Histórico
Futebol Pernambucano
Palavras, atos e omissão
postado em 24 de maro de 2014

CLAUDEMIR GOMES

 

Desde cedo que aprendemos que o homem pode pecar através de palavras, atos ou omissão. Uma série de fatos ocorridos no final de semana nos mostra que o futebol pernambucano foi duramente castigado por tais pecados cometidos por pessoas fracas, que se omitiram em situações que exigiam delas uma conduta ilibada. O uso das palavras, ora em acusações covardes e descabidas, ora para fazer denúncias vazias, deixa claro o desconhecimento dos cidadãos sobre a força do verbo.

O episódio serviu para anular, de uma vez por todas, o árbitro, Cláudio Mercante, do futebol pernambucano. Seu comportamento, em 2011 e na semana que passou, revela que a fraca personalidade é o maior obstáculo a sua carreira. Ao se tornar subserviente ao poder deixou de cumprir a regra do jogo, erro pelo qual foi duramente penalizado. Na oportunidade de ressurreição foi covarde ao incriminar o ex-presidente da FPF, Carlos Alberto Oliveira, falecido em 2012, e que não poderia mais se defender.

A comissão de arbitragem publicou uma nota patética sobre o caso. Francisco Domingos, que na época era o diretor de arbitragem cometeu o pecado da omissão ao não esclarecer os fatos. O presidente da FPF, Evandro Carvalho, se mostrou propensão a tirar Mercante do clássico - Náutico x Santa Cruz - mas acabou cedendo às ponderações feitas pelos integrantes da comissão de arbitragem. Entretanto, com a pressão feita pelo ex-presidente da FPF, Fred Oliveira, do qual Evandro Carvalho foi vice-presidente jurídico durante todo o tempo em que passou no comando da entidade, a retirada de Cláudio Mercante do jogo foi inevitável.

O apitador, sob a alegação de desestabilidade emocional, entra com um pedido para sair da escala. Em meio ao fogaréu, um ex-diretor da FPF, Leonardo Cruz, utiliza as redes sociais para fazer denúncias vazias. Um outro ex-dirigente da entidade que comanda o futebol estadual, também ressurge das cinzas na tentativa de justificar o injustificável.

Dimensionar a força das palavras não é tarefa fácil, razão pela qual os homens cometem tantos pecados. Esquecem eles que têm todo o direito de permanecerem calados. Mas o insustentável desejo por 15 minutos de fama faz com que soltem à língua.

E assim o povão vai se afastando cada vez mais do futebol.

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Campeonato Pernambucano
Sport jogou melhor no extracampo
postado em 20 de maro de 2014

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Danilo foi uma grata surpresa no time do Sport  - Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES

 

Tudo indica que surtiu o efeito deseja, o jogo de cena do qual o presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Gustavo Dubeux, foi protagonista, semana passada, logo após a vitória do seu clube sobre o Santa Cruz - 2x0 - na Ilha do Retiro, atacando a arbitragem pernambucana. Tal manobra não só desestabilizou os profissionais do quadro estadual, como também os seus adversários, concorrentes direto à disputa do título das competições ora em disputa.

Sandro Meira Rici falhou em alguns lances, no clássico de ontem, no Arruda, mas não chega a ser a Geni que todos os tricolores querem atirar bosta nela.

A expulsão do zagueiro Everton Sena, lance crucial para mudança de cenário na partida, uma vez que, até aquele instante do jogo - 20 minutos haviam se passado - o Santa Cruz impôs uma boa dinâmica, apresentando uma velocidade que lhe faltou nos clássicos anteriores, foi correta.

O pênalti suscitou dúvidas, e a aplicação do cartão amarelo ao jogador, Leandro Souza, provocou uma dúvida: se era para aplicar o cartão por que não foi o vermelho? A falta cometida por Souza em cima de Durval, tinha que ser advertida com o cartão, por conseguinte, a expulsão do segundo zagueiro tricolor também foi acertada.

