JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O jornalista Diogo Olivier, em sua coluna do
jornal Zero Hora, citou o Santa Cruz como uma referência de um futebol que foi
abandonado e necessita de um apoio maior dos que dirigem esse esporte no
Brasil.
Certamente Olivier tem razão, visto que o esporte se faz com público, com demanda, e com a tradição que é fundamental.
Na verdade, o tricolor do Arruda não é apenas a referência a ser destacada, desde que nessa temporada, clubes que sempre tiveram suas raÃzes, e grande número de seguidores, tais como o próprio Santa Cruz, o Sampaio Correia, Botafogo-PB e Juventude deram a sua volta por cima, e conseguiram os acessos a uma divisão maior na busca do tempo perdido.
O futebol necessita de clubes com torcedores apaixonados e que nunca os abandonaram, e não ser tratado apenas como um negócio de empresários, que visualizam apenas o lucro, e nos jogos dos seus clubes as arquibancadas permanecem vazias.
O jornalista lembra muito bem da possÃvel queda do São Caetano, e faz um questionamento: Quem vai sentir esse fato?
Certamente ninguém, desde que se trata de um clube de empresários, sem seguidores, e que participa dos eventos com fins comerciais, longe daqueles que lotam os estádios, e por conta de uma estrutura autofágica ficam penando em divisões menores.
Vamos mais longe quando lembramos do Audax, que foi negociado recentemente, e numa manobra esperta, juntou-se ao Osasco em São Paulo, clube esse que se encontra nas divisões inferiores do futebol desse estado, mas que irá disputar por conta de tal esperteza, a sua divisão principal.
Para que serve esse clube? Apenas para o seu dono, um dos acionistas do Bradesco.
E o Guaratinguetá que disputa a Série B Nacional? Para que serve? Muda de dono todo o ano, e não consegue somar dois torcedores.
O mesmo se dá com o Barueri, que já mudou de empresários e de cidades por várias vezes, e continua como sempre, sem seguidores.
O Ituitaba, que era de Goiás, transformou-se em BOA e passou para Minas Gerais, assim como o Ipatinga que tornou-se Betim, e foi o derrotado pelo Santa Cruz na quarta de final da Série B.
Fatos como esses acontecem pelo Brasil afora, e clubes com o potencial dos que citamos, ficam relegados por conta de uma polÃtica danosa que é procedida por aqueles que dirigem o nosso futebol.
Pelo menos no meio de tanta avacalhação que se tornou o futebol nacional, algo de positivo com o retorno em grande estilo de clubes com demandas, e que sempre estiveram na parte da frente desse esporte.
O ano de 2013 foi na verdade o da volta às origens, com clubes que são necessários ao futebol brasileiro.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013











