Histórico
Futebol Pernambucano
A era das incertezas
postado em 05 de setembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A ERA DAS INCERTEZAS DO FUTEBOL PERNAMBUCANO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Assistir aos jogos dos clubes pernambucanos nas diversas competições nacionais, representa hoje uma requintada sessão de tortura, que os nossos porões bem conheceram.

É incrível que uma decadência tão acentuada não seja analisada devidamente pelos próprios envolvidos, para que os problemas sejam detectados e assim surjam novos caminhos a serem tomados.

O apequenamento do futebol de Pernambuco só não é entendido pelos dirigentes dos clubes, que ainda não conseguiram observar que o modelo atual esgotou-se e necessita urgentemente de um processo renovador e salutar.

Quando presenciamos o Náutico, hoje na primeira divisão nacional, contemplado com as maiores receitas de sua história, marchando solenemente para a degola, não conseguimos entender como o clube conseguiu penetrar em um atoleiro com tanta passividade.

A gestão do alvirrubro pernambucano falhou, quando não planejou devidamente a sua temporada, e a presença de cinco treinadores no banco de reservas e a contratação de dezenas de jogadores refletem muito bem os erros cometidos.

Quando olhamos para o Sport, com uma receita seis vezes maior do que a maioria dos participantes da Série B Nacional, e nas suas partidas pouco aproveita-se dessas diferenças, perdendo jogos para equipes que sofrem com o descaso dos que dirigem o futebol brasileiro há muitos anos, vivendo em eternas dificuldades, mas sobrepujam a tudo quando adentram nos gramados, sabemos que algo de errado vem acontecendo.

O Santa Cruz é outro exemplo dessa decadência aprofundada. Participando de uma terceira divisão nacional, não consegue pelo menos impor a sua tradição e fica lutando contra equipes de menor porte, ainda sem a devida tradição no futebol do país.

A maioria dos clubes é sazonal, e brinca de disputar um campeonato estadual, e depois segue para o processo da hibernação.

Há algum tempo que chamamos a atenção da necessidade de mudarmos os nossos parâmetros, sobretudo na ênfase do processo de formação, com um maior investimento nesse setor, que representa o futuro do futebol.

Não adianta a disputa de um estadual do nada para o nada, e a conquista do seu título, que seis meses depois pela dinâmica dos esportes já estará esquecido.

Os clubes são imediatistas, não trabalham a longo prazo, só conhecem o curto, e para o futebol essa escolha é negativa, pois frutos só são colhidos após um longo período entre o plantio e sua colheita.

Não se pode fazer futebol de forma aleatória, e sim bem pensada, dentro de um contexto que possa aprofundar as suas raízes e garantir uma boa permanência no futuro.

Vivemos uma era de incertezas, onde ilusionistas e iludidos continuam proliferando, e levando para o fundo do poço um esporte que sempre foi importante para o estado, e que trouxe muitas alegrias para os consmidores.

Os nossos dirigentes não se reunem para a discussão dos problemas na busca de fórmulas novas para resolvê-los, preferem o isolamento, nadando contra a maré, na certeza de que cedo ou tarde morrerão afogados.

Ou mudam o sistema, ou esse engolirá a todos.

leia mais ...

Acontece
O desafio da comunicação
postado em 03 de setembro de 2013


Jorginho: Discurso equivocado. Foto: JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES


É comum se dizer que no futebol moderno os treinadores precisam conhecer mais da arte motivacional do que princípios técnicos e estratégicos do jogo. Ao longo de uma carreira de quase 40 anos de jornalismo esportivo tive a oportunidade de trabalhar com bons, maus e excelentes treinadores. Alguns eram craques no quesito relacionamento humano; outros se destacavam por serem mestres em estratégias e tem os que conhecem muito da matéria, mas sentem dificuldade para se relacionar com o grupo.