A sequência de fatos feriu a lógica e tornou o clássico atípico. Afinal, ninguém previa que fosse haver duas expulsões, no mesmo time, nos primeiros 45 minutos da partida. Tal ocorrência desestabilizou o Santa Cruz e a arbitragem, como também evidenciou a fragilidade do comando da Ceaf, como também a inoperância dos dirigentes do Santa Cruz que passaram oito dias vendo o adversário jogar pesado no extracampo e não tiveram nenhuma atitude.

Aliás, o Sport se mostrou competente no uso de todos os expedientes, principalmente a malandragem. Não foi por acaso que os leoninos foram a campo vestidos com o uniforme número dois, como deveria ser, mas com a camisa do uniforme um, fato que levou o treinador do Santa Cruz, Vica, a contestar junto ao árbitro, Sandro Meira Rici, que se viu obrigado a retardar o início da partida para que fosse efetuada a troca das camisas. Sem dúvida uma quebra de clima superaquecido pelos tricolores que necessitavam de toda a intensidade na busca de uma vitória por dois gols de diferença.

Sport e Santa Cruz voltam a se confrontar na próxima semana, num jogo que não terá um grande apelo. Mas a sequência não pára por aí: é provável que rubro-negros e tricolores disputem mais dois clássicos, nas semifinais ou na final do Pernambucano. Naturalmente que todos irão focar seus mísseis na arbitragem.

Nos futuros clássicos o Santa Cruz deverá ir a campo com os reforços que chegam esta semana ao Arruda. E é provável que o Sport esteja sem sua principal peça ofensiva, pois o Corinthians está investindo para tirar o centroavante Neto Baiano da Ilha do Retiro.

Até o final do Pernambucano o jogo também será jogado no extracampo. O Sport deus as cartas. Náutico e Santa Cruz devem acompanhá-lo.

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Artigos
A democracia corintinana e o Bom Senso
postado em 19 de maro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O COMUM ENTRE O BOM SENSO E A DEMOCRACIA CORINTIANA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um livro que irá ocasionar bons debates após a sua leitura, acaba de chegar às nossas livrarias, e tem um título perfeito para que apresenta: ''O Guia Politicamente Incorreto da História do Futebol''.

De autoria dos jornalistas Leonardo Mendes Junior (Gazeta do Povo-PR, ESPN), e Jones Rossi (Globo, Veja), é fruto de várias entrevistas com figuras importantes do futebol brasleiro, e como bem retrata o seu título serve para desmistificar alguns conceitos que até hoje perduram nesse esporte.

Um dos pontos do livro que irá suscistar um maior debate está o relacionado à propalada e badalada Democracia Corintiana que, segundo os autores, os atletas que não gostavam eram perseguidos.

O lateral esquerdo Vladimir, titular da equipe recordou que após uma excursão realizada no México, Guatemala e Curaçao, alguns jogadores da equipe deveriam sair, e entre esses Paulo Cesar Caju e Rafael, que não tinham adotado o sistema da citada democracia.

Na realidade, meses depois os dois foram afastados do elenco. Neste momento, segundo o livro, a democracia começou a demonstrar a sua face pouco democrática.

Segundo Rafael, a sua ruína foi ter apoiado publicamente o presidente Vicente Matheus. Por isso o grupo não levou em conta as más condições físicas do titular Cesar nas semifinais do Brasileiro de 1982, contra o Grêmio, sob o argumento, que seria repetido um ano depois com Leão, de que ele poderia entregar o jogo para prejudicar o movimento.

Segundo relato do ex-goleiro, a democracia era boa para três, para o resto não era, porque quem resolvia eram: o Magrão (Sócrates), o Adilson e o Vladimir. ¨O Casa era escudeiro, porque estava começando¨.

Ainda segundo Rafael, ¨tudo era resolvido entre eles, eles não traziam nada para nós. Quando vinha para a gente já vinha resolvido, já vinha feito. Que porra de democracia era essa?¨. Adilson teria lhe dito: Sua indisciplina não foi técnica, nem física. A sua indisciplina foi ter falado que preferia o tempo de Matheus¨....

O mais interessante é a referência sobre os mentores da tal democracia, que parecia ser do modelo stalinista, poucos mandando e muitos obedecendo, que de acordo com os autores foram o publicitário Washington Olivetto, Glorinha Kalil e Juca Kfoury.

