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Sport
A quem interessa o projeto imobiliário?
postado em 22 de dezembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A QUEM INTERESSA O PROJETO IMOBILIÁRIO DO SPORT?


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O projeto imobiliário vendido como Arena, para iludir os incáutos e ajudar os sabidos a defenderam-na, foi aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU), órgão da Prefeitura Municipal do Recife, sem atender alguns pontos importantes que afetam a mobilidade no local.

Não esperávamos outra coisa, pois todos nós sabíamos que desse mato não sairia coelho, já que são bem espertos e não iriam oferecer-se como caça. Mas devemos ressaltar que pelo menos cinco dos 19 componentes presentes à reunião votaram contra, com argumentos fortes e sobretudo legais.

Trata-se de um tema que certamente será resolvido na Justiça Estatal, porque trata-se de um empreendimento que irá favorecer a alguns, e nunca ao Sport Recife, que perderá o seu patrimônio (metade da União, que ainda está omissa), e que por trinta anos será um mero locatário.

Tomamos conhecimento ontem dos investidores principais do projeto, e na realidade é de uma vergonha, e cujos nomes ainda iremos preservar, até o momento certo.

Na realidade o parecer do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), deu muitos subsídios para uma ação judicial dos sócios interessados e que ainda gostam do clube, mas nada do que foi solicitado foi contemplado pelo CDU, inclusive com um agravante, e tomamos conhecimento disso por conta de um comentário no blog, que o representante da Ademi é funcionário da Construtora Moura Dubeux, e que propôs uma modificação no parecer para que fosse autorizada a derrubada do restaurante Varanda, anexo à sede social do clube, para atender uma ampliação do Shopping, no que foi atendido. Certamente um caso de ética pública.

O CAU no documento apresentado solicitou que fossem aprovadas treze medidas mitigatórias de impacto, relativas à mobilidade e sistema de transporte (Plano de Mobilidade), ao meio ambiente, infraestrutura básica e os prejuízos da vizinhança.

Nada foi atendido. Dentro do seu relatório, observamos uma solicitação para que o clube faça uma doação ao município de uma faixa de 20 metros na lateral do canal da Rua João Elizio Ramos, como contrapartida de efeito público, valorizando a borda d''água e possibilitando criar uma praça pública linear preceituada pélo projeto Rio Capibaribe. 

Outra solicitação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo é que fossem apresentadas a aprovação final da Secretaria de Meio Ambiente relativas a questões a ela pertinentes e a aprovação do DPCC em relação ao tombamento do imóvel Especial de Preservação (IEP), que é o prédio da sede original do Sport- e seus aspectos reguladores.

Um outro ponto importante levantado pelo Conselho está relacionado ao descumprimento de duas leis, a Federal 10.257, de 2001 (Estatuto das Cidades) e a Municipal, n. 17.571, e que poderá servir de objeto para futuras demandas.

O assunto está em aberto. O projeto tem que ser encaminhado para a Assembleia Geral dos associados do clube, já que sofreu modificações, e nessa os sócios do Sport poderão dar uma demonstração se gostam ou não do seu clube, ou desejam que ele desapareça.

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Mundial de Clubes
Galo frustra ilusão vendida pela imprensa
postado em 18 de dezembro de 2013


Jô disperdiçou boas chances, que fizeram falta ao Atlético-MG. Foto: AFP


CLAUDEMIR GOMES

 

O Atlético Mineiro esqueceu dois princípios básicos: o de que no futebol não existe verdade absoluta, e que não se pode falar em final antes de passar pela semifinal. Grande parte da imprensa brasileira, com um já característico ufanismo, tratou o jogo com o Raja Casablanca como favas contadas, fato que criou uma expectativa exagerada nos torcedores que passaram a acreditar numa goleada do Galo sobre o time africano. Quando a bola rolou a história foi contada de forma diferente, e a vitória do Raja - 3x1 - foi um frustrante presente de Natal para o futebol brasileiro.

