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No Mundo da Lua
postado em 02 de dezembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NO MUNDO DA LUA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Nos tempos mais antigos, as pessoas que viviam no mundo da fantasia, fora da realidade latente, eram consideradas como habitantes do Mundo da Lua.

Nada mudou, e no mundo de hoje, globalizado existe ainda gente que vive nesse mundinho, muitas vezes por ignorância e em uma boa parte por esperteza e interesses outros, optando por não reconhecer a verdade.

Quando observamos alguns acontecimentos no Brasil, e o silêncio de quem poderia discuti-los, temos a convicção de que estamos no Mundo da Lua, onde alguns setores importantes, e entre esses a imprensa, preferem ignorar alguns fatos que afrontam a sociedade e sobretudo a lógica.

Abrimos os jornais e encontramos o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, na abertura de um Campeonato de Pôquer, patrocinado por uma agência de jogos, e na companhia de algumas celebridades, entre elas o representante no Brasil dessa jogatina on-line, o ex-jogador e hoje celebridade, Ronaldo, e do treinador Vanderlei Luxemburgo.

Será que o nosso Ministro não atentou para a gravidade do fato, e o ilustrou com a sua presença, ou está no Mundo da Lua?

Uma foto de deputados e senadores em um ônibus para visitarem os presos do mensalão, mostrou que esses vivem no Mundo da Lua. O Senador Suplicy ainda pousou com um aparelho de celular no ouvido. Grotesco, e que até a presidente Dilma reclamou.

E os 445 kg de cocaína do helicóptero dos Perrelas, famosos no futebol brasileiro? Até hoje não entendemos os procedimentos adotados na investigação.

Por qual razão não foi divulgado o nome do dono da Fazenda em que o helicóptero passou a descarregar a mercadoria? Por que não foi solicitado a quebra do sigilo telefônico do deputado Perrelinha, e do Senador Perrela, que seria uma das coisas a realizar?

Nada aconteceu, desde que vivemos no Mundo da Lua, e a sociedade finge que não está entendendo nada.

Um fato mais grotesco que a assistimos nos últimos tempos, está relacionado ao futebol,  foi o da despedida de Tite dos jogos do Corinthians no Pacaembu recebendo placa, e homenagem de 35 mil torcedores.

Para um leigo no segmento, tal comemoração seria entendida como um agradecimento pelas conquistas obtidas pelo treinador no comando técnico do clube, e que deixou gravado nas páginas da sua história o perfil de um dos seus melhores comandantes, no final da temporada.

Ou então, que essa despedida seria por conta de um contrato com o Barcelona, um dos maiores times de futebol do mundo, e que estava o tirando do alvinegro de São Paulo. Neste ponto o assunto poderia ser entendido.

Ficamos certos de que estávamos no Mundo da Lua, quando assistimos a tal momento, e sabíamos que o treinador fora escanteado desde setembro para dar lugar a Mano Menezes, que deixou o Flamengo, para sorte dos seus torcedores, com o destino selado para o clube do Parque São Jorge.

Observando as festividades, ficamos certos de que os corintianos devem viver no Mundo da Lua, pois não renovarem o contrato com um treinador que recebeu tal homenagem, é realmente coisa de outro planeta, muito embora a Lua seja um satélite da Terra.

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O Posto Ipiranga
postado em 01 de dezembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O POSTO IPIRANGA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO  - blogdejj.esporteblog.com.br


Os comerciais do posto Ipiranga são na realidade geniais, principalmente um que contempla dois personagens, um homem e um menino respondendo perguntas de um caminhoneiro.

Tudo que é perguntado, a resposta sempre é a mesma: ¨Procure no Posto Ipiranga¨.

Estamos vivendo no futebol brasileiro algo parecido com essa boa peça publicitária, com uma histeria coletiva com relação à atuação do Bom Senso FC.

Já afirmamos e reafirmamos que somos inteiramente favoráveis ao movimento, mas os procedimentos de uma parte da imprensa esportiva brasileira está transformando-o no Posto Ipiranga, ou seja, aquele que resolve tudo.

Se existe corrupção no Brasil, procurem o Bom Senso. Ele resolve.

Se Genuíno vai ter a sua aposentadoria, procurem o Bom Senso. Ele resolve.

Se  José Dirceu vai trabalhar em um hotel em Brasília, cujo dono recebe os beneficios do poder reinante, procurem o Bom Senso. Ele resolve.

Se a violência prospera em nosso país, sem que as autoridades tomem as devidas providências, procurem o Bom Senso. Ele resolve.

Se a educação falida deseduca, procurem o Bom Senso. Ele Resolve.

Se as malas brancas, pretas, amarelas e azuis voam pelos aeroportos brasileiros, com os destinos certos, procurem o Bom Senso. Ele resolve.

