Histórico
Santa Cruz
De volta às origens
postado em 10 de novembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, DE VOLTA ÀS ORIGENS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O jornalista Diogo Olivier, em sua coluna do jornal Zero Hora, citou o Santa Cruz como uma referência de um futebol que foi abandonado e necessita de um apoio maior dos que dirigem esse esporte no Brasil.

Certamente Olivier tem razão, visto que o esporte se faz com público, com demanda, e com a tradição que é fundamental.

Na verdade, o tricolor do Arruda não é apenas a referência a ser destacada, desde que nessa temporada, clubes que sempre tiveram suas raízes, e grande número de seguidores, tais como o próprio Santa Cruz, o Sampaio Correia, Botafogo-PB e Juventude deram a sua volta por cima, e conseguiram os acessos a uma divisão maior na busca do tempo perdido.

O futebol necessita de clubes com torcedores apaixonados e que nunca os abandonaram, e não ser tratado apenas como um negócio de empresários, que visualizam apenas o lucro, e nos jogos dos seus clubes as arquibancadas permanecem vazias.

O jornalista lembra muito bem da possível queda do São Caetano, e faz um questionamento: Quem vai sentir esse fato?

Certamente ninguém, desde que se trata de um clube de empresários, sem seguidores, e que participa dos eventos com fins comerciais, longe daqueles que lotam os estádios, e por conta de uma estrutura autofágica ficam penando em divisões menores.

Vamos mais longe quando lembramos do Audax, que foi negociado recentemente, e numa manobra esperta, juntou-se ao Osasco em São Paulo, clube esse que se encontra nas divisões inferiores do futebol desse estado, mas que irá disputar por conta de tal esperteza, a sua divisão principal.

Para que serve esse clube? Apenas para o seu dono, um dos acionistas do Bradesco.

E o Guaratinguetá que disputa a Série B Nacional? Para que serve? Muda de dono todo o ano, e não consegue somar dois torcedores.

O mesmo se dá com o Barueri, que já mudou de empresários e de cidades por várias vezes, e continua como sempre, sem seguidores.

O Ituitaba, que era de Goiás, transformou-se em BOA e passou para Minas Gerais, assim como o Ipatinga que tornou-se Betim, e foi o derrotado pelo Santa Cruz na quarta de final da Série B.

Fatos como esses acontecem pelo Brasil afora, e clubes com o potencial dos que citamos, ficam relegados por conta de uma  política danosa que é procedida por aqueles que dirigem o nosso futebol.

Pelo menos no meio de tanta avacalhação que se tornou o futebol nacional, algo de positivo com o retorno em grande estilo de clubes com demandas, e que sempre estiveram na parte da frente desse esporte.

O ano de 2013 foi na verdade o da volta às origens, com clubes que são necessários ao futebol brasileiro.

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Santa Cruz
Emoção mais Gratidão = Fracasso
postado em 05 de novembro de 2013


CLAUDEMIR GOMES

 

O Recife vestiu vermelho, branco e preto no domingo. Na segunda-feira acordou ouvindo o eco da louvação feita pela torcida tricolor ao seu ídolo e talismã: "Ah! É Caça-Rato". E o dia seguinte ao momento aguardado por cinco anos foi de comemorações e manifestações de populares retratando, com fidelidade, o que é o Clube do Povo.

Falar sobre o retorno do Santa Cruz à Segunda Divisão nacional, a importância do acesso, do resgate do prestígio do clube que tem uma das torcidas mais apaixonadas do futebol brasileiro é ser repetitivo. Quase tudo foi dito e explorado neste sentido.

O mestre Adonias de Moura, tricolor convicto, apaixonado e racional, sempre  nos alertou para o fato de que "primeiro é primeiro, e segundo é segundo em qualquer lugar do mundo". Citação simples e óbvia, mas de uma profundidade que muitos não conseguem alcançar.

Após testemunhar o espetáculo protagonizado pela torcida coral, domingo, no Arruda, e ver jogadores, dirigentes e torcedores externarem a emoção que estavam sentido de diferentes formas, passei a testemunhar o quanto será difícil impor uma linha de ação pragmática para dar sustentação ao crescimento do Clube do Arruda.

