JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Não se deve alimentar ilusões e sonhos com
relação ao Clube Náutico Capibaribe, quanto ao seu rebaixamento à Série B de
2014.
Manchetes com ¨hoje é o dia para o recomeço¨ não tem cabimento, pois os números são tão visÃveis, embora ainda faltem 17 rodadas para o encerramento da competição, que nada que a equipe alvirrubra apresente, motiva um fio de esperança para o futuro. São ilusórias.
Matematicamente tem chances, mas os acontecimentos levam o clube à queda final.
Foram 60 pontos disputados, com apenas 9 ganhos, e um aproveitamento de 16%. Foram apenas 10 gols marcados em 20 partidas (média de 0,5 por partida), e 36 vezes a meta vazada (1,8 por partida), na pior campanha da era dos pontos corridos. Somando-se a tudo isso, 15 derrotas.
Dezenas de contratações, seis treinadores numa única temporada, já demonstram a ausência de um projeto para o clube, e que certamente iria levá-lo a atual situação.
Uma morte anunciada.
Uma equipe com apenas 2 vitórias e 3 empates em 20 confrontos não poderia desejar algo além do que recebeu.
Para que se tenha uma ideia, o Náutico está a 15 pontos do primeiro time da zona de rebaixamento, o que representa cinco vitórias, com cinco derrotas dos rivais.
Pela classifição atual, o ponte de corte é de 44 pontos, com uma decisão pelo critério técnico, e o time pernambucano em 51 pontos que serão disputados, teria que ganhar 35, com uma média de 68%, que é um pouco maior que a do Botafogo, o segundo colocado.
Além das conquistas desses pontos, os adversários teriam que estancar, o que também é praticamente impossÃvel.
O torcedor do Náutico é inteligente e lúcido para perceber que os sonhos têm seus limites, e que se torna necessário a hora da verdade, que é a de reconhecer que não existe mais a possibilidade de sair da atual situação, e que, enfim, o clube possa pensar o seu recomeço para 2014.
O que achamos mais bizarro é essa história de que a saÃda dos Aflitos originou a queda, fato esse que apequena o debate, porque preferir um estádio sem as condições necessárias para um jogo de futebol, a um palco que é motivador para boas paridas, é algo impensável.
O time alvirrubro no próprio estadual já vinha mostrando problemas nos seus jogos como mandante no antigo estádio, e não chegou às finais, assim como na Copa do Brasil, onde foi eliminado precocemente.
Nada melhor do que parar para pensar, e não se iludir com o presente que já delineou o futuro, e sim encarar a verdade e enfrentá-la com dignidade, pois disso representará o seu amanhã.
O Náutico não pode ser comparado com aquele polÃtico que perde uma eleição, e não se considera perdedor, contestando a vitória do adversário.
Hora de repensar a vida de um clube tão importante para o futebol brasileiro.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








