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Dicas de economia para jornalistas esportivos
postado em 18 de novembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, DICAS DE ECONOMIA PARA JORNALISTAS ESPORTIVOS


 Artigo escrito por Ricardo Araújo, publicado em seu blog Novas Arenas.


Existe uma máxima conhecida dos Titãs cujos versos iniciais dizem, ¨Eu não sei fazer música, mas eu faço, eu não sei cantar as músicas que faço, mas eu canto... ninguém sabe nada, ninguém sabe nada¨.

Penso sempre nela quando leio, ou vejo/ouço certos jornalistas que resolvem opinar sobre asuntos que não entendem, como se fossem uma espécie de ¨licença poética ao futebol dentro das quatro linhas". Eu não entendo desse assunto, mas tenho o direito de dar o meu pitaco. Perfeito. Minha crítica é que a liberdade de expressão não implica em falta de noção, e isso é o que me incomoda.

Recentemente o Real Madrid divulgou seus balanços da temporada 2012/2013. Neles nada que os profissionais que acompanham o mercado não soubessem. Uma dívida imensa, lastreada por receitas imensas. Nada demais.

Pois leio alguns jornalistas-colunistas, comparando o exemplo do Real com o de alguns de nossos clubes, e classificando as finanças do clube espanhol como ¨vergonhosas¨, ¨acintosas¨, ¨desastrosas¨e outras ¨osas¨. Eles confundem gestão financeira do clube (bastante competente), com a gestão do futebol (bastante controversa e de resultados duvidosos), para fazer afirmações risíveis e comparações até constrangedoras.

Eu também acho que o Real erra demais na gestão do elenco. Florentino Perez com uma política de ¨talonário¨, entende que o Real por ser o clube de futebol mais rico do planeta, precisa ter sempre melhores e mais famosos jogadores em seu elenco. Criou a estratégia galática onde o marketing tem tanta importância (ou mais) que os resultados. Em sua primeira gestão (2000/06), foi bem sucedido. Ele ¨gastou¨ muito, mas venceu muito. Mas nessa sua segunda de 2009 para cá, ele só gastou muito, pois venceu muito pouco. Essa cultura ¨marqueteira¨, porém, em 13 anos rendeu dividendos, transformando o clube numa poderosa máquina de ganhar dinheiro (e, por favor, não estamos analisando se os torcedores preferem títulos ou performances financeiras).

E é na dificuldade de entender e separar as duas coisas, que esses jornalistas escorregam feio. Apesar de inseridos no mundo dito capitalista, eles não entendem bem o significado de termos como ¨instrumentos de captação¨,¨política de crédito¨, ¨refinanciamento de dívidas¨, etc. No mundo deles, a única gestão financeira possível é a da vendinha da esquina, que investe apenas com 100% de capital próprio,  não cria 1 centavo de dívida.

Um mundo em que o banqueiro é ¨escroque¨, e termos como rolagem de dívida e alavancagem são pura ¨picaretagem¨. Ora, o Real possui de fato uma dívida imensa, entretanto suas receitas correspondem a 70% desse valor, o que o torna bastante financiável e relativamente fácil de gerir. O clube fatura mais do que o suficiente para pagar o carregamento da dívida e refinanciá-la com conforto. O Real paga absurdos 100 milhões de euros por um jogador comum, mas não irá ¨quebrar¨ por causa disso.

Diferentemente de vários clubes brasileiros, cujas divídas equivalem a 4 ou 5 vezes o seu faturamento anual, tornando as gestões das mesmas uma tarefa de gincana. Portanto, comparar as duas situações a um denominador comum é mais que um equívoco, é ignorância pura e simples.

Mas, o que fazer? Vivemos tempos em que o que vale é o entretenimento. Em que escritores, diretores de cinema e autores de novelas, comentam com autoridade sobre gestão e marketing esportivo, na televisão, no rádio, na internet e até em palestras. E o pior é que a audiência tem platéia garantida, e acabam, como formadores de opinião, emburrecendo quem sabe menos que eles.

Seria bom que os empreendedores educacionais aproveitassem essa oportunidade e lançassem cursos básicos e  intensivos de Gestão, Finanças, Contabilidade e Marketing, por exemplo, para jornalistas esportivos, e porque não, para atores e diretores de teatro, que assim poderiam exercer o sagrado dever de opinar ¨sobre tudo¨, com um pouco mais de propriedade.

Mas atenção. Se você é jornalista e não se identifica com o texto, não fique aborrecido e não vista a carapuça.

