Histórico
Náutico
A hora da verdade
postado em 17 de setembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A HORA DA VERDADE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Não se deve alimentar ilusões e sonhos com relação ao Clube Náutico Capibaribe, quanto ao seu rebaixamento à Série B de 2014.

Manchetes com ¨hoje é o dia para o recomeço¨ não tem cabimento, pois os números são tão visíveis, embora ainda faltem 17 rodadas para o encerramento da competição, que nada que a equipe alvirrubra apresente, motiva um fio de esperança para o futuro. São ilusórias.

Matematicamente tem chances, mas os acontecimentos levam o clube à queda final.

Foram 60 pontos disputados, com apenas 9 ganhos, e um aproveitamento de 16%. Foram apenas 10 gols marcados em 20 partidas (média de 0,5 por partida), e 36 vezes a meta vazada (1,8 por partida), na pior campanha da era dos pontos corridos. Somando-se a tudo isso, 15 derrotas.

Dezenas de contratações, seis treinadores numa única temporada, já demonstram a ausência de um projeto para o clube, e que certamente iria levá-lo a atual situação.

Uma morte anunciada.

Uma equipe com apenas 2 vitórias e 3 empates em 20 confrontos não poderia desejar algo além do que recebeu.

Para que se tenha uma ideia, o Náutico está a 15 pontos do primeiro time da zona de rebaixamento, o que representa cinco vitórias, com cinco derrotas dos rivais.

Pela classifição atual, o ponte de corte é de 44 pontos, com uma decisão pelo critério técnico, e o time pernambucano em 51 pontos que serão disputados, teria que ganhar 35, com uma média de 68%, que é um pouco maior que a do Botafogo, o segundo colocado.

Além das conquistas desses pontos, os adversários teriam que estancar, o que também é praticamente impossível.

O torcedor do Náutico é inteligente e lúcido para perceber que os sonhos têm seus limites, e que se torna necessário a hora da verdade, que é a de reconhecer que não existe mais a possibilidade de sair da atual situação, e que, enfim, o clube possa pensar o seu recomeço para 2014.

O que achamos mais bizarro é essa história de que a saída dos Aflitos originou a queda, fato esse que apequena o debate, porque preferir um estádio sem as condições necessárias para um jogo de futebol, a um palco que é motivador para boas paridas, é algo impensável.

O time alvirrubro no próprio estadual já vinha mostrando problemas nos seus jogos como mandante no antigo estádio, e não chegou às finais, assim como na Copa do Brasil, onde foi eliminado precocemente.

Nada melhor do que parar para pensar, e não se iludir com o presente que já delineou o futuro, e sim encarar a verdade e enfrentá-la com dignidade, pois disso representará o seu amanhã.

O Náutico não pode ser comparado com aquele político que perde uma eleição, e não se considera perdedor, contestando a vitória do adversário.

Hora de repensar a vida de um clube tão importante para o futebol brasileiro.

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Brasileiro Série B
Reação do Sport valoriza confronto
postado em 17 de setembro de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

O futebol faz parte da indústria do entretenimento, e mesmo atuando no factual, a mídia dá uma contribuição efetiva para divulgação e venda do espetáculo. Por se tratar de um produto embalado pela emoção, tudo o que se noticia gera uma grande expectativa. Dentro deste conceito, o jogo entre Sport e Guaratinguetá, hoje à noite - 19h30 - na Ilha do Retiro passou a ser supervalorizado em decorrência da vitória dos rubro-negros sobre o Figueirense, sábado à tarde, e pela presença do %u201Cnovo%u201D técnico Geninho.

É bem verdade que o futebol apresentado no confronto com o time catarinense não foi convincente, a exemplo do que aconteceu em outras vitórias leoninas, mas a atitude dos jogadores, que pareceu ter incorporado a mística da camisa rubro-negra, e os sinais de acerto através de um novo posicionamento tático, levam o torcedor a acreditar na chegada de um novo tempo. E renascem as esperanças de acesso à Série A.

O Guaratinguetá é daqueles adversários que merecem respeito, mas têm baixa cotação nas apostas, mesmo com as duas vitórias contabilizadas nas últimas rodadas. Enfim, o torcedor rubro-negro está confiante na soma dos três pontos em disputa. Qualquer resultado que contrarie tal expectativa será frustrante.

