Histórico
Copa do Nordeste
Que venham os clássicos
postado em 17 de fevereiro de 2014

Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem

Foto: Blog do Torcedor - JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES

 

Santa Cruz e Sport fizeram bem o dever de casa em suas estréias nas quartas de final da Copa do Nordeste. Os tricolores foram convincentes na vitória -  3x0 - sobre o limitado time do Guarany de Sobral, sábado, no Arruda, enquanto os rubro-negros driblaram a nostalgia de jogar num estádio sem público, e construíram um placar de 2x0, no confronto com o CSA, na Ilha do Retiro.

Os resultados nos levam a quase certeza de que teremos uma semifinal pernambucana - Santa Cruz x Sport - na competição regional. O Clássico das Multidões pode vir a ser uma das semifinais, ou a final do Pernambucano. Enfim, tudo indica que até meados de abril rubro-negros e tricolores disputarão seis clássicos - dois pela Copa do Nordeste e quatro no Pernambucano. As partidas que disputaram no final de semana com alagoanos e cearenses funcionam como acerto de marcha. E os comandados de Vica e Eduardo Batista deram mostras de que estão no compasso.

Numa comparação direta entre as apresentações que o Santa Cruz fez contra o Porto, no meio da semana, e diante do Guarany, sábado, no Arruda, fica claro que os tricolores priorizaram, pelo menos momentaneamente, a Copa do Nordeste. As chances de os tricolores conquistarem os dois títulos são reais.

O Sport de Eduardo Batista contabilizou quatro vitórias em quatro jogos. Além dos 100% de aproveitamento sob o comando do novo treinador, o Leão não sofreu nenhum gol com a nova formação da defesa. Dos clubes pernambucanos o rubro-negro é o único que tem no seu acervo dois títulos da Copa do Nordeste. Este ano pode chegar ao terceiro.

Por conta da rivalidade os clássicos apimentam qualquer competição, principalmente quando são decisivos para conquista de títulos. Seis jogos entre dois clubes, em menos de dois meses, banaliza o confronto, por mais acirramento que exista entre as duas tribos. Este é um dos efeitos negativos da programação simultânea de uma competição doméstica e uma regional onde os protagonistas estaduais são os mesmos.

 

leia mais ...

Futebol Brasileiro
Só as federações lucram
postado em 17 de fevereiro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NO FUTEBOL BRASILEIRO SOMENTE AS FEDERAÇÕES LUCRAM


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Os números do campeonato carioca formam o retrato de tudo que acontece no segmento futebolístico do país.

Enquanto os clubes agonizam, as federações estaduais ficam ricas, e emprestam dinheiro aos filiados pedintes.

O jornal Extra-RJ divulgou alguns números que nos auxiliaram para essa postagem, que serve para mostrar como o esporte nacional é dirigido, e como os clubes adoram prejuízos e se submetem passivamente ao que acontece.

São dados indecentes, e que mostram que o futuro desse esporte com os procedimentos dos dirigentes que temos, tem o tom de cinza escuro.

No jogo Vasco x Botafogo, realizado no Maracanã, os clubes receberam apenas 10 mil reais com parte da renda, enquanto a Federação Carioca embolsou R$ 31 mil, ou seja, três vezes mais, sem que a entidade tenha nenhum jogador contratado atuando em campo.

Em uma postagem anterior mostramos que em 56 jogos realizados por essa competição, 50 deram prejuizos, e entre os 16 clubes, 10 pagaram para jogar.

Trata-se de algo surrealista, desde que somente os iludidos e os ilusionistas fingem entender que um clube entra em campo para perder dinheiro. Não existe isso em nenhum setor de negócios no mundo.

Enquanto as agremiações tem prejuízos, a Federação Carioca embolsou R$ 392.788,20, sem nenhum custo, visto que até a folha móvel que é preparada pela entidade fica por conta dos participantes dos eventos.

No mesmo campeonato, o Vasco e Botafogo tiveram perdas acumulados de R$ 600 mil.

Os números são mais pornográficos, quando se observa o movimento financeiro do último Fla x Flu, cujos clubes tiveram direito a R$ 192 mil cada, enquanto a FERJ colocava em sua conta corrente R$ 104 mil.

Um delegado de um clássico recebe R$ 2,6 mil, e até a sétima rodada os custos com esse personagem já somavam R$ 92.600. Se o assunto fosse sério, o dinheiro teria que ser tirado das receitas da entidade que comanda o futebol local, mas essa recebe a sua ¨taxinha¨de 10% limpa e cheirosa.

