Histórico
Acontece
Ministro e Felipão divergem sobre calendário
postado em 27 de setembro de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


Para o técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari, o calendário do futebol brasileiro "não é tão desequilibrado como as pessoas imaginam".

Já para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o calendário do futebol brasileiro "precisa de mais equilíbrio".

As duas declarações foram dadas ontem, justamente enquanto se discutem mudanças nas datas das competições de futebol no Brasil.

Como antecipou a Folha na edição da última terça-feira, um grupo de 75 atletas lançou o movimento Bom Senso F.C. para tentar reduzir o número de partidas e aumentar o intervalo entre elas.

Felipão, que ontem convocou a seleção para os amistosos contra a Coreia do Sul e a Zâmbia, tomou cuidado de não se manifestar contra a sua empregadora --foi a CBF quem propôs o calendário que os atletas combatem.

Ao responder sobre a lesão do goleiro Júlio César, que atua na Inglaterra, Felipão entrou na discussão. O goleiro da seleção sofreu uma fratura durante um treino do Queens Park Rangers.

"O caso [do Júlio César] é para que todos os órgãos de comunicação saibam e avaliem que não é só o futebol brasileiro que tem problemas de lesão. O europeu nem começou e já tem milhares de lesões. O calendário não é tão diferente assim", disse.

Mas o técnico não se opôs diretamente ao Bom Senso. Ele, aliás, convocou quatro atletas signatários do manifesto --os goleiros Jefferson, Diego Cavalieri e Victor e o zagueiro Dedé.

No Rio, Felipão afirmou que "todas as partes devem sentar para conversar".

Já o ministro Aldo Rebelo, em evento em Brasília, foi mais incisivo sobre o assunto.

"Em alguns casos, o calendário exige de alguns clubes uma exposição acima da média mundial, 20 partidas a mais que um clube de ponta da Europa. E outros clubes nem sequer têm calendário para três meses", criticou.

Aldo e a cúpula da CBF já divergiram num passado recente por conta de calendário --o ministro já mostrou ser favorável a uma adaptação ao modelo europeu, algo que contraria o presidente da confederação, José Maria Marin.

"É preciso um esforço de todos para racionalizar esse calendário, oferecer alternativas para quem não tem calendário e encontrar um caminho para os clubes que são submetidos a uma multiplicidade de calendários, que compromete os atletas e a qualidade dos espetáculos", emendou o ministro.

O movimento foi lançado nesta semana por jogadores como Paulo André (Corinthians), Alex (Coritiba) e Rogério Ceni (São Paulo).

Na semana que vem, eles devem se reunir em São Paulo para definir as propostas que serão levadas a uma reunião com o comando da CBF.

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Artigos
Um Estado adormecido
postado em 25 de setembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM ESTADO ADORMECIDO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Quando estamos viajando todos os dias ligamos para alguns amigos de nosso estado, perguntando pelas novidades do futebol local, e a resposta de todos sempre é a mesma: ¨NENHUMA¨.

Nos jornais do sudeste, o futebol de Pernambuco não existe, não repercutindo nada do que acontece em nossa terra, numa demonstração que somos invisíveis.

Muitas vezes achamos que habitamos um outro planeta, já que nada acontece em nosso estado no setor esportivo.

No dia de ontem ao lermos as assinaturas do Manifesto dos atletas profissionais de diversos clubes, com relação ao Calendário do Futebol Brasileiro, sentimos um constrangimento por conta da ausência de pelo menos um único representante do futebol local.

O Brasil futebolístico estanca na Bahia, e desse estado para cima todos são alienígenas e fora do processo.

Pernambuco sempre foi um estado líder de revoluções históricas que marcaram a vida nacional, e que são partes integrantes da história do país, mas adormeceu e não reage no campo futebolístico contra os acontecimentos nefastos que o estão norteando.

Trata-se de um momento importante para o futebol nacional, quando pela primeira vez os atletas soltaram o seu grito de protesto contra uma imposição da CBF de um calendário predador, que afetará a saúde de todos.

Pernambuco foi esquecido.

