Histórico
Brasileiro Série A
Pior que o Santa Cruz
postado em 21 de outubro de 2013

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Fizemos um levantamento das classificações finais dos Brasileiros da Série A, de 2006 a 2012, períodos de pontos corridos e com 20 clubes como participantes.

O Náutico, na atual classificação, tem 17 pontos ganhos, 4 vitórias, 5 empates e 21 derrotas. 20 gols favoráveis e 60 contra (média de 2 por partida jogada). Saldo de gols negativo de -40. 

Em 2006, o Santa Cruz, em 38 jogos disputados, somou 28 pontos, com 7 vitórias, 7 empates e 24 derrotas. Foram 41 gols favoráveis e 76 contra. Saldo de gols negativo de -35.

Em 2008, o América-RN fez a pior campanha da história da Primeira Divisão. Em 38 jogos conseguiu 17 pontos, com 4 vitórias, 5 empates e 29 derrotas. Marcou 24 gols e tomou 80, com um saldo negativo de -56.

Como a competição ainda tem 8 jogos a serem disputados, certamente a performance do time natalense não será quebrada, mas isso irá acontecer com relação a que foi apresentada pelo tricolor pernambucano.

Faltam apenas 4 derrotas do Náutico para suplantá-lo nesse item. Nos gols favoráveis o alvirrubro não conseguirá sobrepujá-lo, enquanto nos contras achamos que o bastão continuará com o tricolor pernambucano.

Nos outros anos as pontuações foram maiores do que desses três períodos. Em 2008, o Ipatinga foi lanterna com 34 pontos; 2009, foi a vez do Sport com 31; em 2010, o Grêmio   Prudente igualou-se ao Santa Cruz com 28; em 2011, o Avaí caiu com 38 pontos, o mesmo acontecendo com o Figueirense, em 2012.

Por coincidência todos os clubes rebaixados são participantes do sistema sanfona, do sobe e desce, que foi implantado em nosso futebol.

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Futebol Brasileiro
No reino da anarquia
postado em 18 de outubro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NO REINO DA ANARQUIA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O anarquismo é uma doutrina que defende o fim de qualquer forma de autoridade e dominação. 

O futebol brasileiro conseguiu adentrar no reino da anarquia, por estar sem comando há algum tempo, e os acontecimentos do seu dia a dia formam o verdadeiro retrato de que o esporte navega em uma nau sem rumo.

As autoridades do futebol se transformaram em ¨otoridades¨, e se comportam desta forma.

O recente caso da Série C, com a exclusão do Betim das quartas de final da competição, cujo jogo estava marcado para o próximo sábado, tendo como adversário o Santa Cruz Futebol Clube, que não tem nada a ver com o assunto, sofrendo prejuízos na focagem da competição, inclusive com a mudança do adversário, é uma referência de um esporte sem lenço ou documento, nada no bolso ou nas mãos. Entregue à própria sorte.

O clube mineiro que assumiu o antigo Ipatinga, trocando apenas de nome, mas continuando como seu sucessor legal, já tinha sido penalizado em setembro passado com a perda de 6 pontos, por determinação da FIFA, por conta de um débito não quitado com o Nacional da Ilha da Madeira, referente à negociação do jogador Luizinho, e do ingresso de uma ação contra a medida do órgão maior do futebol mundial, na Justiça Estatal.

A CBF retirou os pontos, mas o STJD acatou um recurso do time mineiro e determinou que fossem retomados, e que o clube continuasse na competição.

O entendimento da Justiça Desportiva foi o de que o regulamento da competição não contemplava a perda de pontos por conta de dívidas contraídas, que deveriam ser cobradas judicialmente. 

No dia 19 de setembro, a Federação Boliviana acionou a FIFA, por conta de outro débito contraído pelo Ipatinga, com o The Strongest, clube a ela filiado. Mais uma vez a determinação da retirada de seis pontos, com a exlusão do Betim da competição e a sua substituição pelo Mogi-Mirim, da Federação Paulista de Futebol. Dessa vez de forma bem rápida.

Até esse momento tudo dentro dos parâmetros legais, mas se analisarmos os procedimentos constatamos que a anarquia e a desorganização fazem parte do reino do nosso futebol.

Como um clube com tantos débitos e problemas como o Ipatinga tem o aval da CBF para trocar de nome, de cidade e de dono? 

Óbvio que uma transferência como essa se houvesse seriedade não poderia ser concedida. Trata-se de uma jogada para driblar os credores, visto que o antigo clube passou a ter um outro nome, mas pela legislação em vigor, assumiu com a troca o ônus e o bônus que esse carregava.