Os autores afirmam que desde o começo a democracia corintiana foi um movimento-fetiche, adotado por jornalistas e publicitários, que gostariam de ver suas próprias utopias e ideologias representadas nos jogadores de futebol.

Por uma coincidência, Juca Kfoury e Olivetto são os atuais mentores do grupo do Bom Senso FC, inclusive com as suas reuniões sendo realizadas nos escritórios da empresa do primeiro.

Na verdade os dois desejam com isso voltar ao passado, o que lamentamos desde que esse movimento é bem positivo e necessita do apoio de todos os segmentos do futebol brasileiro, principalmente de consultores que não desejam senão o bem desse esporte, e não para tornar-se um novo fetiche.

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Sport
Engevix abandona projeto leonino
postado em 16 de maro de 2014
JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Recebemos no dia de ontem, pelas mídias sociais, uma  notícia sobre a saída da Engevix, que seria a financiadora do projeto imobiliário do Sport, fato esse que não estranhamos.

Na realidade essa empresa teria uma participação apenas no papel, já que os reais financiadores estão dentro do próprio clube, e isso nós sentimos desde as primeiras reuniões sobre o assunto.

Na verdade, com a atual situação econômica do país, seria muito difícil uma empresa bancar a construção de algo sem retorno, e que serviria apenas para alguns interesses óbvios. Nem o BNDES iria financiar um empreendimento fantasioso como esse.

Que os verdadeiros participantes do projeto apareçam para conhecimento de todos.

A vitória é do Sport e da sociedade de Pernambuco, que teria mais espigões para esmagá-la, e somente a Prefeitura não entendeu o grande mal que estaria para acontecer.

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Futebol Pernambucano
Atropelando a comunicação
postado em 14 de maro de 2014

CLAUDEMIR GOMES

 

Quais os maiores sinais de atraso do nosso futebol: as queixas descabidas do presidente do Conselho do Sport contra a arbitragem, no final do clássico com o Santa Cruz; o patético silêncio de alguns profissionais do Náutico, que se recusaram a conceder entrevistas, ou as ameaças do presidente da FPF, de que irá representar contra o dirigente leonino no TJD, no que nos leva a crer que se trata de mais um jogo de cena?

Os protagonistas de tais episódios esquecem que o futebol é movido por fatos e efeitos. Naturalmente que os queixumes do presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Gustavo Dubeux, que se utilizou de uma tribuna errada, num momento equivocado, não ecoou da forma como ele pretendia. Afinal, todos viram que a manobra não passou de uma tentativa de jogar a torcida do Sport conta a Federação Pernambucana de Futebol. Aliás, está virando moda dirigentes de clubes se aproveitarem das coletivas, pós jogo, que deveriam ser restritas a jogadores e treinadores, que são os protagonistas dos espetáculos, para destilarem raiva e veneno, revelando uma imaturidade imperdoável.

Seria uma atitude infantil, caso não fosse tão trágica, a recusa de alguns jogadores do Náutico a concederem entrevistas aos repórteres que faziam cobertura do treino na tarde da quinta-feira. O fato revelou o desconhecimento de direitos e deveres dos atletas e do jornalista responsável pela comunicação do clube. Afinal, não se tratava de uma ação colegial onde o aluno tem a prerrogativa de executar, ou não, suas tarefas. O impasse criado foi entre representantes de empresas. No final, nem os repórteres souberam se impor, tampouco o executivo do futebol alvirrubro, Lúcio Surubim, e o jornalista, Álvaro Filho, tiveram autoridade e habilidade para contornarem um problema criado por empregados do clube e que vem arranhar o nome da instituição.

A boa comunicação é imprescindível para o sucesso de qualquer projeto no futebol. Creio que todos os profissionais que militam no esporte mais popular do planeta são conscientes de tal fato. O desafio é por ela em prática. Eis porque acontecem tantos tropeços, ou gols contra, como queiram.

E assim o futebol vai se apequenando, como diz o mestre José Joaquim Pinto de Azevedo.

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