Desde que Jorginho assumiu o comando do Náutico que faço referência a sua transparência. Ele tem consciência de que tudo o que acontece num jogo de futebol ocorre aos olhos dos torcedores. Portanto, nada a esconder. Mas uma coisa é ter a certeza de que o torcedor enxerga erros e defeitos, mesmo dominado pela emoção, outra coisa é o comandante vir a público dar declarações que ressaltam as limitações e até depreciam o grupo.

O torcedor não deve ser enganado, iludido, mas o elenco também não pode ser desqualificado. Entendo que o discurso do comandante deve ser mais equilibrado. Favor não confundir equilibrado com falso.

Após a goleada - 4x1 - imposta pelo Atlético Paranaense, Jorginho foi contundente na entrevista ainda no vestiário da Arena Pernambuco. Ontem, suas declarações exibidas nas resenhas revelavam um desânimo assustador. Confesso que a vontade foi enviar para ele o artigo do mestre Roberto Vieira: A toalha e o futebol.

Quando um grupo está fechado os segredos dos vestiários dificilmente vêm à tona. Por outro lado, sempre que há desencontros e insatisfações os buxixos vazam e provocam grandes ruídos. Jorginho tem analisado aquilo que todos vêem dentro de campo durante os jogos. Desconhecemos sua atitude e seu discurso à porta fechada com seus comandados. Tal detalhe pode vir a ser a diferença no confronto desta terça-feira com o São Paulo. Afinal, embora o tricolor paulista ocupe a penúltima posição na tabela de classificação, o discurso do técnico Paulo Autuori é bem diferente do que ecoa pelos corredores dos Aflitos.

Não é fácil mensurar a força e o poder das palavras.

leia mais ...

Brasileiro Série A
Balanço do momento
postado em 03 de setembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, COMO ANDA A SÉRIE A?


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A 17ª rodada da Série A foi concretizada, embora ainda existam clubes com jogos adiados a serem realizados. Isso representa 88% do primeiro turno e 44% do total da competição, e a cada dia fica mais previsível quanto à briga pelo título, como pelo rebaixamento.

Nos 10 jogos realizados, tivemos um equilíbrio entre mandantes, visitantes e empates, com 4 vitórias para os primeiros, 3 para os segundos e 3 para o terceiro item.

Foram 27 gols marcados, com uma média de 2,7 por partida, que pode ser considerado como razoável.

Observamos a queda do futebol carioca, e a estabilidade negativa do paulista, e com um G4 contemplando 4 clubes de estados diferentes, com um destaque maior para o Sul, que tem dois representantes (Grêmio e Atlético-PR).

O próprio Botafogo vem sentindo a ausência de Vitinho, que era a sua referência de gol, e embora permaneça no G4, já encontra-se na 4ª posição, bem próximo ao 5º colocado, o Corinthians, e as chances para o título são remotas.

Os demais clubes do Rio de Janeiro estão bem próximos a zona de rebaixamento, com o Vasco em 14º, Flamengo em 15º e Fluminense em 16º. 

Com relação aos de São Paulo, houve uma melhora do Santos (11º), enquanto Portuguesa, Ponte Preta e São Paulo encontram na zona de degola. O Corinthians faz a melhor campanha, situando-se na quinta colocação.

Os clubes com as melhores pontuações nas últimas cinco rodadas foram: Grêmio, 15 pontos (100%), Atlético-PR (11), Corinthians (11), Cruzeiro (10) e Atlético-MG, 9 pontos. O Náutico é o pior (1 ponto), seguido do Coritiba (2 ), Ponte Preta (3), Vitória (4) e Bahia (4).

Embora o Bahia e Vitória estejam na 8ª e 9ª colocações, foram clubes que sofreram uma queda latente no mês de agosto, e os números de pontos conquistados é o reflexo de suas curvas descendentes.

O Cruzeiro tem o melhor número de gols (38), seguido pelo Atlético-PR (32), Botafogo (27), Internacional (27) e Vasco (26). As piores artilharias são as do Náutico (9 gols), Atlético-MG (15) São Paulo (15), Bahia (17), Goiás (17). 

