Histórico
Futebol Pernambucano
Crise provocada pela falta de qualidade
postado em 08 de setembro de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

A queda do futebol pernambucano é fato. A débâcle é observada nas campanhas dos clubes nas diversas séries do Brasileiro, e nos trabalhos efetuados pelos dirigentes. Não sei o que é mais doloroso: assistir aos jogos dos nossos representantes, onde fica expressa a má qualidade do futebol, ou ouvir as declarações de seus diretores após os jogos, nas quais ficam ressaltadas as limitações e incapacidade para gerir o futebol.

A queda de Marcelo Martelotte no Sport foi anunciada desde o início da semana quando, antes de o time embarcar para Belém, onde enfrentou, e perdeu para o Paysandu - 2x0 - o executivo, Marco Amaral, afirmou que "treinador sobrevive de resultados na Ilha do Retiro". Dois dias após, o presidente Luciano Bivar afirma que o futebol do clube leonino estava "uma bagunça". Os sinais foram expostos de forma clara, fato que tornou surpreendente a declaração de Amaral, após a derrota para o Icasa - 2x0 - de que não havia estabelecido um plano B, o que dificulta a definição do seu substituto. Interinamente o time será dirigido por Neco.

Acumulamos uma grande experiência como jornalista esportivo e somamos conhecimento por ter convivido com grandes treinadores do futebol brasileiro, e com grandes jogadores dos quais nos tornamos amigos. Sabemos que, quando as "zoadas" dos bastidores entram no vestiário o comandante fica sem força e perde a credibilidade da tropa. Tal episódio se deu no Náutico e no Sport, que trocaram de treinador nos últimos dias.

Os clubes precisam rever conceitos, mudar paradigmas administrativos e ter um mínimo de planejamento até para ações emergenciais que são impostas pelas surpresas que o futebol reserva.

Se o futebol apresentado em campo é de uma pobreza técnica lamentável, o discurso dos dirigentes é uma agressão à inteligência e ao bom senso.

Para emoldurar o quadro, o comandante do futebol do clube que luta para sobreviver na Terceira Divisão, usa o twitter para externar suas mágoas, e desabafar nas redes sociais, comportamento que revela uma imperdoável falta de maturidade para quem ocupa cargo de tamanha relevância num clube de grande tradição, que já teve dirigentes que já foram referências nacionais.

O futebol pernambucano apequenou com a crise de qualidade.

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Artigos
De vinte em vinte anos
postado em 08 de setembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, EM PERNAMBUCO, ALGO DE NOVO SÓ ACONTECE DE VINTE EM VINTE ANOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Sempre conversamos sobre futebol com o jornalista Claudemir Gomes, hoje comentarista esportivo da Rádio Clube de Pernambuco, e nessas trocas de ideias, alguns motes dados têm servido para os nossos comentários.

Ontem, quando debatíamos a intenção de alguns alvirrubros de antecipação das eleições do Clube Náutico, afirmávamos que não concordávamos, porque tal procedimento poderia ser considerado como um golpe. Se não existe improbidade administrativa, os mandatários eleitos têm que cumprir o seu mandato.

Isso poderia acontecer se o próprio presidente assim o entendesse. Essa nossa posição ficou bem clara quando houve uma tentativa no Sport Recife de antecipação do seu processo eleitoral, quando da gestão do ex-presidente Silvio Guimarães.

Na verdade, o grande problema do futebol local é a mesmice patológica que tomou conta dos seus clubes. Nada de novo acontece, não existe o planejamento adequado para mudanças que poderiam consolidá-los para o futuro, e então nos lembramos de dois bons projetos que deram certo, e que foram implantados com diferenças de 20 anos.

Na década de 70, o Santa Cruz viveu uma época de ouro de sua história, contando com a participação de um colegiado, que implementou algo de novo no clube, e os resultados demonstram o acerto desse modelo.

Vinte anos após na década de 90, o Sport Recife implantou um novo modelo de gestão, com profissionalismo e obedecendo um projeto de longo prazo, do qual tomamos parte ativa pelo período de quatro anos. Sem dúvidas foi a década de ouro do rubro-negro pernambucano.

Passaram outros vinte anos e está na hora de acontecer uma nova revolução em nosso futebol, e a bola da vez poderia ser o Náutico que nesse período não conseguiu formatar um modelo de gestão que lhe garantisse uma maior tranquilidade em seu dia a dia.

Trata-se de uma chamada para aqueles que pretendem assumir a agremiação da Rosa e Silva, e que desejam mudar os atuais parâmetros, tornando profissional a sua gestão, e aproveitando-se do hiato de vinte anos do sucesso obtido por dois clubes rivais, e que está no compasso de espera, para que apareçam dirigentes com novas ideias, com mentalidades profissionais, que possam deixar de lado o amadorismo e a paixão que dominam os seus comandos.

O futebol de Pernambuco parou no tempo, perdeu a sua grandiosidade e sobretudo o respeito por falta de projetos, desde que os exemplos do passado poderiam servir como ponto de partida para que algo melhor pudesse sem implantado.

Sempre damos um exemplo sobre essa paralisação, quando em um processo eleitoral do Sport Recife, do qual participamos, oferecemos aos associados um projeto para o clube, mas como perdemos o pleito ficou engavetado durante 17 anos, para que em 1991 fosse implantado, com algumas modificações e o resultado foi um sucesso e todos conhecem.

Como poderemos evoluir, se temos que esperar espaços de vinte anos para injetarmos no futebol algo de novo?