Futebol não se ganha na televisão, nem nas páginas dos jornais. Aliás, este alerta é dado pelo mestre, José Joaquim, quase todos os dias. A maioria dos cronistas, principalmente os que transmitem e comentam jogos na televisão se esforça para maquiar uma realidade que não existe. Até o pênalti que foi cometido pelo Atlético/MG tentaram amenizar afirmando que houve um %u201Ctoque sutil%u201D. O importante é que o lance foi reprisado várias vezes para que cada um dos telespectadores fizesse sua própria interpretação.

Durante a Libertadores da América o Atlético/MG utilizou uma tática que chegou a ser chamada de "galoucura". Ontem, na sua estréia e despedida no Mundial de Clubes, o time mineiro não conseguiu vencer o bloqueio defensivo criado pelo Raja Casablanca. Pior: foi envolvido por uma estratégia mais que previsível: o contra-ataque. Os três gols do time marroquino foram oriundos de contra-ataques bem encaixados.

A grande esperança dos mineiros era Ronaldinho Gaúcho, um craque que já se rende as imposições do tempo. O pretenso ponto de desequilíbrio mostrou sua genialidade numa cobrança de falta, marcando o gol de honra da equipe brasileira, mais nada. Sem um condicionamento adequado se tornou um jogador comum, previsível, fácil de ser marcado. Foi desarmado em várias tentativas de dribles, e errou passes comprometendo sua eficiência até no trivial. Aos insanos que ainda defendiam sua presença no grupo da Seleção Brasileira que irá disputar a Copa de 2014, ficou a mostra do crepúsculo da estrela.

Esta foi à segunda vez que um time brasileiro é surpreendido por uma equipe africana no Mundial de Clubes, o outro foi o Internacional em 2010. Pior que o jogo foi o encerramento da transmissão com os ilusionistas tentando desdizer o que disseram durante todo o tempo.  

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Artigos
Descrédito é legado de viradas de mesa
postado em 17 de dezembro de 2013

PAULO VINÍCIUS COELHO - FOLHA DE SÃO PAULO


O risco do descrédito provocado pelo rebaixamento da Portuguesa não se dá pela permanência do Fluminense em 2014. Dá-se porque o clube carioca disputou a Série A em 1997 e 2000, quando deveria ter jogado a Série B.

Em 1997, o Flu caiu no campo, mas se cogitou o rebaixamento de Corinthians e Atlético-PR por causa do escândalo Ivens Mendes.

O então presidente do Corinthians, Alberto Dualib, teve conversa gravada falando com o presidente da comissão de arbitragem, Ivens Mendes: "Eu dou 1-0-0."

A percepção de ter havido suborno gerou a ideia de que Corinthians e Atlético-PR deveriam ser rebaixados, e o Fluminense não.

Todos ficaram.

No ano seguinte, o Fluminense caiu de novo. Jogou a Série B. Mas, em 2000, o Botafogo se livrou do rebaixamento recebendo pontos do São Paulo pela escalação irregular do atacante Sandro Hiroshi. O Gama acabou rebaixado e recorreu. Uma liminar da Justiça comum manteve o clube de Brasília --todos ficaram.

O Fluminense tinha subido da Série C para a Série B. Com o imbróglio, a CBF manteve Gama e Botafogo e acrescentou Fluminense, Juventude, América-MG e Bahia, para descaracterizar a existência de acesso e descenso do ano anterior.

O descrédito vem daí. Daquelas vezes, aconteceram viradas de mesas. Desta vez, a lei castiga a Portuguesa, respalda o Fluminense.

Que a Portuguesa poderia ser rebaixada pelo erro atual é consenso. Aplicou-se o que está escrito.

É ruim não poder prevalecer o resultado do campo. Pior do que isso é ampliar a noção de que os grandes se dão bem e os pequenos pagam o preço no futebol brasileiro. Mas, neste caso, essa ideia não é exata.

É impossível dizer que a decisão está errada. O descrédito é inevitável. Mas por causa das decisões do passado, não do presente.

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Náutico
O novo tempo alvirrubro
postado em 16 de dezembro de 2013


Eleito, Glauber Vasconcelos faz V da vitória. Foto: Rômulo Alcoforado/ Blog do Torcedor


CLAUDEMIR GOMES

 

"No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra sobreviver...

