Histórico
Brasileiro Série B
A pressão dos resultados
postado em 22 de setembro de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

Nas vitórias sobre Figueirense e Guaratinguetá, ambas pelo mesmo placar - 1x0 - o Sport não apresentou um bom futebol. Não houve cobranças neste sentido, pois o que importava era o resultado do jogo. A derrota - 2x1 - para o Palmeiras, em São Paulo, não contrariou a lógica porque o líder da Série B era tido como favorito. A surpresa ficou por conta do bom futebol apresentado pelo rubro-negro pernambucano no primeiro tempo do jogo.

A evolução apresentada pelo conjunto leonino, desde que Geninho assumiu o comando técnico, tem sido gradativa e é incontestável, entretanto, para que haja uma reação na tabela de classificação a sequência de vitórias é imprescindível. Esta é a essência do futebol de resultados.

A combinação dos resultados da vigésima-quarta rodada da Série B evitou que os clubes que estão posicionados acima do Sport, na tabela de classificação, avançassem na pontuação, mas permitiram que outros times com potencial para brigar pelo acesso encostassem. O Avaí tem apresentado boa performance no returno, enquanto o Ceará se transformou numa grata surpresa ao vencer quatro dos cinco jogos que disputou nesta segunda fase do campeonato, onde aparece com uma das campanhas mais positivas.

A evolução dos times que teoricamente estavam fazendo uma campanha de manutenção, e agora entram na briga pelo acesso, fará com que todos os clubes passem a jogar pressionados por resultados. O cenário é decorrente do equilíbrio, pois apenas três pontos separam o quinto do décimo colocado.

Geninho tem descoberto alternativas que levaram o conjunto rubro-negro a render mais, mas esta semana tem contra si o jogo com o Libertad, quarta-feira, em Assunção, válido pela Copa Sul-Americana. A partida e o deslocamento até a capital paraguaia representam desgaste para o jogo com o Bragantino, próximo sábado, no Interior paulista.

O pragmatismo do futebol de resultados impossibilita um aprofundamento nas análises sobre a evolução e queda de rendimento dos clubes na competição. É uma forma de contar a história sem começo meio e fim.

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Brasileiro Série A
Os números do rebaixamento
postado em 22 de setembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NÚMEROS DO REBAIXAMENTO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Alguns sonhadores tentam passar uma visão otimista com relação às chances do Náutico de escapar a zona de rebaixamento, como se isso pudesse realmente acontecer.

Infelizmente a situação do alvirrubro pernambucano chegou ao limite, e com mais três derrotas os 100% da degola estarão garantidos.

Como contribuição destinada aos nossos visitantes, vamos apresentar as estatísticas dos rebaixados no período de 2006 a 2012, com 20 clubes participando.

Dois fatos bem interessantes. Dos clubes pernambucanos, o recorde de derrotas é do Santa Cruz, com 24, em 2006, enquanto no geral, as do América de Natal, em 2007, com 29 derrotas e apenas 17 pontos conquistados.

2006: Ponte Preta- 39 pontos (10 vitórias, 9 empates e 19 derrotas); Fortaleza- 38 pontos (8 vitórias, 14 empates e 16 derrotas); São Caetano- 36 pontos (9 vitórias, 9 empates e 20 derrotas) e Santa Cruz- 28 pontos (7 vitórias, 07 empates e 24 derrotas).

2007: Cortinthians- 44 pontos- (10 vitórias- 14 empates e 14 derrotas); Juventude- 41 pontos- (11 vitórias, 8 empates e 19 derrotas); Paraná- 41 pontos- 11 vitórias, 8 empates e 19 derrotas) e America-RN- 17 pontos (4 vitórias, 5 empates  e 29 derrotas).

2008: Figueirense- 44 pontos- (11 vitórias, 11 empates e 16 derrotas); Vasco- 40 pontos (11 vitórias, 7 empates e 20 derrotas); Fortaleza- 38 pontos (9 vitórias, 11 empates e 18 derrotas) e Ipatinga- 35 pontos (9 vitórias, 8 empates e 21 derrotas).

2009: Coritiba- 45 pontos (12 vitórias, 9 empates e 17 derrotas); Santo André- 41 pontos (11 vitórias, 8 empates e 19 derrotas); Náutico- 38 pontos (10 vitórias, 8 empates e 20 derrotas) e Sport- 31 pontos (7 vitórias, 10 empates e 21 derrotas).