Falta administração em nosso futebol, partindo-se da liberação dos alvarás anuais de funcionamento que só poderiam ser concedidos após auditorias nas finanças dos clubes.

O grave é que o Betim jogou a competição, ganhou na Justiça Estatal e Desportiva esse direito e, de repente, algo igual ao conteúdo de um processo que já foi julgado pelo STJD de forma favorável a ele, se repete e mais uma vez a FIFA e a CBF retiram os seus pontos conquistados no campo de jogo.

Algo de estranho paira no ar da Barra da Tijuca, e cujas nuvens tornaram-se mais cinzas quando descobre-se que o Mogi, clube beneficiado pela medida, mesmo sem competições, continuou a treinar normalmente, como se tivesse uma premonição do que iria acontecer.

Não vamos adentrar na teoria da conspiração, mas tais atitudes são estranhas pois as competições nas divisões inferiores têm sido carregadas de problemas jurídicos, por conta da irresponsabilidade daqueles que as comandam, e mais uma acontece e que dependendo do resultado da posição assumida pela diretoria do Betim com um pedido de liminar na Justiça, poderá paralisar a disputa das fases seguintes da Série C.

Quando se tem organização nada acontece, mas quando se perde no caminho a esculhambação é geral, e isso acontece no Brasil, quando jogos são remarcados, rodadas terminam incompletas, e todos continuam felizes e sorridentes.

Só resta aguardar os acontecimentos. O interessante é que Marco Polo Del Nero estava no comando da entidade, por conta da viagem de Marin com a sua seleção.

Coincidência ou teoria da conspiração?

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Copa 2014
Itália perde privilégio após 36 anos
postado em 18 de outubro de 2013

RAFAEL REIS - FOLHA DE SÃO PAULO


Dona de quatro títulos mundiais e atual vice-campeã europeia, a Itália não será cabeça de chave de uma Copa pela primeira vez em 36 anos.

A "Azzurra" está em oitavo no ranking da Fifa, ao lado da Holanda. A lista divulgada ontem vai definir quem terá privilégio no sorteio dos grupos.

Os italianos somam 1.135,61 pontos, contra 1.135,95 dos holandeses. Mas o desempate pela casa decimal impede que a equipe de Cesare Prandelli seja cabeça de chave.

Mesmo a seleção laranja só encabeçará uma chave caso o Uruguai seja surpreendido e derrotado pela Jordânia na repescagem intercontinental.

O time sul-americano é o sexto e estará no topo de um grupo desde que se classifique.

Além de Uruguai ou Holanda, Espanha, Alemanha, Argentina, Colômbia, Bélgica e Suíça serão cabeças de chave.

O Brasil caiu três posições no ranking e agora é o 11º, mas tem direito a sorteio diferenciado por ser o país-sede.

Ser cabeça de chave na Copa evita confrontos com os favoritos logo na primeira fase.

A Itália desperdiçou o privilégio na última rodada das eliminatórias. Já classificada, escalou reservas em casa com a Armênia, ficou no 2 a 2 e sem os pontos necessários.

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Acontece
Quarta-feira de festa para o futebol
postado em 17 de outubro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, QUARTA-FEIRA DE FESTA PARA O FUTEBOL BRASILEIRO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O projeto de Lei que estávamos acompanhando a sua tramitação no Senado Federal, desde 2012, enfim foi aprovado em caráter terminativo pela sua Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Quando um fato como esse acontece ficamos na certeza de que toda essa luta desigual que a sociedade brasileira trava contra os desmandos e pela moralização vale a pena, e nos estimula a continuarmos envolvidos no processo, onde esse blog é uma das partes integrantes, e conta para tal com o apoio de mais de mil visitantes diários que nos acessam.

O projeto de Lei do Senado 428/2012, que responsabiliza dirigentes esportivos por dívidas contraídas em nome dos clubes, enfim foi aprovado.

De acordo com o Projeto de Lei do Senado 429/2012, haverá responsabilização civil dos dirigentes se contratos de empréstimos assinados por eles tenham vencimentos posteriores ao término do mandato.

De autoria do Senador paraibano Vital do Rêgo, e a relatoria do Senador paranaense, Álvaro Dias, ainda permite a expropriação de bens de ex-dirigentes que endividam os clubes, sem que tenham a obrigação de quitá-las empurrando-as para as gestões posteriores.

A antecipação de receitas que não seja do próprio ano do mandato, também será considerada como crime.

O sentido geral do projeto é para que sejam evitados os esvaziamentos dos caixas, de clubes e federações, impossibilitando as gestões futuras.