Uma pergunta que precisa de uma resposta imediata, pois transformações são coisas de profissionais, e esses estão em falta no mercado local.

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Seleção Brasileira
Semana da Pátria
postado em 08 de setembro de 2013

PAULO VINÍCIUS COELHO - FOLHA DE SÃO PAULO


Felipão lamenta não poder fazer o que o Brasil inteiro pretendia: jogar mais vezes em casa.

Por culpa do contrato de exploração da imagem mundo afora, a seleção despediu-se de sua torcida ontem e só volta depois da convocação final para a Copa, em maio.

O plano de Felipão também fracassou em outro aspecto. Jogar em Brasília no 7 de setembro parecia a senha para reviver a intimidade com a arquibancada da Copa das Confederações. Não foi igual. Apesar do canto do hino nacional, havia menos torcedores, menos gritos, até menos manifestações nas ruas do que três meses atrás.

A comparação com o 7 de setembro de 2012 é mais feliz. O Morumbi recebeu 51 mil torcedores há um ano para um insosso Brasil 1 x 0 África do Sul, gol sofrido de Hulk aos 29 do segundo tempo. A torcida vaiou desde os 5 do primeiro tempo e só comemorou 74 minutos depois.

Ontem, os 40 mil presentes só precisaram esperar sete minutos para gritar gol. O sistema 4-3-3, alternativa para os segundos tempos da Copa das Confederações, foi usado desde o primeiro minuto em Brasília, por causa da ausência de Oscar.

Quando escala três volantes, muitas vezes, Felipão faz dois deles serem meias. Paulinho e Ramires fizeram esse papel com sabedoria.

Paulinho iniciou o contra-ataque do segundo gol de Jô. Ramires fez o passe perfeito para o terceiro, de Neymar. No ataque, Bernard, impecável, participou de três gols.

Antes da Austrália, a seleção tinha marcado 29 vezes sob o comando de Felipão. Só três em contra-ataques. Fez mais dois assim no estádio Mané Garrincha.

O primeiro gol de ontem foi o quarto de Felipão com bola roubada no campo de ataque. Dos 35 gols da era Felipão, 21 (60%) nasceram com a posse de bola contra defesas fechadas.

A seleção tem repertório, mas o parâmetro não pode ser o frágil adversário de ontem.

Holger Osieck, técnico da Austrália, assinava a súmula para Franz Beckenbauer, na campanha vitoriosa da Alemanha na Copa de 90, porque o Kaiser não tinha licença para ser treinador. A Austrália está classificada. Mas Felipão tem muito mais certeza do que Osieck de que assinará as súmulas em 2014.

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Náutico
CADAFALSO
postado em 06 de setembro de 2013
JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Náutico conseguiu o impossível em um Campeonato Brasileiro da Série A, ao completar a sua 13ª derrota em 17 jogos disputados.

Caminhou para o cadafalso com uma antecedência de 21 jogos, e colocou a sua cabeça para a guilhotina do carrasco.

Na noite de ontem mais uma pequena goleada de 3x0 perante o Vasco da Gama, e o quinto técnico deixando o comando.

Jorginho que não queria ficar de maneira alguma, já tinha solicitado a sua demissão no domingo passado, após a derrota foi demitido.

Cinco comandantes e a situação do clube permaneceu a mesma, comprovando que o problema não é de treinador e sim de gestão, que não planejou-se para a presente temporada.

Não vamos falar sobre o jogo, desde que esse não apresentou nada que pudesse ser referenciado, e a previsibilidade aconteceu quando o menos ruim venceu.

Na verdade o Náutico através de seus dirigentes e associados, deveriam começar a pensar em 2014, desde que o ano de 2013 encerrou-se, pois milagres não acontecem todos os dias.

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Brasileiro Série A
O silêncio dos alvirrubros
postado em 05 de setembro de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

O Náutico volta a campo hoje à noite para enfrentar o Vasco em jogo válido pela décima-oitava rodada da Série A. Trata-se da terceira partida disputada pelos alvirrubros no curto espaço de seis dias. O excesso se torna mais danoso por conta da vexatória campanha que o clube descreve na competição, onde permanece na lanterna desde o início.

Ontem, os jogadores se recusaram a dar entrevistas. Comportamento compreensível. Não é fácil jogar com palavras para falar o óbvio. A pressão por resultados é um adversário invisível, mas implacável. Inadmissível é atribuir o insucesso do time à falta de sorte. O mais correto seria reconhecer os erros de planejamento.

A sequência de cinco derrotas no Brasileiro %u2013 no total são doze - simplifica qualquer análise, e nos livra de elucubrações e devaneios. A sobrevivência na competição se resume a uma operação: soma de pontos. Isto é regra. Equação simples que o time dos Aflitos não consegue resolver, e como resultante exibe os números mais negativos da história do campeonato, desde que o mesmo passou a ser disputado pelo sistema de pontos corridos.

A probabilidade de rebaixamento do Náutico alcançou o percentual de 99%. É preciso silenciar. Os números são imperativos. Hora de reflexão. Afinal, chega de tentar justificar o injustificável.

Para analisar fatos o que menos se precisa é de declarações de jogadores. A autodefesa do técnico Jorginho, que passou a responder aos repórteres com perguntas, na tentativa de confundi-los, revela o quanto o comandante está acuado, sem estratégia para vencer a guerra porque o seu exército é limitado.

Existem várias interpretações para o silêncio. O dos jogadores do Náutico me parece se enquadrar no dos inocentes.

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