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De volta aos Aflitos
postado em 15 de setembro de 2013

ROBERTO VIEIRA

 

O Náutico e sua torcida sonharam com a Arena, mas foi tudo um sonho nebuloso. Prometeram-se mundos e fundos e a realidade se comprovou sem mundos e sem fundos. Tal e qual navegantes portugueses imaginando construírem imenso Portugal demos com os burros n''água. Portugal acabou arruinado perante o resto do mundo.

Por que?

Porque a quase totalidade dos alvirrubros não leu o contrato até hoje; desconhece as cláusulas e confiou nas promessas dos donos da Arena e dos dirigentes. Fez fé nas leituras iluminadas de uma comissão eleita para destrinchar o nó de noventa páginas documentais nos seus mínimos detalhes.

Se tudo estivesse preto no branco, OK! Porém, as promessas eram ouro de tolo. Os serviços ao público na arena? Pífios. Melhor o comeu morreu do Eládio. Nos camarotes vips (?!) barram até danoninho de recém nascidos. "Tem de consumir do menu!". Água? Parece o deserto do Saara. Acesso ao estádio? Brincadeira de empurra empurra do poder público e do privado. A Copa das Confederações? Também foi um terror.

O torcedor do Náutico nem suspeita e paga fortunas pra jogar na Arena. Parte das belas rendas iniciais do Brasileirão foram embora no caminhão de despesas do Coliseu. Até ingressos privativos do Clube apareceram vendidos por baixo do pano, segundo denúncias na mídia.

Portanto, como não cumpriram o prometido, melhor calçar as sandálias da humildade. Planejar uma Arena no velho estádio de guerra. Largar o mausoléu no meio da mata para quem de direito. Bandas de axé, rock e sertanejo universitário.

O que? Assinamos por trinta anos de contrato.

A gente desassina. Foram incorretos com sócios e torcedores - pra dizer o mínimo. Os dirigentes atuais nos legaram lanternas e vexame. Não vale a pena assumir mais uma herança maldita.

De volta para os Aflitos, já!

Perdemos os anéis. Vamos salvar as chuteiras. Antes que seja tarde...

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Sport
Técnico por três dias
postado em 14 de setembro de 2013

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A nossa bola de cristal funcionou mais uma vez.

Em uma postagem anterior quando da efetivação de Neco, escrevemos que ele chegaria até hoje (sábado), por conhecermos bem os meandros do Sport Recife.

Apóis sair da interinidade para a titularidade, conforme entrevista do presidente do clube, Neco sairá da titularidade e voltará ao setor de amador, numa demonstração de que como anda os destinos do time da Ilha do Retiro, e como tratam os seus profissionais.

Para seu lugar chega Geninho, que traz uma bagagem de  anos de insucessos e demissões de diversos clubes, e com maior destaque para o rebaixamento do Náutico no ano de 2009.

Por outro lado, o futebol do Sport será dirigido por três membros que conhecem tanto da pelota, como nós de medicina. GB que é bom de engenharia, AB que entende de leis e LM, que conhece como poucos de hotelaria.

Um amigo nos ligou sobre o assunto e disse o seguinte: ¨Com esse quarteto o Sport está morto e enterrado¨

São coisas do rubro-negro pernambucano e do futebol brasileiro.

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Denúncia
Tudo pago para o Chefe
postado em 14 de setembro de 2013

SÉRGIO RANGEL - FOLHA DE SÃO PAULO


O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, assistiu ao amistoso da seleção brasileira em Boston, contra Portugal, na última terça, com tudo pago pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Como procurador-geral, Schmitt é o responsável por denunciar clubes, atletas, juízes e até os cartolas da própria entidade.

No pacote, o advogado paranaense teve direito a ir e voltar para Boston em voo na classe executiva, ficou hospedado em hotel de luxo e assistiu ao time de Felipão vencer os portugueses por 3 a 1 em um dos confortáveis camarotes do Gillette Stadium.

A rigor, não há ilegalidade em aceitar o convite. Entretanto, impõe-se a questão ética: com essas atribuições, o trabalho do procurador não ficaria comprometido?

Para Schmitt, não existe conflito de interesse.

Em junho, a CBF já havia cedido ingressos para Schmitt assistir aos jogos da Copa das Confederações.

Outros procuradores do tribunal desportivo também foram agraciados com entradas para o torneio.

O STJD é um órgão independente da confederação e conta com representantes dos atletas, clubes, árbitros e federações. A procuradoria também é independente, mas a escolha do chefe tem a participação da CBF.

Na eleição do procurador-geral, a confederação indica três nomes e os auditores do STJD escolhem um deles.

Paulo Schmitt atua na procuradoria do tribunal há cerca de dez anos.

Recentemente, ele denunciou o Corinthians e o Vasco por causa da briga entre torcedores dos dois times no estádio Mané Garrincha, em Brasília, no mês passado.

Os dois clubes foram punidos com perda de mando de campo e punição de, no mínimo, R$ 50 mil.

Responsável por fiscalizar a atuação da procuradoria, o presidente do STJD, Flávio Zveiter, disse que não vai abrir inquérito para investigar o caso. "Ele [Schmitt] é uma pessoa séria e entendo que esse convite não vai atrapalhar o seu trabalho", afirmou o presidente do órgão.

A CBF não se pronunciou sobre a viagem. O presidente da entidade, José Maria Marin, está fora do Brasil.


