JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O jornalista Carlos Eduardo Mansur, do jornal o
Globo, nos chamou a atenção para algo bem interessante com relação aos clubes
que disputam a Série A do Brasileiro.
Estivemos acompanhando os jogos da rodada inicial, e a observação de Mansur está totalmente correta, quando dos 20 participantes dessa Divisão, 9 têm patrocÃnios públicos em suas camisas.
Tal fato nos lembrou as últimas modificações da Lei Pelé, que em um dos seus artigos determina que as agremiações só poderão receber recursos públicos se modificarem os seus estatutos, desde que deverão constar desses as novas normas do sistema.
A Caixa Econômica desfila nos gramados com 7 clubes. Corinthians, Flamengo, Coritiba, Vitória, Atlético-PR, Figueirense e Chapecoense, que tem a marca dessa instituição financeira federal em suas camisas, enquanto o Grêmio e Internacional carregam a marca de um banco estatal, Banrisul.
Os números citados pelo jornalista para tais patrocÃnios são de 103 milhões anuais, que sofrerão um incremento quando da renovação dos contratos de Flamengo e Corinthians.
Em Pernambuco, o programa Todos com a Nota participa com R$ 15 milhões por ano, distribuÃdos com os clubes, inclusive o Sport, que é um dos participantes da Série A do Brasileiro, e deverá receber durante a competição algo estimado em R$ 4 milhões, sem a obrigação de usar a marca do estado em suas camisas.
Por sinal, o rubro-negro, juntamente com o Santos e o Palmeiras, são os ¨sem-patrocÃnios¨, com as camisas abertas para tal.
Oito clubes ostentam as marcas de patrocinadores privados, contra 9 dos estatais, sendo que os segundos pagam muito mais do que os primeiros, por conta de suas potencialidades.
Na verdade temos um futebol estatizado com tais participações, e que deveria demandar uma maior fiscalização dos órgãos competentes do governo, que não o fazem e deixam o barco navegar tranquilamente em águas mansas.
Não somos contrários a tais patrocÃnios nas camisas, desde que a Caixa tem um marketing bem agressivo, com exceção de Pernambuco, quando os clubes recebem sem uma contrapartida maior para o estado, mas tal fato é preocupante ao demonstrar que a iniciativa privada atua com pouco destaque no futebol nacional.
O motivo é a falta de credibilidade.
Não é por acaso que os custos dos estádios da Copa do Mundo foram financiados pelos cofres públicos, fato esse que tanto criticamos.
Na verdade o Campeonato Brasileiro é aquele com o slogan- ¨Vem para a Caixa, você também¨. Só os clubes pernambucanos não entraram no sistema, já que muitos da Série B ostentam a marca dessa Instituição.
São coisas do futebol brasileiro.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013