Não ouvimos nenhuma manifestação dos dirigentes locais contra essa ¨obra de arte¨ da CBF, que vem prejudicar seriamente as atividades de seus clubes, desde que se torna impossível atender as determinações da mentora, de iniciar uma competição sem uma pré-temporada digna e de manutenção para todo o ano do futebol.

As declarações do presidente da Federação local sobre o assunto foram constrangedoras.

Também estão adormecidos.  O sono os levam a não refletirem sobre o embrião de Liga, que saiu das cabeças mais reacionárias do futebol brasileiro, totalmente contrárias a nossa região, que para eles muitas vezes é considerada como empecilho para as atividades de suas agremiações.

A aparência que os dirigentes nos dão é de que vivemos numa Ilha da Fantasia, com os nossos clubes liderando as competições nacionais, todos na Divisão Principal, abastecidos de recursos, com jogadores na seleção da CBF, e grandes negociações para o exterior.

A verdade é bem outra. Vivemos abraçados a um futebol decadente, sem projeção, com um clube pronto para ser rebaixado, um outro que luta pelo acesso, quando já deveria estar garantido, e um terceiro batalhando para sair da terceira divisão nacional, encontrando no caminho sérias dificuldades.

O nosso problema é que os dirigentes se contentam com um estadual do nada para o nada, que para eles é a verdadeira sublimação dos seus clubes, e esquecem da importância das maiores competições para os seus crescimentos.

O futebol de Pernambuco adormeceu, como os seus clubes do interior que são sazonais, em sua maioria, e pouco se produz para modificar o sistema, porque vivemos na era do conformismo, em que tudo de ruim que acontece é bom.

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Acontece
CBF pede "boa vontade" a jogadores
postado em 25 de setembro de 2013

SÉRGIO RANGEL - FOLHA DE SÃO PAULO


A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) fez um pedido de "boa vontade" ao movimento formado por 75 atletas profissionais que se opõem ao calendário do futebol nacional.

Ontem, a Folha revelou que os jogadores das Séries A e B do Brasileiro articulam uma nova proposta de datas dos jogos para os próximos anos em reação à programação divulgada pela confederação na semana passada.

Para o calendário de 2014, o grupo reivindica férias de 30 dias ininterruptos e uma pré-temporada mais longa. A partir de 2015, o objetivo do movimento é que o calendário seja repensado de forma mais abrangente.

Os jogadores pedem ainda garantia de que os clubes se planejem para pagar os salários em dia.

O movimento tem atletas como Alex (Coritiba), Rogério (São Paulo), Paulo André (Corinthians), Valdivia (Palmeiras), Edu Dracena (Santos), entre outros.

"O próximo ano será excepcional por causa da Copa do Mundo. Tem que existir uma boa vontade de todas as partes", disse o diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes. Em 2014, o Brasileiro vai ser interrompido por 45 dias em virtude do Mundial.

"É preciso conciliação. Se tivermos um mês para a pré-temporada, e o Brasileiro sendo interrompido durante a Copa, o ano não termina para o futebol. Faltarão datas", afirmou o dirigente.

De acordo com a programação anunciada pela CBF, a próxima temporada terá início em 12 de janeiro de 2014.

Nesse caso, considerando os 30 dias contínuos de férias, os times teriam apenas quatro dias para se preparar para o início dos jogos dos principais estaduais, já que o Brasileiro deste ano terminará no dia 8 de dezembro.

Lopes informou que a CBF propôs aos atletas o parcelamento das férias --24 dias (de 8 de dezembro até 2 de janeiro) e mais dez dias durante a Copa. Mas a proposta não foi aceita pelos jogadores.

"Eles teriam mais de 30 dias de férias, mas não quiseram. Os atletas precisam entender que os clubes têm que se manter em atividade durante todo o ano para pagar os salários deles, que não são baixos", acrescentou Lopes.

O presidente da entidade, José Maria Marin, aceita se reunir em breve com os articuladores do movimento. Até agora, porém, nenhum representante do grupo solicitou audiência com o dirigente.

