção, com o vôlei e com o Brasil.

Por cerca de 25 minutos, sentado no piso do Maracanãzinho, no Rio, o treinador falou à Folha e criticou a falta de planejamento do Brasil na organização da Copa e das Olimpíadas, disse que o país vive uma crise de valores morais e éticos e que, no futuro, pode entrar para a política.

Muitas vezes, nem espera o fim da pergunta para começar a respondê-la. Às vésperas de sua décima final seguida de Superliga, podendo ganhar, à frente do Rio, seu nono título, contra o Sesi, no domingo, ele demonstra que suas preocupações vão além das quadras.

Folha - Você chega à décima final seguida de Superliga...
Bernardinho - Claro que quando você faz um projeto para um time de alto rendimento é para vencer. Mas o projeto iniciou há 17 anos e tem um objetivo maior: usar o voleibol como um elemento de transformação.

Vai continuar na seleção masculina e com a equipe do Rio?
Me dá tanto prazer e tanto orgulho que é difícil deixar. Só vou deixar a Unilever quando ela me deixar.

O técnico José Roberto Guimarães deixou Campinas para ficar só com a seleção feminina. Você pretende fazer o mesmo?
Passa pela cabeça. Ontem, por exemplo, estava estudando coisas de seleção, na véspera da final da Superliga. Entendo que é um problema. Por isso, tenho que ir com calma: vou conseguir transformar a seleção ou vamos perder força neste grande projeto? Vou me dedicar mais à seleção, com um pouco menos de assiduidade na Unilever.

Essa mudança vai acontecer já no meio deste ano?
Sim. Acaba aqui e vamos mergulhar pensando na Liga Mundial e no Mundial.

As denúncias de irregularidades em contratos de patrocínio contra a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) ocorreram há quase três meses. Já houve alguma mudança?
As mudanças estão acontecendo, claramente. Talvez não na velocidade que nós gostaríamos. Práticas do passado não acontecem mais.

Você disse anteriormente que ou as coisas mudavam ou você estaria fora.
Sem dúvida.

Ou seja, você não está fora.
Não. Se acredito nas pessoas, continuo. Quando disse que me senti traído, era o sentimento que se apoderou de mim. Porque fiz alertas para a gestão anterior de coisas que eu via que não estavam corretas. E não deram importância.

Você também é bem crítico ao esporte olímpico no Rio.
Sem dúvida.

Como você avalia a atual situação da cidade olímpica?
A crítica é muito mais ampla do que à cidade olímpica ou o país da Olimpíada. É um país sem prioridades, sem planejamento, onde nada é respeitado. Orçamentos e os prazos não são respeitados. Meu dissabor e minha frustração são com o país. Temos coisas sérias e importantes a criticar e tentar mudar.

Como o quê?
Primeiramente, a maior crise que a gente vive é de valores morais e éticos. Segundo, é preciso estabelecer prioridades e trabalhar por elas.
Aqui, tudo é possível. A permissividade é absoluta. A Copa está a 50 dias e temos o que temos, a Olimpíada a dois anos e é aquela história de dar um jeito depois.
Um projeto em que você tem todos os níveis de governos mais a iniciativa privada é algo que, no nosso país, é quase inadministrável. Difícil você conseguir organizar isso tudo, me preocupo com isso, mas me preocupo com o país. É um país que precisa dar uma guinada no que diz respeito ao seu futuro.

É isso que fez você entrar na política?
Tive esse convite. Nunca pensei ou imaginei. Às vezes, as pessoas buscam um salvador. Longe de eu ser salvador ou ter conhecimento político para transformar o país. Mas precisamos de pessoas do bem, que vejo por aí e que poderiam mergulhar um pouco mais nisso e transformar.
As pessoas vão se afastando. O ambiente político, hoje, não inspira as pessoas.
Não confio em rótulos, mas em pessoas. E temos que tentar dar forças para elas para termos representantes legítimos. Não sei se não tenho a coragem ou a capacidade para estar lá. Me faltou um pouco disso tudo para realmente abraçar essa história. No futuro, me preparando um pouco mais, em uma oportunidade mais adequada, poderia pensar com mais calma.

Você vai apoiar publicamente candidatos? Já está decidido?
No momento correto, vou a público dizer. Governador não tenho ainda. Vamos aguardar o que virá pelo Rio. Para presidente, vou apoiar o Aécio [Neves]. Sou um liberal, acredito que as coisas possam caminhar por aí.

Você mostrou preocupação com o vôlei, com a seleção, com a política, com a Olimpíada e a Copa. Você dorme bem?
Não.

Você dorme quantas horas?
Depende. Cinco, três. Nenhuma. Estava doente anteontem, tomei um remédio e dormi um pouco mais. Uma infecção intestinal terrível.

