JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O projeto imobiliário vendido como Arena, para
iludir os incáutos e ajudar os sabidos a defenderam-na, foi aprovado pelo
Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU), órgão da Prefeitura Municipal do
Recife, sem atender alguns pontos importantes que afetam a mobilidade no
local.
Não esperávamos outra coisa, pois todos nós sabÃamos que desse mato não sairia coelho, já que são bem espertos e não iriam oferecer-se como caça. Mas devemos ressaltar que pelo menos cinco dos 19 componentes presentes à reunião votaram contra, com argumentos fortes e sobretudo legais.
Trata-se de um tema que certamente será resolvido na Justiça Estatal, porque trata-se de um empreendimento que irá favorecer a alguns, e nunca ao Sport Recife, que perderá o seu patrimônio (metade da União, que ainda está omissa), e que por trinta anos será um mero locatário.
Tomamos conhecimento ontem dos investidores principais do projeto, e na realidade é de uma vergonha, e cujos nomes ainda iremos preservar, até o momento certo.
Na realidade o parecer do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), deu muitos subsÃdios para uma ação judicial dos sócios interessados e que ainda gostam do clube, mas nada do que foi solicitado foi contemplado pelo CDU, inclusive com um agravante, e tomamos conhecimento disso por conta de um comentário no blog, que o representante da Ademi é funcionário da Construtora Moura Dubeux, e que propôs uma modificação no parecer para que fosse autorizada a derrubada do restaurante Varanda, anexo à sede social do clube, para atender uma ampliação do Shopping, no que foi atendido. Certamente um caso de ética pública.
O CAU no documento apresentado solicitou que fossem aprovadas treze medidas mitigatórias de impacto, relativas à mobilidade e sistema de transporte (Plano de Mobilidade), ao meio ambiente, infraestrutura básica e os prejuÃzos da vizinhança.
Nada foi atendido. Dentro do seu relatório, observamos uma solicitação para que o clube faça uma doação ao municÃpio de uma faixa de 20 metros na lateral do canal da Rua João Elizio Ramos, como contrapartida de efeito público, valorizando a borda d''água e possibilitando criar uma praça pública linear preceituada pélo projeto Rio Capibaribe.
Outra solicitação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo é que fossem apresentadas a aprovação final da Secretaria de Meio Ambiente relativas a questões a ela pertinentes e a aprovação do DPCC em relação ao tombamento do imóvel Especial de Preservação (IEP), que é o prédio da sede original do Sport- e seus aspectos reguladores.
Um outro ponto importante levantado pelo Conselho está relacionado ao descumprimento de duas leis, a Federal 10.257, de 2001 (Estatuto das Cidades) e a Municipal, n. 17.571, e que poderá servir de objeto para futuras demandas.
O assunto está em aberto. O projeto tem que ser encaminhado para a Assembleia Geral dos associados do clube, já que sofreu modificações, e nessa os sócios do Sport poderão dar uma demonstração se gostam ou não do seu clube, ou desejam que ele desapareça.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013