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Acontece
A proposta do Bom Senso F.C.
postado em 18 de novembro de 2013

BERNARDO ITRI MARCEL RIZZO - FOLHA DE SÃO PAULO


Uma das propostas de calendário do futebol brasileiro para 2015, formulada pelo jogadores que participam do Bom Senso F.C., transformaria os Estaduais em torneios curtos, com apenas sete datas, em formato de disputa igual ao da Copa do Mundo.

Enxugar essas competições locais seria a forma de ter na temporada no máximo 72 jogos, número considerado ideal pelo movimento dos atletas que pede melhorias no futebol. Haveria menos semanas com duas partidas, e as datas Fifa, quando há jogos de seleções, não seriam preenchidas com jogos de clubes brasileiros, algo que o calendário que a CBF imagina para 2015 não prevê.

Em 2014, um clube no Brasil entrará em campo 83 vezes se chegar às finais de todas as competições --como comparação, na Alemanha uma equipe atua no máximo 55 vezes em uma temporada.

O modelo do Bom Senso não mexeria no formato atual das Séries A e B do Brasileiro --disputadas por 20 clubes em formato de pontos corridos--, mas colocaria nas Série C e D os demais times profissionais do Brasil.

Dessa maneira, todos os clubes do país que disputam torneios, aproximadamente 650 em levantamento feito pelo Bom Senso, teriam atividade por dez meses do ano.

Em 2013, a CBF organizou as quatro séries com 99 clubes. Os demais tiveram que jogar torneios regionais deficitários ou simplesmente ficar parados durante quase todo o segundo semestre.

A Copa do Brasil seria disputada no ano todo, por todos os mais de 650 times, com os menores disputando as etapas eliminatórias preliminares e os maiores entrando apenas nas fases finais --modelo que é adotado por ligas como a inglesa, por exemplo.

O Bom Senso ainda não tem o projeto de calendário totalmente fechado porque procura um argumento que prove aos clubes que o dinheiro que perderiam com menos jogos nos Estaduais poderia ser recuperado no restante da temporada.

Uma das estratégias será apresentar o modelo diretamente à TV Globo, que detém os direitos de transmissão do futebol no Brasil. A Folha apurou que o grupo avalia que, se a Globo entender que há viabilidade econômica na proposta e apoiá-la, a CBF terá que ceder.

COPAS ESTADUAIS

Reduzir muito os Estaduais é um dos embates entre o Bom Senso e a CBF, que é contra. Vice da entidade e presidente da Federação Paulista, Marco Polo Del Nero já disse que o Estadual de São Paulo não pode ser disputado com menos de 19 datas, número que será usado em 2014.

No projeto que está sendo elaborado pelo Bom Senso, os Estaduais seriam parte da pré-temporada dos clubes, que poderiam usar os sete jogos para entrosar novos contratados, por exemplo.

Jogadas em sedes fixas (cidades do interior), as "Copas Estaduais" teriam 32 times, divididos em oito grupos, classificando dois de cada para as oitavas de final, seguindo com mata-matas até a final --sete datas no total.

Nos Estados com menos de 32 times por exemplo, a proposta seria convidar equipes amadoras para participar da competição, como acontece em ligas europeias.

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Artigos
Meia verdade = Mentira inteira
postado em 16 de novembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MEIA VERDADE É SEMPRE UMA MENTIRA INTEIRA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Nada pior do que uma meia verdade.

Existe um provérbio chinês, milenar, que retrata muito bem esta realidade: ¨MEIA VERDADE É UMA MENTIRA INTEIRA¨.

O marketing moderno é um recordista de meias verdades. Vendem gato por lebre ao consumidor, como um produto de alta qualidade.

No futebol temos uma infinidade de meias verdades, que são lançadas no seu dia a dia, e que efetivamente turvam a realidade perante o torcedor, que é o principal consumidor.

Há pouco vimos dois fatos que atestam o perigo de uma meia verdade, desde que uma notícia quando é divulgada pela metade torna-se inteira, e no fundo a realidade é bem outra.

Foguetes foram lançados quando a empresa que está organizando a Copa do Nordeste, afirmou que o campeão da competição iria receber R$ 1,5 milhão pelo título.

Uma meia verdade e uma mentira inteira.

O valor destacado não é pelo título, e sim pela soma das participações em todas as fases da competição. O clube que chegar à final receberá no total R$ 1,5 milhão, e não um prêmio com esse valor pelo título.

O mesmo acontece na Copa do Brasil, cuja premiação por jogo é muito maior do que a Copa do Nordeste, ou em Pernambuco, quando os clubes maiores do Bolsa Futebol ganham acima disso.

Outra meia verdade Ã© com relação à utilização dos Centros de Treinamentos de nossos clubes pelas seleções que irão jogar na Arena Pernambuco.

Os foguetes também foram para o ar, com uma meia verdade, quando o fato real é totalmente outro.