O desafio começa em qualificar o elenco sem dois componentes que afloraram com o acesso: emoção e gratidão. Os clubes pernambucanos sempre sentiram dificuldade em reformular seus grupos por não adotarem o profissionalismo que o futebol moderno exige. A mistura - emoção mais gratidão - não chega a ser explosiva, mas é danosa, leva a maioria dos projetos de restauração ao fracasso. A Série B exige um grupo bem mais qualificado do que a Série C. Uma ordem natural, que nem sempre o dirigente enxerga, por sentir que tem o dever da gratidão. E age impulsionado pela emoção do torcedor que é.

Santa Cruz e Betim fizeram um bom jogo domingo, com elevado índice de competitividade, mas que não deixou de ser um produto de Terceira Divisão. O primeiro degrau descido pelo Tricolor, numa queda que lhe levou à Quarta Divisão, foi decorrente da mistura - emoção mais gratidão. O clube havia conquistado o Pernambucano após um jejum de nove anos, e na mesma temporada ascendeu à Série A. Emocionais, os dirigentes da época não enxergaram a diferença entre ser primeiro e segundo. Cometeram o suicídio de encarar a Série A com um grupo qualificado para a Série B.

Toda a gratidão da torcida tricolor aos heróis do acesso foi demonstrada domingo. Agora, é hora de agir com profissionalismo na execução do processo de qualificação. Afinal, "várzea" nunca mais.

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Artigos
A volta do romantismo ao futebol
postado em 05 de novembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A VOLTA DO ROMANTISMO AO FUTEBOL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O que tem em comum Santa Cruz, Sampaio Correia e o Botafogo-PB?

Nada mais nada menos do que estádios lotados, conquistas importantes e sobretudo torcedores apaixonados, que fizeram do Brasileiro das divisões menores a porta de retorno ao futebol romântico e verdadeiro, com torcidas que nunca abandonaram seus times durante a época de vacas magras.

Nada temos contra o Betim, mas comparar um clube de empresários, de donos, que muda de nome a cada troca do seu contrato social, que não tem demanda, com o Santa Cruz de 60 mil torcedores em um jogo, é algo irracional.

Esses clubes representam as raízes do futebol brasileiro, de pés no chão, das senzalas que foram consumidos por gestões trágicas e sobretudo pela autofagia que tomou conta do sistema futebolístico nacional.

Somente a antropologia e a sociologia poderão explicar o que se passa na cabeça dos torcedores desses times, quando nunca os abandonaram, e sempre permaneceram fiéis diante de suas auguras.

Comemorar as suas conquistas mesmo em divisões menores é algo que devemos referenciar, quando vivemos em um mundo preconceituoso, e há pouco vimos um fato que caracteriza muito bem esse assunto, com alguns dirigentes do Palmeiras hesitando em festejar a volta do clube a divisão maior do futebol brasileiro.

Algo pequeno, mas que faz parte da arrogância de um segmento de nossa sociedade, que torce o nariz para aqueles de menor porte, como se esses não estivessem integrados ao sistema, e fossem os sub-humanos tão retratados no governo nazista de Hitler.

Não sabemos o futuro desses clubes, mas temos a convicção de que são fortes, possuidores de um alicerce poderoso para  sua sustentacão, e que atende pelo nome de torcedor e, por conta disso, com boas gestões, os caminhos ficarão mais fáceis.

Torcemos no último domingo pelo Santa Cruz e pelo Botafogo-PB, para que o verdadeiro futebol brasileiro voltasse a despontar, principalmente por ser aquele que leva o povo as arquibancadas, mostrando aos elitistas que ainda tem vida nesse esporte.

O Arruda com seus 60 mil torcedores nos trouxe de volta ao tempo em que os jogos eram disputados com bolas brancas, em que as torcidas eram civilizadas, não eram profissionais nem organizadas para tal, e sobretudo com paixão, vibração e respeito aos adversários.

O final de semana no Nordeste poderá servir de exemplo para esses destruidores do futebol brasileiro, que insistem nesse separatismo fascista, quando deixam de lado agremiações que representam e sempre representaram a verdadeira essência do esporte.

Pelo menos, ficamos com a convicção de que ainda existe vida no futebol desse país, precisando apenas que sejam expulsos do sistema os seus vendilhões.

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Artigos
Futebol é raça
postado em 05 de novembro de 2013

LÚCIO RIBEIRO - FOLHA DE SÃO PAULO


Toma esta, Bom Senso F.C.!

Quase mais "ajustado" ao calendário europeu do que os grandes centros do país, o Pará deu início neste final de semana, ao... Parazão 2014, o campeonato do ano que vem que começou agora em novembro.