Quando você não dorme, qual o motivo?
Eu penso muito. Hoje, me preocupo com o futuro da minha cidade, do meu país, das minhas filhas pequenas [Júlia, 12, e Vitória, 4].

Você sonha ou tem pesadelos?
Sonho com coisas muito reais. Acordo preocupado. Misto de sonho e pensamento, desde a seleção até o convite para a política, quando fiquei em dúvida realmente. Tinha momentos de angústia na madrugada.

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Copa 2014
Valcke fez lobby para Brasil sediar Copa
postado em 22 de abril de 2014

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Foto: AFP


Da Agência Estado


Jérôme Valcke recebeu dinheiro ao mesmo tempo da Fifa, entidade que escolhe as sedes da Copa do Mundo, e da campanha da CBF para trazer ao Brasil o Mundial de 2014. O jornal O Estado de S. Paulo apurou com exclusividade que o secretário-geral da entidade continuou a ser pago pela Fifa em 2007 quando, por alguns meses, foi contratado por Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, para ajudar o País a montar um projeto para sediar a Copa.

Em fevereiro de 2007, enquanto estava fora da Fifa, Valcke fechou um contrato de US$ 100 mil (R$ 223,5 mil, em valores atuais) para prestar a assessoria à CBF, auxiliando o Brasil na elaboração de um orçamento para a Copa, criando as bases do Comitê Organizador Local (COL) e até estabelecendo uma estratégia para a busca de patrocínios. Esse contrato foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo em 2013.

Embora Valcke estivesse afastado da Fifa naqueles meses, O Estado de S. Paulo obteve a confirmação de que ele continuou a receber um salário da entidade máxima do futebol. Desde março de 2007, já era de conhecimento de todos dentro da Fifa que ele voltaria em julho daquele ano, desta vez para ser o número dois da entidade e o gestor da Copa do Mundo que ele havia ajudado a CBF a preparar.

Valcke foi afastado da Fifa em dezembro de 2006, depois da disputa entre a MasterCard e a Visa pela condição de patrocinadora da entidade. O francês era o diretor de marketing e uma corte dos Estados Unidos determinou que Valcke havia mentido nas negociações com as empresas. Naquele momento, a Fifa emitiu um comunicado de imprensa duro contra Valcke, dizendo que tal comportamento não teria lugar na entidade.

Agora, a assessoria de imprensa da Fifa confirma que o salário do francês continuou a ser pago nos meses em que ele trabalhou para a CBF. %u201CÉ verdade que Jérome Valcke continuou a receber seu salário (por seis meses) depois de sua saída da Fifa%u201D, declarou a entidade. A Fifa, no entanto, justificou o pagamento como sendo parte de um pacote oferecido quando um funcionário deixa o organismo que controla o futebol mundial. %u201CIsso faz parte dos contratos dos funcionários da alta gerência, não apenas na Fifa%u201D explicou a assessoria. %u201CA mesma situação também é verdadeira para treinadores e jogadores de futebol.%u201D

A resposta da Fifa contrasta com uma declaração feita pelo presidente da entidade, Joseph Blatter, em 15 de janeiro de 2007. Naquele dia, o suíço afirmou em Paris que Valcke não havia sido demitido, mas colocado %u201Cna reserva%u201D.

No dia 30 de julho daquele ano, a reportagem esteve com Valcke em uma mesa do lobby do hotel Baur au Lac, em Zurique, na companhia de Ricardo Teixeira e do escritor Paulo Coelho. Naquele dia, oito meses depois de seu afastamento, Valcke já era o secretário-geral da Fifa. Três meses depois, o Brasil foi escolhido como sede da Copa de 2014.

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Artigos
O futebol e o dinheiro público
postado em 22 de abril de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O FUTEBOL E O DINHEIRO PÚBLICO

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O jornalista Carlos Eduardo Mansur, do jornal o Globo, nos chamou a atenção para algo bem interessante com relação aos clubes que disputam a Série A do Brasileiro.

Estivemos acompanhando os jogos da rodada inicial, e a observação de Mansur está totalmente correta, quando dos 20 participantes dessa Divisão, 9 têm patrocínios públicos em suas camisas.

Tal fato nos lembrou as últimas modificações da Lei Pelé, que em um dos seus artigos determina que as agremiações só poderão receber recursos públicos se modificarem os seus estatutos, desde que deverão constar desses as novas normas do sistema.

A Caixa Econômica desfila nos gramados com 7 clubes. Corinthians, Flamengo, Coritiba, Vitória, Atlético-PR, Figueirense e Chapecoense, que tem a marca dessa instituição financeira federal em suas camisas, enquanto o Grêmio e Internacional carregam a marca de um banco estatal, Banrisul.

Os números citados pelo jornalista para tais patrocínios são de 103 milhões anuais, que sofrerão um incremento quando da renovação dos contratos de Flamengo e Corinthians.