No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
Pra nos socorrer, pra nos socorrer..."

 

As frases acima são da música - Novo Tempo - do Ivan Lins, e retratam, com fidelidade, a resposta que os alvirrubros deram, da forma mais democrática e civilizada possível, nas eleições do Clube Náutico Capibaribe, onde o candidato oposicionista, Glauber Vasconcelos, 53 anos, foi o vencedor com um percentual de 73,2% dos votos. Ele obteve 1.575 dos 2.151 votos colocados nas urnas. Traduzindo para uma linguagem popular: uma lavagem.

Alexandre Homem de Melo, candidato da situação, apoiado pelo presidente executivo, Paulo Wanderley, e pelo presidente do Conselho Deliberativo, Berilo Júnior, teve apenas 70 votos - 3,25%. Marcílio Sales, um candidato que não era o preferido dentro do próprio grupo que lhe apoiava, mesmo contando com o respaldo de seis ex-presidentes, conseguiu 458 votos - 21,3%. Alberto Souza, líder de uma torcida organizada, surpreendeu com 43 votos - 2%. Na histórica eleição, 3,414 sócios estavam aptos a votar.

O momento do Clube dos Aflitos tornou imperiosa a necessidade de mudança. A desastrosa gestão do presidente Paulo Wanderley foi o maior cabo eleitoral do candidato da oposição. Chega de descaso, chega de mesmice.

Nunca esqueço uma frase proferida pelo ilustre alvirrubro, Marco Antônio Vilaça, em 1993: "O Náutico é um clube contemporâneo do Século XXI". A partir daquele momento passei a cobrar mudanças no clube que insistia em viver acorrentado ao passado. No início do novo Século surge um fio de esperança com a conquista de um título no ano do centenário. O projeto do Centro de Treinamento Wilson Campos era o único sinal vivo de mudança, de transformação de uma agremiação que seguia sendo tratada como um feudo pertencente a um pequeno grupo.

Descasos e abandonos levaram o clube a ter gestões patéticas. Mas ninguém podia falar. Quando aconteciam as críticas a culpa do insucesso era atribuída à imprensa. E assim se passaram os treze primeiros anos do novo tempo, e nada do Timbu entrar em sintonia com a nova ordem.

Mas o povo pensa, como diria o saudoso Dom Helder Câmara. Para tomar o poder era preciso se organizar. Nos últimos dois anos o Movimento Transparência Alvirrubra - MTA - arregaçou as mangas e foi à luta. Organizou-se, somou conhecimentos, se habilitou para o grande desafio que é tornar o sonho de Marcos Vilaça, e de milhares de alvirrubros, em realidade: fazer com que o Náutico seja um clube contemporâneo do Século XXI.

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Artigos
A volta dos públicos fantasmas
postado em 15 de dezembro de 2013

Pernambucano 2014, em 08/12/2013: América 2X2 Serra Talhada. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press


CASSIO ZIRPOLI - DIARIO DE PERNAMBUCO


Uma velha prática se mantém no Campeonato Pernambucano.

A centésima edição do Estadual, em 2014, começou de forma pouco usual ainda nesta temporada, mas apenas com os nove clubes intermediários.

Após duas rodadas, o público registrado é excelente. Em tese.

As oito partidas tiveram 48.057, segundo o borderô oficial. A média ficou em 6.007 torcedores, superior inclusive à competição de 2013, cujo dado foi de 5.448 presentes, incluindo os clássicos e as finais.

Como ocorre há tempos, o número vem sendo turbinado pela campanha promocional do governo do estado, o Todos com a Nota.

Já foram trocados 45.500 ingressos subsidiados, o que corresponde a 94,6% de todos os torcedores. Analisando apenas a planilha de dados, trata-se de  algo louvável. No entanto, um rápido olhar também nos jogos, nos estádios, mostra que o dado parece bem longe da realidade, com o uso de forma contestável.

Bons públicos e estádios vazios? A conta não bate.