SEM CONFLITO DE INTERESSES


O procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, disse que aceitou o convite da CBF para ver o jogo do Brasil em Boston por acreditar que não exista conflito de interesses.

"Os interesses da CBF e da Procuradoria são os mesmos. Eles querem um campeonato melhor. Isso só é possível por causa das denúncias feitas no STJD. Eu já denunciei várias vezes a CBF. Os árbitros, por exemplo, vão parar no tribunal com frequência."

Ele disse que aceitou o convite por achar "importante ir a outros países para conhecer o funcionamento de suas instituições". "Esse convite jamais servirá para a CBF fazer qualquer pressão. Trabalho dentro da legalidade."

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Artigos
Futebol pernambucano na UTI
postado em 13 de setembro de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

O comandante do colegiado do futebol do Náutico, André Campos, afirmou que o time dos Aflitos está na UTI. Vou mais além: o futebol pernambucano está na UTI por conta da falta de planejamento. Aliás, esta semana o Ralf de Carvalho disse uma coisa certíssima: "Planejar é um pecado mortal no nosso futebol". E viva o açodamento que nos premia com trapalhadas e "experiências" equivocadas. Mas tenham cuidado caros profissionais da imprensa, pois quem criticar corre o risco de perder o emprego.

É preocupante essa dificuldade que os dirigentes do nosso futebol têm de entrar em sintonia com o novo tempo. Com certeza não são mutantes. A regra é seguir a cartilha do "saudoso" Rubem Moreira. Por conta disso, a cada final de semana é um desassossego danado nas torcidas de Sport, Náutico e Santa Cruz. Do jeito que as coisas caminham fica difícil alimentar bons sentimentos em relação aos resultados dos jogos dos times recifenses.

O amigo, Humberto Araújo, com seu implacável olhar crítico, diz que o torcedor pernambucano ora vive o "suplício de uma saudade". Verdade. Todos já foram felizes, independente das camisas. Uns há mais tempo, outros mais recentemente, mas o certo é que tiveram grandes alegrias. Mas como dizem que "amar é sofrer", vamos encarar a débâcle do nosso futebol com naturalidade. Faz de conta que é um ciclo, pois não existe perenidade no esporte mais popular do planeta.

Tomei conhecimento de que a Federação Pernambucana de Futebol vai promover um fórum de discussão sobre o futebol estadual. Boa notícia. É hora de aprofundar uma discussão sobre o atual momento em que se constrói o futuro próximo. O difícil é arrancar dos gestores o "mea-culpa". A caixa preta do futebol foi criada junto com a bola. Transparência é algo que não existe na FIFA, nas Confederações, nas Federações e nos Clubes. E assim o dinheiro entra de rolo e escoa pelo ralo. As contas nunca são fechadas e os balanços, na maioria, são fechados no vermelho. Já dizia Rosseau no Século XVIII: "Tudo é absurdo, mas nada constrange porque todos estão acostumados com tudo". O futebol segue a regra.

E assim o agradável e embriagador futebol chega a UTI.

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Liberdade de expressão
postado em 13 de setembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, LIBERDADE DE EXPRESSÃO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na última quinta-feira, o presidente do Sport, Luciano Bivar, utilizou os microfones da Rádio Jornal para tentar intimidar o radialista Ednaldo Santos, que tem a coragem e sobretudo a isenção de analisar o que acontece em nossos clubes, as suas virtudes e os seus defeitos.

Tomamos conhecimento do fato na mesma ocasião, através de alguns amigos, mão não procedemos com uma postagem sobre o assunto, por conta de não termos ouvido tais declarações, fato que o fizemos no dia de ontem.

O que mais nos incomodou nas palavras do mandatário rubro-negro é que os presidentes dos clubes estavam propondo um abaixo assinado para ser remetido à direção de rádio pedindo a saída do radialista.

Um fato lamentável, e que mostra ainda as raízes da Casa Grande, e a sua relação com a senzala que perdura em nosso país, e no futebol mais ainda, quando as pessoas não gostam de receber críticas, e adoram elogios, muitos deles adquiridos de formas estranhas.

Um dirigente é aquele personagem que vai para chuva e não quer se molhar, e refuga quando é contraditado, e com isso luta contra a liberdade de expressão.

Uma mídia independente, ética e sabendo analisar dentro dos princípios legais é fundamental para a democracia, e quando desejam tirar-lhe este direito estão dando um tiro no coração desse princípio que é importante para a sociedade.

Temos uma longa vida dedicada aos esportes, ocupando diversos cargos, e recebemos diversas críticas e sempre as respeitamos, e nunca tentamos influenciar no pensamento daqueles que as faziam, tampouco os intimidarem.

O bom serviço para o futebol nacional, em particular o de Pernambuco, é que os temas sejam discutidos livremente, que os elogios sejam feitos quando merecerem, e as críticas quando os fatos mostrarem erros.

O futebol brasileiro apequenou-se por conta de um jornalismo manietado e pressionado pelos que se consideram donos do poder, visto que sem a liberdade de expressão, e das amarras dos clubes, certamente cada dia iremos penetrar com mais intensidade no poço profundo e com poucos resquícios de luz.

Sem uma imprensa livre, não teremos futuro, pois a sua liberdade é o exercício maior da democracia. Desejar o contrário é tocar as trombetas do caos, e pedir o retorno da ditadura, onde as manchetes e as notícias eram fiscalizadas pelos censores.

Esperamos que os diretores da Rádio Jornal assim o entendam, e não queiram trazer as trevas para esse complexo midiático.

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