Em Pernambuco, o programa Todos com a Nota participa com R$ 15 milhões por ano, distribuídos com os clubes, inclusive o Sport, que é um dos participantes da Série A do Brasileiro, e deverá receber durante a competição algo estimado em R$ 4 milhões, sem a obrigação de usar a marca do estado em suas camisas.

Por sinal, o rubro-negro, juntamente com o Santos e o Palmeiras, são os ¨sem-patrocínios¨, com as camisas abertas para tal.

Oito clubes ostentam as marcas de patrocinadores privados, contra 9 dos estatais, sendo que os segundos pagam muito mais do que os primeiros, por conta de suas potencialidades.

Na verdade temos um futebol estatizado com tais participações, e que deveria demandar uma maior fiscalização dos órgãos competentes do governo, que não o fazem e deixam o barco navegar tranquilamente em águas mansas.

Não somos contrários a tais patrocínios nas camisas, desde que a Caixa tem um marketing bem agressivo, com exceção de Pernambuco, quando os clubes recebem sem uma contrapartida maior para o estado, mas tal fato é preocupante ao demonstrar que a iniciativa privada atua com pouco destaque no futebol nacional.

O motivo é a falta de credibilidade.

Não é por acaso que os custos dos estádios da Copa do Mundo foram financiados pelos cofres públicos, fato esse que tanto criticamos.

Na verdade o Campeonato Brasileiro é aquele com o slogan- ¨Vem para a Caixa, você também¨. Só os clubes pernambucanos não entraram no sistema, já que muitos da Série B ostentam a marca dessa Instituição.

São coisas do futebol brasileiro.

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Campeonato Brasileiro
Empate, empate e empate
postado em 21 de abril de 2014

Foto: site oficial do Santos Futebol Clube

Foto: site oficial do Santos Futebol Clube


CLAUDEMIR GOMES


"O que dá pra rir, dá pra chorar
Questão só de peso e medida
Problema de hora
E lugar..."

 

Encontramos na letra da música Canto Chorado, de autoria de Billy Blanco, a tradução mais fiel para o sentimento do torcedor pernambucano em relação às estréias de Sport, Santa Cruz e Náutico no Brasileiro das Séries A e B. A análise feita pela ótica do futebol de resultados, os empates - Santos 1x1 Sport e Bragantino 2x2 Náutico - por terem sido conquistados na condição de visitantes, foram positivos para rubro-negros e alvirrubros, respectivamente. Por outro lado, o empate - 1x1 - do Santa Cruz com o ABC, no Arruda, foi desastroso para os tricolores, que finalmente enxergaram a necessidade de troca de comando, pois Vica não estava conseguindo extrair nada mais do grupo.

A primeira rodada da Série B foi marcada por uma pobreza técnica assustadora. Nem mesmo o Vasco, que por conta da distância financeira que o separa dos demais participantes da competição, conseguiu sair do lugar comum. Sempre ressaltamos aqui no blog e nos nossos comentários na Rádio Globo, a necessidade de o Santa Cruz qualificar o seu elenco. Um time que disputa seis clássicos com o mesmo adversário e contabiliza quatro derrotas, uma vitória e um empate, tendo sido eliminado em duas competições, precisa rever os seus conceitos. A busca da melhora passa pela mudança de treinador, mas não pode ficar resumida apenas a este item.


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O gol de Betinho não foi suficiente para garantir a vitória do Santa Cruz sobre o ABC - Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Empate heróico

As dificuldades encontradas pelo técnico Lisca, que se viu obrigado pelas circunstâncias, de levar para São Paulo uma equipe mista, mantendo apenas o goleiro titular, transformaram o empate de 2x2 com o Bragantino, após estar em desvantagem de dois gols no placar, um ato de heroísmo dos jogadores alvirrubros. Mais uma vez valeu à tática da superação.

Coerência é uma coisa que não combina com o futebol, onde a emoção se sobrepõe a tudo, entretanto, se faz necessário ser mais atento aos fatos e criterioso nas análises em relação ao trabalho desenvolvido no Clube dos Aflitos. Naturalmente que ninguém vai embarcar no discurso do treinador que ora se perde em ufanismo; ora se mostra piegas e tergiversa a todo instante na tentativa de confundir os torcedores. Os conhecimentos de Lisca sobre a matéria futebol são inquestionáveis, assim como a sua vocação para animador de torcida.