2010: Vitória- 42 pontos (9 vitórias, 15 empates e 14 derrotas); Guarani- 37 pontos (8 vitórias, 13 empates e 17 derrotas); Goiás- 33 pontos (8 vitórias, 9 empates e 21 derrotas) e Grêmio Prudente- 31 pontos (7 vitórias, 10 empates e 21 derrotas).

2011: Atlético-PR- 41 pontos (10 vitórias, 11 empates e 17 derrotas); Ceará- 39 pontos (10 vitórias, 09 empates e 19 derrotas); América-MG- 37 pontos (38 vitórias, 13 empates e 17 derrotas) e Avaí- 27 pontos (7 vitórias, 10 empates e 21 derrotas).

2012: Sport- 41 pontos (10 vitórias, 11 empates e 17 derrotas); Palmeiras- 38 pontos (9 vitórias, 7 empates e 22 derrotas); Atlético/GO - 38 pontos (7 vitórias, 9 empates e 22 derrotas) e Figueirense (7 vitórias, 9 empates e 22 derrotas).

Os números apresentados demonstram que 19 derrotas foi fixada como média para os rebaixamentos. Corinthians e Vitória foram os clubes que tiveram 14 derrotas e caíram, por conta do excesso de empates (14). 

Com relação às vitórias, os rebaixados nessa série histórica tiveram uma média de 8, e só um clube conseguiu 12, o  Coritiba, em 2009.

Basta uma análise para que todos possam entender a situação de cada clube na competição, em especial, a do Náutico.

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Futebol Brasileiro
Os castigos impostos aos torcedores
postado em 22 de setembro de 2013

Por JÚLIO FERREIRA


Agora entendo perfeitamente os motivos para a visível queda de frequência nos estádios brasileiros, durante as partidas de futebol.

Ao tentar adquirir ingressos para o jogo Náutico X Flamengo, pela 23ª rodada do Brasileirão, passei a enfrentar uma "Via Crucis":

1) Dirigindo-me à sede do Náutico, fui informado que ali só poderia comprar ingressos para ficar junto aos torcedores do Náutico. Argumentei que não queria ficar junto à torcida, e fui informado que não existe essa possibilidade, pois "SÓ EXISTEM DOIS TIPOS DE INGRESSOS: PARA TORCEDORES DO NÁUTICO OU TORCEDORES DO FLAMENGO", o que, em princípio, significa que o espectador que não torce por nenhum dos dois times, e quer simplesmente assistir ao espetáculo, é obrigado a escolher a torcida com a qual quer ficar "MISTURADO".

2) Ainda na sede do Náutico, fui informado que o único outro lugar onde os ingressos poderiam ser adquiridos seria no Shopping Center Recife, praticamente do outro lado da Recife.

3) Chegando ao Shopping Center Recife, fui encaminhado ao "Quiosque da Arena Pernambuco", onde fui informado que entre as duas opções que teria para comprar ingressos, na torcida do Náutico ou do Flamengo, e que as diferenças eram: se comprasse para a torcida do Flamengo, teria de ficar no que eles chamam de "Setor Norte (VERDE)", que na prática significa atrás de um dos gols, e pagaria o preço unitário de R$50,00 (cinquenta reais), enquanto se optasse por comprar o ingresso reservado à torcida do Náutico, ficaria localizado na %u201CSetor Leste (LARANJA), que fica na lateral do campo, e pagaria apenas R$25,00 (vinte e cinco reais).

4) Note-se que existem dois setores do estádio nos quais os ingressos não estavam sendo disponibilizados, os Setores Sul, AMARELO, e Oeste, AZUL, o que significa que existe uma óbvia intenção de concentrar a plateia em uma determinada área do estádio. Será que é para que as emissoras de televisão possam fazer imagens enganosas, passando aos telespectadores a falsa impressão de que o público presente ao estádio é maior do que o real?  

5) Para completar a esculhambação, fique registrado que mesmo do "Quiosque da Arena Pernambuco", que funciona dentro do Shopping Center Recife, a venda de ingressos é feita exclusivamente à dinheiro, sem qualquer possibilidade de uso de cartões de crédito ou de débito.