Nesta mesma quarta-feira, a CAS (Comissão de Assuntos Sociais do Senado), aprovou o projeto 428/2012, também de autoria do Senador paraibano Vital do Rêgo, que tem o objetivo tornar mais clara a participação de empresários e investidores nas negociações de jogadores, e determina que clubes esportivos sejam obrigados a apresentar a lista de empresas e outros parceiros que tenham direito a receber parte da cláusula indenizatória desportiva, os chamados direitos econômicos.

Não é ideal que defendemos, desde que somos defensores da proibição de terceiros como donos desses direitos, mas pelo menos é um novo caminho que no futuro poderá ser aprimorado.

No caso da não apresentação da lista, os clubes podem ser impedidos de receber recursos públicos, ou fazer jus a programas de recuperação econômica-financeira.

Como o primeiro, o texto teve decisão terminativa e seguem juntos para a Câmara de Deputados, onde outra batalha para a sua aprovação será iniciada.

No mesmo dia o Diário Oficial da União publicou a Lei que impede as diversas reeleições dos dirigentes esportivos, entre outras coisas. Um avanço, mas que terá que ser completada com a mudança dos colégios eleitorais.

Tanta notícia boa, que quase não acreditávamos quando as recebemos por email de um amigo jornalista de Brasília.

O Brasil parece que na área esportiva começa a mudar, mas ainda existe muito para ser realizado.

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Copa 2014
Mais drama pela frente
postado em 17 de outubro de 2013
FOLHA DE SÃO PAULO

Para 22 seleções, as eliminatórias da Copa do Mundo entram numa fase de disputa no formato mata-mata.

Onze vagas para o Mundial-2014 serão definidas em jogos de ida e volta que acontecem até novembro.

O retrato dessa reta final, no entanto, tem mais nuances do que pode parecer. Histórias dramáticas, que extrapolam o futebol, devem se desenrolar, como se pode ler nos textos desta página.

Essa última etapa terá a presença de duas campeãs mundiais, França e Uruguai, e do vencedor da medalha de ouro nos Jogos de Londres de 2012, o México.

Contará ainda com as seleções de craques, como Cristiano Ronaldo, de Portugal.

A disputa já começou na África, continente que ainda não definiu nenhum dos seus cinco países classificados.

Burkina Fasso, Costa do Marfim, Nigéria e Gana saíram na frente e venceram seus primeiros jogos.

A Europa, que já tem nove seleções na Copa, terá quatro confrontos por quatro vagas entre os times que foram segundos colocados nos grupos de sua eliminatória. A Dinamarca, dona da pior campanha entre elas, ficou de fora.

Outros dois encontros serão intercontinentais.

Decepção da Concacaf (confederação da América do Norte e Central), o México irá enfrentar a Nova Zelândia.

O Uruguai, campeão mundial em 1950, terá como adversária a Jordânia, representante da Ásia, que tenta uma classificação inédita.

MÃO FRANCESA

Quatro anos depois do gol nascido de uma mão de Henry que fez a França se classificar para a Copa-2010, os Bleus voltam a disputar a repescagem sem ser cabeça de chave na fase final das eliminatórias e, agora, correm risco de pegar Portugal ou Croácia, por exemplo. O astro de um time renovado continua sendo Ribéry.

CRAQUES A PERIGO

O português Cristiano Ronaldo (melhor do mundo em 2008), o francês Ribéry (melhor da Europa na temporada passada), o sueco Ibrahimovic (quarto mais caro da história) e o uruguaio Cavani (quinto mais caro do mundo) estão entre os astros que correm o risco ainda de ficarem fora da eleição de melhor do mundo na temporada.

PEQUENA E GELADA

Surpresa europeia, a Islândia pode se tornar o país menos populoso a disputar uma Copa. A ilha do norte europeu, coberta por gelo em boa parte do ano, tem população estimada de 315 mil habitantes. Até hoje, Trinidad e Tobago foi o país com a menor população a jogar uma Copa (2006): 1,2 milhão

ALGOZ NÃO VEM?

Campeão em 1950, na primeira Copa brasileira, o Uruguai disputa sua vaga na repescagem pela quarta vez consecutiva. Classificou-se em 2002 e 2010, mas fracassou em 2006. O Brasil, vítima do Maracanazo --como ficou conhecida a derrota naquela final-- está de olho no confronto contra a Jordânia.

NENHUM ÁRABE?

A derrota do Egito por 6 a 1 para Gana no jogo de ida está sendo considerado por aliados do presidente Mohammed Morsi, deposto em julho, como uma vingança dos jogadores pelo golpe militar. Além do país, Jordânia, Argélia e Tunísia defendem a presença de pelo menos uma seleção árabe em Copas desde 1978.

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