As melhores defesas são as do Corinthians (7 gols), Santos (12), Coritiba (17), São Paulo (18) e Atlético-MG (19). Náutico, Portuguesa e Criciúma com 28 gols em suas redes são as piores, seguidos da Ponte Preta (25) e Internacional (24).

O Cruzeiro é o melhor mandante, com 85% de aproveitamento, seguido do Botafogo (75%), Grêmio (74%), Vitória (67%) e Coritiba (67%), O Náutico é o pior mandante (23%), seguido do São Paulo, Flamengo (29%) e Ponte Preta (30%). 

Cruzeiro e Botafogo são os times com maior presença no G4 (14 rodadas), seguidos pelo Coritiba (11), Vitória (7) Grêmio (5) e São Paulo (4). O Náutico é o que mais permaneceu na Zona do Rebaixamento (17 rodadas), seguido pela Portuguesa (11), São Paulo (9), Ponte Preta (6) e Flamengo (5).

A diferença do 4º colocado (Botafogo) para o 7º (Inter) é de 6 pontos, sendo que o time gaúcho foi o que mais empatou (9 vezes).

São números que nos permitem a projetar as chances de título e rebaixamento. Para a conquista do Campeonato, o Cruzeiro é o que tem o maior percentual, com 89%, e para o rebaixamento, os com maiores possibilidades são: Náutico (99%), Ponte Preta (70%), Portuguesa (45%), Fluminense (35%), Bahia (32%) e Vasco (25%).

São números que refletem o que aconteceu até a 17ª rodada, e servem para a projeção do futuro.

leia mais ...

Artigos
A toalha e o futebol
postado em 02 de setembro de 2013

POR ROBERTO VIEIRA

Não acredito em ninguém que jogue a toalha.
Muitas vezes vence quem suporta a dor um só instante a mais.
Dito isso.
O Náutico, seus jogadores e torcida precisam continuar lutando.
Senão pela vitória.
Que seja pela dignidade.
Dignidade perante todos que construíram o Clube Náutico Capibaribe.
O Timba já esteve de joelhos.
O Timba já esteve para fechar as portas.
E o Timba voltou sempre mais forte.
Dito também isso.
É tempo de mudar.
Tempo de investir na competência.
Tempo de tratar o sócio como parceiro.
Tempo de oxigenar as salas e aposentos de Rosa e Silva.
Tempo de planejar o futuro com seriedade - sem goleiros de futivôlei, pelo amor de Deus!
Tempo de ser grande entre os grandes.
Tempo de voltar a vencer.
O amanhã, meus amigos.
O amanhã sempre começa hoje.
O futuro do Náutico repousa em nossas mãos.
E quando digo nossas mãos, digo nas mãos de todo alvirrubro que se preza.
Não em um punhado de mãos afortunadas.
Do mais ilustre ao mais humilde.
Do mais antigo ao mais criança.
O Náutico foi, é e sempre será uma tarefa de todos.
E alvirrubro que se preza.
Nunca joga a toalha, meus amigos!
Aliás, esse papo de jogar a toalha começou no Boxe em 1913.
Depois ganhou o senso comum em 1916/17.
E o Náutico é muito mais antigo que essas figuras de linguagem...
Podem nos derrubar noventa e nove vezes.
A gente volta pra luta noutras cem!

A TOALHA E O FUTEBOL

POR ROBERTO VIEIRA


Não acredito em ninguém que jogue a toalha.

Muitas vezes vence quem suporta a dor um só instante a mais.

Dito isso.

O Náutico, seus jogadores e torcida precisam continuar lutando.

Senão pela vitória.

Que seja pela dignidade.

Dignidade perante todos que construíram o Clube Náutico Capibaribe.

O Timba já esteve de joelhos.

O Timba já esteve para fechar as portas.

E o Timba voltou sempre mais forte.

Dito também isso.

É tempo de mudar.

Tempo de investir na competência.

Tempo de tratar o sócio como parceiro.

Tempo de oxigenar as salas e aposentos de Rosa e Silva. 

Tempo de planejar o futuro com seriedade - sem goleiros de futivôlei, pelo amor de Deus!