Com o que está descrito acima, fica claro que nesse Brasil Tiririca, os torcedores, além de roubados no momento da compra dos ingressos, são claramente desrespeitados em seus direitos mais evidentes, entre os quais o de o de assistir uma partida de futebol como se fosse um espetáculo, pois fica OBRIGADO a optar por estar inserido em uma das duas torcidas.

Será que agora alguém mais consegue entender os motivos das quedas das arrecadações?

 

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Brasileiro Série A
A dança dos técnicos
postado em 21 de setembro de 2013

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Acontece
CBF não recebe verba pública, diz cartola
postado em 19 de setembro de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


O diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, disse que a entidade não se enquadra na medida provisória aprovada na terça no Senado. O texto acaba com as reeleições sucessivas nas entidades que recebem verba públicas, direta ou indiretamente.

Pela MP, os dirigentes só poderão ser reeleitos uma vez a mandatos de até quatro anos e ficam proibidos de eleger cônjuges e parentes para substituí-los nos cargos.

No final da tarde de ontem, Lopes, um dos mais velhos diretores da CBF, afirmou que a entidade "não recebe nenhum centavo de dinheiro público ou isenção fiscal".

"Basta olhar o balanço da confederação, que está na nossa página na internet."

A isenção fiscal à entidade era o argumento de alguns senadores para enquadrar a CBF no novo texto.

Em 2012, a entidade pagou R$ 42 milhões de Imposto de Renda e de contribuições sociais, segundo seu balanço.

Advogados especializados em direito desportivo ouvidos pela Folha concordam com a tese de Lopes --citam que a CBF remunera seu presidente e seus diretores, o que automaticamente a exclui da lista de entidades que teriam direito a isenção fiscal.

Apesar de o cartola alegar que a CBF não se beneficia de isenção, a entidade tentou em 2009 a liberação do pagamento do imposto pela compra de um jatinho.

Para conseguir a liberação, os advogados da confederação, então sob comando de Ricardo Teixeira, alegaram que a confederação era uma associação de direito privado de caráter desportivo, sem fins comerciais e industriais.

Na época, a CBF depositou em juízo, em favor da Receita Federal, cerca de R$ 4,173 milhões referentes ao IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) pela importação do avião Citation Sovereign.

Embora Lopes garanta que a entidade não receba dinheiro público, advogados acreditam que o patrocínio da Caixa Econômica Federal ao Brasileiro feminino é uma forma de beneficiar a entidade com verba governamental.

Nesta semana, a Caixa e a empresa Sport Promotion assinaram contrato de R$ 10 milhões para a realização do torneio, que começou ontem. A CBF é a organizadora. Foi responsável por selecionar os 20 clubes participantes e fez a tabela e a escala os árbitros.

"A Caixa só assinou com a Sport Promotion porque a CBF deu legitimidade. A competição é da CBF e o patrocínio é público. Por isso, a CBF recebe dinheiro público", disse o advogado Pedro Trengrouse, professor da FGV com mestrado em direito esportivo na Fifa.

"Esse dinheiro não entra na CBF. Estão vendo chifre em cabeça de cavalo", respondeu o diretor jurídico da CBF.

Marcos Joaquim Gonçalves, advogado que formatou o texto da emenda, crê também que a entidade possa ser atingida caso ganhe patrocínios via lei de incentivo ao esporte. Dessa forma, a Receita estaria abrindo mão de parte dos impostos das empesas, que iriam para a CBF. Seria um "patrocínio" estatal indireto.

"A CBF pode ter aberto mão de isenções fiscais. Mas e quanto aos patrocínios que recebe que são propiciados pela lei de incentivo? Essa questão ficará para a Receita", diz.

Principais pontos da Medida provisória

Quem é afetado?
Entidades esportivas que recebem recursos da administração pública federal direta ou indiretamente terão que se submeter às regras

Mandatos
Os dirigentes só poderão ser reeleitos uma vez para mandatos de até quatro anos

Nepotismo
Cartolas ficam proibidos de eleger cônjuges e parentes até 2º grau para substituí-los

Transparência
Entidades receberão verba pública se garantirem clareza na movimentação de recursos, aos contratos, aos patrocinadores e ao direito de imagem

Social
Lucros das entidades deverão ser destinados integralmente à manutenção dos objetivos sociais

Eleições
Atletas terão de participar das eleições e integrar diretorias.


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