JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Um livro que irá ocasionar bons debates após a
sua leitura, acaba de chegar à s nossas livrarias, e tem um tÃtulo perfeito para
que apresenta: ''O Guia Politicamente Incorreto da História do Futebol''.
De autoria dos jornalistas Leonardo Mendes Junior (Gazeta do Povo-PR, ESPN), e Jones Rossi (Globo, Veja), é fruto de várias entrevistas com figuras importantes do futebol brasleiro, e como bem retrata o seu tÃtulo serve para desmistificar alguns conceitos que até hoje perduram nesse esporte.
Um dos pontos do livro que irá suscistar um maior debate está o relacionado à propalada e badalada Democracia Corintiana que, segundo os autores, os atletas que não gostavam eram perseguidos.
O lateral esquerdo Vladimir, titular da equipe recordou que após uma excursão realizada no México, Guatemala e Curaçao, alguns jogadores da equipe deveriam sair, e entre esses Paulo Cesar Caju e Rafael, que não tinham adotado o sistema da citada democracia.
Na realidade, meses depois os dois foram afastados do elenco. Neste momento, segundo o livro, a democracia começou a demonstrar a sua face pouco democrática.
Segundo Rafael, a sua ruÃna foi ter apoiado publicamente o presidente Vicente Matheus. Por isso o grupo não levou em conta as más condições fÃsicas do titular Cesar nas semifinais do Brasileiro de 1982, contra o Grêmio, sob o argumento, que seria repetido um ano depois com Leão, de que ele poderia entregar o jogo para prejudicar o movimento.
Segundo relato do ex-goleiro, a democracia era boa para três, para o resto não era, porque quem resolvia eram: o Magrão (Sócrates), o Adilson e o Vladimir. ¨O Casa era escudeiro, porque estava começando¨.
Ainda segundo Rafael, ¨tudo era resolvido entre eles, eles não traziam nada para nós. Quando vinha para a gente já vinha resolvido, já vinha feito. Que porra de democracia era essa?¨. Adilson teria lhe dito: Sua indisciplina não foi técnica, nem fÃsica. A sua indisciplina foi ter falado que preferia o tempo de Matheus¨....
O mais interessante é a referência sobre os mentores da tal democracia, que parecia ser do modelo stalinista, poucos mandando e muitos obedecendo, que de acordo com os autores foram o publicitário Washington Olivetto, Glorinha Kalil e Juca Kfoury.
Os autores afirmam que desde o começo a democracia corintiana foi um movimento-fetiche, adotado por jornalistas e publicitários, que gostariam de ver suas próprias utopias e ideologias representadas nos jogadores de futebol.
Por uma coincidência, Juca Kfoury e Olivetto são os atuais mentores do grupo do Bom Senso FC, inclusive com as suas reuniões sendo realizadas nos escritórios da empresa do primeiro.
Na verdade os dois desejam com isso voltar ao passado, o que lamentamos desde que esse movimento é bem positivo e necessita do apoio de todos os segmentos do futebol brasileiro, principalmente de consultores que não desejam senão o bem desse esporte, e não para tornar-se um novo fetiche.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








