JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
No jogo realizado no último sábado entre Sport x Central, na Ilha do Retiro, as torcidas organizadas do clube levaram faixas com dizeres de auto-defesa, e querendo mostrar a sua importância, com referência à s mÃdias que criticam as suas badernas.
Colocar faixa não é crime, e faz parte do direito que a democracia dá a todos, mas esse tipo de facção não traz nenhum benefÃcio ao futebol do paÃs, e na verdade os seus componentes não podem e não devem ser considerados como torcedores, e sim como intrusos do mal.
Há pouco tivemos a invasão do CT do Corinthians, que foi um produto da promiscuidade em que vivem a diretoria do clube e de suas organizadas. A Gaviões da Fiel, sua maior torcida, tem mais força do que os próprios dirigentes corintianos, e sua escola de samba, que irá homenagear Ronaldo, recebeu milhões de patrocÃnios para o Carnaval. Uma verdadeira hidra criada no terreno do Parque São Jorge.
Essas facções têm que entender que o verdadeiro torcedor do futebol é aquele que sai de casa para assistir ao jogo do seu time, para apoiá-lo ou mesmo vaiá-lo dentro dos conceitos democráticos. Pagam seus ingressos e não usam benesses governamentais. Gastam com o clube, e não são pagos para torcer.
O torcedor verdadeiro é aquele que mesmo que seu clube esteja em baixa, frequenta as arquibancadas, paga as suas mensalidades e não o abandona, e além disso não recebe financiamento para suas atividades.
O futebol completa no próximo mês 151 anos de sua implantação. Saiu da Inglaterra e tornou-se um dos esportes mais populares do mundo, e mesmo os holligans não conseguiram deter o seu progresso.
Torcedores não são vândalos. Torcedores não brigam nos estádios, prejudicando os seus clubes com perdas de mando de campo, como vem acontecendo em nosso futebol.
Os clubes são os culpados por alimentarem esses segmentos, e perderam muito com isso, porque o convÃvio com os bons consumidores foi rompido, por conta desse lado ruim do futebol, e com muitas perdas financeiras que prejudicam o seu fluxo de caixa.
Para os que carregavam as faixas, gostarÃamos de afirmar que a sociedade brasileira já cansou de suas presenças. Existe um movimento para encerrar esse ciclo pernicioso que tomou conta do esporte, e que os estádios voltem a contemplar os torcedores do bem, que são fundamentais para a sua evolução.
As faixas nas arquibancadas certamente foram um dos últimos suspiros de segmentos que tendem a desaparecer, para alegria da sociedade e tristeza dos cartolas, que têm neles as suas tropas de choque.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