Tempo de ser grande entre os grandes.

Tempo de voltar a vencer.

O amanhã, meus amigos.

O amanhã sempre começa hoje.

O futuro do Náutico repousa em nossas mãos.

E quando digo nossas mãos, digo nas mãos de todo alvirrubro que se preza.

Não em um punhado de mãos afortunadas.

Do mais ilustre ao mais humilde.

Do mais antigo ao mais criança.

O Náutico foi, é e sempre será uma tarefa de todos.

E alvirrubro que se preza.

Nunca joga a toalha, meus amigos!

Aliás, esse papo de jogar a toalha começou no Boxe em 1913.

Depois ganhou o senso comum em 1916/17.

E o Náutico é muito mais antigo que essas figuras de linguagem...

Podem nos derrubar noventa e nove vezes.

A gente volta pra luta noutras cem!

leia mais ...

Futebol Pernambucano
Agosto e Setembro
postado em 02 de setembro de 2013


Foto: Guga Matos/JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES

 

Náutico e Sport não se deram bem nos embalos do sábado à noite. A goleada - 4x1 - imposta pelo Atlético/PR basicamente pôs fim ao sonho do torcedor alvirrubro de ver o time dos Aflitos seguir na Série A, no próximo ano. Os números são pragmáticos e nos mostram a tendência de queda. É certo que ainda existe tempo para reação, mas a qualidade do grupo, hoje comandado por Jorginho, não nos leva a ter bons sentimentos neste sentido.

Nenhuma surpresa. Gosto muito de ouvir as declarações dos treinadores após os jogos. A sinceridade de Jorginho no final da partida em que o Náutico venceu o Sport - 2x0 - pela Copa Sul-Americana, com um futebol convincente, ecoou de forma estranha para muita gente. Afinal, o técnico alvirrubro preconizou insucessos, caso não houvesse uma evolução mais efetiva no futebol apresentado pelos seus comandados.

A limitação de alguns jogadores ficou evidenciada no confronto com um adversário de melhor qualidade técnica. Num campeonato onde a técnica é imprescindível, a doação, a entrega e o empenho dos jogadores são importantes, mas o sucesso é determinado por outros valores.

Não menos frustrante foi o empate - 2x2 - do Sport com o Boa Esporte, na Ilha do Retiro. As vaias dos torcedores no intervalo, e ao final do confronto, devem ser traduzidas como um protesto mais que justo. Afinal, em que pese à evolução do time mineiro na Série B, se tratava de um jogo onde a vitória figurava em todos os prognósticos feitos pelos leoninos.

O estudo que nos foi mostrado por José Joaquim Pinto de Azevedo atesta a boa posição do Spor que, tendo como base as estatísticas dos últimos anos, tem grandes chances de acesso. Entretanto, a qualidade do futebol apresentado pelos comandados de Marcelo Martelotte serve como alerta para mostrar que a relatividade se contrapõe ao pragmatismo dos números. Com vinte rodadas a serem disputadas é preciso alertar para a evolução de algumas equipes que vêem numa ascensão incontestável.

Dizem até que alvirrubros e rubro-negros amargaram os últimos desgostos do mês de agosto.



Foto: Divulgação/Site oficial do Cuiabá


MUDANÇA - Passada a página do calendário, setembro chega como bom presságio. Afinal, o Santa Cruz consegue, depois de bom tempo, vencer na condição de visitante. A vitória - 3x1 - sobre o Cuiabá não foi suficiente para colocar o tricampeão pernambucano no G4, mas lhe manteve aceso na disputa pela classificação para a próxima fase da competição. Naturalmente que não devemos no deter apenas no placar, uma vez que o adversário vem de uma sequência de resultados negativos, ou seja, era uma presa fácil.

O Central também aproveitou a mudança do tempo e venceu, com propriedade, o Botafogo/PB - 3x1 - no Luís Lacerda, em Caruaru, construindo uma boa vantagem para o jogo de volta, próximo domingo, em João Pessoa.

leia mais ...