JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O jornalista Erich Betting, em um atigo publicado
na semana passada, teceu comentários sobre a atitude do Corinthians com relação
à entrada de jornalistas no Pacaembu durante os seus jogos, e fez uma
referência sobre um projeto deste clube quanto à gratuidade das rádios nos seus
jogos.
Por uma coincidência ouvimos no dia de ontem algo sobre o assunto, através de um jornalista do estado de São Paulo, que informou que existe um estudo do marketing corintiano para que as emissoras de rádio paguem pelas transmissões.
Na verdade não se trata de uma novidade, pois o sistema já foi estabelecido pelo Atlético do Paraná de uma forma diferente, contemplando espaços nas rádios para programas próprios ou publicidades.
à um debate interessante, pois o rádio transmite os jogos sem pagamentos aos clubes, ao contrário da televisão, mas por outro lado dá uma contrapartida em suas resenhas diárias com as notÃcias dos clubes.
Certamente necessita-se um maior estudo sobre o assunto, visto que se trata de uma fonte de receita bem valiosa e que não está sendo explorada.
A empresa de rádio vende as suas cotas de patrocÃnio para que possam transmitir os jogos, e não repassam nenhum centavo para os clubes que são donos do espetáculo, e que tem altos custos com as despesas do seu futebol.
Na Europa e nos Estados Unidos isso é um fato normal. A Liga dos Campeões, a Copa do Mundo, a Fórmula 1, Torneios de Tênis, cobram das emissoras de rádio para tramsmitirem os seus eventos, enquanto no Brasil o sistema de gratuidade continua funcionando, que remonta a épocas bem antigas.
Na verdade os clubes nunca pensaram nessa cobrança, por conta das altas receitas da televisão, e que os valores a serem recebidos pouco repercutiriam em seus caixas.
Trata-se de um bom debate, e que poderá modificar muita coisa no futebol nacional.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013










