JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Na última quinta-feira, o presidente do Sport,
Luciano Bivar, utilizou os microfones da Rádio Jornal para tentar intimidar o
radialista Ednaldo Santos, que tem a coragem e sobretudo a isenção de analisar o
que acontece em nossos clubes, as suas virtudes e os seus defeitos.
Tomamos conhecimento do fato na mesma ocasião, através de alguns amigos, mão não procedemos com uma postagem sobre o assunto, por conta de não termos ouvido tais declarações, fato que o fizemos no dia de ontem.
O que mais nos incomodou nas palavras do mandatário rubro-negro é que os presidentes dos clubes estavam propondo um abaixo assinado para ser remetido à direção de rádio pedindo a saÃda do radialista.
Um fato lamentável, e que mostra ainda as raÃzes da Casa Grande, e a sua relação com a senzala que perdura em nosso paÃs, e no futebol mais ainda, quando as pessoas não gostam de receber crÃticas, e adoram elogios, muitos deles adquiridos de formas estranhas.
Um dirigente é aquele personagem que vai para chuva e não quer se molhar, e refuga quando é contraditado, e com isso luta contra a liberdade de expressão.
Uma mÃdia independente, ética e sabendo analisar dentro dos princÃpios legais é fundamental para a democracia, e quando desejam tirar-lhe este direito estão dando um tiro no coração desse princÃpio que é importante para a sociedade.
Temos uma longa vida dedicada aos esportes, ocupando diversos cargos, e recebemos diversas crÃticas e sempre as respeitamos, e nunca tentamos influenciar no pensamento daqueles que as faziam, tampouco os intimidarem.
O bom serviço para o futebol nacional, em particular o de Pernambuco, é que os temas sejam discutidos livremente, que os elogios sejam feitos quando merecerem, e as crÃticas quando os fatos mostrarem erros.
O futebol brasileiro apequenou-se por conta de um jornalismo manietado e pressionado pelos que se consideram donos do poder, visto que sem a liberdade de expressão, e das amarras dos clubes, certamente cada dia iremos penetrar com mais intensidade no poço profundo e com poucos resquÃcios de luz.
Sem uma imprensa livre, não teremos futuro, pois a sua liberdade é o exercÃcio maior da democracia. Desejar o contrário é tocar as trombetas do caos, e pedir o retorno da ditadura, onde as manchetes e as notÃcias eram fiscalizadas pelos censores.
Esperamos que os diretores da Rádio Jornal assim o entendam, e não queiram trazer as trevas para esse complexo midiático.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