Geninho ainda conhece bem o material humano que dispõe para trabalhar, e foi sensato ao manter a formação do time com três zagueiros, fato que o levou a escalar o prata da casa, Oswaldo, para substituir o experiente Tobi, que cumprirá suspensão. Também escalou o volante, George Lucas, outro jogador revelado nas divisões de base do clube.

Do acerto na definição de um esquema tático, a harmonização do conjunto leva algum tempo, ou seja, não pense meu caro torcedor, minha cara torcedora, que as poucas correções e orientações efetuadas para esta partida sejam suficientes para transformar o Sport no time dos sonhos.

A exemplo do que aconteceu sábado, a cobrança do momento é apenas por uma vitória, pela adição de mais três pontos. Afinal, ainda existe uma distância a percorrer até o G4, e ela somente será vencida com sucessivas somas.

Os torcedores apaixonados gostam de acompanhar resenhas e noticiários. As probabilidades apresentadas pelos formadores de opinião, que muitas vezes se perdem nas elucubrações, os deixam ansiosos, fato que os levam a dar asas a imaginação. Coisa da paixão. A mídia "vendeu" bem um produto cuja valorização está restrita ao resultado.

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Brasileiro Série A
Influente na CBF, futebol paulista patina
postado em 17 de setembro de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


O futebol de São Paulo nunca esteve tão mal representado na Série A do Campeonato Brasileiro quanto neste ano: não tem nenhum time na zona de classificação à Taça Libertadores, e três brigam contra o rebaixamento.

O Corinthians, melhor paulista na classificação, está em sexto, com 30 pontos, a 16 de distância do líder Cruzeiro --e a apenas seis da degola.

A impotência dos times de São Paulo dentro de campo contrasta com o poder que o Estado exibe fora dele.

O presidente da CBF é, há um ano e meio, o paulista José Maria Marin, ligado ao São Paulo Futebol Clube.

Desde que assumiu a confederação, em março do ano passado, Marin tratou de se cercar de conterrâneos.

Não há decisão na CBF que seja tomada sem o consentimento do vice Marco Polo Del Nero, que acumula o cargo de presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol).

Quem também ganhou poder foi Reinaldo Carneiro Bastos, vice da FPF, que virou diretor de desenvolvimento de projetos da CBF --na prática, manda nas Séries B, C e D.

Marin não deixa de levar Del Nero e Carneiro Bastos para onde quer que vá --viagens com a seleção, por exemplo. Também faz campanha para que Del Nero o substitua na presidência da CBF. As eleições devem ocorrer em abril ou maio de 2014.

Há ainda vários outros cargos de menor importância ocupados por paulistas.

Quando esse movimento começou, houve quem se insurgisse. As federações de futebol de Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Rio chegaram a ensaiar uma oposição contra o que chamavam de "paulistização da CBF".

O temor de que os clubes paulistas fossem beneficiados mostrou-se infundado. O Fluminense levou o Brasileiro de 2012 e nada indica que um paulista ganhe o de 2013.

Neste Brasileiro, a CBF já foi alvo de críticas de São Paulo, Santos e Portuguesa. No caso dos dois primeiros, por causa do calendário. Como fizeram amistosos fora do país, tiveram que jogar até quatro vezes em oito dias para compensar as rodadas perdidas.

"Ninguém mandou o São Paulo viajar", foi a resposta de José Maria Marin às queixas do clube. A Portuguesa reclamou muito de erros de arbitragem nas partidas contra Grêmio e Coritiba.

Na série B, apenas o Palmeiras se destaca

O desempenho dos clubes de São Paulo também é modesto na Série B do Brasileiro. Embora tenha cinco representantes --um quarto do total--, só um deles está perto de conseguir o acesso à divisão de elite do Brasil no ano que vem. O Palmeiras lidera a Série B, enquanto Oeste, Guaratinguetá e Bragantino estão bem longe da zona de classificação. O São Caetano, penúltimo, tem 22 pontos e luta para não ser rebaixado para a Série C.

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Acontece
O calendário de 2014 da CBF
postado em 16 de setembro de 2013

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Os gênios do futebol brasileiro estão fechando o pacote do Calendário de 2014.