Pernambuco irá sediar cinco jogos da Copa do Mundo, mas não vai receber a concentração de nenhuma seleção durante o Mundial. Dos 83 campos de treinamentos das seleções (CTs) aprovados e divulgados pela FIFA, nenhum é de nosso estado.

Sport e Náutico prepararam os seus espaços para o recebimento das equipes disputantes do evento, inclusive com bons investimentos, mas a reprovação dada pela FIFA foi por conta dos vexames ocorridos na Copa das Confederações. À época as seleções da Espanha e do Uruguai penaram para terem o acesso aos CTs do Sport em Paratibe, e do Náutico, na Macaxeira, que ficam bem próximos ao centro do Recife, mas a difícil acessibilidade motivou uma demora de quase duas horas para que se chegassem ao local.

A verdade é que Náutico e Sport não terão seleções em treinamento no período da Copa do Mundo, mas poderão receber os times nas vesperas dos jogos, se esses desejarem realizar algum tipo de treinamento, desde que chegarão na cidade com 24 horas de antecedência, e poderão optar apenas por um reconhecimento da Arena que irão atuar.

Os clubes fizeram os seus papéis, mas o poder público que poderia ajudá-los na melhora dos acessos não o fez, e assim servirão apenas como um possível suporte, e não como foi divulgado que a FIFA tinha oficializado ambos como Centros de Treinamentos.

Uma meia verdade, que representa uma mentira inteira.

Aliás, o Brasil é o país que cultiva a meia verdade, e isso faz um grande mal para a sua evolução, pois anestesia a sociedade, que senta em uma mesa comendo gato pensando que é uma boa lebre.

A verdade, embora muitas vezes possa doer, é essencial para o regime democrático.

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O torcedor precisa apoiar o Bom Senso F.C.
postado em 15 de novembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O TORCEDOR PRECISA APOIAR O BOM SENSO FC.


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A sociedade brasileira assistiu na última quarta-feira a algo que poderá ser o início de uma revolução contra os desmandos que acontecem no dia a dia do nosso futebol.

Os atletas do Bom Senso FC deram uma demonstração que um protesto pacífico poderá muito bem servir de catapulta para as mudanças, sem a violência que nossas ruas estão nos mostrando.

Em Porto Alegre e Goiânia, os atletas entraram em campo carregando uma faixa com uma frase: "Por um futebol melhor para todos¨. Eles deixaram para os jogos transmitidos pela TV aberta uma outra faixa, com dizeres mais agressivos e que foram estendidas, muito embora as emissoras não tenham dado o destaque devido, com a seguinte frase: ¨Amigos da CBF: E o Bom Senso?".

Além das faixas, os 44 atletas que estavam nos dois campos cruzaram os braços, como forma de protesto contra a entidade que dirige o futebol brasileiro.

Os times do Botafogo e da Portuguesa, em outro horário, entraram com a mesma faixa, mas a CBF passou uma determinação de dar cartão amarelo a quem ficasse parado depois do apito inicial. Houve então uma diferença no protesto por conta da ameaça. Os jogadores cruzaram os braços, aproveitando-se do minuto de silêncio por conta de uma homenagem póstuma.

Tal fato também aconteceu no encontro entre Criciúma e Atlético-PR.

Na partida envolvendo os times do São Paulo e Flamengo, os atletas encontraram uma outra forma de protestar, desde que foram intimidados pelo poder dominante, quando ficaram 57 segundos tocando a bola entre eles, driblando assim o cartão amarelo, que representava para esses as balas de borrachas atiradas pela polícia contra os torcedores.

Os profissionais de Coritiba e Corinthians também tiveram o mesmo procedimento, iniciaram o jogo tocando a bola para Alex, e esse ficou com a sua posse por 60 segundos, quando  a devolveu para os corintianos.

Dois times destoaram e não entraram com a faixa, nem realizaram o protesto, Vitória e Cruzeiro, que foram únicos que não estiveram presentes nesse momento importante do esporte nacional. Perderam o bonde da história.

Este acontecimento merece uma grande reflexão. Em primeiro lugar, alguns veículos não deram a dimensão correta para o assunto. Um exemplo, o Jornal o Globo, que só comentou a paralisação na matéria que analisou a partida Grêmio x Vasco, e, em segundo, a necessidade do apoio do torcedor a tais manifestações, pois o segmento futebol depende em muito de suas participações.

A ESPN-Brasil, embora não transmita os jogos, em seus programas deu uma grande divulgação, e sobretudo a sua solidariedade. As demais foram pontuais e com pequenas explicações.

