JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
As mÃdias
divulgaram na última terça-feira o lançamento da candidatura de Francisco
Novelletto, dirigente da Federação Gaúcha, à presidencia da CBF, pela
oposição.
Postamos um pequena nota no blog no dia de ontem, pois gostarÃamos de nos aprofundar sobre o tema, conversando com algumas fontes.
Na realidade, o nome que estava sendo ventilado era o de Andrés Sanchez, ex-presidente do Corithians, que teve o apoio de alguns clubes participantes do colégio eleitoral, porém, encontrou restrições nas federações. Por conta disso, ¨temporariamente¨ abriu mão da candidatura para o cartola gaúcho, que terá trinta dias para viabilizá-la.
Existe um casuÃsmo no Estatuto do Circo Brasileiro de Futebol, quando um candidato tem a necessidade do apoio de 5 clubes e oito federações para o registro de uma candidatura, fato esse que inviabiliza em muito qualquer candidato oposicionista por conta do sistema do "toma lá dá cá¨, implantado no esporte nacional.
Sanchez reiterou algumas vezes que já tinha o número necessário de apoiadores, e que estava trabalhando para aumentá-los, fato esse que poderá ser verdadeiro, mas consideramos muito difÃcil de se concretizar, a não ser que outras vias sejam tomadas.
O futebol brasileiro seguiu o modelo implantado por João Havelange na FIFA através de Ricardo Teixeira, tornando-o um grande centro de negócios, legais e ilegais, atraindo aventureiros interessados em ganhar dinheiro. Os escândalos que aconteceram neste perÃodo, demonstraram que isso aconteceu.
Certa vez, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, que foi presidente do Palmeiras, disse em uma entrevista que a CBF era uma ¨ARCA PERDIDA CHEIA DE OURO¨, que todo mundo quer achar. Daà o apego dos que lá estão para continuarem nos cargos, e para tal os procedimentos adotados não são institucionais.
A CBF para nós é uma casamata a ser tomada, onde contempla e guarda os interesses mesquinhos, e diversificados. Cada um tira o seu pedaço, e abandonar essa situação é muito difÃcil para quem está participando do seu banquete.
Uma eleição desse tipo é uma farsa montada, e que dificilmente os opositores podem conseguir algo para a implementação das mudanças.
Os eleitores recebem benesses o ano todo, não somente as federações, assim como alguns clubes que vivem pendurados em empréstimos junto à mentora, possuidora de um grande negócio chamado seleção, que produz recursos para que seus cartolas permaneçam no poder.
Uma eleição que depende de tais votos torna-se dura, mas somos daqueles que acreditamos que a luta deve existir, mesmo com desvantagem no processo e, quem sabe, no caminho algumas cabeças sejam abertas, e que possam visualizar de que estão participando de um processo apodrecido, necessitando de incineração, e que mudar é necessário.
Mesmo com armas desiguais o processo eleitoral deve ser enfrentado, e que no meio dos eleitores surjam pessoas que posssam ajudar a mudar o sistema implantado, que está levando o futebol para o fundo do poço.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