A explicação vem do sistema de repasse da verba da campanha. Os clubes (e a federação) só precisam informar à organização do TCN - e, consequentemente, à receita - o volume de ingressos trocado por notas fiscais, sem a necessidade de expor todos os torcedores como presentes nas partidas. Se vão 5 ou 5 mil, pouco importa. O repasse será apenas pela troca, de forma legal.

Na capital o sistema já é digital, necessitando de cartões magnéticos exclusivos. Curiosamente, nem todos os jogos de Náutico, Santa e Sport têm as cargas promocionais esgotadas. Já no interior, com o formato de troca presencial na véspera, na própria bilheteria do estádio, é comum a troca total. Estatisticamente, seria improvável que absolutamente que todas as entradas do TCN colocadas à disposição fossem contabilizadas nos públicos. A FPF explica que os times intermediários têm apoio de empresas locais, cujos funcionários exercem a ação.

Ou seja, um ato dentro de todas as brechas legais, mas sem que o ingresso seja mesmo usufruído pelo público, na principal função social da campanha.

Pernambucano 2014, em 08/12/2013: Porto 1x1 Central. Imagem: TV Asa Branca/Globo/reprodução

Aqui, então, temos três exemplos de jogos do novo torneio com bons públicos no papel, mas visivelmente aquém dos números à disposição no site da FPF.

No único jogo na região metropolitana, América e Serra Talhada empataram no Ademir Cunha às moscas. Havia gente em apenas um lado da arquibancada, abaixo das cabines de rádio, e ainda assim em número reduzido.

Situação semelhante em Caruaru, também na rodada de abertura, onde houve o maior público, com cerca de oito mil pessoas no clássico entre Porto e Central. A torcida se concentrou em dois setores, nas arquibancadas da Rua Campos Sales e atrás de uma das barras, mas sem qualquer lotação, por mais que a arrecadação tenha apontado 40% ocupação no estádio de 19.478 lugares.

No Carneirão, no duelo entre Chã Grande - com o mando de campo, apesar da localização - e Vitória, as arquibancadas também ficaram bem vazias. Na última aferição de capacidade de público encomendada pela FPF, no início do ano, o estádio Severino Cândido Carneiro foi liberado para receber até 10.911 pessoas. Pelas imagens, o público teria ocupado 46% do espaço. Não, não ocupou. In loco, somente 168 pessoas assistiram ao jogo, conforme o anúncio do sistema de som do estádio, numa nova norma da FPF, mas sem qualquer registro posterior - borderô, site etc. Para não comprometer os dados oficiais, obviamente.

1ª rodada
08/12/13 - Porto 1 x 1 Central - 7.973 pessoas (7 mil do TCN). Fotos e borderô
08/12/13 - América 2 x 2 Serra - 5.123 pessoas (5 mil do TCN). Fotos e borderô
08/12/13 - Salgueiro 3 x 0 Ypiranga - 7.484 pessoas (7 mil do TCN)
08/12/13 - Chã G. 0 x 1 Vitória - 5.062 pessoas (5 mil do TCN). Fotos e borderô

2ª rodada
11/12/13 - Vitória 0 x 0 Salgueiro - 5.087 pessoas (5 mil do TCN)
11/12/13 - Ypiranga 0 x 2 Porto - 4.917 pessoas (4,5 mil do TCN)
11/12/13 - Serra Talhada 1 x 2 Pesqueira - 5.158 pessoas (5 mil do TCN)
11/12/13 - Central 3 x 1 Chã Grande - 7.253 pessoas (7 mil do TCN)

Surpreso com essas informações? Não deveria, pois o blog denunciou a mesma situação no futebol local em 4 de fevereiro deste ano, sendo inclusive a manchete do Diario de Pernambuco no dia seguinte. Relembre aqui.

Na época, o presidente Evandro Carvalho garantiu ter afastado um dos delegados responsáveis pelas partidas e disse que haveria uma maior fiscalização nos estádios, com pessoal e novas catracas (veja aqui).

O tempo passou e o modus operandi, ao que parece, continua em vigor.

Pernambucano 2014, em 08/12/2013: Chã Grande 0x1 Vitória. Imagens: Bruno Freitas/Youtube


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