Reuniram-se em um laboratório instalado em uma caverna à prova do som e estão produzindo algo mais mostruoso do que aconteceu em 2013, com mais jogos que datas disponíveis.

A solução encontrada pelos cartolas é simplesmente assombrosa.

Irão encurtar as férias para 17 dias, com os 13 restantes sendo cumpridos no período da Copa do Mundo.

Os ¨fabulosos¨ estaduais começarão no dia 12 de janeiro, continuando a overdose de jogos que chegou até o mês de dezembro.

São esses gênios, que produzem monstros, que estão engolindo o que restou de um esporte que foi sempre referência da sociedade brasileira.

Não é de espantar, que hoje temos 60 milhões de brasileiros que não gostam de futebol.

Para esse gente, nem os recursos infrigentes são cabíveis.

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Sport
Incorporando o espírito da Série B
postado em 15 de setembro de 2013


Felipe Azevedo marcou para os leoninos. Foto: Guga Matos/JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES

 

A vitória do Sport sobre o Figueirense - 1x0 - foi a mais importante dentre as 11 somadas pelo time leonino, até o momento, na Série B. A importância não fica resumida a simples adição de mais três pontos a sua campanha. O resultado ganhou dimensão devido às circunstâncias do momento. E a superação a todos os obstáculos se deu por um único fato: o grupo incorporou o espírito da Série B, onde a transpiração se sobrepõe à inspiração.

Este capítulo da campanha do rubro-negro pernambucano começou a ser escrito em linhas tortas, com a equivocada ascensão de Neco ao comando do elenco de profissionais. Embora tenha sido marcado como o treinador de uma partida, ele deixou um legado para Geninho: a receita para equação de um problema que parecia insolúvel na era Marcelo Martelotte, o ajuste do setor defensivo.

Sabemos que no futebol é muito mais desafiante para um treinador ajustar o setor defensivo do que o ataque de um time. O acerto de uma defesa é o resultado da definição do posicionamento tático através do qual os jogadores passam a render mais. Naturalmente que o posicionamento e a definição das funções são imprescindíveis no setor ofensivo, mas o que fará a diferença na frente é a qualidade técnica dos jogadores.

Ao definir, pela primeira vez, o time com três zagueiros e cinco homens no meio campo, Neco fechou a "avenida leonina", por onde passavam todos os adversários com relativa facilidade. Geninho é um bom estrategista e percebeu o sinal deixado pelo seu antecessor. Fatalmente manterá o esquema, e fará as devidas correções. Afinal, quando se agrupa três zagueiros e cinco homens no meio campo, os alas devem ter total liberdade e ousadia para ir, insistentemente a linha de fundo. A dificuldade de algumas peças em se adequarem o novo esquema é natural. Todo projeto quando posto em prática precisa de correções. O Sport joga sem uma referência na área, e isso obriga os meias de ligação e os atacantes a exercerem uma marcação avançada para dificultar a saída de bola do adversário. Quando forem à linha de fundo os alas devem fazer cruzamentos rasteiros, pois os atacantes são medianos, condição que os torna pouco objetivos nas jogadas aéreas.

O Sport foi a campo enfrentar o Figueirense pressionado pelo resultado, pois vinha de uma sequência de jogos sem vitórias; a sucessão de erros cometidos pelos dirigentes durante a semana aumentou a tensão nos bastidores, fato que provocou um impacto psicológico negativo no grupo. Tudo foi superado com doação e aplicação dos jogadores dentro das quatro linhas. O futebol apresentado não foi de boa qualidade, mas isto era o menos importava naquele instante. A vitória era fundamental para o futuro do clube na competição. Aconteceu. Geninho terá mais tranqüilidade para iniciar o seu trabalho. Afinal, ele veio bafejado pela sorte. Quem duvidar basta rever a defesa milagrosa de Magrão aos 45 minutos do segundo tempo.

Com a soma de 3 pontos o Sport saltou para a quinta posição na tabela de classificação, o que provoca um efeito psicológico muito grande, pois o quinto tem mais condições de ultrapassar o quarto do que o oitavo. Isto é fato. A tarefa de voltar ao G4 não é fácil, mas quando se incorpora o espírito da competição ela se torna exequível.     

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