As despesas operacionais somaram no clássico citado, R$ 20 mil, e no geral já engoliram R$ 380.206. O exame anti-doping quando realizado, e nos clássicos isso acontece normalmente, custa para os clubes R$ 6.480, e já totalizou na conta geral das despesas, R$ 151.437, que também pesa nos bolsos dos disputantes.

A federação é ambiciosa, e cobra ainda uma taxa de expediente, papel para súmula, bombeiros, aluguel de grades para os estádios, que já totalizou R$ 130 mil aos grandes times.

São dados que bem analisados mostram o conteúdo do atual futebol brasileiro, e sobretudo a omissão dos clubes e a covardia perante as suas federações.

Tais cobranças são aprovadas pelos participantes da competição, e a pornográfica, indecente, pior do que o Big Brother, é a taxa de 10% sobre a renda bruta para essas entidades, que no final são as únicas a obterem lucros nas competições, enquanto os protagonistas e donos do espetáculo passam fome.

No Brasil não existe algo melhor e de fazer inveja, o de ser presidente de uma Federação de Futebol, pois não fazem nada e os seus cofres estão sempre abarrotados, para usos inclusive não institucionais.

Esta é a cara do futebol brasileiro, onde os clubes pagam para jogar.

leia mais ...

Artigos
Por que o futebol brasileiro não muda?
postado em 12 de fevereiro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, POR QUE O FUTEBOL BRASILEIRO NÃO MUDA?


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


As mudanças no futebol brasileiro só serão possíveis quando os clubes profissionais entenderem que esse esporte só vive por conta de suas existências.

Enquanto os dirigentes não tiverem a consciência que sem os seus clubes o futebol não existiria, certamente o sistema permanecerá vigente por muitos anos.

O que acontece em Pernambuco é o retrato do resto do Brasil, quando os responsáveis pelas agremiações vão para uma reunião, aprovam tudo que foi apresentado e posteriormente começam a criticar, condenando a formatação de um campeonato, que fora discutido por todos.

Quando são questionados, afirmam que ficam com medo de represálias por parte das entidades que dirigem o futebol, que poderão prejudicá-los nos Campeonatos disputados, através das arbitragens ou de outros pontos. São desculpas esfarrapadas.

Na realidade o sistema produziu uma dependência dos filiados com as suas entidades, desde que essas se tornaram ricas às custas dos clubes, enquanto estes vivem de pires nas mãos e muitas vezes ficam dependendo de favores que são fornecidos pela Confederação ou federações.

O princípio básico para as transformações a serem procedidas está ligado a necessidade de que os clubes possam entender que são fortes, posto que sem eles não existiriam federações ou a própria Confederação, além da realização dos eventos.

Uma competição para ser realizada tem que ser discutida amplamente, com antecedência, com um tratamento isonômico para todos, e não serem colocados como ¨pratos feitos¨ e já definidos. Esse é pecado mortal do sistema.

Sempre em nossas postagens lembramos o peso de um clube nas competições, quando a diretoria do Sport em 1978 criou uma briga imaginária com o presidente da federação, Rubem Moreira, que foi o ¨bode expiatório¨ dos seus problemas financeiros, e retirou-o do estadual, causando um prejuízo elevado, perdendo a motivação e com uma queda dos torcedores, que teve a pior média da década.

O Sport sofreu um tempo para recuperar-se, mas na verdade sobreviveu e mostrou o quanto de força um clube do seu porte pode ter, o que poderia acontecer se os grandes clubes resolvessem não disputar um estadual ou o próprio Brasileiro.

Ou muda-se a relação do medo, e se impõe uma em que os clubes realmente decidam, ou vamos continuar assistindo todos os anos aos mesmos debates, aos mesmos problemas, que tiram o esporte do campo e leva-o para as notícias das mídias.

As federações não são as donas do futebol, e sim entidades que deverão repercutir os desejos dos seus filiados, que por impotência ou por submissão não se impõem.

O sistema do futebol nacional é o da Casa Grande e da Senzala, e já perdura há muitos anos.

O chicote nas mãos, e os escravos nos troncos, e com o presidente da federação local afirmando que os problemas com a sua tabela foram motivados por um ¨excesso de democracia¨.

Depois disso sómente um dilúvio.

 

leia mais ...

Futebol Pernambucano
O rompante do presidente - causa e efeito
postado em 08 de fevereiro de 2014


CLAUDEMIR GOMES

 

O presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, tropeçou na própria língua e foi nocauteado pela sua arrogância. Este o epílogo de uma ópera bufa que tem o nome de Pernambucano 2014.