O apito amigo

O Sport que tem um time ajustado, precisando de poucas correções para fazer uma campanha tranquila de manutenção na Série A, adotou uma postura equivocada no primeiro tempo do jogo quando levou um sufoco do Santos. As boas defesas de Magrão, e uma pitada de sorte, mantiveram o placar em branco. No segundo tempo, após a entrada de Rithely, o rubro-negro pernambucano mudou de postura e atitude, passando a encarar o adversário de frente. Conseguiu marcar um gol numa jogada característica construída pelo setor direito e que foi bem finalizada pelo artilheiro Neto Baiano. O campeão do Nordeste foi prejudicado pelo apito amigo, que validou um gol impedido do jovem Gabriel. Duas lições a serem assimiladas pelos leoninos: jogar na retranca aumenta a possibilidade de derrota. A outra é velha, mas pouco observada: as competições regionais não são parâmetros para o Brasileiro da Série A.

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Acontece
Morre Luciano do Valle, locutor de 10 Copas
postado em 20 de abril de 2014

FOLHA DE SÃO PAULO


A apenas 53 dias do início da Copa, calou-se ontem uma das vozes mais marcantes do jornalismo esportivo nacional.

O locutor Luciano do Valle morreu aos 66 anos após passar mal dentro de avião com destino a Uberlândia, onde hoje transmitiria para a TV Bandeirantes o jogo Atlético-MG x Corinthians, pela rodada inaugural do Brasileiro.

Antes mesmo de embarcar, segundo relato do repórter Fernando Fernandes, que o acompanhava, Luciano se queixava de dores nas costas.

Pálido e com dificuldade para respirar, perdeu a consciência quando o avião descia em Uberlândia e seguiu em ambulância para o hospital Santa Genoveva. Mesmo após atendimento do cardiologista Roberto Botelho, não resistiu e morreu às 16h15.

A causa não foi divulgada. O corpo passaria por necropsia. O velório será na Câmara de Campinas. O enterro é hoje, às 16h, no Parque Flamboyant, na mesma cidade.

Além da fama pelas suas narrações nas dez Copas e dez Olimpíadas que cobriu, Luciano se notabilizou pela contribuição ao esporte brasileiro em várias frentes.

É considerado até hoje um "patrono" do vôlei do país. Organizou, por exemplo, o jogo entre Brasil e União Soviética, no Maracanã, em 1983.

O amistoso no Rio registrou um dos maiores públicos da história da modalidade: mais de 95 mil presentes.

O momento coincidiu com o boom do vôlei nacional, com torneios fortalecidos e a formação de uma seleção brasileira masculina de alto nível com Renan, Montanaro, Bernard e Bernardinho.

Uma geração que ficou conhecida como "de prata" --pelo segundo lugar nos Jogos de Los Angeles-1984--, mas abriu caminho para títulos.

A identificação tão grande gerou a alcunha de Luciano "do Vôlei". Sua atuação, porém, não ficou restrita a isso.

Desde o início no rádio em Campinas, onde nasceu, logo se destacou. Passou pelas rádios Gazeta e Nacional, já em São Paulo, foi contratado pela TV Globo em 1971.

Narrou os dois títulos mundiais de Emerson Fittipaldi na F-1, em 1972 e 1974, e sempre se associou à velocidade.

Trouxe a transmissão da Indy pela tevê para o Brasil, nas décadas de 80 e 90, e depois ajudou a trazê-la, de fato. São Paulo recebeu etapas da categoria de 2010 a 2013.

Uma grife por si só, ajudou a cunhar outras. Criou os termos "Magic" Paula e "Rainha" Hortência, famosos até hoje. Tornou a Bandeirantes o "canal do esporte", com direito a mais de dez horas dominicais de transmissão esportiva no programa "Show do Esporte", na década de 90.

Além de Globo e Band, também trabalhou na Record.

Luciano promoveu a carreira de Adilson Rodrigues, o Maguila, até hoje o principal peso pesado brasileiro.

Em 2012, um AVC (acidente vascular cerebral) o tirou da mídia por um ano --voltou à ativa no ano seguinte. Seu último ato foi transmitir a final do Paulista, Santos x Ituano, há uma semana.

Ele deixa a mulher, a apresentadora Flávia Comin.


INVESTIMENTOS EM PERNAMBUCO


Luciano do Valle deixou sua marca em Pernambuco, onde fixou residência por alguns anos em Porto de Galinhas. "São Paulo já tem de tudo, mas aqui ainda tem muito a fazer". Esta a resposta que trazia na ponta da língua para quem lhe indagava sobre o fato de ter optado por vir morar no Nordeste. 

Aqui ele investiu no Futebol ao promover a transmissão de jogos em dias alternativos como a segunda-feira; investiu no automobilismo; criou o Verão Vivo, evento no qual comemorou 40 anos de profissão na arena montada na praia do Pina; fez transmissão ao vivo do São João de Caruaru para todo o Brasil; casou no Recife com a apresentadora, Luciana do Valle. Enfim, foi um dos profissionais que mais divulgou as coisas de Pernambuco na mídia nacional. (Claudemir Gomes).

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