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Denúncia
O "presente" da CBF para o Flamengo
postado em 23 de setembro de 2013

Blog do Rodrigo Mattos


Em seis meses, a dívida do Flamengo com a CBF caiu R$ 4,8 milhões como registram os dados financeiros do clube. Essa redução ocorreu não com o pagamento deste valor, mas com uma %u201Crenegociação%u201D do débito, segundo a diretoria rubro-negra. A operação ocorre justamente no ano anterior à eleição para presidente da confederação, marcada para abril de 2014.

A CBF é credora de alguns clubes brasileiros, como Vasco, Botafogo e Flamengo, por ajudas que lhes deu em momentos financeiros complicados. No total, a entidade registrava R$ 50,2 milhões em débitos dos times ao final de 2012.

Os rubro-negros representavam 30% desse total, ou R$ 15,5 milhões. Só que, em junho de 2013, esse valor caiu para R$ 10,7 milhões. A diretoria do Flamengo explicou que isso foi obtido com a renegociação da dívida, sem dar detalhes sobre como isso ocorreu. Questionada, a CBF afirmou que esse é %u201Cum assunto interno%u201D.

Além do débito com a confederação, cartolas do clube conseguiram redução em outras dívidas nestes seis meses. Além de pagar diversos compromissos fiscais, eles diminuíram em R$ 9,4 milhões as pendências com entidades privadas, como bancos.

E boa parte das dívidas foi transferida do curto para o longo prazo (acima de um ano para a quitação). Só que esse montante deve voltar a aumentar com novo empréstimo que está em estudo para fechar as contas até o final do ano.

Fora esses débitos privados, com bancos e entidades, o clube ainda reduziu as pendências trabalhistas em R$ 23 milhões, com o valor caindo para R$ 17 milhões. O pagamento de grande parte do passivo tem impedido o Flamengo de aumentar seu investimento no futebol.

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Acontece
Martelotte rouba a cena
postado em 22 de setembro de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

Pouco se tinha a comentar sobre o jogo em que Náutico e Flamengo, por falta de qualidade e incapacidade dos dois times, empataram em zero a zero, na Arena Pernambuco. Por esta razão, a apresentação do novo técnico alvirrubro, Marcelo Martelotte, roubou a cena na coletiva de imprensa. Afinal, todos queriam ouvir do presidente, Paulo Wanderley, as razões que o levaram a contratar o sétimo treinador para o time na atual temporada.

Antes de Martelotte estiveram no comando do elenco de profissionais alvirrubro Alexandre Gallo, Vágner Mancini, Silas, Zé Teodoro, Jorginho e Levi Gomes. Este último, que trabalha nas divisões de base, havia sido confirmado pela própria diretoria como o treinador efetivo até o fim do ano. A mudança de idéia, e a forma pela qual o presidente contratou o novo comandante, provocou a renúncia coletiva do colegiado que comandava o futebol.

O presidente Paulo Wanderley justificou a contratação de Marcelo Martelotte como uma necessidade de criar um fato novo para provocar uma reação do grupo nos dezesseis jogos restantes da Série A. "A medida que visa dar uma motivação ao grupo também serve para preservar o Levi Gomes", argumentou.

A escalada de Martelotte no futebol pernambucano é meteórica: em nove meses ele trabalhou nos três maiores clubes do Estado - Santa Cruz, Sport e Náutico - saindo de um clube de Série C para um de Série A sem pular o estágio da Série B.

O novo treinador alvirrubro reconhece que o desafio de evitar o rebaixamento é muito grande, e para vencê-lo teria que ser bafejado pela sorte e contar com a proteção de todos os deuses do futebol. Entretanto, como o atual cenário não foi criado por ele, qualquer venha a ser a reação esboçada pelo time dos Aflitos será creditada como uma resposta positiva do seu trabalho. Afinal, quem assistiu ao jogo com o Flamengo, sabe que o Náutico não tem mais para onde descer.

Como o Náutico está a três meses de uma eleição presidencial, a contratação de Martelotte é um fato novo com um viés político.

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