A entidade que comanda o futebol estadual havia publicado, em outubro de 2013, o regulamento e a tabela do Pernambucano 2014, como manda o Estatuto do Torcedor. Semana passada alterou a primeira rodada, fato que não agradou ao filiado, Clube Náutico Capibaribe. Uma nova alteração foi feita.

Com um rompante digno dos melhores ditadores, chegou a declarar que "o Náutico jogará onde a Federação determinar. Até na lua". Depois vieram outras pérolas como "o Náutico está com medo de enfrentar o Sport".

Do alto de sua arrogância o presidente esqueceu que o seu poder não pode tudo. E mostrou total desconhecimento de uma regra prática da vida cujo princípio é: gentileza atrai gentileza.

Seguidor da "cartilha" criada pelos atuais gestores do futebol brasileiro - A arte da deterioração do futebol - dos quais ele é um fiel escudeiro e defensor, Evandro deixou o bom senso de lado e, desde o ano passado, vem criando fórmulas que têm contribuído para o enfraquecimento de um dos poucos estaduais que se mostravam rentáveis e exitosos por serem atrativos ao público.

Erros e lambanças registrados em 2013 em nada contribuíram para uma melhora em 2014. Como na Lei de Murphy - O que está ruim pode piorar, e da pior forma possível - a proposta do Pernambucano deste ano, que começou a ser disputado como um discreto torneio de clubes do Interior o ano passado, é uma verdadeira catástrofe. O monstrengo foi aperfeiçoado com uma tabela atabalhoada. Aliás, a incompetência de formatar uma tabela ficou explicita desde a competição do ano passado.

Sou um ignorante na matéria do Direito, contudo, não precisa ser nenhum jurista para enxergar os erros que são vistos como uma imperdoável pisada de bola.

Tudo seria mais simples se houvesse respeito ao Estatuto do Torcedor.

leia mais ...

Futebol Pernambucano
Versões de uma tabela
postado em 07 de fevereiro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS VERSÕES DE UMA TABELA DE FUTEBOL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Não ouvimos, mas quem nos informou foi um cidadão correto, com um currículo impecável, e que confiamos inteiramente.

Segundo ele, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol teria afirmado que a tabela do campeonato estadual, divulgada pela imprensa no mês de outubro, era um rascunho, e não a original.

Na realidade a divulgação foi no dia certo, para atender o Estatuto do Torcedor, publicada no site da entidade, em papel timbrado, sendo cumprida pelos clubes que jogaram a primeira fase da competição (os do interior). Basta conferir.

Como já citamos em postagem anterior, a competição não teria sido iniciada em 8 de dezembro se a legislação não fosse cumprida, e descontando-se o prazo de 15 dias para sugestões, os 45 dias restantes estiveram de acordo com a lei.

De repente, a entidade começou a elaborar outras tabelas, mesmo sabendo que isso não deveria acontecer, provocando debates, críticas, quando tudo poderia ser evitado.

Os presidentes de alguns clubes do futebol brasileiro estiveram no Circo Brasileiro do Futebol no dia de ontem, e firmaram um pacto contra as decisões da Justiça Estatal, como se isso pudesse realmente acontecer, mas esqueceram que os problemas são causados pelos que dirigem o nosso futebol, e a tabela do estadual local é o maior exemplo.

Achamos estranho os procedimentos adotados ao arrepio da lei, e mais ainda a submissão de alguns clubes com essa forma de administrar.

O problema ainda é mais grave, quando a competição começa com um clássico, que poderia acontecer se fosse longa e de pontos corridos, mas com esse modelo, deveria ser na segunda rodada da primeira fase.

A tabela elaborada pela Federação foi terceirizada, feita longe da Rua Dom Bosco, e terminou sendo um primor de fatos grotescos, como a maioria dos clássicos sendo no meio de semana (4 entre 6), quando poderia haver um melhor equilíbrio, e mais rentável financeiramente para os disputantes.

Colocar um jogo na Arena Pernambuco às 22h é certamente para atender o egoísmo da televisão, e matar o clube mandante, que não terá torcedores no estádio, por conta da acessibilidade e da ausência do metrô quando do encerramento da partida.

Acreditamos que tenha havido um engano na digitação, desde que no dia 9 de março há dois jogos marcados no mesmo horário (16h) no Lacerdão. Ficamos pensando que as partidas serão realizadas em um gramado dividido para quatro clubes.

Na verdade não houve sequer uma revisão.

Como Pernambuco é um lugar privilegiado, onde de tudo acontece, esses fatos nada representam, pois a anestesia é profunda, e todos dormem o sono não dos justos e sim do injustos.

Enquanto isso, o futebol se afundando, mas o Todos com a Nota abrigando com o seu guarda chuva um mundão de gente.

leia mais ...