JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Sempre conversamos sobre futebol com o jornalista
Claudemir Gomes, hoje comentarista esportivo da Rádio Clube de Pernambuco, e
nessas trocas de ideias, alguns motes dados têm servido para os nossos
comentários.
Ontem, quando debatÃamos a intenção de alguns alvirrubros de antecipação das eleições do Clube Náutico, afirmávamos que não concordávamos, porque tal procedimento poderia ser considerado como um golpe. Se não existe improbidade administrativa, os mandatários eleitos têm que cumprir o seu mandato.
Isso poderia acontecer se o próprio presidente assim o entendesse. Essa nossa posição ficou bem clara quando houve uma tentativa no Sport Recife de antecipação do seu processo eleitoral, quando da gestão do ex-presidente Silvio Guimarães.
Na verdade, o grande problema do futebol local é a mesmice patológica que tomou conta dos seus clubes. Nada de novo acontece, não existe o planejamento adequado para mudanças que poderiam consolidá-los para o futuro, e então nos lembramos de dois bons projetos que deram certo, e que foram implantados com diferenças de 20 anos.
Na década de 70, o Santa Cruz viveu uma época de ouro de sua história, contando com a participação de um colegiado, que implementou algo de novo no clube, e os resultados demonstram o acerto desse modelo.
Vinte anos após na década de 90, o Sport Recife implantou um novo modelo de gestão, com profissionalismo e obedecendo um projeto de longo prazo, do qual tomamos parte ativa pelo perÃodo de quatro anos. Sem dúvidas foi a década de ouro do rubro-negro pernambucano.
Passaram outros vinte anos e está na hora de acontecer uma nova revolução em nosso futebol, e a bola da vez poderia ser o Náutico que nesse perÃodo não conseguiu formatar um modelo de gestão que lhe garantisse uma maior tranquilidade em seu dia a dia.
Trata-se de uma chamada para aqueles que pretendem assumir a agremiação da Rosa e Silva, e que desejam mudar os atuais parâmetros, tornando profissional a sua gestão, e aproveitando-se do hiato de vinte anos do sucesso obtido por dois clubes rivais, e que está no compasso de espera, para que apareçam dirigentes com novas ideias, com mentalidades profissionais, que possam deixar de lado o amadorismo e a paixão que dominam os seus comandos.
O futebol de Pernambuco parou no tempo, perdeu a sua grandiosidade e sobretudo o respeito por falta de projetos, desde que os exemplos do passado poderiam servir como ponto de partida para que algo melhor pudesse sem implantado.
Sempre damos um exemplo sobre essa paralisação, quando em um processo eleitoral do Sport Recife, do qual participamos, oferecemos aos associados um projeto para o clube, mas como perdemos o pleito ficou engavetado durante 17 anos, para que em 1991 fosse implantado, com algumas modificações e o resultado foi um sucesso e todos conhecem.
Como poderemos evoluir, se temos que esperar espaços de vinte anos para injetarmos no futebol algo de novo?
Uma pergunta que precisa de uma resposta imediata, pois transformações são coisas de profissionais, e esses estão em falta no mercado local.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