Se os custos dos estádios da Copa do Mundo subiram R$ 1 bilhão em um ano, procurem o Bom Senso. Ele resolve.

Na verdade estão superdimensionando um movimento dos mais importantes do futebol brasileiro, e que poderá prejudicá-lo com referência às mudanças que terão que ser procedidas nesse esporte.

O problema do Clube Náutico é um entre dezenas de coisas erradas que acontecem em nosso futebol. Como o time de Pernambuco, há pouco tempo tínhamos o Vasco da Gama, Fluminense, Palmeiras com os mesmos problemas salariais, por conta de uma cultura nefasta de atrasos que há anos foi implantada pelos clubes brasileiros.

O combate a esse mal é sem dúvidas importante, mas o fundamental é a mudança no contexto da administração do futebol nacional, com entidades carcomidas, um continuísmo predatório, e com clubes falidos ou semi falidos, fingindo que estão vivos e brincando de jogar.

Este é o ponto mais importante do movimento, sabendo que a contuinidade do sistema não permitirá mudanças, desde que as raízes, embora podres, estão bem profundas, e precisam de máquinas para retirá-las.

Não podemos, nem devemos considerar que o Bom Senso é o Posto Ipiranga que resolve tudo, e irá solucionar todos os problemas de nosso futebol. Assim o fazendo, um grande erro está sendo cometido, ocasionando um desgaste ao que poderia ser o início das transformações, e que no final poderá ser apenas mais um que tentou mudar e não conseguiu.

Paciência, prudência e sem açodamento, fazem parte de uma receita para quem deseja alcançar objetivos, e esse deveria ser o mote dos jogadores do futebol brasileiro, desde que as forças reacionárias dos donos da Casa Grande são poderosas, e para derrubá-las precisamos do Bom Senso e não do Posto Ipiranga.

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E o futebol sobrevive
postado em 01 de dezembro de 2013

PAULO VINÍCIUS COELHO - FOLHA DE SÃO PAULO


A frase tem tom de piada, mas foi dita textualmente na quinta-feira pelo presidente do Náutico, Paulo Wanderley: "Tem uns jogadores aí que acham que o Bom Senso vai prevalecer no futebol brasileiro! Não vai!" Ao tentar afirmar que os cartolas não vão se curvar ao movimento Bom Senso F. C. --e ao esquecer o complemento F. C.--, Paulo Wanderley poderia terminar o raciocínio com algo como: "Enquanto houver dirigentes como eu neste país, o bom senso jamais prevalecerá!"

O Náutico tem a segunda pior campanha da história dos pontos corridos. Só o América-RN fez menos pontos, em 2007.

Na quinta-feira, a ameaça de greve expôs as razões do fracasso. Não eram apenas os atrasos salariais, segundo relatos dos atletas. Nem a absurda determinação de não pagar quem estivesse no departamento médico.

Em maio, o presidente Paulo Wanderley anunciou a criação de um conselho gestor composto por 17 dirigentes. Os jogadores contam que a partir daí cada um desses torcedores travestidos de dirigentes passou a visitar e levar acompanhantes ao vestiário: "Teve treino em que eu precisei disputar espaço com eles para fazer xixi", conta um atleta.

Outro contou ter seu carro revistado na entrada do centro de treinamento. O atacante uruguaio Olivera havia sido afastado pela direção, estava proibido de entrar no CT, e os vigias desconfiavam que algum atleta pudesse escondê-lo no porta-malas.

Na quarta-feira à noite, o futebol brasileiro deu uma impressionante demonstração de vida, com o Maracanã ocupado em 90%, 100% vestido de vermelho e preto. Uma noite no país do futebol.

Estava tão bom poder falar só de bola...

Então chegou a quinta e a crise do Náutico veio acompanhada do anúncio da criação da Copa Verde, disputada entre equipes do Norte e Centro-Oeste.

O torneio da ocupação do território esquecido pelo futebol brasileiro seria ótimo se criado por razões técnicas e se preenchesse um pedaço ocioso do calendário.

Mas o objetivo da CBF é político. Tenta acima de tudo agradar os presidentes de federações e angariar votos para a eleição de Marco Polo Del Nero, em abril. Além disso, engrossa o número de jogos no período em que os jogadores de clubes pequenos têm emprego. Os nanicos precisam de partidas onde elas rareiam e há desemprego, de julho a novembro.

Não de fevereiro a abril, época de cheia até do rio Amazonas.

Na sexta-feira, o sorteio dos grupos da Copa nos fará voltar a falar de bola. Análise dos grupos, dos adversários do Brasil... Três dias para falar de futebol, só de futebol! Bem pensado... Três dias para falar de Copa do Mundo bem no final de semana da decisão do Brasileirão!

"Tem uns jogadores aí que acham que o bom senso vai prevalecer!"

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