Existem outros métodos de mostrar o inconformismo, de forma pacífica, e o BOM SENSO assim o demonstrou, e o torcedor no lugar de estar ameaçando os profissionais de seus clubes, promovendo invasões e quebrando os seus patrimônios, deveriam também apoiar os gritos de mudanças, pois o futuro do futebol dependerá delas.

Existem muitas armas para tal luta, tais como ausentar-se dos jogos, não comprar produtos dos patrocinadores da CBF e demonstrar isso com grande divulgação.

Quando os cartolas e as empresas sentirem o abalo nos seus caixas, certamente irão mudar os procedimentos e atenderem as modificações solicitadas pelos atletas e apoiadas por todas a comunidade esportiva.

A noite de quarta-feira foi importante, quando colocou de um lado o pleno exercício da democracia e, do outro, os ditadores, com o poder da força tentando a intimidação.

A história nos mostra que ditadores sempre terminam depostos, e alguns deles na cadeia.

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Futebol será sempre um circo
postado em 15 de novembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, PARA O PODER PÚBLICO, FUTEBOL SEMPRE SERÁ UM CIRCO


* Artigo escrito por Ricardo Araujo, publicado em seu blog Novas Arenas.


O assunto %u201Cpreço de ingresso%u201D tomou proporções preocupantes nessa semana.

Na última semana, esse assunto veio numa crescente de emoção, e consequentemente, de irracionalidade (temperada com boas doses de demogogia rasteira e oportunista, claro) assustadora. Hoje leio que o Procon-RJ encaminhou um funcionário do Flamengo à delegacia, ameçando autuar o clube por %u201Ccrime contra a economia popular%u201D.

Sustenta o órgão, que os preços praticados pelo clube para a decisão da Copa do Brasil, são abusivos, e ferem os direitos dos consumidores. E mais. O Procon informa que toda a relação de consumo dentro do clube também será verificada, como os preços dos produtos na loja do clube, e até o valor que é cobrado de não sócios para entrar nas dependências do clube ! 

Mas onde será que estamos ? Desenterraram os fiscais do Sarney ? Vamos voltar aos tempos de mandar %u201Claçar boi no pasto%u201D para entregar carne com preço tabelado no supermercado ?

Pelo jeito a idéia dos Governos é tabelar preços de todos os produtos cujo aumento seja objeto de clamor popular, pelo menos até o período eleitoral. As passagens recuaram. A gasolina congelou. Qual será o impacto dos ingressos do futebol no índice de inflação ? Será que o Flamengo vai colocar em perigo a meta inflacionária do ano ?

Bem, então, já que o Flamengo perdeu a faculdade de precificar os próprios jogos (e aqui não avalio se a precificação está %u201Ccerta%u201D ou %u201Cerrada%u201D, mas o direito do clube a cobrar quanto quiser e arcar com as consequências de erros e acertos), devo intuir que a industria do entretenimento no Brasil deve estar em pânico. E os preços do parque de diversões ? E do próximo Rock in Rio ? E da peça de teatro ou do show do Roberto Carlos ? Será que o %u201CRei%u201D vai extrapolar e ser levado à delegacia mais próxima ? E da latinha de refrigerante no Antiquarius a R$ 8, o Procon não se manifesta (talvez porque isso só afete a %u201Cburguesia%u201D e não o %u201Cpovo%u201D) ? Vão rever a famigerada Lei da %u201Cmeia-entrada%u201D ? E a farra das gratuidades ?

Precificação de eventos é coisa séria. Quem erra paga um preço alto, mas tem o direito de correr o risco. Jogo de futebol não é gênero de primeira necessidade, algo que impacte na vida das pessoas como comida ou transporte público. Se tabelar esses ítens já é %u201Cenxugar gelo%u201D, imaginem os jogos da Copa. O único reparo que faço aos gestores dos clubes, é que correr riscos com o dinheiro do clube é fácil. Dificil seria corrê-los num futebol profissional com P maiúsculo, em que erros grosseiros custam empregos e ressarcimento aos cofres do clube.

O que me dá engulhos nessa história, é a eterna vontade de aparecer sob a luz dos holofotes de pessoas que embora alheias ao dia a dia daquilo que realmente causa um efeito nocivo à população, sobem Ã  ribalta apenas em acontecimentos midiáticos. Será que fazer %u201Cuma média%u201D com a torcida do Flamengo poderá garantir um bom número de votos em 2014 ? É provável.

Enquanto isso, o futebol mais uma vez é visto pelo poder público, não como um importante segmento econômico, mas como %u201Cópio do povo%u201D, pois afinal, o que será deles se a %u201Cmassa%u201D parar de ir ao futebol, e começar a prestar mais atenção no que eles estão (ou não estão) fazendo ? 

* O autor é economista, especialista em planejamento e gestão esportiva.

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