Sei dessa porque eu estava em Belém nos últimos dias, ocupado com assuntos musicais, mas não a ponto de deixar passar destacáveis infos futebolísticas dos cadernos de esporte locais, meu hobby em viagens.

Os tradicionais Remo e Paysandu só entram no campeonato em janeiro, vá lá. Mas a "sensação" Gavião Kyikatejê, não. O time jogou neste final de semana pela primeira vez na divisão principal do futebol paraense e arrancou um empate no final contra os rivais do Águia, no "clássico de Marabá". Foi a primeira vez que os dois times se enfrentaram em uma competição oficial.

O Pará boleiro anda todo inusitado. O Gavião Kyikatejê é uma equipe algo especial formada há apenas quatro anos no interior do Estado. Fundado em 2009, foi anunciado como primeiro time indígena do Brasil. No princípio jogavam apenas membros da tribo. O presidente e o técnico eram índios também. Na verdade, eram a mesma pessoa. Como não conseguia fazer o clube chegar à primeira divisão, abriu as portas primeiro para outras tribos e, agora, para não-indígenas. Isso causou uma certa celeuma na cidade, entre a tribo, mas logo abafada porque enfim o time chegou à principal divisão do Pará.

O Gavião Kyikatejê, espécie de ex-Athletic Bilbao (time espanhol que só aceita jogador de etnia basca) do Norte do Brasil, se insere assim, a seu modo, no mais latente assunto do futebol brasileiro e mundial atualmente: a questão da "nacionalidade", que o caso Diego Costa/Brasil/Espanha trouxe para as manchetes.

O inevitável movimento da globalização está deixando o futebol confuso, sem o sentido do que é certo ou errado ou se existe certo e errado nessa história. E vem atingindo desde um time pequeno de índios do interior do Pará até duas das principais seleções nacionais do planeta.

O caso mais emblemático é o do moleque Adnan Januzaj, 18, do Manchester United, uma das maiores revelações deste campeonato inglês. Ele ainda não se decidiu para qual das SEIS seleções possíveis ele gostaria de emprestar seu futebol.

Januzaj gostaria de jogar por Kosovo, país de onde seus pais fugiram da guerra para fazê-lo nascer na Bélgica, mas a Fifa ainda não reconhece exatamente Kosovo como um país boleiro. E pela Bélgica não está muito a fim de jogar.

Poderia ser por Albânia, Turquia e Sérvia, por causa das relações familiares, mas Januzaj acha pouco provável. Ou, por que não, a Inglaterra, onde ele chegou em 2011. A Fifa diz que com cinco anos trabalhando num país diferente um atleta pode jogar na seleção local. Então, se ficar por lá, e não se decidir por outra seleção, em 2016 Januzaj pode virar "inglês". Como dizem por lá, "what a mess".

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Artigos
Club de Foot Ball Parayba
postado em 04 de novembro de 2013

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Por ROBERTO VIEIRA

1908.

Soares chega com a bola.

Sítio do Manoel Deodato.

Pelada entre amigos.

Club de Foot Ball Parahyba.

Parahyba apaixonada pelo futebol.

Tempos românticos do América.

Independente, Red Cross, Internacional de Cabedelo.

Surge o Cabo Branco.

Umbuzeiro e Santa Luzia fazendo gol.

O goleiro Antônio Fernandes Bióca.

Bióca que além de goleiro fundava o Treze nas horas vagas.

Treze, campeão do primeiro torneio noturno na Paraíba.

Quem lembra?

Paraíba engrossando contra São Paulo no Pacaembu.

Em 1951.

São Paulo com Julinho e Gamba.

Botafogo de 57.

Botafogo de Kleber, Zeca e Pedro Negrinho.

Botafogo que viu crescer o Campinense.

Campinense que não curtia futebol.

Em 2013, a Parahyba ressurgiu.

Muitos proclamavam que não havia mais futebol.

O futebol era virtual.

Os paraibanos torciam por clubes do sudeste.

E só.

Pois é.

Hulk na seleção.

Campinense, Campeão do Nordeste.

Botafogo-PB?

Vinte mil torcedores enlouquecidos gritando "CAMPEÃO!"

Uns, dirão.

Série D, tão somente.

Embasbacados em sua baba ancestral.

Enquanto Augusto dos Anjos proclama sutilmente.

"A Esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença.

Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança%u2026"

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Campeões de 1957

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