JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Estadual
é coisa do passado, e isso aconteceu por conta do apoio dado pelas federações
com a insistência de manutenção de um status quo superado e sem
consistência.
Conversando com algumas pessoas em São Paulo, ligadas não somente ao futebol, mas a outros segmentos esportivos, a reação de todos é que o processo de liquidação chegou, e quando o pregoeiro estabeleceu os preços não houve sequer um lance para arrematar os estaduais.
Em Pernambuco o fato foi mais grotesco, quando os clubes do interior foram exterminados do processo por conta de um sistema bizarro que promoverá uma overdose de clássicos, muitos desses do nada para o nada.
Os menores clubes foram ceifados pela foice dos carrascos que mataram o nosso futebol. Quando poderiam estar se preparando para uma Série E, que substituiria o estadual, estão jogando um torneio que os ¨inteligentes¨ chamaram de permanência.
As perguntas que deveriam ser feitas são as seguintes: Permanência para quê? Para a miséria? Para abocanhar o guarda chuva do Todos com a Nota, e finalmente hibernarem? GostarÃamos de saber.
O mais grotesco é que se juntando os jogos da semifinal da Copa do Nordeste e do estadual teremos uma overdose de clássicos, com uma banalização que afugenta o consumidor.
Santa Cruz e Sport terão dois confrontos pela competição regional, mais uma pela volta do estadual, e poderão ter mais dois, ou na semifinal ou na final dessa competição local.
Uma aberração e que alguns acham maravilhoso. Na verdade nós pensamos de forma pequena, e para o futebol de Pernambuco um estadual qualquer resolve a situação.
Juntamos o Todos com a Nota, com os públicos fantasmas, e no final colocaremos outdoors nas avenidas comemorando o maior campeonato do Brasil, quando na verdade teremos o maior número de fantasmas soltos nas arquibancadas entre todos os paÃses do mundo.
Os nossos dirigentes deveriam raciocinar olhando o futuro, sendo sem dúvidas com os clubes disputando competições nacionais durante 10 meses do ano, e não participando por apenas 3 meses, jogando um número infinito de desempregados do futebol nas ruas.
Recursos existem, basta aplicá-los com correção.
O futebol brasileiro só voltará a ter um patamar maior quando todos entenderam que os estaduais morreram, e que para seus lugares teremos os regionais e cinco divisões brasileiras, que farão a festa do futebol.
O resto é coisa de quem pensa pequeno.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









