JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O
compositor José Ramalho, na música ¨Mistérios da Meia-Noite¨, em um dos seus
versos diz o seguinte:
¨Mistérios da meia-noite
Que voam longe
Que você não sabe nunca
Se vão se ficam¨
Nada melhor para enquadrar um mistério que ronda o futebol de Pernambuco.
A vinda do armador Chumacero para o Sport foi repercutida como tivéssemos a chegada de Lionel Messi.
As esperanças dos dirigentes rubro-negros com a potencialidade do atleta eram inestimáveis.
Marcos Amaral, o diretor executivo do clube, deu dezenas e dezenas de entrevistas sobre o craque, que era titular da seleção da BolÃvia, e que seria a maior transação do rubro-negro pernambucano em toda a sua história.
Na ocasião, os nossos repórteres esportivos ficaram tão emocionados, que fizeram um curso rápido de espanhol para entrevistar o novo fenômeno do futebol de Pernambuco em sua lÃngua nativa.
A coletiva de apresentação foi emocionante. Todos choravam de alegria, posto que Pernambuco teria agora um jogador internacional e de seleção.
Ficamos desconfiados, mas para não mostrarmos algo de pessimismo resolvemos aguardar a performance de Chumacero, para que a nossa avaliação pudesse ser procedida.
Demorou muito para a sua estreia. Só entrou no final de um jogo, e obviamente não teve condições de mostrar ao mundo futebolÃstico pernambucano as suas qualidades.
O tempo passou e o nosso craque não era escalado. Como nos contos policiais, um verdadeiro mistério, e começamos a observar os acontecimentos para que pudéssemos revelá-lo.
Não entendemos como um jogador de uma seleção, no caso da BolÃvia, não consegue agradar a nenhum técnico do Sport, visto que ele permanece no banco de reservas até hoje, motivando inclusive no dia de ontem uma postagem sua nas redes sociais, externando o seu descontentamento com o problema que vem acontecendo.
O ex-técnico Marcelo Martelotte sempre evitou escalar Chumacero. Ficamos pensando que se tratava de uma birra do profissional. Neco, o interino que se ¨desinterinou¨ rapidamente, antecipou que não iria utilizar o jogador boliviano.
Chegou Geninho e ficamos na espreita para o que iria acontecer com Chumacero, mas também o descartou, dizendo que ele era segundo volante,e para essa posição tinha Rithely.
Depois disso tudo o mistério foi incrementando, e já perto da meia-noite, quando do jogo contra o Joinville na última terça-feira, o técnico leonino preferiu improvisar Ailton como segundo volante do que entrar com Chumacero, que é profissional da posição. Quando sentiu a necessidade de mexer no time colocou um jogador -Rafael Pereira, que não havia treinado uma vez sequer.
Com tais procedimentos o Mistério da Meia-Noite solidificou-se, e os rubro-negros estão de cabelo em pé, já que o jogador é o mais bem pago do elenco, e até agora não conseguiu jogar uma única partida.
São fatos dos Mistérios da Meia-Noite que voam longe.
Esse veio da BolÃvia.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








